sábado, 3 de outubro de 2015
Como classificar o silêncio de Aécio e FHC sobre Cunha?
domingo, 2 de agosto de 2009
Transparência seletiva
Mendes assinará na próxima semana uma portaria específica, na condição de presidente do CNJ, determinando que seja dada publicidade às despesas correntes do órgão, segundo ele para garantir transparência a qualquer cidadão. Os salários e os nomes das pessoas, no entanto, ficam de fora. Mendes espera que o projeto seja “abraçado” por todo o Judiciário.
O curioso é que quando estourou a polêmica por causa da divulgação nua e crua das remunerações dos servidores municipais de São Paulo, no site da prefeitura, sindicatos e servidores recorreram ao STF para derrubar a medida. O abacaxi caiu justamente no colo de Gilmar Mendes, que não teve dúvidas: derrubou todas as liminares que impediam a apresentação integral dos salários dos servidores paulistanos.
O texto completo no blog do Luís Nassif.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O nepotismo que a mídia protege
Mas se a intenção é moralizar, compare-se com outro nome. Guimar Feitosa de Albuquerque Lima. Irmã do ex-deputado Chiquinho Feitosa, do PSDB ( CE). Advogada da União ( aposentada em 18 de junho de 2009) e cedida ao STF ( não é concursada do Judiciário), onde foi chefe de gabinete do Ministro Marco Aurélio, que em 2001 a nomeou Secretária-Geral da Presidência da Corte Suprema. Atualmente desempenha o cargo em comissão de Secretária-Geral da Presidência do TSE.
Detalhe: seu nome atual é Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, já que é casada com o Presidente do STF, Gilmar Ferreira Mendes. Pois bem, pela Súmula número 13, do nepotismo, ela, como esposa do ” Chefe do Judiciário”, como Mendes se autoproclama, está incursa na proibição ali prevista. Justamente por ser casada com o chefe, que admite ser chefe. Se, ainda assim, afirmarem que não se trata de nepotismo por ela laborar em outro Tribunal, mister se faz lembrar que, por previsão do parágrafo único do art. 119 da Constituição Federal, o Presidente do TSE será, obrigatoriamente, um dos Ministros do STF que o compõem. Vislumbra-se, assim, o que se chama nepotismo cruzado ( solicitar a um colega que nomeie um parente). Como também se verifica a profunda vinculação do TSE ao STF.
Veja o texto no blog do Luís Nassif.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A vergonha do senador Pedro Simon
- Perdemos toda a credibilidade. O presidente Sarney tem de ter a grandeza de renunciar à presidência do Senado. Tenho vergonha. Estou pensando em ir para casa.
Cena 2: Porto Alegre: O governo Yeda Crusius (PSDB) é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal, além de outras instituições, investiga o envolvimento de integrantes do governo em crimes como desvio de dinheiro público e fraude em licitações. A oposição defende a instalação de uma CPI na Assembléia para investigar as denúncias. O senador Pedro Simon é contra. Diz que a investigação do Ministério Público já é suficiente, argumento que deixa na gaveta no caso das denúncias no Senado.
Continua no Marco Weissheimer - RS Urgente.
Você sabia?
Voce sabia…
… que os jornalistas políticos de Brasília convivem diariamente com congressistas e funcionários?
… que as informações que hoje são divulgadas são de conhecimento do jornalismo político de Brasilia, e do Valdo Cruz, há anos?
… que, embora conhecidas, as bandalheiras não eram divulgadas porque não interessava naquele momentos aos jornais?
No blog do Luís Nassif, questões em cima do texto do Valdo, na Folha de hoje. Há linque para a indignação seletiva lá.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A ajuda de Virgílio a Sarney
Quem esteve hoje com José Sarney encontrou-o mais tranquilo do que em outros dias, graças a dois aliados inesperados: Arthur Virgilio e o Estadão.
A estratégia contra Sarney consistia em levantar os escândalos do Senado e fulanizar, jogar tudo nas costas do presidente da Casa. Quando surgiram as primeiras informações dos atos secretos, o Estadão passou a vazar seletivamente apenas o que atingia Sarney. A ideia seria não ampliar as denúncias por uma razão simples: não sobraria um e, não sobrando, não haveria como convencer o Senado a depor seu presidente.
Já descrevi várias vezes essa estratégia da escandalização. Com a falta de regras claras, o jogo político brasileiro dá margem a toda sorte de denúncias. A cada temporada, os jornais escolhem na gôndola dos escândalos aquele que lhe interessa e manda bala.
Texto completo no Luís Nassif.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Escândalos de prateleira
Já escrevi algumas vezes sobre o modelo político-midiático brasileiro. Esse episódio do Senado vem apenas comprovar.
Tem-se um escândalo de 14 anos. Nesse período todo, o Senado foi coberto diariamente por jornalistas especializados dos principais jornais. Segundo o Estadão de hoje, os atos secretos beneficiaram 37 senadores, entre os quais o Pedro Simon, Demóstenes Torres, além de Renan, Sarney e companheiros, Delcídio e Augusto Botelho, do PT.
Esses episódios, além dos esquemas de terceirizações da casa (a propósito, investiguem como são as terceirizações em todos os grandes órgãos públicos federais e estaduais) são velhos conhecidos dos jornalistas.
Mas ficam pendentes, não são usados enquanto não têm utilidade. Quando interessa ao jogo político da mídia, vai-se na gôndola do Supermercado de Escândalos e saca-se aquele que melhor se adequa ao momento. Neste caso específico, o objetivo evidente não é o de moralizar a casa, caso contrário não teriam deixado passar em branco 14 anos de irregularidades: é desestabilizar politicamente o país.
Texto completo no blog do Luís Nassif.
terça-feira, 21 de abril de 2009
O grande festival de irrelevâncias
O festival de irrelevâncias que assola a mídia só é relevante pela dimensão. Ontem, o Globo abre manchete para o desvendamento do caixa dois de políticos. Um assessor do senador Gerson Camata, do Espírito Santo, dizendo que funcionários assinavam notas para justificar despesas bancadas pelo Congresso. Virou manchete principal, algo que Daniel Dantas jamais conseguiu no jornal nos últimos doze meses.
O Estadão dizendo que agora Protógenes está perdido m-e-s-m-o porque descobriram que ele viajou para palestras com passagens da cota do PSOL. A Folha volta com gastos com assagem de avião pelo TCU - como se fiscalização de obras pudesse ser feito de forma virtual.
O que é essa mixaria perto dos acordos que estão sendo fechados entre governos estaduais e editoras jornalísticas, forma direta de comprar apoio ou proteção? (...)Texto completo no blog do Luís Nassif.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A geografia moral do senador Pedro Simon
Confira na Agência Carta Maior.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Pedro Simon, o moralista póstumo
Do RS Urgente:Quanto às fraudes no Detran, que iniciaram no governo Rigotto (PMDB), segundo as investigações da Polícia Federal, Simon segue em silêncio. Nenhuma palavra. [...] Do alto desta indignação seletiva, Simon volta a querer dar lições de moral na política gaúcha. Evita bolas divididas em assuntos espinhosos, silencia quando denúncias de corrupção atingem colegas de partido e aliados, e tenta surfar na onda depois que os fatos se concretizam. Nunca é responsável por nada e sempre acaba aparecendo na mídia com o dedo em riste, denunciando a imoralidade e a irresponsabilidade alheia. Tornou-se um especialista em posicionamentos póstumos.A charge é do Eugênio.