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quarta-feira, 13 de maio de 2009

O olhar da medusa

Portanto, mais além da vida privada da protagonista, ou dentro dela, levantam-se as cortinas da vida pública sob as ditaduras de Trujillo na República Dominicana e de Fulgencio Batista em Cuba. Duas ditaduras clássicas. A pugna interna do romance refere-se precisamente a esta dupla circunstância: sem a história pública, atos arbitrários de poder, corrupção, espionagem, e sem a maneira como as vidas privadas da família da protagonista, e a sua própria, se relacionam com as redes desse poder, de onde provêm a sua riqueza ilícita, não haveria romance que valesse a pena. Essa é, no fim das contas, a proposta do livro.

Confira mais sobre literatura latino-americana no texto completo que está no Terra Magazine.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Reeleição deixa caminho livre para a revolução de Correa no Equador

Correa é visto pelos equatorianos como uma pessoa capaz de se impor ao velho establishment do país, politicamente destruído, mas poderoso no lado econômico, e de governar com políticas de esquerda. Seus críticos, inclusive alguns dos quais o acompanharam em um primeiro momento, censuram seu autoritarismo excessivo e uma incapacidade de dialogar e negociar grandes acordos nacionais.

Notícia completa sobre a reeleição do presidente Rafael Correa, no El País, republicado no UOL.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Resultados apontam para vitória de Correa no Equador

Resultados preliminares no Equador indicam que o presidente Rafael Correa está a caminho de se tornar o primeiro mandatário eleito no primeiro turno nos últimos 30 anos no país.

Com 70,36% das urnas apuradas, Correa obteve 51,72%, seguido do ex-presidente Lucio Gutierrez, com 27,98%, e do empresário Alvaro Noboa, com 11,61%, segundo dados do Conselho Nacional Eleitoral.

A notícia continua na BBC Brasil.

terça-feira, 31 de março de 2009

Bolívia: muitos projetos e muitas dúvidas na YPFB

A indústria petrolífera estatal da Bolívia está paralisada e atravessa o pior caso de corrupção da história da YPFB (Jazidas Petrolíferas Fiscais Bolivianas), além disso, os especialistas têm dúvidas quanto às suas parcerias. Há mais projetos do que esperanças.

Carlos Miranda, ex-ministro de Estado e ex-superintendente de Hidrocarbonetos; Francesco Zaratti, ex-representante presidencial para a Revisão e Melhoria de Capitalização, e o engenheiro petroquímico Hugo Del Granado não consideram que as relações internacionais da YPFB sejam sólidas.

Miranda acredita que neste momento a YPFB está sozinha e "se vê dentro de um jogo que não sabe jogar; é triste, mas podemos afirmar que o país está isolado".


O texto continua no Terra Magazine.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Polêmica marca tramitação de projeto de reeleição de Uribe

Os primeiros dias de tramitação, no Congresso da Colômbia, do projeto de lei que propõe um referendo para que os colombianos decidam se o presidente Álvaro Uribe pode concorrer às eleições para um terceiro mandato estão sendo marcados pela polêmica.

De acordo com parlamentares da oposição, o projeto permitiria apenas aos candidatos que governaram o país durante dois mandatos consecutivos concorrer à reeleição, e anularia o texto vigente da Constituição que permite uma reeleição imediata depois de um primeiro mandato.

Assim sendo, para o senador opositor Gustavo Petro, do partido Pólo Democrático, o texto beneficiaria exclusivamente Uribe, único presidente até agora que foi beneficiado pela reforma constitucional de 2004 que permitiu que ele se candidatasse à Presidência pela segunda vez nas eleições de 2006.

"Só há uma pessoa entre os 45 milhões de colombianos com este requisito (dois mandatos constitucionais): o atual presidente Álvaro Uribe", afirmou Petro à BBC Brasil.

O senador Santiago Castro, do Partido Conservador, concorda que a redação do texto é confusa e contemplou realizar uma correção no projeto em debate.

"Somente o presidente Uribe cumpre neste momento os requisitos para a reeleição, mas ainda poderemos modificar a redação do texto, desde que isso não altere a alma da proposta", afirmou Castro à BBC Brasil.

