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quarta-feira, 9 de maio de 2018

A maior mentira do mundo

Pablo González Casanova

Rebelión

Nunca o império havia mentido tanto como que hoje ignora na relação com um poder perdido.

As ridículas e pedantes ameaças de seu Grande Chefe, como suposto defensor da democracia, são vistas como as de um demente que, ao amedrontar o mundo com seu imenso poderio, a ninguém convence com suas grosserias e mentiras. Preocupam suas declarações e decisões pela ferocidade insana que expressam e que podem terminar num holocausto que ele mesmo viveria, em seus últimos momentos, e faria viver aos seus e ao país que governa.

O problema é ainda mais grave, porque Mr. Trump, com sua ameaçadora cólera de Zeus trovejante, é somente uma expressão da crise e cegueira que padecem as classes dominantes de seu império e de outros que numa ofensiva mundial o apoiam, combinando seu silêncio cúmplice com seus meios de comunicação massiva num concerto de interesses e cobiças comuns.

As potencias dominantes e os distintos apoios financeiros, militares, políticos e midiáticos de que se servem, geralmente, deixam de lado seus distintos estilos de dominação e acumulação e arremetem em função do poderio de seus donos e senhores e dos interesses que uns e outros pretendem defender como valores respeitáveis e dos quais cada vez se burlam mais, como "a democracia", "os direitos do homem" e o "estilo de vida" civilizado, honorável e eficiente.

No caso dos EEUU, os "interesses e valores" que realmente movem os senhores das grandes corporações, os levam a apoiar, em suas zonas de influência e nas regiões que dominam -para o caso da América Latina e o Caribe-, a governos golpistas, hoje encabeçados pelos novos ricos multimilionários, como Michel Temer, no Brasil e Maurício Macri na Argentina, enquanto isso sabotam o poder dos governos e movimentos de tendência socialista, nacionalista e moderadamente patriótica, aos quais debilitam com variadas medidas de repressão, corrupção, cooptação, pressão e desestabilização, como tem feito contra a própria Cuba invicta, a cada vez mais contraditória Bolívia, a já muito desfeita Nicarágua ou o já traído Equador.

E mais, como muitos triunfos de passadas revoluções e rebeliões ou movimentos progressistas tem sofrido com o tempo, crescentes contradições, em todos eles e nas recentes lutas e vitórias democráticas e sociais, impulsionam políticas que tornam os países vítimas numa incessante desestruturação, desintegração, desorganização. Para isso se servem -com muitos outros recursos- das crescentes contradições em que caem os regimes de antigas revoluções como a mexicana ou dos governos populistas  e seus sucessores, como os do Brasil e Argentina. A todos lhe aplicam medidas de efeitos diretos e indiretos que, ao impulsionar a cultura da negociação e da globalização neoliberal privatizadora do Estado, tem promovido em muito, de um lado,  a cultura do individualismo, do enriquecimento multimilionário e da macro corrupcão, e do outro, o desmantelamento do Estado-nação ou de seus poderes, suas empresas e recursos estatais e nacionais, assim como a perda de sentido do "interesse geral" e o "bem comum" nos partidos políticos. Descartadas ideologias e programas nas lutas políticas, com alternativas que tenham alguma possibilidade de cumprir-se, seja no social ou no nacional, os projetos de futuro que se limitam a oferecer é um papo furado de terminar a corrupção ou o narco terrorismo sem explicar como o farão. Partidos e políticos profissionais do governo de plantão e da oposição nem sequer defendem um programa político que impeça o despojo dos recursos da nação ou inclusive um moderadamente patriótico que se proponha defender a educação pública das ciências, das técnicas e as humanidades a todos os formandos por brilhantes que sejam. E mais, nenhum partido político apresenta e defende um programa de controle monetário e produtivo ou de serviços que proponha as medidas necessárias para dar fim ao terror e sistemático despojo do solo e do subsolo da nação, com o conseguinte desemprego de inteligência e mão-de-obra, causa fundamental das crescentes migrações de camponeses já despojados de suas fontes de vida e de trabalho pelas grandes corporações agrícolas, mineiras, industriais, que por meio de capangas impõe o terror e o narcotráfico, os deixam sem segurança alguma, sem território nem terra, sem água, alimentação e saúde.

