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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mortes por cólera chegam a 473 no Zimbábue, diz OMS

Um surto de cólera no Zimbábue já matou pelo menos 473 pessoas entre agosto e o dia 30 de novembro, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A entidade afirmou que a doença afeta a maioria das regiões do país e mais de 11,7 mil casos foram registrados no mesmo período.

"Surtos de cólera no Zimbábue ocorrem anualmente desde 1998, mas as epidemias anteriores nunca alcançaram as proporções de agora. O maior surto ocorreu em 1992, com 3 mil casos registrados", afirmou a OMS em uma declaração em seu site.

A contaminação pela doença piorou com o colapso do sistema de saúde e saneamento do Zimbábue, em meio a uma prolongada crise econômica e política.

A notícia continua na BBC Brasil.


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Soldados protestam no Zimbábue por falta de pagamento

Cerca de 40 soldados do Exército iniciaram um tumulto que teve que ser dispersado pela tropa de choque da polícia em Harare, capital do Zimbábue.

Os soldados começaram a saquear lojas depois de esperar um dia inteiro em uma fila de banco. O protesto começou após o banco informar que não tinha dinheiro o bastante para pagar os salários.

A tropa de choque precisou utilizar gás lacrimogêneo para dispersar o tumulto criado pelos soldados. Alguns civis também participaram do protesto, a pedido dos militares.

Mais na BBC Brasil.


ONU alerta para aumento de cólera no Zimbábue

A ONU diz que o número de pessoas infectadas pela cólera continua a aumentar no Zimbábue, com quase 9 mil casos confirmados até agora e mais de 360 mortes desde agosto.

Só na terça-feira, 50 novos casos foram registrados.

O presidente do grupo Médicos do Zimbábue por Direitos Humanos, Douglas Gwadziro, disse que tanto o número de infectados como o número de mortes devem ser ainda mais altos, já que, segundo ele, muitas pessoas morrem sem que o caso seja notificado.

Gwadziro disse que a doença pode começar a se espalhar ainda mais rapidamente agora que a estação de chuvas começou.

Mais na BBC Brasil.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mugabe e oposição fecham acordo no Zimbábue

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder da oposição no país, Morgan Tsvangirai, assinaram em uma reunião nesta segunda-feira um memorando de entendimento com o objetivo de resolver a crise política no país africano.

O acordo estabelece as bases das negociações para a possível formação de um governo de coalizão, após a polêmica eleição presidencial que reencaminhou, em 29 de junho, Mugabe ao poder.

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, mediou as negociações entre Mugabe e Tsvangirai e descreveu a reunião entre os dois de "histórica". Foi a primeira vez que os dois políticos zimbabuanos se encontraram em dez anos.

Tsvangirai disse que o pacto com Mugabe, com o qual trocou um aperto de mãos, foi "uma tentativa de primeiro passo para uma solução para um país que está em crise".

"Nós estamos comprometidos em garantir que o processo de negociação seja bem-sucedido", disse.

Por sua vez, Mugabe disse que o encontro foi para "traçar um novo caminho" de interação política e afirmou que os dois lados devem realizar negociações como zimbabuanos, sem influência dos países da Europa ou dos Estados Unidos.

Notícia completa na BBC Brasil. Comentário rápido: tomara que isso signifique melhora de vida para os zimbabuanos, e não apenas uma conciliação entre elites, tão ao gosto brasileiro.


sexta-feira, 27 de junho de 2008

Baixa participação e intimidação da população marcam eleições no Zimbábue

No começo da manhã, apenas dez pessoas esperavam a abertura dos colégios eleitorais nos centros de Harare para poder votar, enquanto em outras localidades, apenas uma hora após sua abertura, às 7h horário local (2h, Brasília), os eleitores começaram a ser recebidos.


O dia de hoje contrastou com o da realização do primeiro turno, em 29 de março, quando horas antes da abertura dos colégios centenas de pessoas esperavam pelo momento de votar.


O Governo do Zimbábue tentou minimizar a pouca participação dos eleitores e informou através da rádio nacional sobre uma "resposta em massa" nas províncias de Mashonalandia e Manicalandia, redutos tradicionais da governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF).


Durante o dia todo, grupos de militantes da Zanu-PF dirigidos por veteranos da guerra da independência do Zimbábue e outras unidades paramilitares leais ao Governo percorreram as ruas de Harare convocando pessoas a votar, como a Agência Efe pôde constatar.


