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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Relatório acusa paramilitares colombianos de violência sexual em massa

Os paramilitares das AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia) usaram a violência sexual em todas as suas formas como arma durante ações militares no Caribe colombiano, entre 1997 e 2005, segundo um relatório apresentado nesta quinta-feira  (17/11) na "Semana da Memória", que lembra as atrocidades cometidas pelo grupo na Colômbia.

O documento - que conta com duas seções intituladas "Mulheres e guerra. Vítimas e resistentes no Caribe colombiano" e "Mulheres que fazem história. Terra, corpo e política" - foi apresentado em Bogotá peloGrupo Memória Histórica da Comissão Nacional de Reparação e Reconciliação (CNRR).

Este relatório é resultado do trabalho de um grupo de pesquisadores liderados pela analista política María Emma Wills, que coletou depoimentos nas regiões caribenhas de Montes de María e Magdalena, onde a violência sexual fez parte do horror dos massacres.





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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Colômbia: ex-diretor do serviço secreto é condenado por ligação com paramilitares

A Justiça colombiana condenou o ex-diretor do DAS (serviço secreto colombiano), Jorge Noguera Cotes, a 25 anos de prisão, conforme informou nesta quarta-feira (14/09) a Corte Suprema.
Noguera Cotes foi condenado por uso ilegal de informação e por permitir a infiltração de paramilitares no organismo de inteligência.
De acordo com as testemunhas ouvidas nesta tarde, o ex-diretor do DAS "tinha conhecimento de como paramilitares tinham listas com nomes, telefones, números de identidade e endereços de lugares onde estavam pessoas, ativistas e defensores de direitos humanos que, segundo a Corte Suprema de Justiça e os advogados das vítimas, apareceram mortos meses depois", como o caso do professor Alfredo Correa de Andreis, que foi assassinado.


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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Escândalo na Colômbia: paramilitares são acusados de estupros e escravidão sexual

A Unidade de Justiça e Paz, unidade da Procuradoria-Geral da Colômbia, divulgou neste fim de semana a ocorrência de uma lista de casos graves de violência e escravidão sexual entre os anos de 1999 e 2000, no qual responsabiliza líderes de milícias paramilitares. Os incidentes documentados chegam a 25, durante uma grande ofensiva desses grupos em El Catatumbo, no departamento de Norte de Santander, nordeste do país.

Segundo a procuradoria, o número de vítimas pode ultrapassar centenas, já que muitas mulheres temem testemunhar, em razão de terem sofrido ameaças. As informações são do jornal El Tiempo





Se você quiser, pode ler a lista de atrocidades no Opera Mundi

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Paramilitar colombiano confesó que quemaba a sus víctimas en un horno

Para deshacerse de los cuerpos de la fosa común, Laverde ordenó construir un horno artesanal similar a los usados para secar el tabaco.

Ante los fiscales, el ex jefe ‘para’ dijo que en esa primera quema ardieron por más de 36 horas los cadáveres, hasta que quedaron convertidos en cenizas.

El encargado de la macabra tarea fue ‘Jorge Colmillo Blanco’, que estaba cumpliendo un castigo por la pérdida de una plata de las Auc.

“Le di la orden. Echó los cuerpos en el horno que construyó, con ladrillo le hizo la forma al hueco, y lo rellenó con llantas y leña. Metió los cuerpos en bolsas y los quemó. Tengo entendido que estas eran víctimas desde el 2001 al 2003″, dijo el desmovilizado, hoy preso en la cárcel de Itagüí.


Confira o texto completo no Pátria Grande.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Primo de Álvaro Uribe é preso pela segunda vez na Colômbia


O ex-senador colombiano Mário Uribe Escobar, primo e aliado político do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, foi preso nesta quarta-feira por suposto envolvimento com grupos paramilitares.

O escândalo, que envolve dezenas de políticos colombianos, ficou conhecido como “parapolítica”.

Mário Uribe foi preso em Medellin horas depois que a Suprema Corte ordenasse sua captura. O ex-congressista deve ser levado à capital Bogotá para responder à acusação de conspiração para cometer atos criminosos, conforme informou a imprensa local.

Continua na BBC Brasil.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Chefe do narcotráfico diz ter financiado campanha presidencial de Uribe

Um dos mais poderosos chefes do narcotráfico na Colômbia afirmou ter financiado a campanha eleitoral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que era a única maneira de livrar o país da "ameaça comunista".

Diego Murillo, conhecido como "Don Berna", foi condenado na quarta-feira por uma corte dos Estados Unidos a 31 anos de prisão e ao pagamento de US$ 4 milhões em multas pelo crime de narcotráfico.

Texto completo no UOL Notícias. Notícia original da BBC.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Colômbia: paramilitar admite ter assassinado 3 mil pessoas

O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. "Calculo que meus dois grupos assassinaram três mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca", respondeu ao ser questionado.

HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. "Mas assim é a guerra", afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador, publicada neste domingo (10). "Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas", em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.

Massacres

HH, considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a "decapitação" para aterrorizar as comunidades. "Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha".

O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de "desmobilizado" quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.

O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos." Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas", relata. "Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns", afirmou.

"Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá", acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.


Vejam o texto completo no VermelhoONLINE.

sábado, 26 de julho de 2008

Colômbia: chefe do partido governista é detido por ligação com paramilitares

O senador colombiano Carlos García, presidente do principal partido da coalizão do governo do presidente Alvaro Uribe, foi detido nesta sexta-feira por supostos vínculos com grupos paramilitares de extrema direita, informou a Procuradoria Geral da Nação.

Mais no G1.

domingo, 9 de março de 2008

Colombianos vão às ruas em passeata contra a violência

Milhares de pessoas tomaram as ruas das principais cidades da Colômbia, nesta quinta-feira, em protesto contra a violência. O principal alvo da manifestação eram os paramilitares, grupo que ganhou destaque na década de 1970, inicialmente com o objetivo de combater os guerrilheiros de esqurda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A maioria dos participantes da marcha exigiu que os paramilitares confessem seus crimes de guerra. Além de violações aos direitos humanos, eles também são acusados de tráfico de drogas.

Homens, mulheres e crianças, alguns vestidos de preto e com bandeiras da Colômbia, mostravam fotografias de familiares desaparecidos ou assassinados por paramilitares, grupo de extrema direita. Em cidades como Washington, Paris e Quito também houve mobilizações. A mobilização, no entanto, não teve o mesmo apoio que a de 4 de fevereiro, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas contra as Farc, pedindo o fim da violência e a libertação de sequestrados.

O texto completo n'O Globo Online.