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terça-feira, 14 de junho de 2011

Diário inédito do Che como combatente de Sierra Maestra será apresentado em Cuba

O Centro de Estudos Che Guevara apresentará amanhã em Havana "Diario de un combatiente" que recolhe testemunhos inédidos do guerrilheiro argentino-cubano na campanha de Sierra Maestra entre os anos 1956 e 1958 que culminou com o triunfo da Revolução liderada por Fidel Castro.

A apresentação deste diário terá lugar no dia em que Ernesto Che Guevara (Rosario, Argentina 1928- La Higuera, Bolivia 1967) cumpriria 83 anos.


Vejam mais detalhes em CUBADEBATE

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Juiz boliviano ordena a prisão do militar que prendeu Che Guevara

Um juiz ordenou na Bolívia a detenção de Gary Prado Salomón, o militar que capturou Ernesto "Che" Guevara.

Prado é acusado de participar em 2009 de um suposto complô para atentar contra o presidente boliviano, Evo Morales.

A ordem de prisão foi emitida pelo juiz assim que o general não se apresentasse às audiencias do caso.

Ernesto "Che" Guevara foi executado no povoado de La Higuera, no sudeste da Bolívia, em outubro de 1967.

Vejam em CUBADEBATE

terça-feira, 8 de março de 2011

Escola que homenageou Cuba é campeã do Carnaval


A escola da comunidade da Lagoa da Conceição, União da Ilha da Magia, de Florianópolis (SC), trouxe para avenida um tema recheado de polêmica. O enredo "Cuba sim. Em nome da verdade", ousou retratar os EUA como "monstros" e os guerrilheiros de Che e Fidel como ícones da liberdade.

Política à parte, o desfile encantou os jurados e trouxe o primeiro título para a agremiação em apenas três anos de história. A União deixou para trás escolas tradicionais da cidade, como a Copa Lord, atual campeã, e a Protegidos da Princesa, fundada em 1948 e detentora de 24 campeonatos. Unidos da Coloninha e Consulado do Samba ficaram na quarta e quinta posição, respectivamente.

Vejam mais detalhes no PORTAL VERMELHO

segunda-feira, 7 de março de 2011

ALEYDA

O desfile de Carnaval de Florianópolis, no Brasil, teve este ano uma novidade que produziu repercussões internacionais. A escola Unidos da Ilha da Magia representou a Revolução Cubana com um carro temático. No desfile de ontem apresentaram um carro com de tanque e as cores da bandeira cubana. Mas a novidade que provocou a ira dos cubanos residentes em Miami foi a médica pediátrica de 50 anos Aleyda Guevara, a filha do Che, à testa do carro.


Em PÁGINA/12

quinta-feira, 11 de março de 2010

(VIDEO) O Che de Korda: A foto mais reproduzida do mundo e o grito de "Pátria ou Morte" faz 50 anos

Caracas, 4 de março - Faz exatamente 50 anos Havana era sacudida pela explosão do barco Le Coubre, no atentado dos Estados Unidos contra a nascente Revolução Cubana do que todavia o imperialismo não dá explicações. No dia seguinte, e no ato do enterro das vitimas foi feita uma fotografia, considerada um dos 10 retratos de todos os tempos e a mais reproduzida no mundo. Ainda não foi possível obter outro semblante fotografado, como a de Ernesto Guevara, Che Companheiro, refletindo a dor contida, mas também um horizonte melhor para nossos povos.
(...)

A Crônica:

Logo, uma explosão estremeceu a terra. os postes da extensão elétrica cairam e cogumelos de bordas negras se elevaram sobre o cais. Romualdo se viu lançado no ar. Ao voltar a si, viu que a paisagem havia mudado: os armazens não tinham teto e La Coubre, destroçado na proa, havia se desatracado. José Antonio despertou no chão, com a cabeça e a perna sangrando. Manuel ficou inconsciente e ao recobrar a consciência, pegou um acesso de tosse por causa da fumaça densa e negra.


