segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Reféns de um Banco Central “independente”
No dia 5 de Agosto de 2011, Jean-Claude Trichet escreveu mais duas cartas, uma ao primeiro-ministro de Espanha Zapatero, outra ao primeiro-ministro italiano Berlusconi. Ambas foram mantidas secretas durante muito tempo, mas deixaram de o ser para desgosto do BCE.
Confira as cartas no blog Ladrões de Bicicletas, via Jornal GGN.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
JURO E TOMATE: O MOLHO AZEDO DO LAISSEZ-FAIRE
O Brasil é o quinto lugar do planeta mais alvejado por desastres climáticos na última década. O semiárido nordestino vive desde outubro uma das piores secas em meio século. A resposta ortodoxa para eventos climáticos extremos será sempre a mesma: ‘sobe o juro!'. Não importam os custos, nem as causas. A ausência de uma política estatal de estoques de alimentos acentua a vulnerabilidade ao clima desordenado. Tido como um dos cinco maiores celeiros do mundo, o Brasil simplesmente não dispõe dos ditos celeiros para intervir no abastecimento. A rede pública de armazéns foi privatizada e sucateada nos governos Collor e FHC. Esta semana, quando já galgava o patíbulo do Copom, o governo, finalmente, decidiu espetar armazéns estatais em áreas estratégicas do território nacional. Nas últimas décadas, a supremacia neoliberal colonizou a agenda da segurança alimentar em todo o mundo. Aos livres mercados -‘mais eficientes e ágeis'- caberia assegurar o suprimento da sociedade. No ápice da escassez e da fome geradas pelo colapso financeiro de 2007/2008,nações e organismos internacionais viram-se desarmados. Onde estavam os estoques? Onde continuam a repousar. Em celeiros das grandes corporações que dominam o comércio agrícola mundial. A alta do juro nesta 4ª feira condensa essa trama de interesses e engodos, que compõem o molho azedo do laissez-faire. (LEIA MAIS AQUI)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Banco Central decide fechar os bancos Cruzeiro do Sul e Prosper
terça-feira, 5 de junho de 2012
Cruzeiro do Sul tem histórico de episódios negativos
Leia o texto completo no IG Economia.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Monti e Papademos representam a cultura predatória do mercado, diz intelectual italiano
“Na Europa, existe há anos um diretório financeiro que atua para um grupo hiperliberal e dogmático do Banco Central Europeu. Agora estão colocando seus homens na cúpula dos governos nacionais. A ditadura financeira fecha-se como uma corda no pescoço da democracia europeia e, o que é ainda pior, fecha-se no pescoço da sociedade europeia”, critica Berardi, em entrevista ao Opera Mundi.
Confira o restante do texto e a entrevista no Opera Mundi.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
CARTA MAIOR - Quarta-feira - 31/08/2011
sábado, 2 de julho de 2011
Vende-se o Partenon
À deriva de uma Europa assolada pela crise econômica e financeira, à custa de um buraco negro, abismo vertiginoso de mais de 600 bilhões de euros, para cobri-lo a Grécia anuncia o propósito de pôr em leilão o seu inestimável patrimônio artístico e natural. Daí a lógica da pergunta acima. Poderia, porém, dirigir muitas outras ao Oráculo de Delfos. Que diria Homero? Ou, ao se falar no Egeu, o seu herói mais humano, o Odisseu? Ou a poetisa Safo, ou outro que versejava, Teócrito, a pressagiar Caymmi, escrevia “deixa que o mar azul quebre sobre a praia, mais doce a seu lado transcorrerei a noite”?
Continue lendo o editorial de Mino Carta na CartaCapital.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A CHANCE DE CORTAR A RAÇÃO RENTISTA
Vejam o texto completo em CARTA MAIOR de sexta-feira 17/06/2011
domingo, 31 de outubro de 2010
Um ninho tucano cheio de negócios
O ex-genro de FHC foi quem levou a Varig a entrar em recuperação judicial e negociou os ativos dela
Nos embates eleitorais do 2º turno está faltando uma palavra: genro. Parece ter sido ela extirpada do dicionário do candidato do PSDB. Em dois casos, a palavra pode ter efeito nefasto. José Serra acusa o atual governo de aparelhar as agências reguladoras e esquece de dizer que foi o então genro do presidente Fernando Henrique Cardoso o primeiro escolhido para presidir a Agência Nacional de Petróleo (ANP). David Zylbersztajn foi o interlocutor do setor do petróleo no governo FHC e depois se transformou no grande broker da área petrolífera, promovendo a quebra do monopólio da Petrobras e planejando o esquartejamento da empresa, que recebeu um X para que se tornasse menos dolorosa a partilha. A Petrobras só não migrou para grupos empresariais ligados a Zylbersztajn porque houve um acidente de percurso: a derrota do candidato da situação, Serra, na disputa da Presidência com Lula em 2002.