Assim, enquanto nenhum partido ou movimento institucional defende um programa coerente que permita sair de tão grave situação, surge um crescente repúdio aos imigrantes que tentam refugiar-se nos países sede das corporações e do poder imperial. Desestruturadas as nações em desenvolvimento -mesmo de forma desigual- de fato, os partidos já não tem nada que oferecer que possam cumprir. Seu papel na democracia simulada, neoliberal, globalizadora, rapinante, é obter postos remunerados de eleição "popular", cujos agraciados façam negócios com a venda dos bens que o Estado ainda conserva, mesmo sabendo que se forem acusados de corrupção nada lhes acontecerá, se chegam a ser denunciados ninguém os processará, se são aprovados ninguém os perseguirá e se os perseguirem ninguém os encontrará. Tudo isso ocorre porque do início ao fim e de cima a baixo, corrupção e capitalismo tardio constituem parte do atual sistema global e seu funcionamento, como política de acumulação de despojos e exploração dos recursos humanos e naturais e já despojada de seus antigos recursos pelos capangas do grande capital e os governos subordinados. Como os benefícios da ação formal e legal cabem na ordem dos delitos para seus beneficiados principais do centro e da periferia, os grandes bancos, que dominam o sistema, tem estabelecido suas próprias redes de "paraísos fiscais", que de passagem servem para não pagar impostos ao fisco e esconder os bilhões furtados com um efeito conhecido, pelo que velhos e novos multimilionários se enriquecem mais e mais com todo tipo de alianças e apoios das corporações e bancos, feitos com os que se convertem mais e mais em estados tributários, que com uma linguagem enganosa correspondem a crescentes taxas de lucros pelas crescentes e impagáveis dívidas. Tudo isso ocorre numa recolonização financeira que conta a mais das empresas qualificadoras, como a Moody's e com as redes de "bancos vampiros", dependentes ocultos da grande banca ou de pequenos Shylocks piedosos.

Essas e muitas outras características de dominação e acumulação são as que caracterizam o sistema, e os que este segue defendendo com o aberrante pretexto de que correspondem às mais inovadoras e eficazes políticas científicas e à luta pela democracia e pela liberdade, argumentos com os quais atacam numa guerra integral, formal a informal, pacífica e violenta, a todos os movimentos e países que atentam contra seus "valores e interesses", entre os quais decidiram transformar em vítima "privilegiada" o atual governo da Venezuela.

O governo dos EEUU -com o apoio das grandes potencias do Ocidente- lança hoje a mais feroz ofensiva contra a pequena e valorosa Venezuela, a cujo, patriótico, rebelde e democrático governo acusa com indignação e sanha de oprimir e esfomear seu povo, quando na realidade é um país que com seu governo e a imensa maioria de seus cidadão está plenamente identificada com uma das maiores lutas libertadoras de nosso tempo.

Em ofensiva integral e crescente, o governo dos EEUU e o complexo empresarial, militar, político e midiático do qual ele participa mostram a mesma sanha que, desde 1959, tem mostrado contra a revolução cubana, e hoje mesmo não só esperam que a situação lhes seja favorável com o crescente peso que o mercado negro adquire, e com a eliminação de seus necessários provedores de combustíveis, que ao continuar recebendo não venham permitir que Cuba passe novamente a um maior desenvolvimento igualitário. Fomentam e toleram, por isso, o crescente mercado negro e criam eles mesmos misteriosos e reprovados ataques com "ruídos criminosos" que tornam vítimas boa parte do pessoal da embaixada dos EEUU e a ninguém mais nos arredores. Com semelhante engano pretendem renovar o medo à vizinha "ditadura comunista" com a qual "é impossível ter boas relações plenas".

Paradoxalmente -como já ocorreu em larga história do processo revolucionário em Cuba -hoje, frente ao duradouro e crescente ataque contra a Venezuela, nem o próprio povo venezuelano nem o poderoso império que com seus incontáveis enganos diz fazer "todo o possível para salvar o povo venezuelano de uma nova e feroz ditadura", nem o império nem o povo empobrecido e rebelde conseguem derrotar o "criminoso e inepto governo", por isso o império se vê obrigado a acrescentar outra grande tramoia, sustentando que a situação política da Venezuela representa sobretudo "um grande perigo para a segurança nacional dos EEUU".

Se semelhante argumentação da grande potência não de todo nova, pois se antes dizia defender-se do projeto "comunista", hoje é francamente ridícula, quando na maior parte do mundo reina o capitalismo, e o governo da Venezuela está muito longe de constituir um perigo para a segurança dos EEUU por oprimir barbaramente -segundo a acusam- a seu próprio povo. Na realidade é óbvio que o superpoder imperial esconde algo mais baixo que a suposta defesa do povo da Venezuela para livrá-lo de um governo que respeite a democracia e a liberdade do povo venezuelano, tal como entende o império, por exemplo nos casos do Brasil e Argentina, onde recentemente, com os tristemente famosos golpes brandos "triunfe a democracia", ao por na cadeira presidencial um Temer no Brasil e na Argentina um Macri, dois notórios milionários que adquiriram seus bens de formas comprovadamente ilegais.

O estranho é que semelhantes argumentos contra Temer e Macri, no caso da Venezuela, tem levado a um silêncio cúmplice e um grande apoio entre as grandes potências do mundo ocidental, de seus governos e suas mídias de comunicação massiva, que em versão uniforme da "realidade" hoje, mais que nunca, obedecem a uma subsidiada concatenação informática favorável a quem com milhões de dólares subsidiam os "meios", e que por os mesmos interesses que o governo dos EEUU se somem à luta contra "o bárbaro, cruel e inepto governo da Venezuela".

