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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Que horas ela volta? E o futuro, quando chega?

Sobre o núcleo de personagens que simboliza os patrões, nada de novo: um artista plástico mediano e acomodado, herdeiro da fortuna de um avô; uma executiva de nariz empinado, ciosa de sua imagem pública junto aos pares; e um pós-adolescente comum, que parece ter mais sentimento pela empregada do que pela própria mãe, que fracassa no vestibular e cuja ação mais arrojada na vida até então é o ato transgressor e revolucionário de...estar começando a fumar maconha. A grande novidade mesmo de “Que horas ela volta?” é Jéssica. Afinal, o perfil um tanto esquemático, mas verdadeiro, de uma família de classe média alta em suas crises existenciais burguesas e o perfil de uma empregada doméstica resignada com o destino é o que sempre tivemos neste país, há décadas. Isso é o passado. Um passado que teima em continuar existindo. Jéssica não. Ela é o presente. Ela é a realidade de milhões de brasileiras e brasileiros que hoje querem uma vida melhor, mais digna e mais cidadã. O que “Que horas ela volta?” não consegue anunciar, como de resto não estamos conseguindo nenhum de nós, é o futuro. O país que virá por ai nos próximos dez, quinze, vinte anos, após todas as mudanças sociais promovidas na última década e toda a forte reação a elas que se observa neste momento.

Confira o texto de Wagner Iglecias, no Jornal GGN

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Como a elite que frequenta Davos afundou a economia mundial

"Davos Man é um personagem que ganha milhões de dólares, passa toda a sua vida voando em aviões privados e dormindo em hotéis cinco estrelas. Uma pessoas que realmente deixa de pertencer a um país, uma espécie de cidadão global, mas cidadão muito privilegiado, não? Creio que Paulo Lemman, ao ser o principal acionista de empresas como Heinz e Burger King, é um exemplo desse arquétipo de Davos Man.
Há um capitulo no livro sobre um povoado na Suíça, próximo a Davos, com 15 mil habitantes e 30 mil empresas registradas, muitas delas são sedes corporativas de multinacionais. Lá encontrei a sede do Burger King, uma oficina pequena, com quatro mesas, três empregados. Por que? Porque não pagam impostos. 
Paulo Lemman pode ser uma pessoa com muita compaixão, é um filantropo, que também é outra característica do arquétipo de Davos. Mas essa filantropia de fazer doações para que brasileiros possam ir a universidades de elite, como Harvard, faz parte da ideia de 'eu tenho um dever, tenho que devolver algo para a sociedade'. Mas por que não mudam a política tributária de suas empresas para pagar impostos? Isso é um pouco da hipocrisia de Davos."

Confira no Jornal GGN

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fortuna de super-ricos é 'incontrolável', diz sociólogo

É um mito essa ideia de que toda riqueza é produto de talento e trabalho duro. Há fortunas que são, sim resultado de um esforço legítimo e talentos empresariais. Mas há também herdeiros que não fazem bom uso do que receberam, multimilionários de mentalidade rentista, riquezas montadas a partir de privilégios e práticas ilegítimas. A riqueza extrema também pode ser nefasta para os negócios, para a democracia e para o próprio capitalismo.


Confira a reportagem da BBC Brasil no UOL.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

É possível um outro sistema financeiro?

A natureza particular da atividade financeira transforma o setor em elemento que sintetiza as contradições sociais e econômicas de toda a sociedade. Ali estão presentes os aspectos mais marcantes do capitalismo contemporâneo. O sistema financeiro é intrinsecamente portador e reprodutor da desigualdade.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Desigualdade para Todos: a história de como o capitalismo abandonou a classe média pode vir a ser o fenómeno do ano

Há bastante tempo que o economista norte-americano Robert Reich vem repetindo uma mensagem: os 400 americanos mais ricos têm, em conjunto, tanto dinheiro como os 150 milhões de americanos mais pobres. Agora Reich encontrou uma plataforma ideal para que esta mensagem chegue a mais gente. O documentário – “poderoso”, chamou-lhe o The Observer –Inequality for All (Desigualdade para Todos), que passou no Festival de Sundance, nos EUA, tem Reich como figura central e as suas ideias como fio condutor para contar a história da desigualdade económica que não tem parado de aumentar.