Mais na BBC Brasil.

A Colômbia se encaminha para um "Porfiriato"?



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Opositores a Morales fecham fronteira com o Brasil

Grupos de opositores ao presidente da Bolívia, Evo Morales, fecharam nesta segunda-feira as fronteiras com o Brasil na região de Santa Cruz (leste) e anunciaram a expulsão dos voluntários e funcionários cubanos e venezuelanos que trabalham no departamento (Estado) autonomista.

"As saídas para o Brasil e os postos alfandegários estão fechados, e os escritórios de migração foram tomados", disse o presidente da União Juvenil de Santa Cruz (UJC), David Sejas.

Ainda segundo o líder, a medida será "radicalizada" com sua extensão às outras regiões opositoras. Com os bloqueios de estradas nas regiões de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando, a oposição exige que o governo volte a liberar os recursos provenientes de imposto sobre petróleo destinado a financiar benefícios a maiores de 60 anos.

Mais no Terra.


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Morre Juan Bustos, ícone anti-Pinochet

O presidente da Câmara dos Deputados do Chile, Juan Bustos, conhecido pela defesa dos direitos humanos e por denunciar os abusos da ditadura de Augusto Pinochet, morreu em um hospital de Santiago na quinta-feira (7), depois de uma luta contra o câncer de fígado.


Bustos, importante professor de direito e membro do partido socialista, havia sido eleito presidente da Câmara neste ano. Ele tinha 72 anos.


"A presidente declarou três dias de luto nacional", disse o porta-voz chefe do governo, Francisco Vidal. "Em uma palavra, hoje um homem bom nos deixou, um homem muito bom."

Mais no G1.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

Bolívia: Justiça ordena suspensão de referendo

Uma juíza da Bolívia determinou a suspensão do referendo revogatório para decidir o futuro dos mandatos do presidente, Evo Morales, de seu vice e de oito governadores, incluindo cinco da oposição.

A única juíza do Tribunal Constitucional do país, Silvia Salame, acatou o recurso do deputado Arturo Murillo, do partido de oposição União Nacional (UN), contrário à realização do referendo, marcado para o dia 10 de agosto.

Murillo alega que o referendo é inconstitucional, já que a Constituição boliviana não reconhece o mecanismo.

Entretanto, governistas - que protestaram contra a decisão da juíza - dizem que este impedimento foi retirado com a aprovação de uma emenda no Congresso.

Notícia completa na BBC Brasil.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Brasil flerta com a vizinhança

Aos poucos, na surdina, o português brasileiro seduz a vizinhança. Na América do Sul, é candidato a segundo idioma de países de língua hispânica e virou referência nas relações comerciais do Mercosul. Na rabeira da tendência, expande-se o ensino do idioma na região.

Entre parceiros do Mercosul, é concreta a possibilidade de virar segunda língua oficial. O dado mais recente vem da Venezuela. Este ano, o governo de Hugo Chávez decidiu incluir a língua portuguesa, em 2009, no currículo oficial escolar, como disciplina opcional. A idéia é garantir a adoção da língua portuguesa como primeiro idioma estrangeiro no país. Lá, o português será incorporado ao currículo do sistema educacional bolivariano, em escolas primárias e secundárias. Outros países já colocaram em prática iniciativas similares (ver gráfico na página 32).

Lilian Pinho, da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa do Ministério das Relações Exteriores, explica que os ministros da Educação do Mercosul adotaram programa de integração que prevê o ensino obrigatório do português como língua segunda nos países hispanófonos e do espanhol como segunda no Brasil.

Texto completo na Revista Língua Portuguesa.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Bolívia II: Evo Morales diz que voltará a cultivar coca se perder referendo na Bolívia

O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que se perder o referendo revogatório de seu mandato em agosto retornará a Chapare - onde nasceu - para cultivar coca, anunciou a imprensa local nesta segunda-feira (7).

"Se confirmarem meu nome, terei mais dois anos e meio de mandato, mas caso contrário vou para Chapare, com meu 'cato' (superfície de 1.200 m2) de coca", afirmou o governante, que no dia 10 de agosto porá o cargo à disposição.


