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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cubanos chegam e já diagnosticam a doença do Brasil

Eles desembarcaram há apenas quatro dias.

Ainda nem começaram a trabalhar. Mas alguma coisa de essencial já foi diagnosticada entre nós, apenas com a sua presença.

Uma foto estampada na Folha de S. Paulo desta 3ª feira sintetiza a radiografia que essa visita adicionou ao diagnóstico da doença brasileira.

Um médico negro avança altivo pelo corredor polonês que espreme a sua passagem na chegada a Fortaleza, 2ª feira.

O funil do constrangimento é formado por jovens de jaleco da mesma cor alva da pele.

Uivam, vaiam, ofendem o recém-chegado.

Recitam um texto inoculado diuturnamente em sua mente pelas cantanhêdes, os gasparis e assemelhados.

Centuriões de um conservadorismo rasteiro, mas incessante.

Vejam mais no Blog das Frases-CARTA MAIOR

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

EXCLUSIVO: CHEGAM OS MÉDICOS CUBANOS


Nesta quarta-feira, como antecipou Carta Maior, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o acordo com Cuba para a vinda imediata de 400  médicos ao Brasil. Outros 1.500 profissionais  cubanos desembarcam um pouco mais adiante, até completar quatro mil. A decisão reflete um novo momento do programa ‘Mais Médicos' que, progressivamente, furou o duplo bloqueio  da má vontade conservadora e do elitismo corporativista. Lançada em oito de julho, a iniciativa ataca fatores emergenciais e estruturais que multiplicam áreas desassistidas no país. O Brasil tem apenas 1,8 médico por mil habitante; a Argentina tem três. O governo quer elevar o índice brasileiro para 2,5 por mil. Precisará de mais  168.424 médicos. As escolas brasileiras formam cerca de 18 mil médicos por ano. Mais de 3.500 municípios aderiram ao programa. O ministro Padilha pretende acudir a emergência com a vinda imediata de profissionais estrangeiros; e corrigir o déficit estrutural incorporando as escolas de medicina à política da saúde pública brasileira. A clínica-geral será incentivada e a residência médica estará vinculada à prestação de serviço remunerado no SUS. O acordo com Cuba, bombardeado originalmente, foi revalidado pelo próprio boicote corporativista, que tornou explícita a indiferença das elites em relação aos segmentos mais vulneráveis da população. Foi obra da paciente argúcia política do governo. Hoje, mais de 54% dos brasileiros declaram-se favoráveis à vinda de estrangeiros para socorrer as regiões distantes e periferias conflagradas. Mais que uma vitória isolada, o Mais Médicos descortina uma nova família de políticas públicas, que convoca a universidade a se incorporar ao passo seguinte do  desenvolvimento brasileiro.(Leia mais: 1  , 2, 3, 4 e 5   
 
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial

Credite-se à elite brasileira façanhas anteriores dignas de figurar, como figuram, nos rankings da vergonha do nosso tempo.

A seleta inclui a resistência histórica à retificação de uma das piores estruturas de renda do planeta.

Ademais de levantes bélicos (32,62,64 etc) contra qualquer aroma de interferência num patrimônio de poder e riqueza acumulado por conhecidos métodos de apropriação.

O repertório robusto ganha agora um destaque talvez inexcedível em seu simbolismo maculoso.

A rebelião dos médicos contra o povo.  

Visto no blog das Frases-CARTA MAIOR

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Funcionária do Tribunal de Justiça registra queixa por assédio moral

Simone Janson Nejar, “demitida” na semana do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao final de um processo administrativo supersônico, apresentou-se para retornar ao trabalho nesta segunda-feira e acabou sendo objeto de uma nova atitude inédita ordenada pela direção da Corte gaúcha. No último sábado venceu o prazo de sua suspensão preventiva de 60 dias. Portanto, ela se apresentou para trabalhar nesta segunda-feira.

O texto completo no blog do Videvrsus, jornalismo de adjetivos. Leia e analise.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tribunal Militar em debate

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO DE 2008

O promotor de Justiça João Barcelos e deputados da Assembléia Legislativa se reúnem hoje para tratar da proposta de extinção do Tribunal de Justiça Militar do Estado (TJME). A idéia havia sido levantada pela bancada do PT, mas não passou pela Comissão de Constituição e Justiça.
Agora, o assunto voltou à tona, após Barcelos, que atua na 2ª Auditoria de Justiça Militar da Capital, ter declarado que o Tribunal Militar – um dos três últimos do país – não possui demanda suficiente de atuação e custa caro. A instituição agiria ainda de forma corporativista, não condenando oficiais da Brigada Militar, só praças.
O tribunal é composto por quatro coronéis da BM, um membro do MP, um advogado e um juiz de carreira. Todos adquirem status de desembargador, ganhando salários de magistrados. 'Quando o caso envolve um oficial superior, é um festival de habeas corpus', afirmou Barcelos.
A questão foi levantada pelo ex-deputado estadual Flávio Koutzii e pelo senador Tasso Jereissati, que propõe a extinção da Justiça Militar e do Ministério Público Militar.
O presidente do TJME, Sérgio Antônio Berni de Brum, se declarou surpreso com a ação do promotor e lamentou a atitude. 'Quanto menos processos a Justiça Militar julgar, mais estará justificando sua existência porque é responsável pela disciplina na BM. Nosso público é de 22 mil homens, dos quais 5,9% respondem processo.' Segundo Brum, tramitam 1,3 mil ações. Ressaltou que não há constrangimento ao julgar colegas, já que, ao ingressar no tribunal, o membro passa a fazer parte do Judiciário. 'Não existe qualquer tipo de corporativismo.'

quarta-feira, 30 de julho de 2008

De Sanctis chama blindagem de advogados de corporativismo

De Sanctis chama blindagem de advogados de corporativismo

SÃO PAULO - Juiz do caso Satiagraha e de muitos outros que tratam de crimes do colarinho branco e lavagem de dinheiro, Fausto Martin De Sanctis considera "excrescência normativa" o projeto da inviolabilidade da advocacia, ora nas mãos do presidente Lula. "Ninguém está acima da lei, nem o juiz", ele prega.


Vejam a entrevista completa na Tribuna da Imprensa.