Confira no Público português

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O 'sonho americano' se tornou um mito, afirma economista Prêmio Nobel

O setor financeiro é responsável pela crescente desigualdade entre ricos e pobres nos Estados Unidos, diz o professor de economia ganhador do Prêmio Nobel, Joseph Stiglitz. Em uma entrevista para a “Spiegel”, ele acusa o setor de rapinar os pobres e comprar políticas do governo que o ajuda a ficar mais rico.  Na Universidade de Colúmbia, que fica localizada a apenas quadras do Harlem, no oeste de Manhattan, riqueza e pobreza estão mais próximas do que em muitos lugares em Nova York. Aqui é onde o economista americano e ganhador do Prêmio Nobel de 2001, Joseph Stiglitz, trabalha como professor.


Texto e entrevista da Der Spiegel, no UOL Economia

quinta-feira, 28 de julho de 2011

EUA: crises não se improvisam

Em outros textos aqui no blog, já mencionei o problema da desigualdade social crescente nos Estados Unidos, e de como essa tendência se manteve em todos os governos dos últimos 30 anos, agravada por diversas decisões políticas, sobretudo o corte de impostos para os ricos. Aliás, a combinação de déficit crescente com incapacidade de taxar os cidadãos mais abastados faz os EUA de 2011 parecerem a França de 1789. Reparem, pela tabela abaixo, que a elevação do teto da dívida tem sido constante e foi mais grave sob republicanos do que com os democratas.


Confira o texto de Todos os Fogos o Fogo.

sábado, 13 de novembro de 2010

No Chile, há mais pobres que em 2006

Segundo a Pesquisa de Caracterização Socio-Econômica 2009 (Casen), realizada pelo Ministério do Planejamento a cada 3 anos, o Chile é hoje mais pobre que em 2006. De acordo com os dados oficiais, em 2006 a pobreza alcançava 13,7% da população nacional, enquanto hoje esse índice é de 15,1%. Por regiões, a pesquisa aponta como líderes do ranking da miséria a região de La Araucanía, com 27,1%, a de Bio Bío, com 21%, a de Maule, com 20,8%, a de Los Ríos, com 20,4%, Atacama, com 17,4% e Coquimbo com 16,6%. As mulheres são mais pobres do que os homens (15,7% x 14,5%); e a população originária (indígena) mais pobre que a mestiça (19,9% x 14,8%).

Agora vem o importante. O corte ou linha de pobreza fixado pelo Estado é de 64 mil pesos por mês (128 dólares) para os que vivem nas cidades e de 43 mil pesos mensais (86 dólares) para os que vivem em zonas rurais. Ou seja, se no momento da realização da pesquisa a pessoa obtém um peso a mais que os mínimos assinalados, para efeitos estatísticos já não é mais considerada pobre. E a linha de pobreza é fabricada mediante uma misteriosa cesta “básica de alimentos por pessoa cujo conteúdo calórico e proteico permita satisfazer um nível mínimo de exigências nutricionais”. Isto é, um conjunto de produtos alimentícios – cuja qualidade e origem não interessa – que um ser humano precisa para não desfalecer de inanição.


Confira o texto completo na Agência Carta Maior.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tema de debate no Brasil, benefícios sociais foram fundamentais para desenvolvimento da Suécia

Kenneth Nelson não esquece sua viagem ao Brasil em novembro do ano passado. Sociólogo sueco especialista em políticas de proteção social, ele foi convidado para um seminário em Belo Horizonte onde falou sobre o modelo nórdico de redução da pobreza e desigualdade. Saiu de lá espantado com a desconfiança de que as ideias que apresentou pudessem ser aplicadas à realidade brasileira.