Vejam mais detalhes a respeito desse primeiro atentado contra a revolução cubana e o vídeo sôbre Korda e a famosa foto em APORREA.ORG

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Un retrato íntimo que conmovió a Cuba


El director de Iluminados por el fuego mostró su documental en el Festival de La Habana ante un público que vio la proyección en silencio y aplaudió entre lágrimas al final

Desde La Habana

El año de su nacimiento marcó a fuego a Tristán Bauer: su vida comenzó en 1959, con el triunfo de la Revolución Cubana. Tal vez por eso, el director intuye que la figura del Che lo acompañó desde siempre. Y desde hace muchos años, el director de Iluminados por el fuego intentó aproximarse a través del cine a esa imagen. Y lo logró: ayer fue el estreno mundial de Che. Un hombre nuevo, la biografía más completa del revolucionario. Se trató de un acontecimiento histórico en el que la gente de Cuba cambió su manera de vivir el cine. Si lo que caracteriza al espectador de la isla es que prácticamente “dialoga” con las películas que mira, aplaudiendo, llorando, riendo o gritando, fue distinto lo que sucedió en el cine Yara de La Habana durante la presentación especial del documental (que no participa de la Competencia Oficial del Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano). Es que la gente mantuvo un silencio conmovedor durante la proyección y cuando finalizó, hubo un aplauso colectivo sin gritos ni exclamaciones. Aunque algunos no pudieron contener las lágrimas. En medio de la sala, pudo verse a la presidenta de la Asociación Madres de Plaza de Mayo, Hebe de Bonafini (ver recuadro), a quien Bauer agradeció su presencia.

Vejam o texto completo em PÁGINA/12


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Encontro em Vallegrande reforça a luta internacionalista

A região na qual tombou Che Guevara recebe a quinta edição do Encontro Social Alternativo, iniciativa que colocou mais um elo na articulação dos movimentos sociais latino-americanos

19/10/2009

Vinicius Mansur
correspondente em La Paz (Bolívia)



“Não permitiremos que nos chamem de estrangeiros quando qualquer um de nós caminhar por qualquer um de nossos países. O primeiro presidente argentino, Cornélio Saavedra, era boliviano. A primeira capitã do exército argentino, Juana Azurduy de Padilla, era boliviana. Quem dirigiu as lutas de independência no oriente boliviano e foi assassinado em Santa Cruz, José Ignácio Warnes, era argentino. O libertador do Uruguai, o mais digno de todos os generais, José Artigas, encontrou refúgio para a dor da traição no Paraguai. O fundador da Bolívia era venezuelano. A libertação do Chile e do Peru teve dois pilares: o chileno O’Higinis e o argentino San Martin. José Marti, o maior dos cubanos, foi cônsul da Argentina nos Estados Unidos. E o guerrilheiro heróico, o comandante, era argentino, fez a Revolução Cubana e deixou seus ossos aqui mesmo, aonde agora nos olhamos cara a cara”.

Vejam o texto completo em BRASIL DE FATO

terça-feira, 25 de agosto de 2009

La CIA ordenó el crimen de Boca de Samá, confiesa uno de los asesinos del Che

En una confesión al Miami New Times, uno de los hombres de la CIA que participaron en el asesinato del Che, acaba de confirmar públicamente que la Agencia ordenó directamente el ataque terrorista a Boca de Samá, el 12 de octubre de 1971.

Este acto terrorista organizado por Gustavo Villoldo y reivindicado por Alpha 66, provocó dos muertos y cuatro heridos graves, entre los cuales se encontraba la niña Nancy Pavón a quien hubo que amputarle un pie.

Las investigaciones de las autoridades cubanas han acusado en varias oportunidades a la CIA, la Agencia Central de Inteligencia, de encontrarse detrás del criminal ataque.

Las declaraciones de quien admite además haber sido oficial de la CIA durante décadas, corroboran de manera absoluta la responsabilidad directa de las autoridades estadounidenses en este acto terrorista cometido contra Cuba. Por si quedaban dudas.

Vejam mais em KAOSENLARED.NET

sábado, 13 de junho de 2009

Homenaje Internacional al 81º Aniversario del nacimiento del Che Guevara

Contará con la participación de los intelectuales sartreanos de America Latina y se puede escuchar en español, en el portal internacional de la Universidad sartreana de izquierda.

Intelectuales de Izquierda en defensa de la Humanidad, rendirán un tributo mundial al nacimiento del Che Guevara.

Vejam mais em KAOSENLARED.NET

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vecinos de Viena instalaron el primer monumento al "Che" en Europa


Viena, 9 de octubre, RIA Novosti. Hoy en esta capital fue inaugurado solemnemente el monumento al guerrillero heroico Ernesto "Che" Guevara, el primero en Europa.

El dinero -28.000 euros- fue recolectado por un comité especial supeditado a la Sociedad de Amistad Austria-Cuba.