A resistência do então camponês Morales aos programas governamentais de erradicação da planta o elevou a líder local.

Notícia completa no G1.


Bolívia I: Referendo revogatório boliviano é aceito por mais um governador opositor

La Paz, 7 jul (EFE).- O governador regional do departamento (estado) boliviano de Pando, Leopoldo Fernández, se tornou hoje o quarto líder autonomista opositor a aceitar o próximo referendo revogatório, enquanto o de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, ratificou sua rejeição à consulta.


Um porta-voz de Fernández disse à Agência Efe que "apesar de a lei do referendo revogatório ser injusta, o governador regional de Pando vai à consulta" da mesma forma que seus aliados de Santa Cruz, Rubén Costas, de Tarija, Mario Cossío, e de Beni, Ernesto Suárez.


Texto completo no G1.


sábado, 28 de junho de 2008

Decisão de Uribe de repetir eleição provoca polêmica na Colômbia

As principais forças de oposição da Colômbia acusaram nesta sexta-feira o presidente Álvaro Uribe de ser um "ditador populista" por sua decisão de convocar um referendo para repetir a eleição presidencial de 2006, o que desatou uma crise política e acentuou a queda do peso.

A oposição também acusou o presidente de querer perpetuar-se no poder, violando a Constituição vigente.


A polêmica teve início após a Suprema Corte de Justiça ter questionado a legitimidade da reforma constitucional que permitiu a reeleição de Uribe em 2006.


Uma ex-legisladora foi condenada a quase 4 anos de prisão domiciliar depois de ter confessado que aprovou o projeto após ter recebido oferta de suborno do governo.


"O presidente está por cima dos outros poderes na Colômbia, e por isso não estamos em uma democracia constitucional, e sim em uma ditadura populista", disse o presidente do partido de esquerda Polo Democrático, Carlos Gaviria.


Texto completo no G1. Estamos aguardando a condenação das atitudes cada vez mais autoritárias do presidente Álvaro Uribe, por parte de nossa brava e democrática imprensa .

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Países sul-americanos propõem fim da exigência de passaporte

Cidadãos brasileiros e das nove nações de língua espanhola da América do Sul poderão circular entre os países apenas com documento de identidade, segundo reportagem do "Valor Online". A proposta de extinção da apresentação do passaporte deve ser confirmada nesta terça-feira numa reunião em Tucumán, na Argentina.
Texto completo em O Globo Online.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Coronel chileno é acusado pelo assassinato


Depois de três anos de investigação, a justiça chilena decidiu encerrar a investigação sobre a morte do cantor Víctor Jara, ocorrido em Santigo no dia 16 de setembro de 1973, após o golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet. O coronel reformado Mario Manríquez, 73 anos, foi o único acusado formalmente de ser o autor do assassinato do cantor.

Veja mais Na Periferia do Império.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Referendo revogatório prenuncia mais polarização

O referendo revogatório de mandato popular do presidente, vice-presidente e prefeitos, convocado na Bolívia para o dia 10 de agosto, não resolverá a crise política que atravessa o país, coincidem em afirmar dois analistas; pelo contrário, aprofundará a incerteza no âmbito da economia e provocará uma maior polarização política e social, ainda que possa conter o surgimento de violência.

Napoleón Pacheco, economista e diretor executivo da Fundação Milênio, e Carlos Cordero, cientista político, sustentam também que, diante desse novo processo eleitoral, se fortalece a proposta autonômica das regiões mais ricas do país e se debilita a aposta governamental pelo projeto da nova Constituição Política do Estado, redigido pela Assembléia Constituinte, ainda que, de qualquer maneira, ambos os temas passem a um segundo plano.

Texto completo no Terra Magazine.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Por que as FARC não abandonam a luta armada, fundam um partido e disputam eleições democráticas?

Porque elas já tentaram isso. Em 1984 firmaram uma trégua com o então presidente da Colômbia Belisario Betancourt. As FARC abandonaram as armas e se transformaram num partido político, União Patriótica (UP).

