quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Kropotkin e a teoria da evolução
“Se perguntamos à natureza, 'Quem são os mais aptos? São aqueles que se encontram continuamente envolvidos em guerra mútua, ou são aqueles que se sustentam mutualmente?', de imediato vemos que aqueles animais que adquirem hábitos de ajuda mútua são indubitavelmente mais aptos. Tem mais probabilidades de sobreviver e alcançar, em suas respectivas classes, o maior desenvolvimento da inteligência e organização corporal". Assim reconhece Kropotkin, em seu Apoio Mútuo (1907) a idéia central que compõe seu pensamento evolutivo. Que valor tem hoje em dia reconsiderar o pensamento evolutivo de Kropotkin?
Visto em NEBULOSA DE ÓRION
sábado, 27 de julho de 2013
Entrevista com David Harvey: E a História não acabou
Por Glauco Faria e Thiago Balbi | Fotos por Yumi Kajiki
Fórum – O que o senhor acha desse ressurgimento do interesse em Marx, tanto em estudos acadêmicos quanto como inspiração no meio político?
David Harvey – Na verdade, a história de se ler Marx surge quando tudo está mal e ninguém sabe bem o por quê, daí as pessoas retornam e dizem: “Bem, Marx tinha algo a dizer sobre isso”. Acho que, historicamente, é assim. E há outros eventos que afastaram as pessoas da leitura de Marx, por exemplo, o fim da Guerra Fria e o colapso dos Estados comunistas, que levaram muitas pessoas a concluir que não havia uma boa razão para ler Marx. Foi um período dos anos 1990, quando alguns diziam: “Ganhamos tudo… É o fim da História…”
E a História, de repente, voltou. É um grande tempo, em que as pessoas começam a olhar ao seu redor e entender que há alguma razão para tentar analisar isso usando as ideias de Marx, para entender a crise.
Vejam mais na Revista FÓRUM
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Entrevista com Marcello Musto, politólogo e filósofo italiano. O fantasma de Marx remexe Wall Street e o mundo
Hoje, com o crescente desespero, buscam na obra do proscrito Marx, as chaves para a compreender a magnitude da crise atual do capitalismo, que desde 2008 sacode a economia global. Buscam uma saída cosmética - que assegure os interesses do capital - no contexto de uma crise multifacética que inclui os setores econômico, financeiro, alimentar, energético e ambiental.
Paralelamente, um grupo de intelectuais de diversas partes do mundo, agrupados na Fundação Internacional Marx Engels (IMES), trabalha há anos numa tarefa longamente inconclusa: realizar uma edição integral e científica da obra de Marx e Friedrich Engels. A publicação das obras completas de ambos pensadores, iniciou-se em 1920 na ex-URSS, iniciativa conhecida como Projeto MEGA por suas siglas em alemão. Nele participaram intelectuais soviéticos e alemães, mas sucumbiu por causa dos expurgos stalinistas e o auge do nazismo na Alemanha. Em 1975 foi reiniciado como MEGA 2, que teve a mesma sorte com o o fim da URSS e dos socialismos reais em 1989.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Para entender a crise do capitalismo
Crise é interrupção. E, concretamente, interrupção do ciclo produtivo. Isto quer dizer que foram detidos os mecanismos pelos quais nossas economias produzem bens e serviços. Estes mecanismos são os mesmos que nos permitem criar postos de trabalho e produzir bens materiais que são cada vez melhores em termos técnicos. Isto é, o que se tem detido é o processo de avanço econômico, de crescimento econômico. E sem ele, não temos emprego e nem avanço técnico -pelo menos no sistema econômico atual.
