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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CPI pede que PF investigue casos de desaparecimentos de meninas no Rio

A Polícia Federal será acionada para auxiliar investigações de casos de desaparecimento de cerca de 20 meninas entre sete e 13 anos no Estado do Rio de Janeiro, em circunstâncias semelhantes. O pedido deve ser feito na terça-feira (26) pela CPI da Câmara dos Deputados, que investiga exploração sexual de crianças e adolescentes.

Confira a notícia da Agência Brasil no UOL

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Comissão da Verdade descobre corpo de guerrilheiro no cemitério de Brasília

Uma descoberta histórica e uma das mais relevantes da Comissão Nacional da Verdade  (CNV): o corpo do guerrilheiro Epaminondas Gomes de Oliveira, desaparecido desde a década de 70, está enterrado como indigente no Cemitério de Brasília.
A CNV pediu autorização à Justiça Federal para exumação dos restos mortais na próxima Terça-feira, dia 24.
Membro do Partido Revolucionário dos Trabalhadores, o camponês Epaminondas estava desaparecido desde dia 6 de Agosto de 1972, segundo registros oficiais, mas fora preso no ano anterior pela Polícia do Exército no município de Tocantinópolis – hoje Tocantins, à época território de Goiás.

Continue lendo na Coluna Esplanada

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Repressão começou antes da luta armada, reforça Comissão da Verdade

Em evento de balanço, CNV revelou documentos que comprovariam que a tortura era praticada pelo regime militar desde seu início, antes de existirem as organizações armadas de oposição; que ministros tinham o comando direto do aparato de repressão; e que a Marinha ocultou da presidência da República, já no período democrático, as informações que tinha sobre mortos pela repressão.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Procuradoria denuncia ex-agentes da repressão por ocultação de cadáver

O Ministério Público Federal denunciou ontem o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e o delegado aposentado Alcides Singillo pela ocultação de cadáver do militante Hirohaki Torigoe, 27, morto na ditadura militar, em janeiro de 1972.


Notícia da Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Militares ordenaram silêncio sobre tortura de Rubens Paiva, diz jornal

A Comissão da Verdade revelou na segunda-feira que o governo militar determinou a todos os agentes públicos no Brasil e no exterior, a partir de 1972, que não atendessem a nenhum pedido de esclarecimento de organizações nacionais e internacionais sobre mortos e desaparecidos em consequência da repressão. Entre eles estava Rubens Paiva. 

A determinação foi feita por escrito: saiu do gabinete do presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, e foi assinada pelo secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, o também general João Baptista de Oliveira Figueiredo, que viria a ser o último presidente do regime anos depois. 


Leia mais no Correio do Povo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

La “pequeña Escuela de las Américas” de Guatemala

COBÁN, Guatemala.- Desde febrero, unos antropólogos forenses han hallado más de 400 esqueletos en una base militar en Cobán, Guatemala, en lo que se ha convertido rápidamente en uno de los mayores descubrimientos de una fosa común clandestina en el país. Durante el prolongado conflicto armado de 36 años que condujo a actos de genocidio, la base en Cobán fue un centro de coordinación e inteligencia militar.
Pero lo que distingue esta excavación es que tiene lugar en una base militar que se mantiene activa: militares y policías extranjeros de Guatemala, El Salvador, Nicaragua, Honduras y la República Dominicana llegan regularmente a la base para recibir entrenamiento [1]. En 2006, la zona militar de Cobán se rebautizó con el nombre de Comando Regional de Entrenamiento de Operaciones de Mantenimiento de Paz, CREOMPAZ.
La horrible historia de la base militar de Cobán -y la impunidad con la que se perpetraron asesinatos masivos de hombres, mujeres y niños– ofrece un trasfondo inquietante de las actuales operaciones de “mantenimiento de la paz”.
Por toda la capital de Guatemala se encuentran evidencias de la excavación actual en forma de anuncios en vallas publicitarias y paradas de autobuses. En el lado derecho del anuncio hay una foto de una mujer con una mascarilla quirúrgica mirando un instrumento médico. En Los Ángeles, podría ser un anuncio para adelgazar, en Houston la promoción de un hospital privado. No es elcaso. El texto, en la parte superior dice: “¿Tiene un familiar desaparecido entre 1940 y 1996?” y después: “los estamos identificando por medio del ADN. Basta con una muestra de saliva”.
La Fundación de Antropología Forense de Guatemala, FAFG, organizó la campaña de anuncios para intentar identificar los esqueletos de los desaparecidos comparándolos con el ADN de sus familiares vivos. Los antropólogos de la FAFG trabajan en toda Guatemala excavando, desempolvando y finalmente exhumando restos humanos.
CREOMPAZ es una de las actuales excavaciones.