La inauguración del monumento, que es un busto en bronce de 70 centímetros, fue hecha coincidir con el 80 aniversario del nacimiento del "Che".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

"Che"


O ator Rodrigo Santoro ao lado de um “batalhão” de outros dez profissionais dos mais diferentes países sentou-se diante dos jornalistas na manhã desta quinta-feira (22) para falar sobre o filme “Che”, de Steven Soderbergh (foto à esquerda), exibido pela primeira vez na noite desta quarta durante o Festival de Cannes. No longa, que é dividido em duas partes e narra a trajetória do médico e guerrilheiro argentino Ernesto Guevara desde a revolução cubana até sua morte na Bolívia, o brasileiro faz o papel de Raul Castro, irmão de Fidel e atual presidente de Cuba.
“Creio que o filme é o retrato de um ser humano. Não fiz a segunda parte [focada na imersão de Che na guerrilha boliviana], mas fiquei realmente tocado quando a vi ontem”, declarou Santoro. Estrelado pelo ator porto-riquenho Benicio del Toro no papel principal, o longa-metragem de cerca de quatro horas e meia de duração e falado em espanhol, teve sua montagem recém-concluída a tempo de passar em Cannes.
“Meu interesse por Che é menos pelo fato da revolução cubana e mais porque ele é um grande material para um filme. É uma das mentes mais fascinantes do último século”, disse o norte-americano Soderbergh . “Não sou da América Latina e não tenho nenhum interesse em levantar ou baixar a bola dele. O que me interessa é mostrar a força de vontade desse homem que por duas vezes largou tudo o que tinha na vida para tentar fazer algo por outras pessoas”, justificou o diretor.
A notícia completa aqui no G1.

sábado, 24 de novembro de 2007

LISTAS NEGRAS: Da discussão nasce a escuridão

Tudo começou com uma briga em que ninguém tem razão. Ao fazer uma capa para Veja sobre Ernesto "Che" Guevara, o repórter pediu uma entrevista a um jornalista americano que escreveu festejada biografia do guerrilheiro. Por algum motivo, a entrevista não se realizou. O americano não gostou da reportagem; e, em vez de enviar uma carta ao autor, ou à revista, ou a ambos, enviou-a também a uma lista de correspondência, que a divulgou pela internet. Nela, insulta o repórter. Este reagiu protestando não contra as críticas ou os insultos, mas contra a divulgação da troca de mensagens entre ambos, que qualificou de antiética.

Até aí, normal: bate-bocas, com ou sem bons motivos, são freqüentes na profissão – ainda mais quando envolvem, como no caso, diferentes visões da mesma personagem. O grave é uma frase do repórter brasileiro enviada ao americano: "Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista".

Trata-se de algo que sempre se comentou, de que muito se falou, mas que até agora não tinha confirmação formal (e, aliás, sempre foi oficialmente negada): a existência de uma "lista negra" em veículos de comunicação. Pior: quando se falava em "lista negra", sempre se pensava no comando supremo do veículo, ou da empresa. Nunca se pensou que um repórter, por melhor que fosse, por mais alto que estivesse na hierarquia da reportagem, pudesse incluir nomes na lista negra.

Este é um tema que vale a pena discutir, aqui no Observatório da Imprensa e em todas as instâncias jornalísticas. Seria interessantíssimo conhecer a opinião de Luiz Weis, cuja coluna neste Observatório tem sido preciosa, pela escolha de temas e pela análise de cada um deles. E, naturalmente, de Alberto Dines, que há muitos anos pensa jornalismo e já comandou grandes veículos [ver aqui uma pesquisa no Google].

Lista negra é o oposto do jornalismo; é a negação da imprensa livre. A opinião é livre, mas levar ao leitor "all the news that’s fit to print" é a obrigação de cada jornalista.



Parte da coluna de Carlos Brickman, no Observatório da Imprensa.


domingo, 18 de novembro de 2007

Anderson treplica

"Prezado Diogo Schelp:

Agradeço pelo sua ‘gentil’ resposta. (Soube que você é de fato uma pessoa muito ‘gentileza’; você mesmo o disse duas vezes em suas mensagens.) Só agora percebo, o mal-entendido entre nós nasceu exclusivamente por conta de meu caráter profundamente falho. Eu jamais deveria ter presumido que você recebera meu email inicial em resposta ao seu ou minha segunda mensagem a respeito de sua reportagem, muito menos deveria ter considerado que você pudesse ter decidido ignorá-los. É evidente que você tem um sistema de bloqueio de spams muito rigoroso. Uma dica técnica: talvez devesse configurar seus sistema como ‘moderado’ e não ‘extremo’. Se o fizer, talvez comece a receber seus emails sem quaisquer problemas. Lembre-se, Diogo: moderado, não ‘extremo’. Esta é a chave.

