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quinta-feira, 30 de maio de 2013

OS DOIS LADOS DO ATLÂNTICO SUL

(HD)-A Presidente Dilma Roussef acaba de voltar da Etiópia, onde assistiu, como convidada, à Cúpula Presidencial do 50ª Aniversário da União Africana. Lá, além de reiterar os laços culturais e econômicos que nos ligam àquela região, ela anunciou, também, a eliminação de antigas dívidas de 12 países africanos com o Brasil, no valor de 980 milhões de dólares.
             Aqui, muita gente ficou sem entender o gesto, assim como muitos ainda desconhecem as razões que justificam a nossa política africana. A aproximação estratégica do Brasil com a África, como um todo, vem desde o regime militar. Nos anos 1970 e 1980, era para a África e o Oriente Médio que iam milhares de brasileiros, para forjar seu futuro, trabalhando para empresas como a Mendes Júnior no Iraque e a Mauritânia, entre outros países. Para lá exportávamos, antes da destruição da indústria bélica brasileira, tanques da Engesa e da Bernardini, mísseis da Avibrás e armas portáteis.   
Vejam mais no blog do MAURO SANTAYANA
        

domingo, 9 de setembro de 2012

A carta de Theotônio dos Santos a FHC


Por Webster Franklin
Emilia M. de Morais publicou no grupo Amigos do Blog Luis Nassif Online
 CARTA ABERTA A FERNANDO...
Emilia M. de Morais
8 de Setembro de 2012 10:19
THEOTONIO DOS SANTOS: CARTA ABERTA A FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Meu caro Fernando,
Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.
A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação.

Vejam mais em LUIS NASSIF ONLINE

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

7 DE SETEMBRO: CADA GOVERNO FAZ O SEU

 
"Em setembro de 2002,  nos estertores do governo do PSDB, o risco-Brasil atingia 2.443 pontos. Medida de vulnerabilidade de uma economia --do ponto de vista dos credores--  cada 100 pontos  de risco equivale a 1% de taxa adicional de juro. A chance  de um calote brasileiro então  era tida como muito alta. Para quebrar as resistências ao  passar o chapéu o governo FHC  via-se  obrigado a pagar uma sobretaxa de quase 24,5% acima do juro vigente nos EUA. Numa operação externa esta semana, o Brasil pagou a menor sobretaxa de juro de sua história:1,1%. O oposto vivido no governo do PSDB reduz  a margem de soberania de um país a zero. A  independência política é ornamental. Canta-se o Hino, hasteia-se a bandeira. Entrega-se tudo o mais que dá sustento à palavra Nação. Sem o manejo endógeno das contas externas  é impensável fazer  política de desenvolvimento ou articular a defesa da industrialização. Menos ainda avançar na defesa da principal fronteira da soberania no século XXI: a justiça social. Delega-se o destino aos banqueiros. Em setembro de 2002, depois de 8 anos nas mãos do PSDB,  o Brasil era isso: um pangaré  faminto tratado no cabo de marmelo pelos mercados." 

Vejam em CARTA MAIOR (sexta-feira - 07/09/2012)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal: “Sempre podemos imprimir mais dinheiro” (+ Video)

Alan Greenspan, o ex-presidente da Reserva Federal e guru das finanças mundiais, tem a receita mágica para sair da crise e superar a armadilha da dívida que levou os Estados Unidos a perder o triplo A.

Greenspan assinala que o problema não é a dívida dos Estados Unidos mas a profunda crise européia, que ameaça terminar com o euro e neste caso não se sabe quem pagará. Para Greenspan, por outro lado, os Estados Unidos sempre paga porque a única coisa que tem que fazer é imprimir dinheiro. Simples assim. Só requer tinta e papel para sair dos problemas. Que tal?  

Vejam o texto original em CUBADEBATE e uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

Quão grande é a dívida dos Estados Unidos?

9 Agosto 2011   

114.5 trilhões de dólares é o número o qual se eleva a dívida dos Estados Unidos em dívidas não financiadas. Mesmo sendo um número grande, é difícil poder visualizar a dimensão da dívida que responde os Estados Unidos atualmente.
É por isso que a página usdebt.kleptocracy.us fez um trabalho interessante, ao explicar de forma gráfica os grandes volumes que são manejados no mundo financeiro - em especial, da dívida.
670
Cem Dólares
$100 - é a cédula mais falsificada em todo o mundo, e uma cédula que mantém a economia mundial em movimento.
 