A denúncia da "barbárie" e das "barbaridades" do governo venezuelano contra seu próprio povo mostram uma estranha coincidência com os argumentos do atual governo dos EEUU e, de fato, correspondem a uma bem coordenada campanha apoiada diariamente em imagens fotográficas e vídeos de valentes aficionados, como em fotos e películas profissionais dos grandes canais de televisão, às quais se acrescentam análises críticas e respeitáveis publicadas nas páginas editoriais dos grandes diários do mundo, assim como comentários e notícias que os "pintam como são" em numerosas e não menos globais "redes sociais", e até em apoios que o governo dos EEUU recebem em amplos círculos de suas dependências, assim como nos foros econômicos e políticos que defendem "os direitos do homem", apoios que se acompanham de certa admiração e elogio a quem realizou um golpe suave, que à maneira de impeachment estavam há pouco de dar na Venezuela... quando, para o grande desagrado dos apátridas, sofreram uma acachapante  e inesperada derrota quando o governo venezuelano, tão criticado por inepto e autoritário, convocou eleições gerais para a instauração de um novo congresso constituinte que deveras represente o povo e realize eleições nas quais a máfia, supostamente "democrática", se nega a participar, com ridículos pretextos de perdedora e sabedora de que só conseguiria mostrar contar com uma minoria e impopularidade cidadã.

E aqui é o momento de esclarecer que outras medidas tem montado o império e as forças oligárquicas empresariais locais e dos países vizinhos, como Colômbia, Brasil e a pequena colônia que a Holanda conserva, todas destinadas a desestabilizar e derrubar o governo "inimigo da civilização", da "democracia", dos "direitos dos homens" e da "segurança dos Estados Unidos". A essa declaração será necessário acrescentar outras mais que o imperialismo empregou em intervenções anteriores, especialmente uma que parece ter aperfeiçoado com o auxílio das tecnociências da complexidade e da comunicação, que para o caso correspondem à construção mentirosa de fatos que comprovam as acusações feitas e outras novas mentiras  em que apareçam o ineficaz governo e suas instituições como o que não são. Também se faz necessário descobrir como não se trata só de lançar enganos e mentiras, mas de "semear provas da punível, cruel e inescrupulosa política" que cai em direito penal, e dão lugar a um processamento humanitário e judicial por juízes e tribunais que as grandes e humanitárias potências integram e dominam, e que agora é mais conhecido quando os tribunais do império e seus aliados jogam aos governos das nações recolonizadas.

À síntese desses feitos há que se acrescentar também outra circunstância significativa, e é que tamanha mentira não é só atribuível ao governo Trump e às oligarquias creoulas, senão que pelo menos começou durante o governo neoliberal e globalizador de Barack Obama, o que nos obriga a repetir esses feitos para não seguir estendendo a crença de que se trata da política de um presidente mentalmente insano, senão de uma medida acostumada pelo império, falsamente atribuída ao governo de um paciente mental metropolitano, e quando na realidade é uma a mais das tradicionais e renovadas intervenções do império e seus aliados e subordinados locais e regionais.


Mas inclusive  até aqui não teremos conseguido fazer a síntese da maior mentira do mundo se não esclarecermos que outra grande razão se esconde sob a "nobre luta", mas para perguntar-nos: por que tão grandes batalhas e tão poderosas forças, com tamanhas técnicas e políticas antigas e modernas agora renovadas e enriquecidas com as novas ciências e tecnociências, não tem conseguido derrotar o suposto governo ditatorial e bárbaro da Venezuela, que destrói, desgoverna, empobrece e esfomeia a seu próprio país? Por que?

Numa análise mínima das intenções de derrubar o atual governo da Venezuela podem ser destacadas além de algumas das múltiplas razões e políticas pelas que a resistência venezuelana tem triunfado e seguirá triunfando.

A capacidade exponencial de resistência começou desde que o comandante Hugo Chávez Frias mostrou, nas palavras e nos feitos, que a revolução venezuelana tem força apoiada pelo exército bolivariano venezuelano e a cargo de um crescente sistema de poder baseado na estruturação de comunas e de redes de comunas, seus conselhos e comissões promotoras e coordenadoras.

Na Venezuela construiu-se uma resistência invencível, que o presidente Chávez formulou e seu sucessor Nicolás Maduro continua, enriquece, apoia e explica, tanto em cada um de seus atos de governo como em seus discursos e entrevistas. Em todos eles aparece com força a coincidência de que suas palavras tem, tanto nos feitos como na estruturação da "realidade ética" de Chávez Frias foi precursor com um novo projeto de revolução, não somente venezuelana, mas bolivariana, não somente original pelo fato de que foi apoiada desde o princípio e até agora com êxito e crescente poder, após o erro da intenção de golpe de alguns militares traidores dominados e encarcerados pelo seu próprio exército, apoiado por uma imensa multidão de pessoas que desceram as colinas circundantes de Caracas para libertá-lo e protege-lo, convencidos de que era o mais valioso defensor do povo com os do próprio povo. Chávez  pode continuar assim  com mais força, firmeza e apoio um caminho que, entre variações concretas, tem e terá efetividade universal com aqueles exércitos que se unam por convicção ética e política aos empobrecidos povos do mundo. Povos e exércitos que façam seu o interesse geral poderão construir e construirão outro mundo sem dúvida possível, em que a organização da vida e o trabalho sejam capazes de alcançar a prática concreta da liberdade, a justiça e uma genuína democracia estruturada como poder dos cidadãos, em tudo diferente ao que deixa fora e até sem direito formal  de serem considerados cidadãos como cidadãos os pobres da terra, servos, meeiros ou assalariados e outros. que sendo "desaparecidos" em número crescente tenham sido reduzidos à escravidão.

