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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

“Aparelhamento” do Estado: mito ou verdade? (Parte 2)

Na primeira nota sobre o assunto, o Brasil Debate mostrou que não há motivo para acreditar que há aparelhamento do Estado pelo governo. Dentre outras informações, observou-se a relação entre funcionários públicos por mil habitantes em 2010 era a mesma de 2000, de 5,09 funcionários públicos por mil habitantes.
A nota gerou diversos comentários que avaliavam que a questão do aparelhamento do Estado se dava não no campo dos funcionários concursados, mas sim dos comissionados.
Cargos comissionados são aqueles destinados à direção, chefia e assessoramento, preenchidos por livre escolha da autoridade. Podem ser ocupados por servidores concursados ou por pessoas sem vínculo com o governo.
A ideia é de que multiplicou-se o número de cargos em comissão, generosamente remunerados e ocupados por pessoas sem qualificação indicadas pelo partido governante.
Confira no Brasil Debate.

“Aparelhamento” do Estado: mito ou verdade?

A ideia de que tem havido um aparelhamento do Estado pelo governo federal é recorrente em discussões de articulistas de jornais, fóruns de discussão e até mesmo no discurso de vários políticos.
Analisando a tabela, que mostra dados a respeito do funcionalismo público federal de 1991 a 2010, torna-se evidente que essa hipótese é um mito:
1. De 1990 a 2002, a tendência era de queda no número de funcionários públicos ativos. O ano de 2002 foi particularmente marcante: apenas 30 funcionários foram admitidos por concurso público;
2. Desde 2003, a tendência tem sido de crescimento do número de funcionários públicos federais. O quadro de funcionários aumentou de 809.975 em 2002 para 970.605 em 2010, um acréscimo de 160.630 pessoas;
3. 155.534 foram admitidos por concurso público desde 2003. Mesmo com o aumento do número de funcionários públicos, em 2010 a administração federal tinha 21.391 funcionários a menos do que em 1991;
4. Considerando a população de 1991, de 146.815.815, e a de 2010, 190.755.799 (dados do IBGE), o número de funcionários por 1000 habitantes era de 6,76 em 1991 e de 5,09 em 2010. Portanto, o estoque de funcionários públicos federais caiu em relação à população total;
5. No Censo 2000, a população brasileira era de 169.872.856e o número de funcionários públicos federais era de 864.408, o que resulta em 5,09 funcionários públicos por 1000 habitantes. A mesma taxa de 2010.

O texto completo no Brasil Debate.

domingo, 6 de março de 2011

The Economist prega guerra contra funcionários públicos

Em um informe publicado dia 8 de janeiro, a revista anunciou a "próxima batalha" liberal: o confronto com os sindicatos do setor público. A tese da revista pode ser resumida em três pontos: os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; para reduzir o gasto, é preciso reduzir efetivos, salários e sistemas de pensões dos funcionários; os governos ganharão a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público. Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. O artigo é de Bernard Cassen.


Vejam mais detalhes em CARTA MAIOR

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Servidores de SP afirmam ter sido convocados para ato de Serra

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

São Paulo – Funcionários públicos de secretarias e estatais do governo paulista e da prefeitura da capital relataram terem sido convocados para o ato de encerramento de campanha do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB). A caminhada no centro de São Paulo ocorre no início da tarde desta sexta-feira (29). Serra foi governador de São Paulo até março deste ano, quando foi sucedido por seu vice, Alberto Goldman (PSDB). Na prefeitura, Gilberto Kassab (DEM) também é aliado do tucano.

As informações obtidas pela Rede Brasil Atual dizem respeito às secretarias de Educação, de Habitação e de Transportes, à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e à Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae). Os servidores pediram para não serem identificados.

Vejam mais detalhes em REDE BRASIL ATUAL

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Brasil tem baixa proporção de empregos públicos, mas a custo alto, diz OCDE

A proporção de empregos públicos em relação à força total de trabalho no Brasil é relativamente baixa na comparação com os países desenvolvidos, mas seu custo relativo ao PIB é alto, de acordo com um estudo realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com o Banco Mundial e o governo brasileiro.

Confira a notícia na BBC Brasil.

sábado, 12 de setembro de 2009

O mito do inchaço do Executivo

(...) há um trabalho sobre contratação de pessoal pelo setor público que é bastante interessante. Pra mim, é útil por mostrar como o debate no Brasil se tornou fulanizado, partidarizado e sobretudo ideologizado.

Ele se chama “O Mito do Inchaço da Força de Trabalho do Executivo Federal” e foi elaborado por Marcelo Viana de Moraes, Tiago Falcão Silva e Patrícia Vieira da Costa.

Veja o texto completo do "post" no blog do Luís Nassif.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Aécio efetivará 98 mil não-concursados

Um projeto de lei complementar apresentado pelo Executivo promete polêmica na Assembléia Legislativa. Para regularizar a situação previdenciária de cerca de 98 mil funcionários – contratados sem concurso público –, a matéria prevê a efetivação de todos eles, o que significa dar os mesmos direitos concedidos a quem chegou ao estado por concurso público.

O governo mineiro não é o primeiro a adotar a medida. Há dois meses a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto semelhante, apresentado pelo governador José Serra, incorporando 200 mil servidores temporários ao Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp).

LEIA MAIS NO UAI