Vejam mais detalhes em PATRIA LATINA

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A crise política do ajuste europeu

Enquanto os sindicatos celebram o Dia Anti-Austeridade na Europa, os neoliberais europeus elevam a aposta:

A maior parte da imprensa descreveu as manifestações e greves europeias de quarta-feira em termos do exercício habitual dos trabalhadores nos transportes a irritarem viajantes com diminuições de velocidade no trânsito e grandes multidões a despejarem sua ira lançando fogos. Mas a história é muito mais profunda do que simplesmente uma reacção contra o desemprego e as condições da recessão económica. Estão em causa proposta da mudar drasticamente as leis e estruturas de como a sociedade europeia funcionará na próxima geração. Se as forças anti-trabalho tiverem êxito, elas fragmentarão a Europa, destruirão o mercado interno e tornarão aquele continente uma periferia. Este é o grau de seriedade do golpe de estado financeiro em curso. E está em vias de ficar muito pior – rapidamente. Como afirmou John Monks, responsável da Confederação Sindical Europeia: "Isto é o começo do combate, não o fim".

A Espanha recebeu maior parte da atenção, graças à sua greve de dez milhões (confirmadamente, a metade de toda a força de trabalho). Ao efectuar a sua primeira greve geral desde 2002, o trabalho espanhol protestou contra o seu governo socialista que utiliza a crise bancária (decorrente de maus empréstimos imobiliário e hipotecas com situação líquida negativa, não de custos laborais elevados) como uma oportunidade para mudar as lei e permitir às companhias e corpos governamentais despedirem trabalhadores à vontade e reduzir suas pensões e despesas públicas sociais a fim de pagar mais aos bancos. Portugal está a fazer o mesmo e parece que a Irlanda se seguirá – tudo isto nos países cujos bancos foram os prestamistas mais irresponsáveis. Os banqueiros estão a exigir que reconstruam suas reservas para empréstimos a expensas do trabalho, tal como no programa do presidente Obama aqui nos Estados Unidos, mas sem disfarces hipócritas.


O texto, original do Resistir.info , mas visto no blog do Luís Nassif .

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Brasil vem dando exemplo ao mundo, diz James Galbraith

“A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”, disse o economista norte-americano James Galbraith no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Para Galbraith, Brasil atravessa um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Apesar de progresso, Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, diz ONU

Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que será divulgado nesta sexta-feira.

O índice de Gini - medição do grau de desigualdade a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006 – quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.

Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu índice de desenvolvimento humano – de 0,71 em 1990 para 0,81 em 2007 – e ter entrado no grupo dos países com alto índice neste quesito.


Continua na BBC Brasil.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Novo ataque em escola chinesa deixa 32 feridos

O ataque de Chen foi cometido no mesmo dia da execução, na província vizinha de Fujian, de Zheng Minsheng, um ex-médico de 42 anos que matou oito estudantes em 23 de março, frustrado pelos rumos de sua vida profissional e pessoal.

Antigos problemas como a corrupção, o crime e o abuso de drogas ressurgiram na China com o relaxamento dos controles sociais que acompanha a transição de uma economia controlada pelo Estado para uma capitalista.

Vários estudos recentes destacam o aumento no número de distúrbios mentais, com frequência associados ao estresse psicológico que cresce à medida que a sociedade evolui com rapidez e que desaparecem as ajudas sociais.

Além dos ataques em escolas, nos últimos meses a China foi abalada por outros massacres.


Notícia completa da AFP, disponível no UOL

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Para FGV, gastos sociais explicam aumento das despesas

Segundo a Carta do Ibre, o aumento dos gastos do governo, de 1999 até 2009, se deve basicamente à ampliação das despesas para a área social, assim como para educação e saúde.

De acordo com texto, “a análise da evolução da despesa desde 1999 mostra que o grosso do crescimento deveu-se ao mandato político democraticamente conferido pela população aos governantes, ao longo de dois governos situados no eixo do centro à centro-esquerda, para que expandissem e fortalecessem o estado de bem-estar social brasileiro”.

E prossegue: “Alguns dos itens que explicam esse crescimento são quase que unanimidades, como os gastos sociais, que mais do que duplicaram, saindo de 0,6% para 1,3% do PIB; ou o custeio de educação e saúde, que dobraram, de 0,7% para 1,4% do PIB. Outros podem ser mais polêmicos, como o salto das despesas do INSS de 5,5% para 7,2% do PIB, mas sem dúvida nenhuma correspondem ao anseio popular por transferências e garantias de rendas bancadas pelo Estado”.