Se nas alternativas ao mundo atual, o movimento de 26 de julho em Cuba e do EZLN no México, tem aberto caminhos de vida, liberdade, justiça e democracia que são referencias universais, a eles se acrescenta hoje que na Venezuela iniciou o general revolucionário Chávez, não só ao expressar formas éticas e ideológicas das quais Nicolás Maduro é fiel e irrepreensível herdeiro, mas também de formações de luta em que a moral fundamenta ou pratica com a estruturação nos feitos e vai muito mais além das palavras sobre uma sociedade "libre, democrática y socialista". Vai das palavras aos feitos.

Assim, quando queremos esclarecer o porque da grande mentira não derrubar o governo revolucionário da Venezuela temos que explorar tanto o novo nos ideais e valores dos insubmissos, como os que se fazem realidade na variada organização da resistência militar, à qual se soma a forte e estruturada resistência intelectual e moral, que fortalece os valores com palavras e feitos.

A tamanha união se acrescentam outras forças não menos importantes, que de um lado incluem o poder defensivo nessa guerra integral -chamada de quarta geração-, cujo campo de luta abarca todas as atividades materiais e intelectuais, financeiras, econômicas, políticas e bélicas, articuladas entre si, e nas de não menor importância, que não só respeitam e fazem respeitar as diferenças religiosas e filosóficas, senão com as que no caso da Venezuela identificam sua maneira de pensar com as de crer e fazer de dirigentes, como o fez reiteradamente Chávez, com o catolicismo no religioso, com o marxismo no científico e revolucionário e com o liberalismo ilustrado e radical, como o que Bolívar -pai da Pátria- representa na Venezuela, com as ideias que vieram da ilustração e da revolução francesa e que na América hispânica se reformularam por Bolívar ao propor como meta alcançar um governo em que se estruture "a soberania do povo, única autoridade legítima das nações", e por isso, capaz de impor, com seu poder organizado, "a máxima felicidade possível possível de todos os habitantes", e capaz de conseguir como realidade a união de nossos países numa grande nação que os inclua.

Chegados a este ponto, podemos traçar um esboço mínimo de uma visita real a uma pequena cidade que já se encontra no seio da nação venezuelana. Trata-se de uma cidade na qual o poder político e todas as atividades da mesma estão sob a responsabilidade de uma comuna de comunas. Vemos assim que nela cada comuna ou grupo de comunas e sua atividade coordenadora acordada tem construído suas casas e seus lares onde dormem, se asseiam e trabalham, com materiais e instrumentos que sai do cérebro e os braços de seus habitantes. As distintas comunas cultivam seus alimentos necessários como o pão, as verduras, as frutas, as carnes de gado menor, mais abundantes do aquelas do gado maior e as que obtém de algumas aves como as galinhas, ou a água que bebem e extraem dos poços que cavaram e purificaram, em que atendendo a útil divisão de trabalho os leva a completar o necessário com a troca e seus mercados, nos quais além da troca usam a criptomoeda chamada petro, que o Estado venezuelano emite e já é aceita no mercado internacional por alguns países do oriente. À organização do mercado acrescente-se a de várias comissões destinadas a atender os problemas de saúde, creche e educação de crianças ou de jovens e adultos, e nesse terreno destaca-se um incrível projeto, o da formação de quadros revolucionários e de uma força defensiva que está preparada para coordenar-se com o exército nacional bolivariano. O número dos contingentes preparados e armados alcança a cifra de 400 mil jovens de ambos os sexos, adestrados pelas comissões dos comuneiros da nação venezuelana. Deles, 200 mil estão adestrados e armados para a luta; outros 200 mil estão adestrados, ainda que carecem de armas, vitalmente participam na defesa da Pátria, para que, conforme aqueles que já estejam armados percam suas vidas na batalha heroica, eles façam uso de suas armas. E ali não acaba o projeto, mas segundo o que sabemos tem como meta alcançar um contingente de aproximadamente um milhão de habitantes.

Muito se poderia contar de nossa visita a esta cidade das comunas, mas não resta dúvida de suas capacidades concretas para enfrentar as políticas com que ontem o imperialismo derrotou Salvador Allende e com que ameaça destruir a Venezuela: já nem uma pode funcionar, nem a desvalorização da moeda, nem o ocultamento de víveres e nem muito menos o exército bolivariano nas antípodas do pobre diabo do Pinochet.

Já pode a maior mentira do mundo seguir armando crescentes formas de ataque, como a que busca com os países que mandam a seus seguros e servis chefes de Estado à reunião do Ministério das Colônias e apoiem na realidade a maior mentira do mundo para apoderar-se da maior reserva de petróleo do mundo. Agora sim, nos feitos, não passarão!


