Ollantay Itzamná
A guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo.
Durante o século XX, em especial em sua segunda metade, a América Latina foi um campo sangrento da falsa guerra anticomunista jamais vista no mundo ocidental.
Somente na Guatemala, os projéteis 'made in USA', assassinaram mais de 200 mil pessoas inocentes (cerca de 90% indígenas). O Plano Condor, na América do Sul, deixou cenários dantescos similares perseguindo comunistas inexistentes.
Nesse período, o defensor da democracia derrubou presidentes constitucionais, e promoveu ingentes golpes de Estado. Cooptou os órgãos executivos dos estados centenários com militares servis para aniquilar as legítimas expressões políticas de emancipação.
Décadas depois, os povos sobreviventes daquele holocausto constatamos que a Doutrina de Segurança Nacional e sua guerra anti-comunista, não só era falsa, mas também uma efetiva dose de veneno social que paralisou sócio-politicamente por várias décadas. Enquanto isso, a desigualdade, a miséria, e o saque violentos de nossos bens comuns fizeram gemer até os próprios deuses e demônios insensíveis do céu longínquo.
A aurora do século XXI nos encontrou, a muitos povos latino-americanos, com brios de liberdade e vontade para prosseguir com nossos processos emancipatórios truncados. E, em menos de duas décadas, nossos governos progressistas (com políticas de investimento social e redistribuição direta de renda) conseguiram tirar da condição de pobreza mais de 60 milhões de latino-americanos.
Assim, estes governos dignos fizeram retroceder as porcentagens de pobreza e desigualdade a nível global na região. Enquanto isso, em países como os EEUU, México, Guatemala, Honduras, Colômbia, Peru e outros, no mesmo período, milhões de pessoas da classe média ingressaram nos nichos de pobreza, com descomunais dívidas públicas.
Neste contexto, e ante os soberanos acordos de integração latino-americana sem a presença norte-americana, aparece a farsante e midiática guerra anticorrupção. Com o argumento de: a corrupção pública é a causa do atraso dos povos latino-americanos.
Ninguém duvida que a corrupção pública seja um mal a superar. Mas, este mal é apenas um lubrificante do mal maior. Isto é, o mal fundamental da desgraça de nossos povos é o sistema hegemônico vigente que nos saqueia, explora e subordina. A corrupção pública é só um óleo que lubrifica o saque que sofremos.
Mas, a hegemonia midiática (aceita pela corrupção) conseguiu instalar no vulnerável imaginário coletivo de muitos povos da América Latina a ideia sobre a corrupção como pecado original de suas desgraças. E, em consequência, esquecer-se do crescente saqueio multidimensional que sofremos.
A guerra anticorrupção é para aniquilar e escaldar incômodos governos progressistas na região.
Uma vez configurado os sentimentos "pátrios" contra a corrupção, os gringos, mediante os órgãos judiciais dos países sob seu controle, sentaram no banco dos acusados todos os governantes latino-americanos que defenestraram o projeto de anexação comercial denominado Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), EM 2005.
Hugo Chávez, Néstor Kirchner, foram demonizados na alma latino-americana antes de serem linchados judicialmente. Ao legendário Lula do Brasil, que tirou da pobreza cerca de 50 milhões de pessoas, o lincharam judicialmente, sem respeitar o devido processo. Com a evidente intenção de prevenir um terceiro governo dele.
Evo Morales,, da Bolívia, Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador, Nicolás Maduro da Venezuela, e outras/os, não participaram do IV Encontro das Américas no Rio da Prata. Mas a ordem para o linchamento judicial já estava em movimento.
O ridículo desta falsa guerra contra a corrupção é seu caráter de duas medidas. Enquanto isso os sistemas judiciais, operacionados pela cooperação técnica e financeira gringa (USAID), são ágeis para sentenciar/encarcerar funcionários ou ex-funcionários de governos progressistas, mas com os corruptos neo-liberais são lentos e permissivos.
Fizeram crer aos guatemaltecos e latino-americanos sobre a eficiência da luta contra a corrupção na Guatemala. Inclusive encarceraram a dois ex-presidentes, envolvidos em atos de corrupção. Mas a três anos da apoteótica inauguração desse teatro, não existe sentença judicial condenatória alguma contra os ex mandatários. E mais, estes ex-governantes vivem num quartel militar exclusivo, com todos os serviços necessários que milhões de guatemaltecos "livres" não tem. Esperando o descumprimento oportuno. Enquanto isso, são bodes expiatórios no teatro gringo da luta anticorrupção.
