Mostrando postagens com marcador CTB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CTB. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Nivaldo Santana: Tempos bicudos para o sindicalismo

Em artigo publicado em seu blog, Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), analisa o papel do movimento sindical em meio à crise do capitalismo. Como ponto de partida, recorre ao exemplo do Sindicato de Trabalhadores Automotivos dos Estados Unidos — o UAW —, que se tornou proprietário de 17,5% da GM, mas concordou em não fazer greves até 2015.



Para Nivaldo, “a crise impõe pesadas derrotas aos assalariados, mas abre uma janela de oportunidades: nessa situação, os campos ficam mais claros, os interesses antagônicos das classes sociais mais nítidos e a luta pelo socialismo ganha um reforço no plano das ideias”. Confira abaixo a íntegra do artigo.  

 


Vejam o texto completo no Vermelho

 

domingo, 31 de agosto de 2008

Nas Bancas: Há 25 anos nascia a CUT

A presença de mais de 5 mil delegados na 1ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat), em agosto de 1981, na cidade paulista de Praia Grande, já configurava a primeira reunião intersindical expressiva no Brasil desde o golpe militar. Mas ninguém imaginava que o evento seria o pontapé inicial para a criação, dois anos depois, de uma instituição que mudaria os rumos do sindicalismo brasileiro. Ao completar 25 anos em agosto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) é, em números absolutos, a maior central da América Latina e a quinta maior do mundo, com cerca de 3,3 mil entidades filiadas, 7,4 milhões de associados e 22,4 milhões de pessoas em sua base. Nas últimas duas décadas, protagonizou lutas contra as perdas salariais e em defesa da Previdência, do emprego e de outros direitos, atravessando também fases complicadas, como as vividas durante os governos Collor e FHC.
O fato de a CUT ter surgido no ABC paulista, tendo como primeiro presidente um metalúrgico (Jair Meneguelli), não foi por acaso. A Central surgia como uma extensão do chamado “novo sindicalismo” encabeçado por Luiz Inácio Lula da Silva, que mostrou as caras com as greves de 1978 e 1979 na região, as primeiras na ditadura após o Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 1968. Esse movimento questionava a estrutura sindical imposta pela legislação corporativa criada pelo governo de Getúlio Vargas, nos anos 30.
A greve deflagrada na Scania, em 1978, é sintomática para o início de uma série de movimentos de trabalhadores que buscam reverter as perdas salariais com a estagnação econômica e o arrocho salarial praticado à época. Em 19 de maio de 1978, 2 mil professores reúnem-se na Câmara Municipal de São Paulo e decretam uma greve que durou 24 dias. E, em 1º de setembro do mesmo ano, os bancários da agência Centro do Banco do Brasil, localizada na avenida São João, em São Paulo, também iniciam um movimento de greve. No prédio onde trabalhavam à época cerca de 1.500 pessoas, 200 param.


Texto completo na Revista Fórum.