Vejam o texto original em PIJUS ECONOMICUS ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Grécia, Itália e a visão de Marx sobre os "governos técnicos"
A análise de Marx é notável por sua sagacidade e sarcasmo. Enquanto o Times celebrava o acontecimento como um sinal de ingresso “no milênio político, em uma época na qual o espírito de partido está destinado a desaparecer e no qual somente o gênio, a experiência, o trabalho e o patriotismo darão direito a acesso aos cargos públicos”, e pedia para esse governo o apoio dos “homens de todas as tendências”, porque “seus princípios exigem o consenso e o apoio universais”; enquanto os editorialistas do jornal diziam isso, Marx ridicularizava a situação inglesa no artigo “Um governo decrépito. Perspectivas do gabinete de coalizão”, publicado em janeiro de 1853.
O que o Times considerava tão moderno e bem articulado, era apresentado por Marx como uma farsa.
Continue lendo no Opera Mundi.
sábado, 23 de julho de 2011
"Projeto petista encalhou e precisa ser revisto", diz Viana
Não se situa. O Brasil está vivendo a ditadura da economia, no pior sentido.
Mesmo com o PT, e sobretudo com o PT. Veja, eu votei na Dilma, entendo que o projeto includente da sociedade é o melhor que tem, mas isso não abstrai a crítica à esquerda. Qual é o sentido de você promover uma inclusão social? Uma inclusão que se dê apenas pelo consumo pode guinar à direita ou à esquerda...
A uma crise imensa. Nós não temos, de um lado, aproveitado esse largo período de liberdade para criar uma consciência social, uma participação ativa na vida social, a partir do próprio exemplo da classe dominante.
sábado, 18 de junho de 2011
Crise do capitalismo e o "caminho até a servidão"
ALAI AMLATINA
O presidente Barack Obama adverte que outra crise financeira global pode desatar-se se o Congresso de Washington não elevar o "teto" da dívida pública... O economista Nouriel Roubini, que antecipou a crise financeira de 2007-2009 afirma em Singapura (Bloomberg News) que a economia globa enfrentará uma "tempestade perfeita" em 2013 por causa da dívida pública nos Estados Unidos, a reestruturação da dívida em vários países da União Européia, uma desaceleração da economia chinesa e o estancamento da economia nipônica.
Enquanto isso, segundo Roubini, na segunda metade de 2011 a expansão econômica sofrerá uma desaceleração. Outro economista que antecipou a crise financeira global, Stephen Roach da Morgan Stanley Asia, disse em Shangai que devido à debilidade da recuperação o mundo enfrentará vários anos de "sustos pelo crescimento". Nas declarações a Bloomberg Televisión o economistqa da Morgan Stanley só contradisse a Roubini no tocante a China, de onde -segundo Roach- os funcionários tem uma "estratégia clara" para dar a virada até ummodelo de crescimento baseado no consumo doméstico e estão alertas à ameaça que apresenta a inflação, mas enfatizou que estando o mundo industrializado em um período de débil crescimento não se dispõe de uma retaguarda que permita enfrentar as sacudidas periódicas que surgem e golpeiam as economias específicas no mundo. Com os preços do petróleo que sobem, a zona do euro com problemas, com outra queda no mercado residencial nos Estados Unidos e os problemas do Japão, certamente que estamos tendo mais sacudidas que me períodos normais, segundo Roach.
Vejam o texto completo (castelhano) em REBELION.ORG ou em tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Morte e renascimento da ciência de Marx
Quando a gravitação dos dogmas do poder distorce o método científico, este quebra como uma casca de ovo. E a evolução condena o sistema que o faz à morte.Heinz Dieterich
1. O estancamento da ciência marxista
Para derrubar um sistema social fisicamente há que derruba-lo primeiro ideologicamente. Este é o campo de batalha em que a esquerda ocidental tem fracassado há um século. A explicação científica deste fracasso oscila entre dois teoremas Engels e Marx: 1. “Sem teoria revolucionária não há praxis revolucionária"(Engels); 2. “A teoria se realiza no povo somente na medida em que é a realização de suas necessidades” (Marx).