Continue lendo no Rebelión.

Você pode tentar também o português do Google Tradutor.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Argentina goleia o Brasil em justiça

A Argentina começa hoje o seu megajulgamento da ditadura. Os hermanos não têm dado qualquer alívio aos seus torturadores e aos chefes de todos eles.
Deve ser parte da superioridade ética, sustentada por intelectuais anônimos, do tango sobre o samba ou do drama em relação ao fatalismo do trágico.
Enquanto isso, no Brasil, a  verdade aparece como uma infiltração. O assassinato, em Porto Alegre, de um militar ligado ao terrorismo fardado do DOI-Codi levou à descoberta de documentos importantes, que a polícia de Porto Alegre, nada republicanamente, vazou para o grupo RBS.
Um dos documentos prova que o deputado petebista Rubens Paiva esteve preso nas instalações cariocas infernais do DOI-Codi.
As nossas forças armadas têm mentido sobre isso há décadas. Assim como se mentiu durante anos sobre o assassinato de Vladimir Herzog, transformado em suicídio, o único enforcamento ajoelhado da história da humanidade.
Um dos terroristas fardados, protagonista do fracassado atentado do Rio-Centro, continua na ativa e, segundo o jornalista Marcos Rolim, é professor na academia do Exército em Brasília. Um escracho.


Continue lendo no blog do Juremir Machado da Silva, no Correio do Povo

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A execução dos guerrilheiros no Araguaia na voz de Curió


Chega na segunda-feira, 11, às livrarias a obra Mata! O Major Curió e as Guerrilhas do Araguaia, do jornalista Leonencio Nossa, repórter do Estado, na sucursal de Brasília. Escrito a partir dos arquivos do major Sebastião Curió, contém um detalhado relato sobre a execução dos integrantes da Guerrilha do Araguaia, levada a cabo pelo PC do B entre 1972 e 1975, na região do Rio Araguaia.
O major foi um dos articuladores da Operação Marajoara, a terceira expedição enviada pelo Exército à região para eliminar o incipiente foco de guerrilha. As duas anteriores haviam fracassado. Ao final de sua ação, 67 pessoas haviam morrido. Entre elas 42 guerrilheiros, executados sumariamente, depois de terem sido presos, quando já estavam fora de combate.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Elzita espera seu filho

A pernambucana Elzita Cruz é uma senhora de 97 anos. Como boa parte das pessoas de idade, Elzita reluta em mudar de casa ou de trocar o número de seu telefone. Contudo, seu comportamento não é motivado apenas em função da idade. Elzita aguarda até hoje o retorno de seu filho Fernando, desaparecido na época da ditadura militar (1964-1985). O caso de Elzita é apenas mais um exemplo de inúmeras mães que perderam seus filhos, de crianças que ficaram órfãs e de viúvos e viúvas do regime discricionário brasileiro.




Leia mais no blog do Juremir Machado da Silva

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os Desaparecidos do Rio de Janeiro