México, 12 de abril de 2018

http://www.jornada.unam.mx/2018/04/14/opinion/002a1pol

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Capitão América nas entrelinhas de jornais brasileiros

Por que o sujeito americano preso em território cubano é um suposto espião e os sujeitos cubanos presos em território americano são apenas espiões? E mais: por que há menção ao estado de saúde do preso americano, insinuando maus tratos, e nenhum destaque ao estado de saúde dos que estão presos nos Estados Unidos?
Estadão se expressou de forma muito semelhante em seu editorial. Sobre o lado americano: “Além de libertar três cubanos que haviam sido presos por espionagem [...]”; sobre Cuba: “Aceitou entregar dois prisioneiros americanos, também acusados de espionagem”. Pergunto de novo, por que os cubanos foram presos por espionagem e os americanos foram presos acusados de espionagem?
Trata-se de uma estratégia que não pode ser ignorada. Afinal, linguagem é poder. (...)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Navios britânicos partem para Gibraltar

Navios de guerra zarpam a partir desta segunda-feira 12 da Inglaterra para manobras no Mediterrâneo, previstas há muito tempo segundo Londres, mas que coincidem com o aumento de tensão entre Espanha e Grã-Bretanha por Gibraltar, onde uma pequena fragata fará escala.


Confira na CartaCapital

quarta-feira, 3 de julho de 2013

EUA iniciam por Honduras fortalecimento da presença militar na América Central

Para o ano fiscal de 2014, os Estados Unidos preveem uma ligeira diminuição nos fundos destinados para a “luta contra as drogas” no México e na Colômbia, em troca de um aumento para a CARSI (Iniciativa Regional de Segurança para a América Central, por sua sigla em inglês), para a qual o Departamento de Estado solicitou 162 milhões de dólares, ou seja, 26 milhões a mais do que o orçamento de 2012. Apesar de não ser fácil saber exatamente que quantidade de recursos vai chegar a Honduras através de diferentes vias e programas, é lógico pensar que esse país vai gozar de uma atenção privilegiada.


Confira no Opera Mundi.

sábado, 8 de junho de 2013

Opinião: Quem manda aqui?


"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.

Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.

A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.

O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.

         Assim, e, por favor, Shut Up!. 

Visto no JORNAL DO BRASIL

domingo, 2 de junho de 2013

ONG britânica é vítima das sanções econômicas dos Estados Unidos contra Cuba

"The Economic War against Cuba. A Historical and Legal Perspective on the U.S. Blockade" foi publicado pela Montly Review Press, editora localizada em Nova York, em abril de 2013 (1). O livro apresenta uma perspectiva histórica e jurídica das sanções econômicas que os Estados Unidos impõem a Cuba desde 1960 e avalia particularmente seu impacto em campos como a saúde, que afetam gravemente as parcelas mais vulneráveis da população cubana já que impedem que a ilha tenha acesso aos medicamentos e a equipamentos médicos fabricados no território estadunidense.

A obra ressalta o caráter anacrônico, cruel e ineficaz de um estado de sítio que data da Guerra Fria, que atinge de modo indiscriminado todos os setores da sociedade – a começar pelos mais frágeis – e que tem sido incapaz de alcançar seu objetivo, ou seja, a derrocada do governo cubano. Do mesmo modo, lembra que as sanções contra Cuba são repudiadas pela imensa maioria da comunidade internacional, com 188 países que votaram pela 21ª vez consecutiva em 2012 contra o embargo econômico, comercial e financeiro. Por outro lado, 67% da opinião pública estadunidense deseja uma normalização das relações com Cuba, uma vez que os norte-americanos não entendem porque podem viajar para a China, o Vietnã ou a Coreia do Norte, mas não para a maior ilha do Caribe.


Leia mais no Opera Mundi

domingo, 29 de julho de 2012

A falácia da intervenção “humanitária” na Síria

A questão internacional central, e também o principal embate da encruzilhada síria, está na perigosa articulação do conceito de “intervenção humanitária”. O intelectual e escritor belga Jean Bricmont, em recente fala na Unesco, chama a atenção para o que rotulou de “noção falaciosa de guerra humanitária”, e denuncia um condicionamento ideológico proveniente das mídias, que segundo ele visam a tornar uma intervenção militar na Síria aceitável aos olhos da opinião pública mundial. O artigo é de Larissa Ramina.

A Síria enfrenta, há mais de um ano, uma onda de contestações em relação ao regime de Bashar Al Assad. No último mês de abril, foi decretado um cessar-fogo conforme o plano de paz elaborado pelo emissário especial da ONU e da Liga Árabe, e ex-Secretário-Geral das Nações Unidas Kofi Annan. Mais de 300 observadores da ONU foram enviados ao país, mas as hostilidades perduram. No momento, apenas a metade desse número permanece, em razão da absoluta falta de segurança.  

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Argentina alerta navegantes de lançamento de mísseis britânicos na região das Malvinas


Desde 2010, o chanceler argentino Héctor Timerman denuncia à ONU (Organização das Nações Unidas) uma intensa militarização da região. A chancelaria britânica, porém, afirmou na ocasião que “os testes militares” realizados nas ilhas são “de rotina”. Um deputado malvinense garantiu que “não há nenhuma possibilidade de [os exercícios com mísseis] que causem danos a ninguém”.
Durante uma apresentação formal realizada no início deste ano, no entanto, Timerman afirmou que se o lançamento dos mísseis “Taurus” utilizados pelo Reino Unido nas Malvinas forem lançados pelo avião Typhoon II, estes teriam capacidade de atacar boa parte da Argentina, todo o território do Uruguai, parte do Chile e o sul do Brasil. 