Enquanto primeira dimensão do problema, a ciência de Marx e Engels no Ocidente está truncada desde a morte de Lenin, quem desenvolveu os últimos grandes paradigmas científicos da transição pós-capitalista. É comparável a situação da ciência de Marx/Engels a uma física que ficasse travada em Newton, sem as posteriores evoluções de Einstein, Planck, Heisenberg, Gell-Man et al. Que práxis inovadora e transformadora poderia ter tal ciência no século XXI?
Vejam o texto completo (castelhano) em KAOSENLARED.NET ou em tradução livre no blog NEBULOSA DE ÓRION
sábado, 30 de abril de 2011
Lincoln Secco: A luta de classes nos corredores da USP
Podemos agora reler cuidadosamente O 18 Brumário de Luiz Bonaparte que a editora Boitempo acaba de lançar em nova tradução. Mas não podemos deixar de dizer que, apesar de sua genialidade, Karl Marx não imaginou até onde chegariam as lutas de classes em França ou fora dela. Bem, elas simplesmente chegam aonde é necessário.
por Lincoln Secco*
Recentemente, a Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP foi palco de um protesto "sujo". As funcionárias de uma empresa terceirizada de limpeza estavam sem receber seu salário. Diante disso, juntamente com alguns estudantes, elas viraram os cestos de lixo e inundaram o prédio de História com os rejeitos que raramente aparecem aos olhos de quem os produz.Todos ficaram justamente indignados quando viram o que havia dentro da lata de lixo da história.
Vejam o texto completo no PORTAL VERMELHO
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Os "Manuscritos Matemáticos" de Marx
“Marx e eu fomos, certamente, quase os únicos que salvamos a dialética consciente da filosofia idealista alemã para traze-la à concepção materialista da natureza e da história. Mas para enfocar o par, dialética e materialisticamente, a natureza, há que se conhecer a matemática e as ciências naturais.(…)”
(Friedrich Engels)
Marx e Engels dedicaram um tempo e esforço consideráveis ao estudo das ciências e da matemática. Eles reconheciam sua importância para uma interpretação correta da realidade. Em particular Marx reconheceu a importância da matemática e se dedicou a estuda-la, mesmo nos momentos em que sua saúde se debilitava, com seriedade. Ele considerava que com a matemática poderia modelar aqueles fenômenos de seu interesse para desvelar o comportamento do capitalismo.
Ao estudar a matemática avançada de sua época encontrou que esta era tratada de maneira "mística" nos textos que teve ao seu alcance. Dedicou-se então a escreve suas próprias interpretações dos limites e das derivadas, como disse Paulus Gerdes (1983) tirando-lhes o véu de mistério.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
As heranças de Marx, Darwin e Dickens expostas
Um banco de dados online britanico contem os legados de seus cidadãos entre 1861 e 1941
O anticapitalista por excelência, Karl Marx, morreu sem grandes fundos enquanto seus xarás Charles Darwin e Charles Dickens deixaram um suculento legado a seus herdeiros.Estes três são apenas uma ínfima parte das mais de seis milhões de heranças que se tornaram públicas, e que formam parte do Calendario nacional de descendencias da Inglaterra e Gales, uma base de dados disponível online através do site de pagamentos Ancestry.co.uk. Esta página se especializa en xeretar na história dos antepasados dos britanicos, e contem testamentos de 1861 a 1941. Até 1857 era a Igreja que geria esse tipo de arquivo, que passou a ser competência do Estado em 1858.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Parceria entre sindicato e universidade promove curso de pós sobre Marx
Uma parceria inédita na região Sul entre o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e a Faculdade Porto-Alegrense (FAPA) está oferecendo o curso de pós-graduação “O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade” (nível de especialização). A súmula do curso prevê a análise de textos clássicos do pensamento de Karl Marx e Friedrich Engels e de alguns de seus principais herdeiros intelectuais. Os temas gerais que norteiam o curso são economia, política, filosofia, história, sociologia e o marxismo depois de Marx, no mundo e no Brasil. Segundo o secretário-geral do SindBancários, Fábio Soares Alves, trata-se de uma novidade na região Sul: “No Brasil, só tenho conhecimento de curso similar na Unicamp. Também estamos sendo pioneiros ao aproximar a academia e o movimento sindical”. Em sua justificativa, o projeto do curso afirma: Vejam mais em CARTA MAIOR
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Trabalho morto: Marx e Lênin mereceriam Nobel de Economia
Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lênin previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de instrumentos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos "modelos de risco" aos quais tem sido atribuído o Prêmio Nobel e estão mais próximos da moeda do que as previsões do presidente do Federal Reserve, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, o qual acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise econômica. A análise é de Paul Craig Roberts. Paul Craig Roberts (*) - Counterpunch
"O capital é trabalho morto, o qual, como um vampiro, vive apenas para sugar o trabalho vivo, e quanto mais sobreviver, mais trabalho sugará". (Karl Marx)Se Karl Marx e V. I. Lênin hoje estivessem vivos, seriam os principais candidatos ao Prêmio Nobel de Ciência Econômica.
Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lênin previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de instrumentos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos "modelos de risco" aos quais tem sido atribuído o Prêmio Nobel e estão mais próximos da moeda do que as previsões do presidente do Federal Reserve, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, o qual acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise econômica.
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sábado, 22 de agosto de 2009
"Vuelvo a los clásicos, incluido Marx"
"Cuando el Estado no regula bien, el mercado no funciona o produce resultados que no son tolerables. El Estado es imprescindible en tanto que regulador y en tanto autoridad que hace cumplir las normas". Joaquín Almunia, (Bilbao, 1948), que está viviendo en primera línea los avatares de la crisis financiera que sacude el mundo como comisario de Asuntos Económicos y Monetarios, invoca con estas palabras la vuelta al Estado como primera medicina para remendar los desmanes financieros. Ha exhibido una especial frialdad en medio de la tormenta financiera y ha ganado autoridad y respeto entre los responsables económicos de los Veintisiete. Las reacciones apasionadas se las reserva para el Athletic de Bilbao.Almunia cree que los derrumbes financieros que están generando ejércitos de desempleados son "la herencia de mucha gente, desde Reagan a Thatcher, pero también de Greenspan". "Es la herencia del discurso que hemos escuchado desde voces del sector financiero privado, defensoras de la autorregulación frente a cualquier intento de regulación", dice.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
Entrevista a Robert Pollin, economista y asesor de Barack Obama - "Leyendo a Marx se aprende más que del 95% de los economistas"
-¿Esta es la crisis que pronosticó Carlos Marx?
-No se puede negar que Marx era un gran observador del capitalismo, del comportamiento del mercado financiero y de las crisis. Quizá esta parte del pensamiento de Marx no se aprecia suficientemente pero, cual quiera que sea la ideología, de izquierdas o de derechas, no se puede negar que sus observaciones eran muy acertadas. Marx no pronosticó que el sistema iba a colapsarse y que de ese colapso iba a surgir el socialismo, no fue tan taxativo. En su época no fue entendido porque, pese a que no disponía de todas las herramientas estadísticas de ahora, llegó a conclusiones muy acertadas, y leyendo hoy a Marx se puede aprender mucho más que leyendo al 95% de los economistas actuales.
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sábado, 27 de junho de 2009
A síndrome do manual
Se a militância com consciência adquirida, aproveitando-se do conhecimento de outras experiências de luta, for capaz de sugerir ações que ajudem as massas a superar suas dificuldades, teremos um caso concreto de influência da consciência sobre a mobilização espontânea.
(...)
Vale a pena lembrar que, como uma das formas de resolver a questão agrária, Marx chegou a sugerir que os latifundiários fossem indenizados. O que, para alguns pensadores de esquerda, deve parecer uma espécie de traição. E que Engels, por sua vez, levantou a hipótese de que os social-democratas (quando os social-democratas eram revolucionários) poderiam chegar ao governo por via eleitoral, o que agora está se configurando como realidade.