Você me acusa de ser antiético, um ‘mau jornalista’. Questiona até se posso ser chamado de jornalista. Nossa, você TEM raiva, não tem?

Enquanto tento parar as gargalhadas, me permita dizer que, vindo de você, é elogio. Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de Veja recebeu:

Você publicou na capa e na reportagem uma grande quantidade de fotografias de Che, aproveitando-se assim da popularidade da imagem de Guevara para vender mais cópias de sua revista. Para preencher seu texto, você pinçou uma certa quantidade de referências previamente escritas sobre ele – incluindo a minha – para sustentar sua tese particular, qual seja, a de que o heroismo de Che não passa de uma construção marxista, como sugere seu título: ‘Che, a farsa do herói’."


Texto completo no blog do Pedro Dória.



Veja Replica...

Anderson certamente estava a um telefonema de distância também – e o número da New Yorker não há de ser difícil de conseguir para um repórter de Veja. E Schelp quer inventar uma novidade profissional, o sigilo que a fonte deve ao repórter de não revelar jamais o que lhe foi pedido e perguntado.

Reinaldo Azevedo sugere que quem publicou a carta faz parte de ‘a canalha’. Este Weblog é a matriz, pois. Um dos argumentos é que, antes de publicá-la, não procurou ouvir de Schelp.

Publicar o que é público está na essência do jornalismo. A New Yorker é um dos dois únicos títulos tradicionais que crescem no mercado norte-americano, junto com a Economist. O motivo: credibilidade. Aquilo ali é um muro inabalável da qualidade jornalística, com uma história de quase um século e alguns dos maiores editores e autores de reportagens que passaram por esta profissão. Se um dos mais importantes repórteres de uma das mais importantes revistas do mundo acusa a qualidade da maior revista em circulação no Brasil, isto é notícia.



Texto integral no blog do Pedro Dória.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

DAVID COIMBRA

As Vejas que vi

Eis aí duas capas da Revista Veja sobre o mesmo assunto: Che Guevara. Há 10 anos entre elas. A primeira, publicada em 1997, foi feita a partir de uma matéria escrita por Dorrit Harazim, talvez a repórter de maior prestígio no Brasil. Dorrit viajou à Bolívia, onde foi assassinado o Che, e voltou com um texto descritivo, sustentado por cartapácios de documentos e pelo menos uma dezena de entrevistas. O título: "O Triunfo final de Che". Dorrit não faz uma apologia do guerrilheiro. Limita-se a investigar as ocorrências de seus últimos dias e tenta explicar como ele se transformou em mito. "Che Guevara tinha tudo para se tornar imortal", escreveu. "Era bonito, destemido e morreu jovem, defendendo conceitos igualmente jovens, como a solidariedade e a justiça social".

O texto de 2007 tem como título "Che: Há 40 anos morria o homem e nascia a farsa". Não é uma reportagem; é um grande artigo. Os autores não saíram para fazer a matéria e retornaram com a convicção de que Che foi um monstro. Não. Eles partiram da convicção de que Che foi um monstro para escrever a matéria. O texto se propõe a convencer o leitor da tese da revista. A Veja de hoje descreveu o Che desta forma: "Com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível".

PARA VER AS CAPAS E LER O TEXTO COMPLETO, CLIQUE NO TÍTULO DESTA POSTAGEM

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Vale tudo

Uma mecha de cabelo do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara cortado por um ex-agente da CIA que participou da operação de captura em 1967 foi leiloado nos Estados Unidos por 100.000 dólares, informa a agência de leilões Heritage Auction Galleries em seu site.

A mecha foi comprada pelo livreiro Bill Butler, do Texas, que ofereceu a quantidade mínima estabelecida pela casa de leilões com sede em Dallas.
O cabelo e outros objetos, incluindo fotografias de Che morto e impressões digitais retiradas de suas mãos, foram entregues por Gustavo Villoldo, um homem de ligação da Agência Central de Inteligência (CIA) com o grupo de rangers americanos que há 40 anos foi autorizado pelo governo boliviano a cooperar na captura de Guevara.
"Che foi um dos maiores revolucionários do século XX", disse Butler, 61 anos.
Butler afirmou que coleciona objetos de interesse dos anos 60 e que planeja expor uma coleção de Che Guevara em sua loja, a Butler & Sons Books. Saiu no G1.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

San Ernesto

VALLEGRANDE/LA HIGUERA.- Hay misas, se le reza y nos hace milagros", dice Susana Osinaga mientras camina por las polvorientas calles de Vallegrande, un pueblo que parece suspendido en el tiempo. Pero ella no habla de Jesús ni de algún santo, habla de Ernesto "Che" Guevara, el guerrillero argentino que hace 40 años fue ejecutado a 60 kilómetros de aquí, en La Higuera, por el Ejército de Bolivia, después de su fallida aventura revolucionaria en la selva.

