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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Marina Silva e as novas florestas

Gilson Caroni Filho

O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença. É tensa a relação entre o legado de Chico Mendes e os desvios de sua seguidora.

Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a "cabocla de tantas malárias e alergias" coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.

Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma "celebridade" que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.

Vejam o texto completo em PRAVDA.RU

quarta-feira, 18 de março de 2009

Stora Enso adia expansão da Veracel com ARACRUZ

Por Brett Young

HELSINQUE (Reuters) - Os resultados do primeiro trimestre da fabricante norueguesa de papel Stora Enso serão mais fracos que os números do período anterior por causa da demanda fraca, informou a companhia nesta quarta-feira.

A empresa também anunciou cortes de 20 por cento nos investimentos para melhorar suas finanças e informou que, junto com a sócia brasileira Aracruz, irá adiar a expansão da Veracel.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Aracruz confirmou a notícia, dizendo que os planos de expansão da Veracel serão adiados "por pelo menos um ano".

"Dessa forma, serão cancelados os investimentos programados para 2009 em compra de terras, formação de florestas e estudo de viabilidade, sendo a parte que cabia a Aracruz orçada em 75 milhões de reais", acrescentou a Aracruz, justificando a medida como "uma ação prudente à luz do atual cenário de mercado".

A Stora Enso divide no Brasil a fábrica de celulose Veracel com a Aracruz.

sábado, 17 de maio de 2008

Bancada das papeleiras vai ao Chile conhecer maior deserto verde da América Latina

Os deputados que defendem os interesses das grandes empresas de celulose na Assembléia Legislativa gaúcha viajaram ao Chile, na manhã desta quarta-feira, para conhecer a “maior plantação de florestas para celulose e madeira da América Latina”. Segundo o deputado Berfran Rosado (PPS), coordenador da Frente Parlamentar Pró-Florestamento (também conhecida como bancada das papeleiras), “a intenção é antecipar soluções para as questões de preservação e de desenvolvimento que ocorrerão no Estado com a concretização das novas fábricas de celulose e do crescimento de toda a cadeia produtiva da madeira, que se instalará na Metade Sul”.

O texto continua no RS Urgente. Há ainda um linque para o Observatório Latino-Americano de Conflitos Ambientais, onde há um longo relato, em espanhol, sobre a situação do tal deserto verde no Chile.

domingo, 11 de maio de 2008

jornalista expõe o impacto dos desertos verdes: riachos estão secando no Uruguai

O jornalista Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, publicou mais uma matéria sobre o impacto das papeleiras. Ele foi ao Uruguai e constatou: a subsistência dos agricultores está ameaçada pelas plantações de eucaliptos. A matéria relata:

“A invasão dos pampas pelos maciços de eucaliptos começou pelo Uruguai, onde atuam as multinacionais Botnia (finlandesa) e Ence (espanhola). O país conta com pelo menos 700 mil hectares ocupados com florestas de eucaliptos. A Ence ainda está implantando sua base florestal, mas a fábrica de celulose da Botnia, em Fray Bentos, na fronteira com a Argentina, já está em operação. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão, vai produzir 1 milhão de toneladas de celulose por ano. Os espanhóis vão produzir a metade disso. O governo e os empresários locais saúdam a nova frente econômica, como acontece no Rio Grande do Sul, mas os efeitos dos "desertos verdes" de eucaliptos já são sentidos por agricultores na região de Mercedes, no departamento de Durazno”.

Texto completo no RS Urgente.