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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Moody's admite que contribuiu para crise financeira

Ex-analistas da agência disseram ter sido pressionados para melhorar a avaliação de certos produtos financeiros

O presidente da agência de classificação de risco Moody's, Raymond McDaniel, admitiu hoje os erros de seu sistema de análise, que contribuiu para a crise financeira por ter dado boas qualificações a títulos hipotecários de má qualidade. Em um comunicado apresentado à comissão de investigação sobre a crise financeira internacional criada pelo Governo e pelo Congresso americanos, McDaniel confessou que o nível de precisão das avaliações da companhia "foi profundamente desalentador".

"A Moody's certamente não está satisfeita", afirmou McDaniel, em um testemunho por escrito apresentado à comissão, que realizou uma audiência em Nova York. Na audiência, ex-analistas da companhia disseram ter sido pressionados pela gerência da agência para melhorar a avaliação de certos produtos financeiros em benefício de seus emissores, que são os que pagam pelos serviços da Moody's. Além da Moody's, as agências de classificação de risco Standard & Poor's e Fitch, principais do mundo, atribuíram avaliações de alta qualidade a títulos imobiliários que acabaram por conter hipotecas subprime. [Segue no iG AQUI.]

#moody's

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Adeus liberalismo!

Como a crise econômica expõe a ideologia de mercado e seus ideólogos - Realmente, o feitiço virou contra o feiticeiro! Enquanto os órgãos da ideologia liberal tentam dar adeus aos seus grandes críticos, a sua mais importante fonte ideológica – o liberalismo – dá adeus.

Realmente, o feitiço virou contra o feiticeiro! Enquanto os órgãos da ideologia liberal (principalmente dos Estados Unidos e da Europa) tentam (desesperadamente e sem nenhum êxito) dar adeus aos seus grandes críticos (como Lênin, por exemplo); a sua mais importante fonte ideológica – o liberalismo – dá (esse sim, mais uma vez) adeus.

Vejam o texto completo no Pravda.Ru

terça-feira, 31 de março de 2009

A ideologia do livre mercado está longe de acabar

“Este espetáculo levanta, necessariamente, uma questão: se o estado pode intervir para salvar corporações que assumiram riscos impensados nos mercados imobiliários, por que não pode intervir para evitar que milhões de americanos sofram a execução de suas hipotecas?

Seguindo o mesmo raciocínio, se US$170 bilhões podem ser instantaneamente disponibilizados para compra da gigante dos seguros AIG, por que o seguro de saúde individual - que protegeria os cidadãos das práticas predatórias das empresas de seguro-saúde - parece ser um sonho inalcançável? E se cada vez mais corporações precisam dos fundos dos contribuintes para se manter, por que os contribuintes não podem reivindicar algo em troca - como limites de juros em pagamentos executivos ou uma garantia contra mais perdas de empregos?

Agora que ficou claro que os governos podem realmente agir em tempos de crise, será muito mais difícil alegar a impossibilidade de agir no futuro. Outra mudança potencial tem a ver com as esperanças do mercado em relação a futuras privatizações.”

O texto completo de Naomi Klein, está no Terra Magazine.