Texto completo no blog de Guilherme Barros, no IG.

Ainda sobre este assunto:

- "Não há gastança desenfreada e descontrolada do Estado", diz a FGV;

- FGV diz que excesso de gastos públicos e baixo investimento são mitos que devem ser revistos.



segunda-feira, 6 de abril de 2009

6% dos brasileiros concentram toda a renda do País

"Os meios de produção de riqueza do país estão concentrados nas mãos de 6% dos brasileiros. De cada 20 brasileiros, apenas um é dono de alguma propriedade geradora de renda: empresa, imóvel, propriedade rural ou até mesmo conhecimento."

Mais no RS Urgente.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Desigualdade entre ricos e pobres aumentou, diz OCDE

A desigualdade entre ricos e pobres nos países mais ricos do mundo aumentou, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dados disponíveis dos 30 países da organização indicaram que a desigualdade aumentou em 7% no período que vai de 1985 a 2005.

O documento diz que os salários das 10% de pessoas mais ricas do bloco eram, em média, nove vezes maiores que os rendimentos das 10% pessoas mais pobres.

Essa diferença é bem maior em países como México, Turquia e Estados Unidos, e menor em países nórdicos como Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Mais na BBC Brasil.


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

190 Mil ricos detêm metade do PIB brasileiro

Em um ano, o Brasil elevou o número de milionários em 60 mil, segundo levantamento do BCG (The Boston Consulting Group). No ano passado, havia 190 mil milionários no país. Em 2006, eles eram 130 mil - expansão de 46,1%. A informação está na Folha, de ontem.

A fortuna desses milionários está estimada em aproximadamente US$ 675 bilhões, o que equivale a praticamente metade do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Para o BCG, milionários são aqueles que têm mais de US$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro. André Xavier, sócio-diretor do BCG no Brasil, diz que, para identificá-los, os especialistas entrevistaram gestores de fortunas de 111 instituições financeiras em 60 países.

Foi a primeira vez que uma equipe veio pessoalmente ao Brasil para fazer o levantamento."A concentração de riqueza no país é um fenômeno que está chamando a atenção dos bancos e dos gestores do mundo", diz Xavier, que monitora o comportamento dos endinheirados há cerca de sete anos.

Depois de cinco anos de lulismo no poder, já pode-se constatar, pois, o verdadeiro espetáculo do crescimento.... dos ricos.

Do Diário Gauche. O texto no Diário Gauche é ilustrado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Quando a classe finalmente media decide que vai as compras

A farra consumista de bens duráveis teve impacto direto na pirâmide social do país. Como o critério de classificaçao social leva em consideraçao principalmente a quantidade de itens como televisao, geladeira, DVDs e automóveis, a movimentaçao entre as classes foi grande. Reportagem publicada na 4ª feira pelo jornal O Globo com dados do Instituto Target revelou o impressionante aumento da classe C – ela pulou de 30% da populaçao em 2002 para 42% em 2007. Também as classes B engordaram bastante nesses últimos 5 anos, passando de 18% para 26%. Como conseqüência da diminuiçao da desigualdade experimentada pela nossa sociedade recentemente, a classe D minguou de 34% para 24% e a classe E foi praticamente extinta, representando hoje, afinal, pouco mais de 2% dos nossos habitantes.

LEIA MAIS CLICANDO NO TÍTULO.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Condições para o desenvolvimento sustentável

O fato é que o desenvolvimento sustentável não pode ser tratado apenas como uma questão restrita a políticas ambientais e tecnológicas. Os problemas da desigualdade social e do modo de produção atual são os obstáculos para se alcançar uma forma de desenvolvimento capaz de preservar o meio ambiente e, ainda assim, proporcionar melhores condições de vida as pessoas excluídas do sistema de trabalho. Um modelo sustentável só será possível a partir da mudança dos modos de produção e de consumo da sociedade.
EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais - Brasil

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