A chegada ao poder sempre representa um momento de apogeu a qualquer forma de organização política. Neste momento a questão é: a forma perdura no poder pelo seu exemplo virtuoso, pela sua renovação política e moral e pela sua permanente retificação mediante a retórica da advertência (jeremiada), ou ela se corrompe e declina. Como já foi enfatizado muitas vezes, ao não possuir a ideologia republicana da virtude e da frugalidade, o PT se corrompeu. A ideologia dos palácios e dos gabinetes se sobrepôs à ideologia das ruas e das praças. A ideologia dos hotéis de luxo e dos restaurantes caros afogou a ideologia da militância combativa e do ativismo cívico. O PT dependente do Estado e do financiamento privado derrotou o PT-movimento da militância ativa. Os líderes do partido passaram a conviver com os endinheirados, não mais com os trabalhadores, com os humildes, com os intelectuais, com os estudantes. Estes só foram procurados nas campanhas eleitorais.
Confira o texto completo no Jornal GGN.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Lula, destruidor criativo da política
Por Cristian Klein
(...)
A história política brasileira recente, no entanto, é mais original. Permite uma terceira via, híbrida, mestiça. É o país onde há o petismo, oriundo de um partido social-democrata de massa, ao velho estilo das organizações europeias. E onde há o lulismo, movido pelo carisma, pela trajetória e pela força pessoal do presidente da República. Essa mistura, em que se combinam traços de partidarismo e personalismo, é uma das marcas do sistema político brasileiro. O petismo não responde por todo o quadro político, mas sua trajetória serviu de exemplo para outras legendas ao mostrar quão longe pode ir uma agremiação que investe em sua marca partidária. Seu percurso é europeu. Já Lula não corresponde exatamente ao perfil do empresário político americano a que se referia Weber. O PT não foi uma máquina partidária, uma criação personalista sua, pois, como se sabe, o partido surgiu da união de sindicalistas, segmentos da Igreja e da intelectualidade. Mas, com a força atual de sua popularidade – e mesmo antes dela – não há como negar que seu comando sobre o partido em alguns momentos se assemelha ao de um empreendedor e dono da empresa.
Vejam mais em JB ONLINE
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A história política brasileira recente, no entanto, é mais original. Permite uma terceira via, híbrida, mestiça. É o país onde há o petismo, oriundo de um partido social-democrata de massa, ao velho estilo das organizações europeias. E onde há o lulismo, movido pelo carisma, pela trajetória e pela força pessoal do presidente da República. Essa mistura, em que se combinam traços de partidarismo e personalismo, é uma das marcas do sistema político brasileiro. O petismo não responde por todo o quadro político, mas sua trajetória serviu de exemplo para outras legendas ao mostrar quão longe pode ir uma agremiação que investe em sua marca partidária. Seu percurso é europeu. Já Lula não corresponde exatamente ao perfil do empresário político americano a que se referia Weber. O PT não foi uma máquina partidária, uma criação personalista sua, pois, como se sabe, o partido surgiu da união de sindicalistas, segmentos da Igreja e da intelectualidade. Mas, com a força atual de sua popularidade – e mesmo antes dela – não há como negar que seu comando sobre o partido em alguns momentos se assemelha ao de um empreendedor e dono da empresa.
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Os tropeços de um neotucano, por José Dirceu
O vice-governador Alberto Goldman teve publicado nesta Folha, no dia 5, artigo intitulado "Os equívocos do PT" ("Tendências/Debates"). Anunciou seu texto como uma "contribuição ao debate ideológico que a sociedade deve travar em 2010". Quem esperava ideias frescas e relevantes ficou frustrado.
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Todos sabem que a cultura petista forjou-se, entre outros valores, na crítica à experiência política e econômica dos países sob influência soviética. Nosso compromisso com a transformação social a partir dos mecanismos da democracia e da participação popular está na raiz do petismo. Mas sempre fizemos essas críticas sem renunciar ao socialismo como horizonte estratégico, o que irrita Goldman, cuja trajetória parece ter evoluído celeremente do dogma à abjuração.
Vejam o texto completo no Portal da Fundação Perseu Abramo
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Todos sabem que a cultura petista forjou-se, entre outros valores, na crítica à experiência política e econômica dos países sob influência soviética. Nosso compromisso com a transformação social a partir dos mecanismos da democracia e da participação popular está na raiz do petismo. Mas sempre fizemos essas críticas sem renunciar ao socialismo como horizonte estratégico, o que irrita Goldman, cuja trajetória parece ter evoluído celeremente do dogma à abjuração.
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