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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Morte e renascimento da ciência de Marx

Quando a gravitação dos dogmas do poder distorce o método científico, este quebra como uma casca de ovo. E a evolução condena o sistema que o faz à morte.

Heinz Dieterich

1. O estancamento da ciência marxista

Para derrubar um sistema social fisicamente há que derruba-lo primeiro ideologicamente. Este é o campo de batalha em que a esquerda ocidental tem fracassado há um século. A explicação científica deste fracasso oscila entre dois teoremas Engels e Marx: 1. “Sem teoria revolucionária não há praxis revolucionária"(Engels); 2. “A teoria se realiza no povo somente na medida em que é a realização de suas necessidades” (Marx).

Enquanto primeira dimensão do problema, a ciência de Marx e Engels no Ocidente está truncada desde a morte de Lenin, quem desenvolveu os últimos grandes paradigmas científicos da transição pós-capitalista. É comparável a situação da ciência de Marx/Engels a uma física que ficasse travada em Newton, sem as posteriores evoluções de Einstein, Planck, Heisenberg, Gell-Man et al. Que práxis inovadora e transformadora poderia ter tal ciência no século XXI?

Vejam o texto completo (castelhano) em KAOSENLARED.NET ou em tradução livre no blog NEBULOSA DE ÓRION

sábado, 27 de junho de 2009

A síndrome do manual

Escrito por Wladimir Pomar

Se a militância com consciência adquirida, aproveitando-se do conhecimento de outras experiências de luta, for capaz de sugerir ações que ajudem as massas a superar suas dificuldades, teremos um caso concreto de influência da consciência sobre a mobilização espontânea.
(...)
Vale a pena lembrar que, como uma das formas de resolver a questão agrária, Marx chegou a sugerir que os latifundiários fossem indenizados. O que, para alguns pensadores de esquerda, deve parecer uma espécie de traição. E que Engels, por sua vez, levantou a hipótese de que os social-democratas (quando os social-democratas eram revolucionários) poderiam chegar ao governo por via eleitoral, o que agora está se configurando como realidade.

Vejam o texto completo em Correio da Cidadania

terça-feira, 23 de junho de 2009

Para Emir Sader, crise financeira não é suficiente para derrubar o sistema

Apesar de sua natureza e profundidade, a crise do capitalismo não é suficiente para derrubar o sistema, sepultar o neoliberalismo ou mesmo pôr em xeque o posto dos Estados Unidos como única potência da atualidade. É o que apontou o cientista político e professor universitário Emir Sader, neste sábado (20), na abertura do Seminário Internacional Sobre a Crise Mundial.

“É verdade que a hegemonia americana se enfraquece. Mas não aparece no horizonte nenhum país candidato a potência que possa substituir os Estados Unidos”, disse Sader às cerca de 250 pessoas presentes no Hotel Braston, em São Paulo, no seminário promovido por PT, PCdoB, Fundação Maurício Grabois, Fundação Perseu Abramo e Corint.

Vejam mais na Revista Fórum

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Entre quatro paredes

Emir Sader

Duas analises tem sido muito difundidas, ambas incorretas: uma acredita que a crise atual levou ao fim do neoliberalismo e condena o próprio capitalismo à morte. A outra afirma que todas as tentativas atuais – especialmente as latinoamericanas – de superação do neoliberalismo fracassaram ou tendem a fracassar, “traindo” os mandatos que receberam.

(...)

O debate ideológico dentro da esquerda deve ser dar em função do objetivo maior de construção de alternativas de esquerda, não de ver quem triunfa no marco fechado da esquerda. Senão o campo ficará livre para que a direita decida quem governará – e o fará sempre contra a esquerda e o campo popular.


Vejam o texto integral no Blog do Emir