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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Violência contra a mulher: Os números do Brasil

Violência contra a mulher

Os números do Brasil

106 mil mulheres mortas entre 1980 e 2013 no país
  • 5 posição do Brasil em lista dos países mais violentos do mundo com mulheres
  • 18 anos a idade em que mais mulheres foram assassinadas no Brasil em 2013
  • 27,1% porcentagem de homicídios femininos ocorridos no lar, quase o triplo dos masculinos
  • 7 em 10 casos de atendimentos hospitalares de mulheres em que o agressor foi parente, parceiro ou ex-parceiro


Confira no Jornal GGN

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Promotor que incitou violência policial investigará PMs acusados de execução em SP

A Corregedoria da Polícia Militar vai solicitar ainda hoje (14) a prisão preventiva de seis policiais acusados de participar de uma execução de Fernando Henrique da Silva no último dia 7. Ontem (13), dez PMs já haviam sido detidos administrativamente para serem ouvidos sobre o crime.
As imagens, feitas pelo celular de uma testemunha, mostram um policial jogando o suspeito rendido de um telhado no Butantã, zona oeste da capital paulista. “É aquela pessoa que é algemada no teto de uma casa, jogada para o local onde estavam os policiais militares aguardando. E ali, ela é executada”, ressaltou o promotor Rogério Zagallo, que acompanha o caso.
(...)
Em 2011, Zagallo pediu o arquivamento de um inquérito sobre um caso em que um policial civil matou um suspeito que teria tentado roubar seu carro. Escreveu: “Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer. Lamento que tenha sido apenas um dos rapinantes enviado para o inferno. Fica o conselho ao [policial] Marcos Antônio: melhore sua mira”.
Dois anos depois, numa série de reclamação sobre os protestos, imortalizou seu perfil no Facebook: “Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Anistia diz que MP é "omisso" e pede apuração de mortes em ações policiais


Fruto de pesquisa e investigação sobre homicídios cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro nos últimos dez anos, o relatório "Você Matou Meu Filho", lançado pela Anistia Internacional nesta segunda-feira (3), apresenta 20 recomendações para combater a violência policial, direcionadas aos governos estadual e federal, ao Congresso Nacional e ao MP-RJ (Ministério Público do Rio).
Com críticas ao que classificou como omissão por parte do MP, a Anistia pede que a instituição crie uma força-tarefa para dar "prioridade aos homicídios decorrentes de intervenção policial e concluir prontamente as investigações que ainda se encontram em andamento e levar os casos à Justiça". O relatório cobra ainda que o Ministério Público cumpra "com sua missão constitucional de exercer o controle externo da atividade policial".
As recomendações embasam petição internacional, também lançada pela ONG nesta segunda, reivindicando medidas urgentes da instituição e do governo do Estado.

Confira no UOL Notícias

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Fui preso suspeito de roubar o meu próprio carro

Era 19h de segunda-feira, dia 30/03, quando cheguei à Faculdade de Políticas Públicas da Universidade Estadual de Minas Gerais, onde sou aluno. Ao trancar o meu carro, fui abordado por uma viatura da PM. “O que você está fazendo aí?”. Respondi que era trabalhador.


Um sargento e um cabo, ambos da 124a. cia, do 22o BPM, saíram com armas em punho: “mão na cabeça, vagabundo, e cala a sua boca”“Conheço meus direitos, não podem me abordar dessa forma e já vou fazer uma representação contra vocês na corregedoria”, argumentei. Foi o suficiente para que a truculência aumentasse. Com violência, me algemaram. Em minha volta, colegas, professores e vizinhos começaram a protestar.


