Mostrando postagens com marcador Khaled Sheikh Mohammad. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Khaled Sheikh Mohammad. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de abril de 2009

CIA usou técnica de afogamento 183 vezes em acusado por 11/9

A CIA, agência de inteligência americana, usou uma controversa técnica de interrogatório em que há simulação de afogamento 183 vezes durante um mês em Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser um dos responsáveis pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, de acordo com o jornal americano The New York Times.

A publicação analisou um memorando do Departamento de Justiça americano que comprova que o método, conhecido em inglês como waterboarding, foi usado todas essas vezes. A técnica foi empregada em interrogatórios durante a administração do presidente George W. Bush, mas foi banida pelo atual mandatário americano, Barack Obama.Os interrogatórios de Mohammed, um dos líderes da rede extremista Al-Qaeda, aconteceram em março de 2003.

A técnica também foi usada pelo menos 83 vezes em agosto de 2002 em outro suspeito, Abu Zubaydah, disse o jornal. Conheça as técnicas de interrogatório usadas pela CIA.

Mais no Terra.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Por dentro do interrogatório de um 'cérebro' do 11 de Setembro

O interrogador, Deuce Martinez, um analista de voz suave que não falava árabe, havia recusado uma oferta da CIA para ser treinado numa forma de tortura chamada “afogamento simulado”. Ele escolheu deixar o uso da dor e do pânico para outros, os entusiasmados paramilitares, chamados de "knuckledraggers" pelos interrogadores mais cerebrais.

Martinez chegou depois da brutalidade. Era o mais novo bom policial com as habilidades clássicas: presença nada marcante, paciência incansável e uma disposição para ouvir as queixas e reflexões de um assassino cruel em inglês imperfeito e errado. Ele alcançou um entendimento com Mohammed que surpreendeu seus colegas da CIA.

Um sagaz oponente, Mohammed misturou desinformação e fanfarrice a detalhes de ataques, decorridos e planejados. No final, ele se tornou loquaz. “Eles tinham longas conversas sobre religião”, comparando observações sobre o Islã e o catolicismo de Martinez, lembra um oficial da CIA. Ele acrescenta que havia outro detalhe que ninguém poderia prever: “Ele escreveu poemas para a esposa de Deuce.”

O texto é do The New York Times, e está disponível integralmente no G1.