Vejam o texto original em CUBADEBATE ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Grecia: Em 1941, retirava a bandeira nazista da Acrópolis; em 2011 continua resistindo

Manolis Glezos en un discurso de la coalición
Synaspismós Syriza en 2007.


Com 18 anos subiu na Acrópolis com um companheiro para retirar a bandeira nazista que ondeava sobre Atenas, em uma operação legendária. Setenta anos mais tarde, Manolis Glezos continua resistindo, agora contra a tutela estrangeira imposta à Grécia para que saneie suas contas.

Na noite de 30 de maio de 1941 os alemães acabavam de conquistar o último reduto aliado em Creta e "Hitler disse em um discurso que a Europa estava livre. Nós queriamos demonstrar precisamente que o combate começava", conta Manolis Glezos à AFP, recordando sua primeira batalha política.

Veja o texto original (castelhano) em CUBADEBATE e uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A CHANCE DE CORTAR A RAÇÃO RENTISTA

O agravamento da crise internacional é um dos argumentos utilizados pelo BC brasileiro, bem como pelos rentistas para justificar a alta dos juros no país. O argumento transpira um certo bodum de oportunismo amanhecido. O que se sugere é que haveria dificuldade de financiar a dívida interna dadas as incertezas nos mercados financeiros e a consequente má vontade dos investidores em aplicar seus fundos aqui.O juro alto seria a única forma de cevá-los a bater o ponto no caixa nativo. O que se observa nos últimos meses sugere o oposto. O Brasil tem tido dificuldades para conter massas de capitais que afluem em ondas tsunâmicas atraídos por níveis de rentabilidade indisponíveis em boa parte do planeta. A alavanca que move esse moinho, e seus estragos sabidos numa estrutura industrial afogada em importações, é uma taxa de juro real da ordem de 7%. Para se ter uma idéia do colosso basta lembrar que a Grécia --dissolvente e conflagrada-- paga 10% reais para colocar seus títulos no mercado (14% de face, menos 4% de inflação). Apenas 3 pontos acima do brasileiro sendo que a a economia grega dificilmente escapará de aplicar um sonoro calote nos detentores de seus esvoaçantes papéis. Mais ainda: a dívida pública grega é de 139% do PIB, contra 39% no caso brasileiro.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR de sexta-feira 17/06/2011

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A dívida que nos governa

As políticas definidas para o Brasil são, há décadas, marcadas pelo que determina sua dívida pública. Ela é o argumento para que orçamentos sejam cortados, áreas sociais sejam penalizadas e legislações sejam mudadas.

Ao longo dos anos, ela passou por uma significativa mudança de perfil. Aos compromissos junto a bancos privados internacionais e instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), juntou-se uma explosiva dívida "interna", formada por títulos governamentais negociados semanalmente pelo Tesouro Nacional. Porém, essa mudança não alterou a principal característica do endividamento: o saque dos recursos públicos por especuladores nacionais e estrangeiros, que também podem livremente aplicar em títulos da dívida "interna". Entre 1995 e 2009, a dívida interna cresceu 25 vezes, tendo subido de R$62 mil milhões para R$1,6 MILHÃO DE MILHÕES, enquanto a dívida externa aumentou 80%, de US$ 148 mil milhões para US$267 mil milhões. A soma destas duas dívidas (valor da soma em R$) representa nada menos que 80% do PIB brasileiro (tudo que o país produz em um ano), e sobre a maior parte delas incidem taxas de juros altíssimas, muito maiores que as pagas pelos países ricos.

Vejam o texto completo em Resistir.info

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Argentina anuncia quitação da dívida com Clube de Paris

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta terça-feira o pagamento total da dívida do país com o Clube de Paris, no valor de US$ 6,7 bilhões – dinheiro das reservas do Banco Central.

"Quero anunciar o pagamento da nossa dívida com o Clube de Paris", disse Cristina, sob aplausos. "Uma dívida que começou pelo menos em 1983, quando nasceu nossa democracia."

Mais na BBC Brasil.