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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Para Dilma Rousseff: o feminino e a política atual

Leonardo Boff

A reflexão antropológica dos últimos anos tem mostrado que masculino-feminino não são entidades autônomas, mas princípios ou fontes de energia que continuamente constroem o humano como homem e mulher. Estes são resultado da ação destes princípios anteriores e subjacentes que se realizam em densidades diferentes em cada um deles.

O feminino no homem e na mulher é aquele momento de integralidade, de profundidade abissal, de capacidade de pensar com o próprio corpo, de decifrar mensagens escondidas sob sinais e símbolos, de interioridade, de sentimento de pertença a um todo maior, de cooperação, de compaixão, de receptividade, de poder gerador e nutridor e de espiritualidade.

Vejam o texto completo em ADITAL

domingo, 15 de agosto de 2010

O mistério da fuga de Serra para os Estados Unidos

A biografia de José Serra (PSDB/SP) tem uns buracos difíceis de explicar.

Após a implantação da ditadura no Brasil, ele fugiu para o Chile.

Em 1973, quando houve o golpe de Pinochet no Chile, com apoio da CIA (Agência de Inteligência dos EUA), ele fugiu do Chile justamente para os Estados Unidos, que apoiou o golpe chileno.

É preciso entender que nesta época era em pleno governo Nixon, com a política estadunidense de apoio às ditaduras militares, na época de Kissinger. Até John Lennon estava ameaçado de expulsão dos EUA nesta época.

Como Serra conseguiu o green card nos EUA? Como ele se sustentou lá? Como ele conseguiu estudar nas caras Universidades estadunidenses? Ainda mais sem ter o diploma de Bacharel em Economia? E quem pagou essa conta, já que ele diz que o pai não era rico?

É um dos mistérios mais bem guardados da política brasileira.

É bastante improvável que um latino-americano exilado, realmente de esquerda, escolhesse os EUA como destino, nesta época. E se escolhesse, soa estranho encontrar facilidades de permanência, inclusive financeiras.


Postado no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

quinta-feira, 4 de março de 2010

Requião e o PMDB

“O que Temer quer ser é presidente mesmo”, brada Requião, entre irônico e indignado, com voz de trovão, empenhado em revelar intenções supostamente escondidas pelo sinistro semblante do presidente do PMDB. A lógica do governador paranaense faz sentido, embora tenha um quê de teoria conspiratória: caso seja eleita, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (“uma gerentona”, segundo ele), teria enormes dificuldades de se relacionar com o Congresso Nacional, o que a tornaria refém do habilidoso Temer, raposa velha do Parlamento, ambiente pelo qual transita, há mais de três décadas, com grande desenvoltura. Assim, do Palácio do Jaburu, aprazível, mas anódina, residência oficial dos vices, Michel Temer conseguiria o que ninguém do PMDB conseguiu, desde o governo José Sarney, ou seja, mandar de fato no Executivo federal.

O "post" completo no blog Brasília, eu vi.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sobre-representação e eufemismos na MP da grilagem

A noite de quarta-feira, dia 3 de junho, o Senado da república deu uma aula de análise política. Não foi uma lição de atitude republicana, tampouco defesa da cidadania e nem do interesse nacional. O que se viu foi a materialização de dois conceitos: o de sobre-representação e o do eufemismo como arma do discurso. O primeiro conceito se encontra na “sinceridade” da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que acumula o mandato pelo novo estado e também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O segundo, o eufemismo, se encontra nas palavras da nobre e ilibada senadora, ao afirmar que uma Medida Provisória de sua autoria, a MP 458, vai “dar segurança jurídica” para a Amazônia Legal.

Confira a análise de Bruno Rocha em Estratégia e Análise.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A miséria da política brasileira

E é por conta da influência desse ideário, acima exposto, que ouvimos e lemos todo dia, pela grande maioria da mprensa brasileira, a cantilena contra a "gastança" do Estado quando este constrói novas universidades ou procura formular as bases de um tímido, diga-se de passagem, assistencialismo de curto prazo. Esse pessoal, assim como os setores privilegiados brasileiros, se imagina efetivamente vivendo em Londres ou Chicago e não na sociedade complexa mais desigual do planeta.

É a hegemonia desse discurso que explica também a paradoxal posição de um líder carismático como Lula. Lula é uma espécie de "profeta exemplar" (Max Weber) dado que sua identificação com as massas é "afetiva", por conta de seu passado exemplar, sem, no entanto, ser baseada em nenhum discurso unitário e coerente (atributo do profeta ético). O problema da sucessão de uma liderança carismática, carisma "pessoal" por excelência quando não se baseia num discurso articulado, reflete, precisamente, o drama atual de quem dispõe do poder político, mas não possui a hegemonia ideológica. Esse contexto, o fechamento do universo do discurso articulado, amesquinha toda a "esquerda" brasileira na covardia do politicamente correto, que fragmenta as lutas políticas em inúmeras bandeiras sem articulação entre si e segundo a última moda, e cuja única nota comum é a timidez e a ausência de ousadia.

Texto completo, vejam só, no caderno Aliás, do Estadão.Link