No distrito trabalhador de Mbare, na capital, que tradicionalmente apóia Tsvangirai, o grupo "Chipangano" (Nosso acordo, em idioma shona), pertencente à ala juvenil da Zanu-PF, foi casa por casa pedindo que os moradores fossem às urnas.

O texto completo no G1. Também no G1, uma análise sobre o que acontece no Zimbábue.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Oposicionista abriga-se em embaixada após retirar candidatura no Zimbábue

O líder oposicionista de Zimbábue Morgan Tsvangirai refugiou-se na embaixada holandesa no país nesta segunda-feira (23), segundo o ministério holandês de relações exteriores.

Segundo o ministério, Tsvangirai passou a noite na embaixada, depois de, neste domingo (22), ter retirado sua candidatura presidencial e denunciado pressões ilegais do regime do presidente Robert Mugabe contra seus partidários.

De acordo com a embaixada, Tsvangirai passou a noite na embaixada por uma questão de segurança, mas não pediu asilo. Seus partidários informaram que ele pode passar a próxima noite novamente na embaixada.

Em entrevista à CNN, Tsvangirai pediu à comunidade internacional que considere "nulas" as eleições presidenciais da próxima sexta-feira.

Mais no G1.


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Oposição diz ter encontrado corpos de ativistas no Zimbábue

O partido de oposição do Zimbábue, Movimento por Mudança Democrática (MDC), afirmou nesta quinta-feira que os corpos de quatro de seus ativistas foram encontrados perto da capital, Harare.

Segundo o partido, os quatro jovens foram seqüestrados e assassinados em um distrito ao sul de Harare.

O MDC afirma que eles foram levados por militantes do partido do governo, o Zanu-PF. Os corpos foram encontrados a vários quilômetros do local do seqüestro.

De acordo com o correspondente da BBC em Johanesburgo, Peter Greste, o corpo da esposa do prefeito eleito de Harare, que é do MDC, também foi encontrado queimado em meio a arbustos.

O MDC afirma que mais de 70 integrantes do partido já foram mortos e centenas estão desaparecidos nos incidentes ocorridos durante a campanha presidencial no país.

Robert Mugabe, atual presidente, disputa no próximo dia 27 o segundo turno da eleição contra Morgan Tsvangirai, líder do MDC.

Texto completo na BBC Brasil.


domingo, 15 de junho de 2008

Mugabe ameaça violência se perder eleição no Zimbábue

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, há 28 anos no poder, afirmou hoje que os veteranos da guerra da independência do país estão dispostos a pegar em armas se ele for derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, no dia 27. Mugabe afirmou que os veteranos o procuraram após o primeiro turno das eleições, em 29 de março, ameaçando iniciar uma nova guerra se o opositor Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MMD), vencesse a votação. "Eu também estou preparado para aderir à luta", afirmou Mugabe a jovens partidários de seu partido, o Zanu-PF. "Não podemos deixar os britânicos nos dominarem por meio de seus fantoches", disse o presidente, em referência a Tsvangirai. "Um voto para a oposição é um voto para os britânicos."

Mais em A Tarde.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Rival de Mugabe é preso pela 3ª vez em duas semanas

A polícia deteve nesta quinta-feira, 12, pela terceira vez em duas semanas, o candidato rival do presidente Robert Mugabe, Morgan Tsvangirai. Mais cedo, o secretário-geral do partido opositor do Zimbábue, Tendai Biti, considerado o número dois da legenda, também foi preso ao desembarcar no país. A informação foi confirmada por fontes do Movimento para a Mudança Democrática (MCD, sigla em inglês).

Tsvangirai foi preso enquanto seguia para um comício em Kwekwe. Libertado duas horas depois e seguiu para a campanha com outros 20 membros do partido. Os funcionários do partido disseram que Biti foi detido ao retornar ao Zimbábue, procedente da África do Sul. A polícia informou que Biti estava sendo acusado de traição - pode, por isso, receber a pena de morte. Também foi acusado de fazer declarações "prejudiciais ao Estado", segundo o porta-voz da polícia Wayne Bvudzijena.

Texto completo no Estadão Online.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Polícia prende até 300 em sede da oposição no Zimbábue

A polícia do Zimbábue invadiu nesta sexta-feira, 25, uma sede do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), partido opositor do presidente Robert Mugabe, e deteve pessoas sob a acusação de incitar a violência pós-eleitoral no país. A informação foi divulgada pelo porta-voz opositor, Nelson Chamisa, e posteriormente confirmada pelas autoridades. O MCD afirma que pelo menos 300 pessoas, incluindo membros da equipe, foram levados por cerca de 250 oficiais.