Vejam mais detalhes no JORNAL DO BRASIL
domingo, 12 de setembro de 2010
Folha escondeu nome da filha de Serra em 2001 sobre o vazamento dos sigilos bancários
Em 2001, o jornal Folha de São Paulo, publicou uma reportagem sobre o mesmo assunto que a revista Carta Capital resgatou essa semana.
O próprio jornal havia se aproveitado do "site" deixar estas informações abertas, para publicar uma lista de deputados que tinham passado cheques sem fundos.
A Folha disse que a empresa era Argentina, mas escondeu uma informação relevante: o nome da filha de Serra, sócia na época da empresa, ao lado da irmã de Daniel Dantas, presa na Operação Satiagraha.
Segue a matéria da Folha de S. Paulo, 31/01/2001:
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Revista mostra empresa da filha de Serra e da irmã de Daniel Dantas promovendo intensa quebra de sigilo bancário
A revista Carta Capital desta semana traz reportagem de Leandro Fortes que deixa o Zé Baixaria e seus papagaios na imprensa em uma sinuca de bico:Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC e José Serra (PSDB), a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
A Decidir.com foi resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.
O primeiro ramo de atividade da empresa era "assessorar licitações públicas".
Depois, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.
Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.
O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.
Vejam mais detalhes no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Brasil, o despertar do gigante latino-americano
Desde quando Luis Inácio Lula da Silva chegou à Presidência do Brasil em 2002, a economia do gigante latino-americano tem despertado de uma longa letargia.
O Banco Central informou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2010 se elevará a 7,3%, superior ao estimado anteriormente que era de 5,8%.
A concretizar-se o aumento, será o maior da economia nacional desde 1986 o que indica que o gigante sul-americano despertou da letargia em que esteve submetido durante anos.
A entidade bancária assegura que o atual ciclo de expansão permanecerá estável a médio prazo porque existe um rumo favorável do mercado de trabalho, da renda real, dos investimentos e dos indicadores de confiança dos empresários e consumidores.
O Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a cifra alcançada é sumamente eloquente pois no primeiro trimestre de 2010 o PIB oi 9% superior comparado com o mesmo período de 2009.
Vejam o texto completo em REBELIÓN.ORG
quinta-feira, 1 de julho de 2010
INVESTIMENTO RECORDE QUESTIONA ALTA DE JUROS
AMPLIAÇÃO DE CAPACIDADE PRODUTIVA CONTRARIA AVALIAÇÃO ORTODOXA DE 'PIB INELÁSTICO' DO BC
Empresas brasileiras registram o maior nível de investimento dos últimos 10 anos no 1º quadrimestre de 2010. Área de infraestrutura lidera com inversões equivalentes a 12,6% do faturamento líquido das 500 principais empresas do país. Recursos estão sendo canalizados para gargalos históricos do desenvolvimento, como as áreas de saneamento, transportes e rodovias. Capacidade produtiva cresce em ritmo acelerado: produtividade industrial tem aumento acima do reajuste da folha salarial; empresas ampliam escala para atender a demanda de massa, sem pressões inflacionárias. Produção de máquinas, equipamentos e edificações cresceu 38,5% em maio, em relação a igual mês de 2009. Não há motivo para o Banco Central exercer o papel de vice oculto de Serra e continuar elevando a taxa de juro, que já custou ao país a estonteante soma de R$ 179 bilhões em 12 meses até abril (5,4% do PIB X 0,4% do PIB para um ano de Bolsa Família). O desvio de recursos públicos para pagar o serviço da dívida interna retirou da sociedade nesse período o equivalente a R$ 920 mil per capita, valor subtraído do bem-estar de cada brasileiro para remunerar os detentores de títulos do governo. O BC ameaça elevar ainda mais a Selic, que passou dos 8,75% em julho de 2009 para os atuais 10,25%. O mercado prevê uma taxa de 12% ao fim do ano, baseado na falaciosa interpretaçao de PIB inelástico do BC [PIB potencial], um dogma que a expansão dos investimentos desmente. Como diz o ex-ministro Delfim Netto: 'O que se pretende com uma taxa Selic de 12,5% não é a estabilidade, mas uma redistribuição de renda a favor do setor financeiro'
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O império retoma o ataque
Segundo notícias recentes, porta-vozes do sistema financeiro internacional estão alertando seus acionistas de que o mercado de ações brasileiro estaria formando uma bolha, a economia do Brasil estaria aquecida e o real supervalorizado. Em outras palavras, parece estar findando a lua de mel entre o sistema financeiro internacional e a política de crescimento do governo brasileiro, embora tal sistema tenha sido um dos que mais lucraram nos últimos anos.