Vejam o texto completo em Correio da Cidadania
sábado, 25 de abril de 2009
Leituras do Manifesto Comunista fazem sucesso na Alemanha
Segundo um artigo publicado no semanário Freitag, o actor alemão Rolf Becker tem-se dedicado à iniciativa de realizar sessões de leitura públicas do "Manifesto do Partido Comunista", escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848. Cada sessão de leitura demora cerca de duas horas, durante os quais Becker transmite ao público partes do conteúdo do texto.(...)
Vejam o texto completo em Esquerda.Net
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Afinidades entre Karl Marx e Charles Darwin
Por Igor Zanoni Constant Carneiro LeãoO objetivo desta nota é apontar algumas afinidades bastante claras entre a visão de Karl Marx e de Charles Darwin sobre o homem, a natureza e a sociedade. Ambos viveram na Inglaterra vitoriana e, embora com formação e interesses distintos, aproximaram-se de forma notável na forma de ver a ciência que exerceram e na forma de se interessar pelos problemas do homem e da natureza.
Em 1859, Karl Marx publicou em Londres a Contribuição à crítica da economia política, obra de maturidade em que fazia a crítica da economia política dentro de uma trajetória que o levaria a O capital, cujo primeiro volume foi publicado em vida do autor, em 1867. Essa crítica procurava desvendar a chamada base material das sociedades industrializadas, ou seja, suas articulações internas, sua origem e leis de desenvolvimento, passo preliminar para a crítica da totalidade da sociedade burguesa, isto é, de seus aspectos econômicos, políticos, sociais e ideológicos que mantêm, entre si, relações de correspondência ou conexões de sentido.
No mesmo ano e na mesma cidade Charles Darwin publicou A origem das espécies, após uma hesitação de quinze anos nos quais meditou profundamente sobre sua experiência de naturalista a bordo do Beagle, no qual circunavegaria o globo nos anos 1930 no mesmo século. A obra tornou-se imediatamente reconhecida e divulgada de forma muito mais exitosa que a obra de Marx.
Vejam o texto completo na Com Ciência-SPBC/Labjor
sábado, 11 de abril de 2009
Marx e Darwin, há 150 anos marcando a visão científica do mundo
Em 1859 apareceram dois livros que, até nossos dias, são referências para as discussões científicas, da sociedade e da natureza: Para a crítica da economia política (em junho), de Karl Marx, e A origem das espécies (24 de novembro), de Charles Darwin, autor nascido em 12 de fevereiro 1809. O livro do alemão, que quase uma década depois teria continuidade com O Capital, não teve pronta repercussão. Mas o do inglês foi um marco imediato nas ciências naturais e, comenta-se, teve sua primeira edição esgotada em 24 horas. Gigantes do pensamento do século XIX, Marx e Darwin tinham compromissos de classe diferenciados. O primeiro abraçou a causa socialista e a luta do proletariado. O segundo, integrante da classe dominante inglesa, abastado, investidor em ferrovias, convivendo com o clero e com a aristocracia, evitava os debates políticos públicos. Os dois respeitavam-se, contudo, como cientistas que desejavam ''sinceramente a ampliação do saber e, a longo prazo, é certo que isso contribuirá para a felicidade da humanidade'', como escreveu Darwin na sua única carta conhecida endereçada a Marx.
Vejam o texto completo na Revista Espaço Acadêmico
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Marx, Engels,Trotsky, Lenin, Che, Mandel
Os destaques, porém, ficam por conta da seção em português dos trabalhos de Marx e Engels e do Marx & Engels Internet Archive, no MIA.
Mas isso, claro, é só para quem já entendeu "O Capital", ou, no mínimo, não busca inspiração comum no socialismo com qualquer um.
Do blog La vieja bruja.