O Peru, é outro caso de sociedade teledirigida enganada com o vulgar teatro da luta contra a corrupção. Aplaudem e festejam as momentâneas detenções judiciais de seus ex-governantes corruptos e neo-liberais. Mas, este saem livres dos cárceres e são recebidos como heróis pelos gringos nos EEUU.
Por que o presidente Macri da Argentina, ou Temer do Brasil, com denúncias e evidência de atos de corrupção, não são destituídos e encarcerados? Por que os ex-presidentes Fujimori, Garcia, Toledo, Humala, Kuczynski... andam soltos pelo mundo?
O peruano ou o guatemalteco médio acredita que os agentes e ex-agentes dos governos progressistas latino-americanos são os mais corruptos. Mas, enquanto se distraem crédulos no teatro de mau gosto da luta contra a corrupção, consórcios norte-americanos, canadenses e outros rapinam e saqueiam as riquezas comuns que ainda restam nestes povos.
Em outras palavras, a guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo. Os gringos, nestas duas últimas décadas ocuparam mediante a USAID e outras agências de cooperação os órgãos judiciais para operacionalizá-las para seus interesses e vingar-se dos governantes latino-americanos "mal educados" que abortaram a ALCA.
Neste sentido, a ditadura ianque jamais terminou na América Latina. Só mudou de uniforme. Antes operaram os órgãos executivos, com homens de uniforme militar. Agora, operam a partir de órgãos judiciais, com civis de toga e terno. O objetivo é o mesmo: castigar e sabotar qualquer processo de emancipação dos povos. Mesmo eles sabendo mais que ninguém que a corrupção pública é para o sistema neo-liberal o que o óleo é para o motor.
CALPU
Texto completo em: https://www.lahaine.org/de-la-guerra-anticomunista-a
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quarta-feira, 2 de maio de 2018
Da guerra anticomunista à guerra anti-corrupção
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
Serra, Lacerda e a Petrobrás
O que não é aceitável é que a corrupção seja utilizada para desmontar a Petrobras e encobrir interesses das grandes petroleiras internacionais. É o caso do projeto de Serra. O mesmo Serra que em telegrama diplomático divulgado pelo WikiLeaks em 2010 prometeu a uma alta-executiva da Chevron –petroleira norte-americana, cujos interesses no pré-sal foram contrariados– que o modelo de partilha seria revisto. Promessa é dívida.
Nem o assunto nem a tática são novos. Aliás, a cada dia que passa os tucanos demonstram seu indisfarçável giro lacerdista. Carlos Lacerda era contra a criação da Petrobras em 1953 e defendia a participação estrangeira na exploração do petróleo. A famosa tática lacerdista de plantar escândalos para colher golpes –que funcionou tão bem no ano seguinte e em 1964– daquela vez falhou.
Agora, Serra a recupera com a PLS 131/15. O que está em jogo é a expansão desregulada do modelo de concessões, que convenhamos não foi interrompido nos governos petistas. Os leilões de campos de petróleo se mantiveram, como no caso emblemático do campo de Libra. Não houve nacionalização do petróleo no Brasil. O que o modelo de partilha fez foi apenas limitar a exploração pelas empresas privadas estrangeiras. E mesmo isso já foi encarado como um ataque ao livre mercado por algumas delas que, sob este argumento, não participaram do leilão.
Confira o texto de Guilherme Boulos, na Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.
domingo, 8 de setembro de 2013
Os patriotas que aliviam para a CIA
Não há motivo para subtrair à sociedade aquilo que já está em mãos indevidas, fervilha nos bastidores e é intuído do noticiário.
A CIA recolheu ilegalmente e compartilhou, para uso comercialmente desfrutável, dados reservados e informações estratégicas, estas sobretudo de natureza econômica, configurando-se um ato evidente de transgressão de soberania.
Ademais de roubo, puro e simples de segredos comerciais.
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terça-feira, 25 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Povo russo condena Gorbachev e Yeltsin, e aprova Lênin e Stalin
Lênin: 55% dos russos aprovam seu governo, quase 90 anos depois.
Uma pesquisa realizada na Rússia, divulgada nesta terça-feira
(22) pelo Instituto Levada Center, de Moscou, revela algumas coisas
importantes na memória histórica do povo russo.
Por José Carlos Ruy
A primeira delas é a valorização dos governantes russos que, ao longo do século 20, defenderam a nação; a outra é a alta aprovação dos governantes comunistas; finalmente, transparece a condenação e o repúdio daqueles que traíram a Pátria e o socialismo.