Enquanto Sérgio Cabral, o governador do Rio de Janeiro, comemora a redução de 11,4 % de homicídios no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período de 2010, o número de desaparecidos continua com números expressivos e crescentes. Aumentou de 2.643, em 2010, para 2.879, em 2011, ou seja  9%.  E nessa conta não entram os cadáveres e ossadas encontrados no estado, número que foi 329 em 2010 e 299 em 2011, a maioria dos quais enterrados como indigentes, sem sequer um cruzamento com os registros de desaparecidos. É por conta desses números que Antonio Carlos Costa, presidente do Movimento Rio de Paz  afirma: “Enquanto não houver esclarecimento dos casos de pessoas desaparecidas, qualquer afirmação em termos absolutos sobre redução de homicídio no Rio de Janeiro é chute”.
Na cidade do Rio de Janeiro, uma média de 200 pessoas por mês tem seus sumiços registrados nas delegacias. Embora cerca de 70% dos desaparecidos reapareçam, já que na categoria entram os jovens que fogem de casa e os idosos que se perdem na rua, Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, lembra também que muitos desaparecidos não são registrados. “A gente conhece muitos casos de favelas nas quais uma pessoa foi morta, o corpo não foi encontrado, mas a família não registra por medo da polícia, porque já sabe que as vítima morreu e não tem expectativa de encontrar a pessoa com vida.”

Confira o texto completo na CartaCapital

Colômbia tem mais de 60 mil pessoas desaparecidas, diz comissão

A Comissão de Busca de Pessoas Desaparecidas da Colômbia afirmou nesta segunda-feira (29/08), véspera da celebração do Dia Internacional do Desaparecido, em 61.604 o número de vítimas do conflito no país sul-americano.

A comissão, vinculada à Defensoria Pública, disse também que o número corresponde ao dia 26 de agosto de 2011 e que das 61.604 vítimas, 14.427 são mulheres e 47.177 homens. A instituição tinha registrado 47.757 casos de desaparecimento forçado até junho de 2010, mas seus trabalhos no último ano aproximaram o número até quase 62 mil.





Mais no Opera Mundi

sábado, 26 de fevereiro de 2011

250.000 Desaparecidos claman justicia, y Falsimedia confunde para seguir desapareciendo la verdad

El crimen de Estado de la desaparición forzada perpetrado por la "democracia" en Colombia ha rebasado las dramáticas cifras de la dictadura argentina: sólo en los últimos 3 años el Terrorismo de Estado ha desaparecido a 38.255 personas (1). Se estiman en más de 250.000 las personas desaparecidas en los últimos 20 años. La desaparición forzada es un Crimen de Estado que acalla al desaparecido a la vez que inyecta terror en los sobrevivientes: persigue la parálisis de la reivindicación social. Es un genocidio contra la oposición política.

En enero 2011 la Fiscalía publicó un estremecedor informe: en él revela tener documentados 173.183 asesinatos; 1.597 masacres; 34.467 desapariciones forzadas, y al menos 74.990 desplazamientos forzados, crímenes cometidos entre junio de 2005 y el 31 de diciembre de 2010 por el paramilitarismo, una herramienta de terror financiada y coordinada por el latifundio, multinacionales y estado colombiano, que cumple la función de eliminar la reivindicación social, y desplazar poblaciones de manera masiva. Los propios jefes paramilitares denuncian que “El paramilitarismo de estado sigue vigente”: denunciado reiteradamente por el máximo jefe de las AUC Salvatore Mancuso (3).


Vejam o texto completo no blog de AZALEA ROBLES

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

DDHH na Colômbia, panorama desolador: 38.255 desaparecidos em 3 anos, 41 sindicalistas assassinados em 2010...

O desaparecimento forçado na Colômbia, segundo associações de vítimas ultrapassa os 250.000 desaparecidos nas duas últimas décadas... Em 2010 foram assassinados 41 sindicalistas.

Em meio a uma crise generalizada, especialmente aprofundada nos oito anos de governo de Uribe Vélez ( e a continuidade de sua política pelo seu sucessor Santos), neste 10 de dezembro celebrou-se na Colômbia o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Aos 62 anos transcorridos desde a declaração Universal desses direitos e a 60 anos de haver estabelecido este dia como data comemorativa todo ano, o panorama nesta matéria no país não pode ser mais desolador, pelo que não houve nada o que celebrar e muito a denunciar.

Para citar alguns dados, nos dois períodos de Uribe ocorreram 4.293 violações aos direitos fundamentais dos trabalhadores sindicalizados, entre os que se encontram: 2.513 ameaças, 528 assassinatos, 33 desaparecidos, 534 deslocamentos forçados, 295 detenções arbitrárias e 231 fustigamentos, entre outras estatísticas oferecidas pela Escola Nacional Sindical. Durante o ano de 2010 foram assassinados 41 sindicalistas.