Bajo una inscripción en la que se lee "nadie muere mientras se lo recuerde", Osinaga dice, conmovida: "Era como Cristo". Exactamente cuarenta años atrás, ella fue la enfermera encargada de lavar el cuerpo de Guevara. Hoy, en el mismo lugar donde fue limpiado y expuesto, con los ojos abiertos y la barba tupida en la lavandería del Hospital Nuestro Señor de Malta, ella cuenta con emoción que desde aquel día se ha vuelto devota de "San Ernesto" y le reza en un pequeño altar, entre una imagen de Jesús y otra de la Virgen María, en su humilde casa-quiosco en Vallegrande, la ciudad en la que, desde 1967 hasta hace 30 años, permanecieron enterrados de forma oculta en una fosa común los restos del Che Guevara.

Desde aquel día, el de la muerte, muchos de los lugareños, como Osinaga, han "beatificado" sin necesidad de trámites a este personaje que aquí se ha vuelto sempiterno. Para los pobladores está siempre presente, pero presente de un modo distinto al que se observa en el resto del mundo, en donde ha permanecido o bien como inspiración política, o bien como ícono de consumo en la industria del entretenimiento. Aquí, como en La Higuera, la imaginación popular ha hecho de él presencia santa.



Texto do jornal El País, visto no Leituras e Opiniões. Texto completo no Leituras e Opiniões.

A Lenda de Che: Uma Introdução ao Mito

La conjunción de una derrota sublime, de un craso error táctico y estratégico, y de dos imágenes que se difundieron casi simultáneamente hicieron de Ernesto Guevara un símbolo de desinterés, coraje, absoluto desapego, incluso por el objetivo, y emblema de una victoria metafísica.

La historia debe aún decir mucho sobre las razones que llevaron a Guevara y sus ideales al callejón sin salida de la Quebrada de Churo, en la selva de Ñancahuazú, en el sudeste boliviano. El modo incluso en que el Che cayó en manos del ejército boliviano, herido, andrajoso, con su arma rota, debería ser tan significativo como su cuerpo tendido sobre una angarilla colocada a su vez sobre dos piletones en el lavadero del hospital de Vallegrande.

"No se preocupe, capitán, esto se acabó", dice Gary Prado que le dijo Guevara al entregarse. Prado es hoy general y se mueve en silla de ruedas, baleado por la espalda por error cuando desalojaba, años después, un pozo petrolero tomado por comandos ultraderechistas. Ese "esto se acabó" no significó más que la confesión casi sarcástica de una impotencia que nunca fue explicada. No es la frase que Guevara pronuncia desde el terreno del mito, al que lo enviaron para siempre las dos ráfagas de fusil automático disparadas por el sargento Mario Terán, mientras estaba prisionero en una escuela del poblado de La Higuera. Las palabras que el mito pronuncia son: "Apunte bien y dispare. Va usted a matar a un hombre". Terán se encargó de repetirlas. Ellas resuenan hoy de un modo extraño. Guevara parece estar diciendo: "Va usted a matar a un valiente", pero también: "Va a matar a un hombre, no a su leyenda".

¿Cómo se construyó ese mito ante el que no valían de nada ayer, y valen bien poco hoy, las protestas de equivocación, de pertinaz error, de profunda y quizá definitiva ceguera?

Hoy, los campesinos de esa región de Bolivia han hecho un santuario no del lugar en el que fue fusilado -la escuelita de La Higuera- sino del lavadero de Vallegrande, en el que fue exhibido su cadáver. El campesinado que entonces no se unió a él ni lo apoyó, en parte lo tiene como un santo. Ese es el resto de religiosidad verdadera que aún inspira el Che. El resto es un aluvión de imágenes de las que no es posible establecer el contenido ni el significado. Las llevan sobre sus remeras, sobre su piel o en las lunetas de sus automóviles miles de jóvenes que no habían nacido cuando el Che murió, que no son socialistas ni lo serán y que ignoran casi todo sobre el tipo de revolución que el Che quería.

Este texto veio do Leituras e Opiniões, que por sua vez o pegou do caderno de cultura do Clarín. O texto completo pode ser visto no Leituras e Opiniões.