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sábado, 8 de agosto de 2009

Anistia: exposição e debate sobre a Oban em São Paulo

No dia 8/8/, sábado, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo promovem o debate 40 Anos da criação da Operação Bandeirante - Repressão clandestina transformada em rotina e inauguram a exposição A luta pela Anistia - 1964 - ?, para debater sobre a organização que atuou durante o regime militar. Considerado um dos órgãos de repressão mais violentos da Ditadura Militar no Brasil, a Operação Bandeirante (OBAN), foi criada pelo II Exército em São Paulo, no mês de julho de 1969. Foi um centro integrador das forças que reprimiram os que resistiam ao regime ilegal e ilegítimo dos militares que deram o Golpe em 1964, instalado na Rua Tutóia, onde atualmente funciona o 36° Distrito Policial da cidade.


Vejam o informe completo no Portal da Fundação Perseu Abramo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

“Tiraram meu tempo, e vão querer mais”


Por Chico Villela

Desarquivar para não esquecer que a elite retrógrada de hoje foi aliada, irmã e sócia do mais triste período da história do Brasil. Confira o depoimento honesto e tocante do escritor, ativista e colunista da Novae, Chico Villela, sobre a sua prisão pela ditadura em 1973, e sua vida nos cárceres do DOI-CODI. Um período que não criou heróis, mas lembranças e exemplos. Ou como diz Chico: "Santos não freqüentam guerras".

No dia 5 de setembro de 1973, fui preso por membros do conhecido órgão do sistema de repressão política governamental Doi-Codi, do II Exército, cidade de São Paulo, e levado à sede desse órgão, na rua Tutóia.

(...)

Os gritos de Oswaldo Rocha, que foi torturado diariamente, várias horas por dia, durante mais de um mês, e que mereceram registro num pequeno livro de poemas de memórias da prisão, editado por amigo jornalista preso no mesmo período, em que se dizia: “Os gritos de Oswaldo Rocha ainda estão em meus ouvidos”. Com o passar do tempo, os gritos de Oswaldo Rocha foram perdendo a força, parecendo cada vez mais lamentos de bois distantes e tristes, tão fraco ele foi ficando com as sistemáticas sessões de aberrações a que era submetido. Acho impossível tentar traduzir o significado de tudo isso. Receávamos que um dia ele não mais gritasse, e, ao lado da dor e da gigantesca raiva diária, mesmo assim nos aliviávamos por um átimo quando o ouvíamos pela primeira vez todo dia. “Ele está vivo!”


Vejam o texto completo em NOVAE