Os números são expressivos. O tzar Nicolau, que governou até a revolução russa de 1917 e conduziu o país durante duas guerras de grande envergadura (a guerra russo-japonesa de 1905 e a Primeira Guerra Mundial), foi visto de maneira positiva por 48% dos entrevistados, mesmo depois de 95 anos do fim de seu reinado.
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Em Miami, o opositor Ledezma foi consultar a CIA e o Mossad
Sob o pretexto de um convite do prefeito mafioso de Doral, Luigi
Boria, o opositor venezuelano Antonio Ledezma, acaba de viajar a Miami
para "consultas" com os elementos mais violentos da oposição de seu
país, vários deles vinculados aos mecanismos de inteligência ianque.
Assim interpretam o último périplo deste colaborador de Henrique
Capriles Radonski, analistas que assemelham esta viagem a outra
realizada por Ledezma, a Israel, em maio de 2012, sob o pretexto de uma
convenção internacional de prefeitos. Ledezma terminou no escritório do
primeiro ministro Israel, Benjamin Netanyahu com o qual estabeleceram
acordos que ficaram secretos.
Nessa oportunidade, o até agora prefeito de Caracas, sustentou além de
encontros com o diretor do Mossad e do Tzáhal, assim como com deputados
de extrema direita e altos oficiais do complexo militar israelense.
"Em Miami, sabe-se que os encontros não se realizaram exclusivamente
com os líderes de grupos como Orvex e Vepexx, mas também com
ex-militares venezuelanos e grupos terroristas de origem cubana, dos
quais bucas encontrar apoio financeiro, logística e preparar condições
para o adestramento militar de um numeroso grupo de pessoas", assegura
Percy Alvarado, expert guatemalteco e ex-agente dos órgãos cubanos de
inteligência.
Vejam o texto original em KAOSENLARED.NET ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O PSDB QUER TERMINAR O QUE COMEÇOU
O conservadorismo brasileiro ignorou olimpicamente a desmoralizante refrega sofrida pelos pelotões do arrocho fiscal nos últimos dias. Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos. O rapaz percebeu que eles deram uns anabolizantes à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas premissas. Quente ainda o defunto da fraude intelectual, o Instituto Fernando Henrique Cardoso convocou um similar para esgrimir o opróbio de uma das pilastras de sua agenda para o Brasil. O partido quer terminar o que começou nos anos 90: o desmonte completo do Estado brasileiro. Vito Tanzi, ex-FMI, 'amigo' do Brasil desde a crise da dívida externa, desembarcou aqui para demonstrar, em carne e osso, como a ideologia não muda. Independente dos vexames de seus formuladores. E por uma razão muito forte: por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses. Felizmente há quem discorde deles. E com decibéis intelectuais suficientes para evidenciar que, subjacente à gororoba do contracionismo-expansionista, defendida pelos Rogoffs, Tanzis e similares locais existe um déficit. Não propriamente fiscal. Mas de coordenação estatal da economia. Quem explica é o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em debate com o tucano Edmar Bacha, no jornal Valor.
(LEIA MAIS AQUI)
(Carta Maior; 6ª feira-03/05/2013)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Apátridas sem limites. Caprilistas em Londres: "A Venezuela tem petróleo, merece também uma invasão"
22 abril 2013 - Quando alguém acredita que já viu de tudo aparecem estas
"manifestações" de ódio à pátria, ocorreu neste fim de semana em
Londres, em frente à embaixada da Venezuela, um grupo de "venezuelanos"
seguidores de Henrique Capriles quiseram mostrar seu descontentamento
com o triunfo do candidato chavista e agora presidente da República
Bolivariana da Venezuela Nicolás Maduro.
Alguns levavam pequenos letreiros e a câmera do coletivo amigo "Hands of
Venezuela" pode captar uma mensagem que dizia "Venezuela tem petróleo,
merece também uma invasão".
Um bom exemplo de traição à pátria.
Visto em APORREA
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Forjemos nossas armas
“O governo da Presidente Dilma
Roussef decidiu alterar as leis sobre a indústria bélica e editar normas para a
política de defesa, que incentivam a produção nacional de armas e o
desenvolvimento de processos tecnológicos autônomos. Os nossos leitores
habituais devem recordar-se de matéria sobre o assunto que publicamos neste
mesmo Jornal do Brasil sobre o tema em 16 de agosto do ano passado. No texto,
citávamos a dramática advertência do general Maynard Santa Rosa: em caso de
agressão estrangeira, só dispomos de munição para uma hora de resistência.
Um dos maiores erros dos governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, se não o mais grave, foi desarmar o Brasil. A doutrina FHC se baseava no falso conformismo de que jamais poderíamos nos defender do poderio bélico norte-americano e seria melhor transformar as forças armadas em corpos policiais destinados ao combate ao tráfico de drogas, sob o comando continental dos Estados Unidos, of course.