Resultado: o governo da Colômbia se aproveitou do fato e matou três mil militantes, oito congressistas, dois candidatos presidenciais, 11 prefeitos e 13 deputados regionais.

Você, meu arguto leitor, minha sagaz leitora, havia lido essas informações na nossa “grande imprensa democrática”?



Texto do Blog do Mello.


E este texto é parte do que o Mello cita. Faz parte do jornal argentino Página 12:

Pero mientras los políticos europeos se pliegan a la línea de Alvaro Uribe, algunos medios de comunicación han aprovechado la visita del colombiano para recordar que en Colombia no existen actualmente las condiciones de confianza para llegar a un diálogo fructífero con las organizaciones armadas. El diario El País, por ejemplo, recordaba en un extenso artículo publicado el pasado domingo que cuando las FARC firmaron una tregua en 1984 con el presidente Belisario Betancourt, que les permitió la creación de un partido político, la Unión Patriótica, todo se fue por la borda, ya que apenas los guerrilleros pasaron a la legalidad, “les mataron 3000 militantes, 8 congresistas, 2 candidatos presidenciales, 11 alcaldes y 13 diputados regionales”.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O julgamento de Fujimori

Fujimori tem longa e pouco edificante história. Foi eleito presidente em 1990 e deu um autogolpe em 1992. Ficou no poder até 2000, depois fugiu para o Japão e o Chile, cuja justiça o extraditou ao Peru em setembro deste ano. Apesar de sua ficha criminal, ainda é considerado um herói por muitos peruanos, por derrotar o grupo terrorista Sendero Luminoso e debelar a alta inflação do país. Ironicamente, Fujimori mantém popularidade mais alta do que a do atual presidente, Alan García. E como boa parte da elite política peruana apoiou a ditadura, seu julgamento será ameaçador para muita gente no país.


O texto completo em Todos os Fogos o Fogo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Abrir espaços à paz e ao intercâmbio humanitário

Abrir espaços à paz e ao intercâmbio humanitário

Escrito por Pietro Alarcón

13-Dez-2007


A pressão nacional e internacional obrigou ao governo colombiano, depois de muitas idas e vindas, a anunciar a facilitação do chamado intercâmbio humanitário criando nesse país uma zona de encontro, que permitirá gerar um novo espaço de negociação das partes em conflito.

De fato, os resultados eleitorais que demonstram o avanço do Pólo Democrático de oposição ao governo, o clima desfavorável para Uribe no campo das relações internacionais, os escândalos que o comprometem direta ou indiretamente com o narcotráfico, sua torpe aliança com Bush - em franca contra-via aos ares que se respiram na América Latina -, que o faz aparecer como um cúmplice de ocasião das atrocidades no Iraque e Guantánamo e os reclamos de familiares de seqüestrados diante das suas propostas, acompanhadas não raro de chiliques e discursos destemperados, nos quais anunciava resgates heróicos, obrigaram ao presidente a uma concessão difícil mas da qual, no entanto, pretende extrair ainda um lucro político em todos os cenários, aparecendo como o artífice do novo processo.

Por isso, não se trata, necessariamente, de uma mudança de rumo na essência da política governamental, senão a evidencia de que não há outra saída nas atuais circunstâncias para o governo, senão a de admitir que na Colômbia existe um conflito social e político armado, de que fracassou a tentativa de resolver o problema dos seqüestrados através de ações violentas e de que urgentemente, como aliás faz tempo asseguram até membros do establishment, é preciso encontrar vias e caminhos para discutir temas de interesse de toda a comunidade e abrir espaço uma janela à negociação para a paz.

O tema dois direitos humanos ganhou, assim, um fôlego importante. Em pauta está a troca de prisioneiros insurgentes nos presídios da Colômbia pelos seqüestrados em poder das FARC.

Que o seqüestro é uma conduta que atenta contra o senso de humanidade que existe em cada um de nós, é opinião unânime entre os que querem paz, segurança e justiça no mundo. Contudo, como toda conduta, deve ser avaliada no contexto em que esta se desenvolve e, no caso colombiano, o seqüestro passou a ser uma forma de ação política.

