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domingo, 25 de outubro de 2009

A DITADURA DO OMBUDSMAN


Recife (PE) - Qualquer pesquisa na internet informará que ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. E que a Folha de São Paulo foi o primeiro jornal brasileiro a ter algo semelhante, o seu próprio ombudsman, que deveria ser um profissional dedicado a receber, investigar e encaminhar as queixas dos leitores; realizar a crítica interna do jornal e, uma vez por semana, aos domingos, etc. etc. Vamos ao ponto e ao fato, agora.

Em 29 de julho de 2009, lancei o livro “Soledad no Recife” em São Paulo. O livro narra os últimos dias de Soledad Barrett, a militante socialista que teve a infinita infelicidade de ser mulher do Cabo Anselmo, pois grávida foi entregue por ele ao assassino Fleury. Que a executou sob torturas, a ela e a mais cinco militantes, em 1973. Isso é histórico. O livro, uma recriação literária em cima de pessoas, depoimentos e papéis, expõe o caráter da traição dc Anselmo, em um momento que não poderia ser mais inconveniente para ele.

Vejam o texto completo em Direto da Redação

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Caminhos de Coisa Nossa

Honrado cidadão, Maurício Machado, da ABA, pergunta ao ombudsman da Folha de S.Paulo por que o jornal deu repercussão larga ao factóide criado por Veja ao divulgar a história do pretenso grampo sofrido por Gilmar Mendes e pelo senador Demóstenes Torres, enquanto silenciou a respeito da reportagem de capa de CartaCapital sobre as mazelas do dublê de magistrado e empresário que preside o STF. Acertada curiosidade de um leitor atento, mesmo porque o tal grampo até hoje carece de prova, ao passo que provas não faltam a sustentar o texto de CartaCapital.

Mais no Blog do Mino.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Os donos do mundo: a Folha erra e insiste no erro

Em sua coluna do último domingo (25), o ombudsman da Folha de S.Paulo, Mário Magalhães, criticou a série de matérias publicadas pelo jornal na semana passada, nas quais insistiu na tese de que o PT teria recebido R$ 500 mil de uma empresa para beneficiá-la em um pregão da Caixa Econômica Federal.
A tese da Folha não se sustentava e foi cabalmente desmentida por todas as instituições envolvidas na matéria, incluindo a própria Polícia Federal, suposta fonte dos repórteres da Folha.
Leia abaixo a nota publicada por Mário Magalhães.

Nota do ombudsman

Folha erra e insiste nos erros

A Folha apurou uma informação valiosa para o último domingo: as empresas ABC Industrial e Nacional Distribuidora de Eletrônicos doaram R$ 500 mil ao PT.
Elas são ligadas à Cisco, gigante mundial do mercado de redes de computadores cujas importações no Brasil aparentemente foram feitas com valores subfaturados.
Policiais federais que investigam a fraude contaram, sem que seus nomes fossem revelados, que as duas firmas não têm condições de arcar com tamanho desembolso. E que o pagamento se deu em troca de favorecimento a outra empresa próxima da Cisco, a Damovo, em leilão eletrônico da Caixa Econômica Federal.
O jornal descobriu que foram encontrados os recibos das doações, o PT as confirmou e disse que são legais.
As informações têm interesse público. Porém a manchete foi "Cisco usou laranja para doar R$ 500 mil ao PT, afirma PF". Como evidenciou nota posterior da Polícia Federal, a instituição nada afirmou. Informações em "off" foram tratadas pela Folha como declarações oficiais. Um engano no qual o jornal reincidiu.
Na segunda-feira, a reportagem "Caixa alterou edital de concorrência que diz não ter mudado" concluiu: "Na retificação foram retiradas do edital características técnicas dos equipamentos - e foi graças à sua proposta técnica, e não ao preço menor, que a Damovo venceu o pregão".
Mais: "Em troca [da doação ao PT] a Caixa alterou edital para que a Damovo, distribuidora da Cisco, vencesse um leilão". A CEF respondeu que a mudança ocorreu em leilão que a Damovo perdeu, não no que ganhou. O jornal não teve como contestar, contudo não se corrigiu. Pior que errar é insistir no erro. No submundo dos agrados a partidos, não duvido de nada. Mas o jornalismo deve ser fiel aos fatos. E os fatos contradizem a Folha.
Recebido de João Lobo, por email. Jens, pela cópia.