Um dos maiores erros dos governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, se não o mais grave, foi desarmar o Brasil. A doutrina FHC se baseava no falso conformismo de que jamais poderíamos nos defender do poderio bélico norte-americano e seria melhor transformar as forças armadas em corpos policiais destinados ao combate ao tráfico de drogas, sob o comando continental dos Estados Unidos, of course.
Vejam mais no blog BRASIL! BRASIL!
terça-feira, 2 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Os tucanos a serviço de grupos estrangeiros e de uma minoria de olho na renda do petróleo
Ora, aumentou porque se ampliou o consumo, porque o Brasil cresceu como nunca nos 10 anos de governos Lula/Dilma Rousseff, do PT.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A PEC da Empresa nacional
Em obediência ao Consenso de Washington, uma das primeiras iniciativas do governo entreguista e antinacional de Fernando Henrique Cardoso foi a de promover, em agosto de 1995 – oito meses depois da posse – a supressão do artigo 170, acima transcrito, e que definia o que se poderia considerar empresa brasileira e empresa nacional.
Mauro Santayana
Vejam o texto completo em CARTA MAIOR
domingo, 30 de setembro de 2012
A desnacionalização fundiária
DEBATE ABERTO
Os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras.
Mauro Santayana
Vejam mais em CARTA MAIOR
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Os generais civis do golpe de Estado
AGUSTIN Edwards: pediu aos EEUU
que implementasse um golpe militar no Chile.
Não parece explorado a fundo o papel que os civis tiveram na conspiração
que ao longo de mais de três anos culminou com o golpe militar de
setembro de 1973, quando se abriu a porta a uma ditadura que mudou
profundamente o Chile. Os "generais civis" não hesitaram em produzir o
caos e, em seguida, respaldar sem maiores escrúpulos as atrocidades
selvagens que se prolongaram dezessete anos. Muitos deles se
enriqueceram e até hoje se esquivam de responsabilidades e vergonhas.
Engendraram para empurrar os militares e para executar a política que
mais convinha aos interesses da oligarquia.
À cabeça da conspiração esteve Agustín Edwards Eastman, então diretor proprietário do grupo El Mercurio
e cabeça de um grupo econômico. Edwards sofreu uma verdadeira comoção
pelo triunfo de Salvador Allende e a derrota do candidato de direita,
Jorge Alessandri. Havia acreditado nas pesquisas e nas opiniões de
Edward Korry, embaixador dos EEUU. Os piores pesadelos pareciam
materializar-se. El Mercurio havia planejado que a decisão do
povo se daria entre democracia e comunismo. Havia triunfado o comunismo.
E isso era o que temia Edwards. Dois anos antes, quando o general
Roberto Viaux havia se aquartelado no Regimento Tacna tentando derrubar o
presidente Eduardo Frei Montalva, o dono do El Mercurio -segundo se diz- conspirou nas sombras. E para assegurar-se, havia viajado aos EEUU.
Vejam o texto original em punto Final ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
domingo, 9 de setembro de 2012
A carta de Theotônio dos Santos a FHC
Por Webster Franklin
Emilia M. de Morais
8 de Setembro de 2012 10:19
THEOTONIO DOS SANTOS: CARTA ABERTA A FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Meu caro Fernando,
Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.
A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação.
Vejam mais em LUIS NASSIF ONLINE
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
7 DE SETEMBRO: CADA GOVERNO FAZ O SEU
"Em setembro de 2002, nos estertores do governo do PSDB, o risco-Brasil atingia 2.443 pontos. Medida de vulnerabilidade de uma economia --do ponto de vista dos credores-- cada 100 pontos de risco equivale a 1% de taxa adicional de juro. A chance de um calote brasileiro então era tida como muito alta. Para quebrar as resistências ao passar o chapéu o governo FHC via-se obrigado a pagar uma sobretaxa de quase 24,5% acima do juro vigente nos EUA. Numa operação externa esta semana, o Brasil pagou a menor sobretaxa de juro de sua história:1,1%. O oposto vivido no governo do PSDB reduz a margem de soberania de um país a zero. A independência política é ornamental. Canta-se o Hino, hasteia-se a bandeira. Entrega-se tudo o mais que dá sustento à palavra Nação. Sem o manejo endógeno das contas externas é impensável fazer política de desenvolvimento ou articular a defesa da industrialização. Menos ainda avançar na defesa da principal fronteira da soberania no século XXI: a justiça social. Delega-se o destino aos banqueiros. Em setembro de 2002, depois de 8 anos nas mãos do PSDB, o Brasil era isso: um pangaré faminto tratado no cabo de marmelo pelos mercados."