Confira no Opera Mundi

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O golpe no Paraguai serve aos Estados Unidos


17. O ingresso da Venezuela no Mercosul teria quatro consequências: dificultar a “remoção” do Presidente Chávez através de um golpe de Estado; impedir a eventual reincorporação da Venezuela e de seu enorme potencial econômico e energético à economia americana; fortalecer o Mercosul e torná-lo ainda mais atraente à adesão dos demais países da América do Sul; dificultar o projeto americano permanente de criação de uma área de livre comércio na América Latina, agora pela eventual “fusão” dos acordos bilaterais de comércio, de que o acordo da Aliança do Pacifico é um exemplo.
18. Assim, a recusa do Senado paraguaio em aprovar o ingresso da Venezuela no Mercosul tornou-se questão estratégica fundamental para a política norte americana na América do Sul.
19. Os líderes políticos do Partido Colorado, que esteve no poder no Paraguai durante sessenta anos, até a eleição de Lugo, e os do Partido Liberal, que participava do governo Lugo, certamente avaliaram que as sanções contra o Paraguai em decorrência do impedimento de Lugo, seriam principalmente políticas, e não econômicas, limitando-se a não poder o Paraguai participar de reuniões de Presidentes e de Ministros do bloco.
Feita esta avaliação, desfecharam o golpe. Primeiro, o Partido Liberal deixou o governo e aliou-se aos Colorados e à União Nacional dos Cidadãos Éticos – UNACE e aprovaram, a toque de caixa, em uma sessão, uma resolução que consagrou um rito super-sumário de “impeachment”.
Assim, ignoraram o Artigo 17 da Constituição paraguaia que determina que “no processo penal, ou em qualquer outro do qual possa derivar pena ou sanção, toda pessoa tem direito a dispor das cópias, meios e prazos indispensáveis para apresentação de sua defesa, e a poder oferecer, praticar, controlar e impugnar provas”, e o artigo 16 que afirma que o direito de defesa das pessoas é inviolável.


Vale conferir os 26 (VINTE SEIS!) pontos do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, reproduzidos no blog do Juremir Machado da Silva

domingo, 1 de julho de 2012

¿Puede sobrevivir el mundo a la ciega arrogancia de Washington?


La evidencia es simplemente abrumadora de que Washington –ambos partidos– apunta a Rusia y China. Por el momento no es claro si el propósito es destruir ambos países o simplemente hacer que no puedan oponerse a la hegemonía mundial de Washington. Sin tener en cuenta la intención, una guerra nuclear es el resultado más probable.
La prensa prostituida de EE.UU. pretende que un maligno gobierno sirio asesina ciudadanos inocentes que solo quieren democracia y que si la ONU no interviene con medios militares, EE.UU. debe hacerlo para salvar los derechos humanos. Rusia y China son vilipendiadas por oponerse a cualquier pretexto para una invasión de Siria por la OTAN.
Los hechos, por supuesto, difieren de cómo los presentan los corruptos medios estadounidenses y miembros del gobierno de EE.UU. Los “rebeldes” sirios están bien armados con armas militares. Los “rebeldes” combaten al ejército sitio. Los rebeldes masacran civiles e informan a sus meretrices en los medios en Occidente que el culpable fue el gobierno sirio, y estos difunden la propaganda.
Alguien está armando a los “rebeldes” ya que obviamente las armas no pueden ser compradas en los mercados locales. La mayoría de la gente inteligente cree que las armas provienen de EE.UU. o de sus testaferros.
Por lo tanto, Washington ha iniciado una guerra civil en Siria, tal como lo hizo en Libia, pero esta vez los inocentones rusos y chinos han comprendido lo que se proponen y se han negado a permitir una resolución de la ONU como la que fue explotada por Occidente contra Gadafi.
Para superar ese obstáculo, se saca a relucir un viejo caza Phantom de la era de la guerra de Vietnam en los años sesenta y Turquía lo hace volar dentro de Siria. Los sirios lo derriban, y entonces Turquía puede pedir ayuda a sus aliados de la OTAN contra Siria. A falta de la opción de las Naciones Unidas, Washington puede invocar su obligación según el tratado de la OTAN, e ir a la guerra en defensa de un miembro de la OTAN contra Siria demonizada.
La mentira neoconservadora tras las guerras de hegemonía de Washington es que EE.UU. lleva la democracia a los países invadidos y bombardeados. Parafraseando a Mao, “la democracia brota del cañón de un fusil”. Sin embargo, la Primavera Árabe ha producido poca democracia, como en el caso de Iraq y Afganistán, dos países “liberados” por invasiones democráticas estadounidenses.


Confira o artigo completo no Rebelión

Quem quiser ler em inglês pode lê-lo no Global Research.

sábado, 10 de março de 2012

Mídiacracia: vassalos da guerra, estelionatários da informação





Midia brasileira vassala do imperialismo

Haverá um momento em que a mídia será responsabilizada pelos seus atos contra o povo, contra a paz, contra a humanidade! Sentarão no banco dos réus todos aqueles que participam da midiacracia no mundo. Jornalistas que agem como soldados, sem questionar ordens dadas,  aspergindo (como água benta) distorcida informação ou omitindo para manipular mentes.

