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terça-feira, 17 de março de 2009

Perseguidos da ditadura acusam Fiesp de ter utilizado "lista negra"

O Fórum de Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo incluiu uma sigla que não aparecia com tanta frequência nas acusações de perseguição durante a ditadura militar - além dos conhecidos Dops (Departamento de Ordem Política e Social), DOI-Codi (Departamento de Operações e Informações do Exército) e SNI (Serviço Nacional de Inteligência).

Integrantes do grupo que luta pelas indenizações aos perseguidos e pela punição aos torturadores afirmam que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) dispunha de uma lista, elaborada pelos órgãos de segurança, com os nomes daqueles que não podiam ser empregados nas fábricas por sua militância.

"Hoje eles negam, mas havia uma lista negra entre a Fiesp, os sindicatos patronais e a polícia. Eu não conseguia emprego. Você tinha que mostrar sempre os antecedentes a qualquer pedido de serviço. Isso barrava sua vida profissional." Luis Cardoso era metalúrgico e estava entre os agitadores de uma greve em Osasco em 1968, poucos dias antes do AI-5, o ato institucional que acabou com últimas liberdades de um regime que começou em 1964 e só terminou no ano de 1985. Para se sustentar, Cardoso teve que migrar para a construção civil e para o Mato Grosso.

Continue lendo no UOL Notícias.

sábado, 22 de março de 2008

Estados Unidos censura páginas web de temas cubanos

De un plumazo en la lista de vigilancia, y desaparece la voz

4 de marzo, 2008
Por ADAM LIPTAK

The New York Times

Traducido por Margarita Alarcón, del equipo de Traductores de Cubadebate y Rebelión.

Steve Marshall es un agente de viajes inglés. Vive en España, y vende opciones de viajes a europeos que desean ir a lugares soleados, incluyendo de Cuba. En octubre, cerca de 80 de sus sitios Web dejaron de funcionar, gracias al gobierno de los EEUU.

Los sitios, en inglés, francés y español, llevaban funcionando desde 1998. Algunos como www.cuba-hemingway.com, eran literarios. Otros como www.cuba-havanacity.com, trataban temas de historia y cultura de Cuba. Y otros como www.ciaocuba.com y www.bonjourcuba.com — eran puros sitios comerciales dirigidos a turistas italianos y franceses.

“Vine por la mañana al trabajo y no teníamos ni una sola reservación,” dijo el Sr. Marshall por teléfono desde las Islas Canarias. “Pensamos que era un problema de desperfecto técnico.”

En cambio resultó ser que los sitios Web del Sr. Marshall habían sido incluidos en la lista negra del Departamento del Tesoro de los EEUU, y a consecuencia de esto, el registro de su dominio que es la compañía eNom Inc. los había inactivado. El Sr. Marshall dijo que eNom le había dicho que así había sido después que recibieran una llamada del Departamento del Tesoro, la compañía que radica en Bellevue, Wash., dijo haberse enterado por un blog que los sitios estaban en una lista negra.



O texto completo no Rebelión.


sábado, 24 de novembro de 2007

LISTAS NEGRAS: Da discussão nasce a escuridão

Tudo começou com uma briga em que ninguém tem razão. Ao fazer uma capa para Veja sobre Ernesto "Che" Guevara, o repórter pediu uma entrevista a um jornalista americano que escreveu festejada biografia do guerrilheiro. Por algum motivo, a entrevista não se realizou. O americano não gostou da reportagem; e, em vez de enviar uma carta ao autor, ou à revista, ou a ambos, enviou-a também a uma lista de correspondência, que a divulgou pela internet. Nela, insulta o repórter. Este reagiu protestando não contra as críticas ou os insultos, mas contra a divulgação da troca de mensagens entre ambos, que qualificou de antiética.

Até aí, normal: bate-bocas, com ou sem bons motivos, são freqüentes na profissão – ainda mais quando envolvem, como no caso, diferentes visões da mesma personagem. O grave é uma frase do repórter brasileiro enviada ao americano: "Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista".

Trata-se de algo que sempre se comentou, de que muito se falou, mas que até agora não tinha confirmação formal (e, aliás, sempre foi oficialmente negada): a existência de uma "lista negra" em veículos de comunicação. Pior: quando se falava em "lista negra", sempre se pensava no comando supremo do veículo, ou da empresa. Nunca se pensou que um repórter, por melhor que fosse, por mais alto que estivesse na hierarquia da reportagem, pudesse incluir nomes na lista negra.

Este é um tema que vale a pena discutir, aqui no Observatório da Imprensa e em todas as instâncias jornalísticas. Seria interessantíssimo conhecer a opinião de Luiz Weis, cuja coluna neste Observatório tem sido preciosa, pela escolha de temas e pela análise de cada um deles. E, naturalmente, de Alberto Dines, que há muitos anos pensa jornalismo e já comandou grandes veículos [ver aqui uma pesquisa no Google].

Lista negra é o oposto do jornalismo; é a negação da imprensa livre. A opinião é livre, mas levar ao leitor "all the news that’s fit to print" é a obrigação de cada jornalista.



Parte da coluna de Carlos Brickman, no Observatório da Imprensa.