Vejam mais detalhes em KAOSENLARED.NET

sábado, 11 de dezembro de 2010

CD-Rom vai mostrar aos estudantes história das vítimas da ditadura

A história de 394 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985) será conhecida dos estudantes do ensino médio de todo o Brasil. O relato está em um CD-ROM, elaborado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que será distribuído pelo governo federal para oito mil escolas públicas.

Montado a partir dos arquivos do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e outros documentos e com o apoio do Ministério da Educação (MEC), o CD-ROM conterá mais do que a biografia dos perseguidos políticos. Abordará também a criatividade da cultura brasileira no períodoque vai de 1962 a 1985.

Trezentas canções - Através do material, professores e estudantes conhecerão melhor o contexto histórico e cultural do período com acesso a quatro mil fotografias e ilustrações. E mais trechos de 300 canções e filmes que remetem o espectador/ouvinte para uma viagem no tempo circulando por três décadas da história do país, desde o governo constitucional de João Goulart, passando pelo golpe militar, a consolidação do autoritarismo até o retorno da democracia.

Vejam mais detalhes em BRASILIA CONFIDENCIAL

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sindicato homenageia memória do comandante Jonas

Recentemente o Ministério Público Federal fez buscas no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo dos corpos de desaparecidos durante o período da Ditadura Militar. Um dos principais líderes da época era Virgílio Gomes da Silva, o comandante Jonas, trabalhador do setor químico e importante combatente contra o regime militar.

Em 2009 o Sindicato dos Químicos fez pedido formal pela continuidade na procura do corpo do trabalhador desaparecido, conjuntamente com a família e o grupo “Tortura Nunca Mais”. Na ocasião compareceu ao Sindicato o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, que se comprometeu com a continuidade da luta pela memória dos desaparecidos políticos.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Honduras: Identificados os "cárceres do terror" e um ressurgimento da Mano Blanca 14/-88

Tegucigalpa. 30 Agosto.2010. A Coordenadoria Geral do Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh) revelou, neste domingo, que "já temos identificado os cárceres do terror em San Pedro Sula e em Tegucigalpa [...] assim como o ressurgimento da Mano Blanca 14/-88, sabemos onde estão operando".

Oliva conclamou ao regime de Porfirio Lobo a "desarticular os esquadrões da morte existentes em Honduras".

Denunciou, também, que tem detectado como opera o esquadrão CAM (Comando Álvarez Martínez), de que já havia informado, assim como tem encontrados indicativos do reaparecimento de elementos da Mano Blanca 14/-88, de quem expressou saber onde estão operando.


Vejam mais detalhes em KAOSENLARED.NET

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Desaparecidos: à margem do rio dos Mortos

Hoje, no Brasil, ainda são 144 os desaparecidos políticos da ditadura civil-militar. Corpos à espera do sepultamento. Familiares à espera de concretizar o luto, de acabar com a incerteza. Almas à espera da travessia do Aqueronte. Como definiu Ivan Seixas, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, “são os fantasmas que voltam sempre. São os fantasmas que querem lembrar que não podem ser esquecidos”. A reportagem especial é de Paula Sacchetta, publicada originalmente no Brasil de Fato. Queres tu, realmente,
sepultá-lo, embora isso tenha
sido vedado a toda a cidade?

Fala de Ismênia na tragédia Antígona

Cena 1: o começo ou sepultamento inusitado
Segunda-feira, 18 de maio de 1992. Em Jales, a 600 quilômetros de São Paulo, um caixão fechado é velado na Câmara Municipal. Foi decretado feriado, a cidade inteira está parada. A Câmara está lotada. Presentes crianças e adolescentes, gente de todas as idades. É um dia de sol muito quente, daqueles que nem ferro de marcar. Após o velório, um cortejo segue a pé até o cemitério.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Buscan a niños desaparecidos en El Salvador

Gregoria Contreras es la única que recuperó su identidad. La encontraron en el 2006 y, desde ese momento, está intentando reconstruir los lazos con su familia biológica. El caso llegó a Costa Rica. Una comisión de reparación de víctimas está demorada.