A mídia brasileira como legítima vassala, que se submete aos governos de primeiro mundo, os senhores da guerra, ajudam a promover a invasão de outros países apoiadas em mentiras, a quem por sua vez submetem os seus “ideais democráticos”, chamam de ditador aqueles que eles próprios colocaram no poder mas que ora não lhes servem mais, por algum argumento planejado, acirrando descontentamento de civis que há em todos os países (inclusive nos seus próprios) com seu lema “Dividir para enfraquecer, dividir para governar”.  

Vejam o texto completo em PATRIA LATINA

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Damasco, um atalho para Teerã

O fato é que um ataque à Síria, em nome de mais uma “ação humanitária”, se constituirá na provocação perfeita para forçar o Irã a dar um passo em falso, precipitando uma justificada resposta do Ocidente e de seus aliados. Na última semana, membros do autodenominado Exército da Síria Livre teriam capturado sete iranianos integrantes da Guarda Revolucionária, atuando no país em apoio à repressão armada conduzida pelo governo local. A se confirmar como autêntica, essa informação mostra o quanto o regime dos aiatolás estaria disposto a se envolver para preservar a ditadura de Al-Assad.




Confira o texto completo no sítio da revista CartaCapital

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A ameaça ao comércio transpacífico


Como se o solapamento das conversações mundiais da Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC) não tivesse sido suficiente (a última reunião, realizada em Genebra, produziu, mal e mal, um resultado apenas passável, de raspão), os Estados Unidos potencializaram sua insensatez ao promover, vigorosamente, a Parceria Transpacífica (TPP, pelas iniciais em inglês). O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou-a ao lado de nove países asiáticos durante sua recente viagem à região.
A TPP está sendo vendida nos Estados Unidos a uma mídia obediente e a uma opinião pública imbuída de confiança como evidência da liderança americana na área de comércio. Mas o contrário é que é verdadeiro, e é relevante que os que atribuem importância ao sistema de comércio mundial saibam o que está acontecendo. É de se esperar que esse conhecimento desencadeie o que eu denomino de "Efeito Drácula": expor o que preferiria continuar escondido à luz do sol e que vai murchar e fenecer.
A TPP é uma prova da capacidade dos lobbies setoriais americanos, do Congresso e dos presidentes do país em confundir a política pública de governo. O entendimento predominante em amplos círculos atualmente é de que os acordos de livre comércio, sejam eles bilaterais ou multilaterais (entre mais de dois países, mas não entre todos) são erigidos sobre a base da discriminação. É por isso que os economistas normalmente os denominam acordos de comércio preferenciais. E é por isso que a máquina de relações públicas do governo dos Estados Unidos denomina "parceria" o que é, na verdade, um acordo de livre comércio multilateral discriminatório, invocando uma falsa aura de cooperação e espírito cosmopolita.

Este texto, do Valor Econômico, está disponível no "clipping" do Ministério do Planejamento

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O imperialismo inglês se manifesta

Quando os romanos atravessaram o Canal da Mancha para conquistar a ilha dos celtas (43 d.C.), esses na época considerados povos bárbaros, encontraram uma região de baixo nível civilizatório e de fácil dominação. Esta dominação se completou com a vinda do cristianismo, com uma nova proposta de salvação das almas, que até então estavam mergulhados em fantasias transcendentais que não satisfaziam seus questionamentos sobre o significado da vida. Com este domínio, a ilha de vários povos primitivos (de maneira sucinta), se consagrou como pertencente ao império Romano, por efeito, membro da comunidade européia, hoje conhecida com o nome de Reino Unido. 

Vejam o texto completo em AMERICA LATINA EM MOVIMENTO

Milhares celebram retirada de tropas norte-americanas em Falluja


Iraquianos queimaram bandeiras dos Estados Unidos, agitaram cartazes e lotaram as ruas de Falluja, no oeste do Iraque, para celebrar a retirada das tropas norte-americanas do país.
Falluja, de maioria sunita, já foi reduto da al-Qaeda e registrou algumas das mais violentas batalhas em quase nove anos de guerra. Cerca de 3.000 moradores participaram de uma passeata levando cartazes com os dizeres "Falluja, cidade da resistência" e fotos de moradores mortos pelos ocupantes.

Confira a notícia da Reuters no G1

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Narcoguerra, infiltração de agentes da DEA para lavar dinheiro de cartéis continua polêmica

O problema é a infiltração, pela DEA, fora do território norte-americano, ou melhor, no México e sem controle pelas autoridades judiciárias e administrativas daquele país. Afinal, o México é um estado soberano e não um quintal dos EUA.




Confira o texto completo no blog Sem Fronteiras, de Walter F. Maierovitch


Leia também sobre este assunto: - Além de vender armas, governo Obama é acusado de lavar dinheiro do tráfico mexicano (no Opera Mundi)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EUA e seus aliados europeus estão presos em um pântano, diz Tariq Ali

Políticos conservadores e liberais euro-americanos que formam a estrutura das elites governantes e declaram acreditar em moderação, tolerância e fazer guerras para impor os mesmos valores nos Estados re-colonizados ainda estão cegos pela sua situação e não conseguem ver o que está escrito na parede. Não obstante a sua piedosa renúncia à violência terrorista, não têm problemas em defender a tortura, as prisões ilegais, o assassínio de indivíduos, estados de exceção ilegítimos para que possam prender qualquer um indefinidamente e sem julgamento. Entretanto, os bons cidadãos da Euro-América que se opõem às guerras feitas pelos seus governos evitam olhar para os mortos, feridos e órfãos do Iraque e do Afeganistão, da Líbia e do Paquistão... a lista continua a crescer.