O desconfiômetro deve nos conduzir a uma análise mais cuidadosa do assunto, de modo a descobrir se há razões reais para o alerta, ou se se trata de jogada política, tendo em vista possíveis mudanças na política monetária brasileira. O Banco Central se apressou a tranqüilizar o sistema financeiro internacional, afirmando que o Brasil pode adotar medidas que impeçam um crescimento superior a 2% ao ano, desde que retire os incentivos fiscais e aumente a taxa Selic, a taxa básica de juros.
Ou seja, o Banco Central, numa penada, mudou toda a perspectiva de crescimento do país. Por um lado, avisou ao governo que a política monetária deve manter tranqüilos os acionistas dos bancos internacionais. Por outro, informou aos empresários que não devem investir na ampliação de sua capacidade produtiva. Primeiro, porque isso pode causar fricções com o sistema financeiro internacional. E depois porque vale mais a pena aplicar no jogo de ações da bolsa de valores, que lhe garante um rentismo certo.
Vejam mais em CORREIO DA CIDADANIA
domingo, 29 de novembro de 2009
CPI da Dívida Pública (1)
| Escrito por Paulo Passarinho | |
| 28-Nov-2009 | |
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Estive recentemente na Câmara Federal, onde prestei depoimento à CPI da Dívida Pública. O convite à minha participação foi uma iniciativa do deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo. Na ocasião, também participou da sessão desta importante Comissão Parlamentar de Inquérito o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
Foi uma grande oportunidade de expor aos parlamentares a minha visão a respeito do que considero um dos mais graves problemas que temos de enfrentar: o endividamento do Estado brasileiro. As conseqüências desse problema extrapolam a área econômico-financeira. Deixa seus nefastos efeitos no conjunto das demais políticas públicas, não somente em termos de restrições orçamentárias, mas nas próprias opções de conteúdo político dos governos.
Vejam o texto completo em CORREIO DA CIDADANIA |
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
A Casa da Mãe Joana do Banco Central
No final do ano passado, em pleno burburinho da crise, um diretor do Banco Central deu uma entrevista em “off” alertando que, se a Fazenda decidisse tomar qualquer medida para conter fluxos de capital, a diretoria do banco se demitiria em bloco.
Na ocasião, sugeri que a Polícia Federal abrisse um inquérito e processasse o irresponsável que se escondia atrás do sigilo de fonte para cometer essas irresponsabilidades.
Continua no blog do Luís Nassif.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
As aplicações das divisas
O Banco Central promoveu, nos últimos meses, uma forte mudança na carteira de investimentos das reservas internacionais. Resgatou, em apenas um ano, US$ 24,3 bilhões que estavam aplicados em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Também deslocou uma montanha de recursos para papéis americanos de prazo mais curto, numa realocação que, apenas em maio, chegou a US$ 12 bilhões.
Foto Destaque
Com reservas de US$ 209,821 bilhões, o Brasil é o quarto maior financiador do Tesouro americano, atrás da China, do Japão e do Reino Unido. Nessa condição, os seus movimentos não passam despercebidos no mercado financeiro. A grande dúvida é se o BC já estaria colocando em marcha uma estratégia de fuga do dólar, cuja perda de valor parece inevitável depois que os Estados Unidos promoveram monumentais estímulos monetários e fiscais para reanimar a sua economia.
Texto do Valor Econômico, no blog do Luís Nassif.
terça-feira, 21 de abril de 2009
A maldição do Banco Central
Com a economia começando a se estabilizar, voltará a lógica absurda do Banco Central: acenar com inflação futura novamente, manter juros elevados, atrair capitais externos de novo, devido à queda acentuada dos juros internacionais e à perspectiva do duplo ganho no Brasil: com juros elevados e com apreciação cambial.
Voltará o mesmo jogo de sempre e provavelmente Lula nada fará para não prejudicar as eleições de 2010. É a maldição brasileira, que poderia ser rompida agora, com a ajuda da crise internacional, mas que voltará a se repetir.
Texto completo no blog do Luís Nassif.sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Entrevista com Maria da Conceição Tavares

Em entrevista à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares diz que o Brasil não pode mais contar com o BC. "A partir de agora, o Banco Central tornou-se uma peça menor no xadrez econômico". Para ela, a grande batalha de 2009 é fortalecer o emprego e o poder aquisitivo do povo e investir pesadamente na área social. Ao falar sobre a disputa de 2010, manifesta apoio a Dilma Roussef e diz que ela é mais consistente do que José Serra. E lança um desafio ao PT: "o partido precisa submeter seus projetos e ideais à nova realidade mundial.
Vejam mais na Agência Carta Maior
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
160 Bilhões de Juros
O Brasil gastou menos com o pagamento de juros em 2007. Os economistas celebraram o percentual de pouco mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de toda riqueza produzida pelo país - gasto com o pagamento de juros. O percentual é o menor desde 1997 quando o país gastou aproximadamente de 5% do PIB. No entanto, apenas em 2007, foram gastos mais de R$ 160 bilhões com pagamento de juros.
Continue lendo no Diário Gauche.