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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dilma e a revolução dos coxinhas

Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.

Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.

É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.


Vejam mais em O CAFEZINHO
Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.
Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.
É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.
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Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.
Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.
É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.
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terça-feira, 19 de março de 2013

Dilma cresce; mídia busca um ‘Capriles Nieto’ brasileiro

A restauração conservadora fareja frestas e flancos para romper o colar de governos de centro-esquerda que, nos últimos dez anos, estendeu suas contas formando um cinturão de políticas progressistas no interior da América Latina.

Vive-se, grosso modo, um interregno entre dois ciclos.

Um, que parece ter se completado com a consolidação de políticas sociais e salariais, que remodelaram a dinâmica da cidadania e do consumo em largas fronteiras da América Latina.

Em graus distintos, esse estirão foi favorecido pelo afrouxamento do gargalo externo, marcado por uma década de preços altos das commodities.

Não há automatismos na história. 


Vejam mais em Carta Maior-Blog das Frases

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O moderno reacionário é a porta de entrada do velho fascismo


Se você não entendeu a piada de Rafinha Bastos afirmando que para a mulher feia o estupro é uma benção, tranquilize-se.
O teólogo Luiz Felipe Pondé acaba de fornecer uma explicação recheada da mais alta filosofia: a mulher enruga como um pêssego seco se não encontra a tempo um homem capaz de tratá-la como objeto.
Se você também considerou a deputada-missionária-ex-atriz Myriam Rios obscurantista ao ouvi-la falando sobre homossexualidade e pedofilia, o que dizer do ilustrado João Pereira Coutinho que comparou a amamentação em público com o ato de defecar ou masturbar-se à vista de todos?
Nas bancas ou nas melhores casas do ramo, neo-machistas intelectuais estão aí para nos advertir que os direitos humanos nada mais são do que o triunfo do obtuso, a igualdade é uma balela do enfadonho politicamente correto e não há futuro digno fora da liberdade de cada um de expressar a seu modo, o mais profundo desrespeito ao próximo.

O texto continua no Terra Magazine

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Ódio de Classe

Não é segredo para ninguém que a política brasileira migra para a bipolaridade. De um lado o PSDB e do outro o PT como centros orbitais de uma série de corpos menores, na galáxia do PMDB. Mas o embate político brasileiro possui elementos da neurose de classe. O primeiro deles é o ódio de classe, que está ligado à destruição da tradição criminosa e partidária brasileira, que se expunha como representação conservadora. A redução de partidos assemelhados a quadrilhas à condição de pequenos partidos se deveu ao desmonte dos currais eleitorais promovido pelo programa Bolsa Família. O artigo é de César Kiraly.

SERRA NÃO ENGANA MAIS NINGUÉM

"O candidato do conservadorismo brasileiro já é identificado por 45% dos eleitores do país como aquele que mais defende os interesses dos ricos. Dilma, em contrapartida, é reconhecida por 37% como a que mais defende os pobres. 51% dos eleitores simpatizamtes do PSDB de Serra se declaram de extrema direita, de direita ou de centro-direita. O candidato da coalizão demotucana é apontado por 27% como o mais antipático dos concorrentes à Presidencia da República --opinião, ao que parece endossada por seus pares, que se recusam a ocupar a vice numa chapa liderada pelo arestoso pupilo das classes endinheiradas"

(Carta Maior, com resultados do Datafolha de 22 de maio que o jornal da família Frias escondeu da opinião pública durante uma semana; 01-06)


Vejam em CARTA MAIOR

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Edu Marcondes: Analisando o Populismo

Aceitar esses novos atores no cenário político tem sido complicado para setores tradicionais da sociedade latino americana acostumados aos benefícios dos regimes oligárquicos ou mesmo dos tolerados estados democráticos de raiz liberal-burguesa.

Por isso, diante da inexorável existência desses novos governos e governantes uma elite conservadora sentindo-se ameaçada na estabilidade de seus poderes tem recorrido a insidiosas campanhas golpistas para as quais conclama intelectuais, políticos e a mídia aliada com o intuito de repercutir deles uma imagem negativa que os abale, os enfraqueça, os ponha abaixo.

É nesse contexto que, na busca de um rótulo de comprovada eficácia propagandística, essas campanhas foram desenterrar o populismo, identificador de forma de governo que vicejou nos anos 1940, 1950, 1960 em vários países da América Latina.

Ainda que vivamos hoje numa realidade nacional e internacional completamente diferente das que o geraram naqueles anos não há nada que uma boa plástica semântica não consiga fazer rejuvenescendo um velho e até há pouco quase esquecido conceito.

O texto completo pode ser encontrado no Vi o Mundo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O debate da política externa: os conservadores, por José Luís Fiori

Chama a atenção a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil. Nossos conservadores perderam a bússola. Ainda tentam seguir a pauta norte-americana, mas não está fácil, porque ela não é clara, não é moralista, nem é binária.


“É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura, e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes”.

José Serra, “Visita indesejável”, FSP, 23/11/2009


Vejam o texto completo no PORTAL DA FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO

terça-feira, 5 de maio de 2009

Um historiador assustador

Villa é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Villa é Marco Antônio Villa, historiador(!!!) . Mais no Luís Nassif.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O presidente, a maré e a marola

Estas duas últimas semanas foram dominadas por um reeecontro entre o passado e o presente, carregado de futuro. Nossa imprensa conservadora, é claro, reconheceu o golpe do futuro, mas alguns de seus próceres mais conspícuos voltaram-se, como costumam fazer, para o passado. Dentro dessa moldura a evidência da liderança do presidente Lula é muito clara, só não reconhece quem não quer. Quais são as razões? Em primeiro lugar, tirante algum ditador sem consulta popular (não estou me referindo, quero deixar muito claro, a Fidel ou Raul Castro, ou Hugo Chávez), Lula é o presidente com o maior índice de popularidade no mundo. É isso que torna Lula um fenômeno internacional, para desespero dos Cassandros nacionais. Em segundo lugar, Lula é reconhecido como porta-voz do terceiro mundo, como várias vezes esta Carta Maior já apontou. Lula fala, os dirigentes do mundo escutam e os burros nacionais levantam as orelhas, atrás de detalhes que possam comprometer o sucesso do nosso presidente, que vai na esteira de um sucesso do Brasil.

Vejam o texto completo na Agência Carta Maior