Notícia completa no Estadão.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Primeiros resultados mostram divisão nas eleições do Zimbábue

Autoridades do Zimbábue divulgaram nesta segunda-feira os primeiros resultados das eleições gerais realizadas no fim-de-semana, que indicam uma disputa apertada entre os dois principais partidos do país - pelo menos entre os votos para o Parlamento.

Os seis primeiros distritos apurados ficaram divididos igualmente entre o partido Zanu-PF, do presidente Robert Mugabe, e o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, sigla em inglês), do opositor Morgan Tsvangirai.

A apuração completa das 210 cadeiras da Câmara baixa e das 60 do Senado deve durar alguns dias. Ainda não foram divulgados resultados referentes à eleição presidencial.

No fim de semana, cerca de 5,9 milhões de eleitores escolheram também entre quatro candidatos à Presidência e milhares de postulantes às 1,6 mil vagas para conselhos locais.

Se nenhum dos candidatos presidenciais superar 51% dos votos, um segundo turno será realizado em três semanas.


Texto completo na BBC Brasil.


domingo, 30 de março de 2008

Zimbábue barra entrada de observadores eleitorais

Zimbábue barra entrada de observadores eleitorais

O Governo do Zimbábue está convencido de que parte da comunidade internacional conspira para derrubar o presidente Robert Mugabe, no poder desde 1980, e decidiu não aceitar observadores eleitorais procedentes de alguns países.


Só 47 Estados, a maioria da África e do mundo em desenvolvimento, foram autorizados a enviar observadores eleitorais para o pleito deste sábado, o primeiro na história do Zimbábue a reunir disputas presidenciais, parlamentares e regionais ou municipais.


A lista de observadores autorizados inclui todas as nações africanas que mostraram interesse e, de outros continentes, Brasil, Venezuela, Nicarágua, Jamaica, Rússia, China, Índia, Malásia, Indonésia e Irã.


Também receberam autorização representantes de organizações regionais africanas e outras como a Comunidade do Caribe (Caricom).


"Aqueles que pensam que só há uma eleição livre e justa quando a oposição ganha foram excluídos", afirmou o ministro de Assuntos Exteriores zimbabuano, Simbarashe Mumbengegwi.


Os observadores designados, segundo o chanceler, se destacam pela "objetividade e imparcialidade" de seus países nas relações com Harare.

Veja mais no G1.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Pedindo uma cerveja no Zimbábue

Keynes disse certa vez que numa situação de hiperinflação é melhor pedir três cervejas ao entrar num bar, porque o preço da bebida irá subir ao longo da noitada. Pensei na frase do economista ao ler o post de Chris Blattman (que toca um dos melhores blogs que conheço a respeito de desenvolvimento e questões afircanas) sobre o Zimbábue, país que vive uma terrível crise política e econômica. A foto mostra a quantidade de dinheiro necessária para comprar um copo de cerveja. Há polêmicas sobre o índice de inflação, mas acredita-se que possa ser de mais de 10.000% anuais - os piores na América Latina estiveram em torno de 3.000%. A expectativa de vida baixou para 37 anos.

Na época colonial, o Zimbábue se chamava Rodésia, batizado em homenagem ao empresário e explorador britânico Cecil Rodes, que se tornou conhecido por sua declaração de que ficava angustiado ao ver o céu estrelado, porque ali estavam vários planetas que ele nunca poderia colonizar. Para azar dos africanos, boa parte do continente estava disponível. A África Austral, com seu clima ameno, foi especialimente propícia ao estabelecimento de milhões de colonos brancos. Não por acaso, foi lá que as independências não puderam ser negociadas e tiveram que ser conquistadas à bala: África do Sul, Angola, Moçambique, Namíbia, Zimbábue.

No Zimbábue, a minoria branca fez uma célebre declaração unilateral de independência dos britânicos, porque acreditava que Londres iria chegar a algum tipo de acordo com a maoria negra. Esta, evidentemente, não gostou da perspectiva de viver num regime racista e o resultado foi uma feroz guerra civil. O líder do governo branco, Ian Smith, morreu há poucas semanas. O chefe dos rebeldes, Robert Mugabe (foto) governa o pais desde os anos 1980.

O texto continua em Todos os Fogos o Fogo, inclusive com figurinha.