A guerra – jus beli – é agora um instrumento legítimo conquanto seja usado com a aprovação dos EUA e de preferência usado pelas suas tropas. Hoje em dia, é apresentada como uma necessidade “humanitária”: um lado está ocupado a cometer crimes, o lado moralmente superior está simplesmente a administrar a punição necessária; e nega-se a soberania ao Estado a derrotar. A sua substituição é cautelosamente policiada tanto através de bases militares como através de uma combinação de ONGs e dinheiro. Esta colonização ou dominação do século XXI é auxiliada pelas redes midiáticas globais, um pilar essencial para conduzir operações políticas e militares.


Confira o texto completo na Agência Carta Maior

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cuba não reconhece rebeldes e retira diplomatas da Líbia

Cuba anunciou, neste domingo (04/09), a retirada da sua missão diplomática da Líbia, reiterando que não reconhece o Conselho Nacional de Transição como autoridade nacional.

"A República de Cuba não reconhece nem o Conselho Nacional de Transição nem qualquer outra autoridade de transição; ela só vai reconhecer o governo que será criado no país de forma legítima e sem interferências estrangeiras", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do país através de comunicado.

A declaração acusa também a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de matar milhares de civis durante ataques aéreos sobre o país e violar as resoluções da ONU ao atacar instalações civis e fornecer armas para os rebeldes. O comunicado também denuncia que a aliança vem tentando criar condições semelhantes para uma intervenção militar na Síria, que também foi atingida por um levante popular. 





Continue lendo no Opera Mundi

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O mundo à beira do caos

A crise do capitalismo é tão profunda que até os líderes dos EUA e da União Europeia e os ideólogos do neoliberalismo assumem essa realidade. Estão alarmados por não enxergarem uma solução que possa deter a corrida para o abismo. Esforçam-se sem êxito para que apareça luz no fim do túnel.
 
 Apesar das contradições existentes, os EUA e as grandes potências da União Europeia puseram fim às guerras interimperialistas - como a de 1914-18 e a de 1939-45 – substituindo-as por um imperialismo colectivo, sob a hegemonia norte-americana, que as desloca para países do chamado Terceiro Mundo submetidos ao saque dos seus recursos naturais.
 
Mas a evolução da conjuntura mundial demonstra também com clareza que a crise do capital não pode ser resolvida no quadro de uma «transnacionalizao global», tese defendida por Toni Negri e Hardt no seu polémico livro em que negam o imperialismo tal como o definiu Lenine. Entre os EUA e a União Europeia (e os países emergentes da Ásia e da América Latina) existe um abismo histórico que não foi nem pode ser eliminado em tempo previsível.
 
A crescente internacionalização da gestão não desemboca automaticamente na globalização da propriedade. O Estado transnacional, a que aspiram uma ONU instrumentalizada, o FMI, o Banco Mundial e a OMC é ainda uma aspiração distante do sistema de poder.*
 
O caos em que o mundo está cair ilumina o desespero do capital perante a crise pela qual é responsável. 
  
Vejam o texto completo em AMÉRICA LATINA EM MOVIMENTO

ENTENDENDO A IDÉIA IMPERIALISTA ATUAL

Por Anna Malm*
A  política intervencionista dos Estados Unidos está mais preocupada em proteger um certo tipo de sistema de investimentos ao redor do mundo  do que preocupada com investimentos de uma maneira geral. Para proteger o sistema global de investimentos  que poderá viver das consequências de uma política e uma economia neoliberal  estão dispostos ao que quer que seja como a história pode comprovar. Daí vem a denominação neoliberal intervencionismo.
Os Estados Unidos irão  apoiar governos que estejam tentando suprimir movimentos sociais  assim como irão apoiar movimentos  tentando derrubar um governo específico. Algumas vezes apoiam governos ditatoriais e parecem nem saber como soletrar  a palavra democracia.  Outras vezes exigem que um candidato  eleito em  maioria absoluta entregue seus posto à alguém não eleito,  mas preferido por eles.  
Apesar de muitas vezes as suas estratégias apresentarem uma aparência de confusão ou falta de coerência  não seria correto afirmar que eles não tivessem  uma política exterior racional.  Há que distinguir entre estupidez e subterfúgio. A política imperialista é racional. O sistema central de organização é invariavelmente o de fazer o mundo seguro,  não para os povos, mas para as multinacionais e para o mercado livre de acumulação do capital e isso muito especialmente se as premissas levarem  a uma economia neoliberal,  sem influência ou supervisão estatal.  Para o trabalhador e para o povo comum isso significa  mais pobreza generalizada. O nervo da política imperialista na arena internacional resume-se em última instância à isso.

 Vejam o texto completo em PATRIA LATINA