Vejam em CARTA MAIOR (sexta-feira - 07/09/2012)
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Mauro Santayana: Marina Silva e a desfeita ao Brasil
A senhora Marina Silva é um caso típico de como as virtudes
enganam. Ela surgiu na vida pública brasileira como a pobre menina da
floresta, que se torna ativa militante da causa ambiental, entra para a
política ainda muito jovem, dentro do PT; é eleita senadora pelo Acre;
torna-se Ministra, e chega a candidatar-se, sem êxito, à Presidência
da República.
Por Mauro Santayana, em seu blog
Trata-se de uma biografia virtuosa.
Marina é militante de uma causa vista como nobre, a da defesa da
natureza. Mas não se pode dizer, com o mesmo reconhecimento, de que se
trata de uma boa brasileira. Marina é hoje, e é preciso dizer, uma patriota do mundo. Nenhum brasileiro, vivo ou morto, foi tão homenageado pelos mais poderosos governos estrangeiros e organizações não governamentais do que esta senhora, ainda relativamente jovem.
Vejam o texto completo no PORTAL VERMELHO
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Wikileaks: EUA agiram contra programa espacial do Brasil
Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países. Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial.
Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira .
Vejam o texto completo em PATRIA LATINA
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FHC ouviu o galo cantar; achou que era um tucano
Fernando Henrique Cardoso recebeu um prêmio da Biblioteca do Congresso
dos EUA, cuja primeira edição agraciou a tradição dos intelectuais
arrependidos da esquerda. O polonês Leszek Kolakowski inaugurou a fila
do 'Pluge' em 2003 depois de concluir uma baldeação do marxismo ortodoxo
à rejeição radical da obra de Marx, classificada por ele como a 'maior
ilusão do século XX". No caso de FHC, o prêmio de U$ 1 milhão brindou os
desdobramentos políticos de suas reflexões sobre a dependência. No
entender dos curadores, elas teriam demonstrado como os países
periféricos 'podem fazer escolhas inteligentes e estratégicas' (leia-se
dentro dos marcos dos livres mercados) mesmo estando em desvantagens
em relação às nações industrializadas".
O tucano não decepcionou. Na entrevista após embolsar o galardão falou grosso. E acusou Lula de ser responsável pelas agruras atuais da indústria nativa (perda de competitividade e de peso no PIB), ao interromper as reformas liberalizantes. Isso mesmo, aquelas das quais seu governo foi um instrumento e cuja correspondência no plano internacional, como se verifica, legou-nos um mundo de fastígio e virtudes sociais. O diagnóstico do sociólogo, como se sabe, vem ancorado em atilada visão macroeconômica.
Vejam o texto completo em CARTA MAIOR
O tucano não decepcionou. Na entrevista após embolsar o galardão falou grosso. E acusou Lula de ser responsável pelas agruras atuais da indústria nativa (perda de competitividade e de peso no PIB), ao interromper as reformas liberalizantes. Isso mesmo, aquelas das quais seu governo foi um instrumento e cuja correspondência no plano internacional, como se verifica, legou-nos um mundo de fastígio e virtudes sociais. O diagnóstico do sociólogo, como se sabe, vem ancorado em atilada visão macroeconômica.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
MOMENTO DECISIVO PARA TODOS E EM ESPECIAL PARA AQUELES QUE SUPÕE UM IMPEDIMENTO PARA A VONTADE DO POVO
Exigimos a todos os altos comandos da polícia e em especial a seus subordinados que por uma vez respeitem a vontade do povo e a soberania popular prevista na Constituição.Advertimo-lhes que não se atrevam a cumprir as ordens ilegais de um governo deposto que tem ultrajado a Constituição grega e que entregou as chaves do país ao FMI, ao Banco Central Europeu e ao sistema bancário e financeiro internacional.
Que em nenhum caso se lhes ocorra tentar impedir que o povo proteja sua Constituição, como prevê seu artigo final, e evite a venda do país.
Do contrário, todo funcionário da polícia deverá assumir pessoalmente a responsabilidde de seus atos, exatamente igual seus superiores políticos, que tem entregado o país a poderes fáticos estrangeiros recorrendo a contratos de empréstimos, memorandos e pacotes de cortes sociais. Supõe-se que esta seja uma última oportunidade importante para a polícia e seus membros, e esperamos que operem de acordo com sua consciência e se ponham ao lado do povo.
Assembléia Popular da Praça de Sintagma 23 de junho de 2011
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