(...)

La demanda está relacionada con la desaparición forzada de Gregoria Herminia, Serapio Cristian y Julia Inés Contreras, José Rubén Rivera, Ana Julia y Carmelina Mejía Ramírez. Todos estos delitos fueron perpetrados entre 1980 y 1992, cuando los militares y paramilitares ejecutaron una estrategia de tierra arrasada. Los operativos de las fuerzas armadas pretendían desarticular y aniquilar a las poblaciones que el aparato estatal había definido como la base social de la guerrilla.


Vejam mais detalhes em PÁGINA/12

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

As marcas das ditaduras e a revelação dos sobreviventes

“Uma sociedade com futuro é uma sociedade com memória. Não por conta do nunca mais, não, que eu não acredito nisso. Mas para que a vida em comunidade faça sentido”, disse Lilian Celiberti, na terça-feira (26), em Porto Alegre, pouco antes de Lula pegar o microfone. Lilian Celiberti, militante feminista uruguaia e uma das poucas sobreviventes da Operação Condor, sabe o que essas palavras significam.

Mas o que elas querem dizer? O que organiza a exigência da memória na vida política de um povo? Por que essas palavras fazem sentido e como se pode traduzir a clareza na face de Lilian Celiberti, quando as pronunciou, para milhares de participantes do FSM?
(...)
O desaparecimento de sua irmã e de seu cunhado foi um episódio inimaginavelmente doloroso para a sua família. E parece ter sido por ocasião deste evento que Bernardo tenha explicitado o fio condutor da memória silenciada, que não aleatoriamente é o mesmo que liga as ditaduras. A culpa que guarda a pretensão da função de um predicado atemporal e intransitivo do sobrevivente foi exemplarmente apresentada, lembrou Berrnardo, em A Escolha de Sofia (William Styron, 1979). Por que o soldado alemão não matou as duas crianças, em vez de pedir à mãe que ela escolhesse, entre o filho e a filha, qual iria morrer? A despeito de quem seja esse sujeito, há um dispositivo que o ultrapassa e que opera, nessa ordem macabra, a perversidade da transmissão da culpa. A transferência da culpa para a vítima e, assim, a perpetuação do sofrimento. O destino da culpa de Sofia é o suicídio, como se sabe. O livro de Styron é obra de ficção; seu argumento, não.


Vejam o texto completo na AGÊNCIA CARTA MAIOR

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lincoln Gordon e a origem dos "desaparecidos" - A elite americana


Lincoln Gordon morreu há poucas semanas com a idade de 96 anos. Licenciara-se summa cum laude em Harvard aos 19 anos, doutorara-se em Oxford como bolsista Rhodes, publicara o seu primeiro livro aos 22 anos, com dúzias mais a seguir sobre governo, economia e política externa na Europa e América Latina. Entrou [como professor] na Faculdade de Harvard aos 23 anos. O dr. Gordon foi executivo no Gabinete de Produção de Guerra durante a II Guerra Mundial, administrador de topo dos programas do Plano Marshall na Europa do pós guerra, embaixador no Brasil, teve outras altas posições no Departamento de Estado e na Casa Branca, foi investigador no Centro Internacional Woodrow Wilson para Académicos, economista na Brookings Institution, presidente da Johns Hopkins University. O presidente Lyndon B. Johnson louvou o serviço diplomático de Gordon como "uma rara combinação de experiência, idealismo e julgamento prático".

Está a ver o quadro? O rapaz maravilha, intelectual brilhante, líder notável de homens, patriota americano destacado.

Abraham Lincoln Gordon foi também o homem de Washington no Brasil, e muito activo, como director do golpe militar de 1964 que derrubou o governo moderadamente de esquerda de João Goulart e condenou o povo brasileiro a mais de 20 anos de uma ditadura terrivelmente brutal.
(...)
Naturalmente, nem todos os nossos responsáveis pela política externa são como este. Alguns são piores.

E recorde as palavras do espião condenado Alger Hiss: A prisão é "um bom correctivo para três anos de Harvard".


Vejam o texto completo em RESISTIR.INFO