Mostrando postagens com marcador "intervenção humanitária". Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "intervenção humanitária". Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de janeiro de 2010

Solidariedade ou oportunidade de negócios?

(...)
A estadunidense Fundação Heritage, um dos principais defensores da exploração de desastres para empurrar impopulares políticas pró-corporações e neoliberais, publicou uma nota contendo o que deve ser feito pelos Estados Unidos diante do terremoto no Haiti. Na nota eles afirmam: "A resposta do governo dos EUA deve ser ousada e decisiva. É preciso mobilizar recursos civis e militares para resgate e socorro, a curto prazo, e recuperação e reformas a longo prazo" - certamente reformas que preveem mais liberdade para grandes empresas privadas, privatização de empresas públicas e recursos naturais, e outras medidas que acentuam as políticas que há décadas tem deixado o país miserável. A nota chama atenção como o "frágil ambiente político da região" deve ser levado em conta na "ajuda humanitária". E, por fim, pede que os militares norte-americanos vigiem a costa, impedindo um provável grande movimento de haitianos tentando entrar ilegalmente nos EUA pelo mar "em embarcações frágeis e perigosas".


Vejam mais em CMI Brasil - Centro de Mídia Independente

Declarações da escritora e periodista Naomi Klein no programa de Amy Goodman - "A crise no Haiti oferece oportunidades de intervenção aos EEUU"

Como escrevi em "The Shock Doctrina" ("A doutrina do choque"), aproveitam-se das crises como pretexto para impor as politicas que não se podem levar a cabo em condições de estabilidade. Durante os periodos de crises extremas, os povos estão desesperados para receber ajuda humanitária de qualquer índole, qualquer forma de financiamento, e não se encontram em uma posição favorável para negociar os termos de sua ajuda.

Vejam o texto completo em REBELIÓN.ORG

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Noam Chomsky: Fazendo a guerra para trazer a "paz"

Noam Chomsky

Do The New York Times

Um debate está em andamento nas Nações Unidas sobre uma política que pode parecer incontestável: uma estrutura internacional para evitar crimes graves contra a humanidade. A estrutura é chamada de "responsabilidade para proteger", ou R2P, no linguajar da ONU. Uma versão limitada da R2P, adotada na Cúpula Mundial da ONU em 2005, reafirmou direitos e responsabilidades que foram aceitas pelos estados membros no passado e, algumas vezes, foram implementadas por eles.

Entretanto, as discussões sobre a R2P ou a sua prima, "intervenção humanitária", são interrompidas regularmente pelo chacoalhar de um rabo-de-palha: a história, até o presente.

Ao longo da história, poucos princípios de relações internacionais se aplicam de forma geral. Um é a máxima de Tucídides, que os fortes fazem o que querem enquanto os fracos sofrem o que devem.



Vejam mais em Patria Latina