Sem pretender justificar que se trata de um dos atos mais duros contra a liberdade humana, na Colômbia não há como esquecer que o deterioro do conflito que se alastra por mais de quarenta anos, e que foi iniciado pelo terrorismo de Estado nos campos do país, tem também condutas como a da detenção-desaparecimento de centenas de lideranças populares, de homens do povo dos quais ainda nada se sabe, embora as evidências apontem que foram detidos por forças patrocinadas por elementos que fazem parte da estrutura estatal. E sem esquecer, também, que se acumulam as denúncias na Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Estado colombiano e suas forças armadas que, por ação ou omissão, se encontram seriamente comprometidas com as andanças dos grupos paramilitares.

É dizer, o seqüestro, os desaparecimentos, os assassinatos dos sindicalistas – 32 no ano 2007, segundo a Comissão de Direitos Humanos da CUT-Colômbia –, estudantes, professores, camponeses, enfim... se inscrevem no marco de um conflito ocasionado pela teimosia de uma oligarquia em manter uma democracia de fachada e que não duvidou em apelar a táticas de extrema violência para impedir o estremecimento do seu poder desde a metade do século XX até os nossos dias.

Não sabemos ainda qual é a reação dos Estados Unidos, que agenciam a presença das suas tropas e intervém diretamente assessorando e contribuindo a polarizar a situação de guerra ou torpedeando os bons ofícios de países vizinhos e personalidades que não são do seu agrado. A propósito, a gestão de Chávez estava transcorrendo tão bem que pará-la ou suspende-la, de qualquer maneira, era, para o governo da Colômbia – e especialmente para seu big brother - uma necessidade política.

Por isso, é de extrema importância que as forças democráticas do Continente se pronunciem em favor da irreversibilidade dessa proposta, forçando ao governo a, quanto antes, dar passos para efetivá-la. Há que partir da premissa, como o fazem as organizações que trabalham em prol dos direitos humanos na Colômbia, de que o Estado tem o dever constitucional de resguardar e vida e o bem-estar de todos os colombianos, e contra esse argumento não cabem formalidades que possam escamotear as considerações humanitárias que devem ser levadas em conta para resolver algo tão urgente e delicado.


Pietro Alarcón é professor da faculdade de Direito da PUC/SP e representante no Brasil do Comitê Ppermanente da Colômbia pela Defesa dos Direitos Humanos.


Texto do Correio da Cidadania.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Chile relembra 100 anos do massacre de Iquique

O governo chileno celebra hoje (21/12), com luto nacional, os cem anos do Massacre da Escola Santa María de Iquique.

O Massacre de Iquique foi uma carnificina perpetrada pelo exército chileno, em 21 de dezembro de 1907, contra milhares de trabalhadores do salitre em greve geral. Fala-se em mais de 3 mil operários e familiares mortos.

Este acontecimento faz parte do início do movimento operário chileno, ligado aos trabalhadores mineiros. O massacre foi de tal brutalidade que impôs uma paz de cemitério durante 15 anos aos operários e suas reivindicações. A matança é um símbolo do movimento sindical e da esquerda chilena.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Plano 3.000 e a luta de classes em Santa Cruz, Bolívia

"O curto trajeto de seis ou sete quilômetros que separa a rica cidade boliviana de Santa Cruz do bairro periférico chamado Plano 3.000 equivale a uma viagem ao longínquo altiplano do país. Na maior parte do Plano 3.000 não há água, luz, ou saneamento básico.

No total, 60% da população vive na pobreza e os outros 40%, na miséria. As ruas asfaltadas são apenas duas, uma delas levando a um amplo mercado a céu aberto onde se vende desde CDs piratas até carne de lhama - exposta por horas num balcão de madeira apesar do calor de 30 graus das terras baixas bolivianas nessa época do ano. "
Trecho de texto do jornal O Estado de São Paulo, que é comentado no Diário da Cratera Urbana, e indicado por La Vieja Bruja. (Entendeu agora por que um dos "W", da WWW, é teia? De preferência de aranha armadeira! :) ) O texto completo, com fotos, deve ser buscado no Diário da Cratera Urbana.