Leia a matéria completa em: Fui preso suspeito de roubar o meu próprio carro - Geledés 

Pelo 4º ano seguido, Brasil lidera ranking de violência no campo


O Brasil lidera, pelo quarto ano consecutivo, a lista de países que mais tiveram ativistas ambientais e agrários assassinados compilada pela ONG internacional Global Witness e divulgada nessa segunda-feira.
Das 29 mortes de líderes e militantes de causas ambientais ou agrárias registradas no país no ano passado, 26 delas estavam ligadas a conflitos de terra.Quatro das vítimas eram indígenas.
O Brasil está à frente de países como Colômbia (25 mortes em 2014), Filipinas (15 mortes) e Honduras (12 mortes). Desde 2002, só houve um ano, 2011, em que o país não liderou esta lista. Ao todo, 477 "ativistas ambientais ou agrários" foram assassinados no país desde 2002, segundo a ONG.
A ONG adverte que esses números podem estar subestimados.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Polícia brasileira mata seis vezes mais que a americana, mostra estudo

A polícia brasileira matou 11.197 pessoas nos últimos cinco anos, 107 a mais do que as assassinadas pelos agentes americanos nos últimos 30 anos (11.090), segundo os dados apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Este número, que será apresentado amanhã, terça-feira, em São Paulo no Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), se refere à estatística dos casos com policiais dentro e fora de serviço.

Leia mais na EFE

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ferguson, Missouri - Detenção de repórteres chama atenção para truculência policial


As prisões de profissionais de imprensa durante a cobertura dos protestos violentos na cidade de Ferguson, nos EUA, deram início a um debate, nas redes sociais, sobre abuso de poder e o despreparo das autoridades policiais diante de manifestações populares. Três jornalistas alemães foram presos na cidade na terça-feira [19/8].
(...)
Na internet, circulam diversos vídeos mostrando a truculência policial. Em alguns deles, os policiais são ríspidos com manifestantes – apontando armas, fazendo ameaças de morte e usando palavreado chulo –, e em outros chegam a ordenar aos jornalistas que desliguem suas câmeras.
Um policial de Ferguson foi afastado de seu posto por tempo indeterminado após apontar um fuzil semiautomático para um manifestante e ameaçar matá-lo, durante uma manifestação pacífica na noite de terça-feira [19/8]. Brian Schellman, porta-voz da polícia do Condado de St. Louis, disse que o incidente foi lamentável e que não representava os profissionais que “trabalham diariamente em Ferguson para manter a paz”.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nordeste lidera ranking da morte e vê assassinatos dobrarem em 10 anos

Em uma década, o Nordeste viveu uma explosão no número de assassinatos, o que tornou a região líder em números absolutos e taxa de homicídios no país. Os dados são do Mapa da Violência 2014, divulgado na semana passada, que revelou casos entre os anos de 2002 e 2012.
Nesse mesmo período, os homicídios na região cresceram 10 mil, mesmo índice do Sudeste, onde, em vez de crescer, o número caiu. Em 2012, foram assassinadas na região 20.960 pessoas, quase o dobro de 2002, quando foram 10.947 mortes.


Leia mais no UOL Notícias

terça-feira, 27 de maio de 2014

Brasil bate recorde histórico de homicídios

O Brasil quebrou um triste recorde: teve o maior número de pessoas mortas em um ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) no Mapa da Violência 2014, que compila dados de 2012. Ao todo, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996. 
É o dado mais atualizado de violência pelo Brasil e tem como base o Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que registra as ocorrências desde 1980.


Leia mais no UOL Notícias

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Tiros e explosões agitam protestos na Tailândia um dia antes de eleição

Dezenas de tiros e pelo menos duas explosões aumentaram a tensão durante as manifestações contra o governo na capital da Tailândia neste sábado, um dia antes da eleição geral, que está sendo vista como incapaz de restaurar a estabilidade no país altamente polarizado.


Confira a notícia da Reuters no UOL

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Chefões do crime estupram mulheres de detentos na penitenciária do Maranhão

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), perdeu a autoridade sobre um pedaço do território do seu Estado. No Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, quem manda é o crime organizado. Essa espécie de terceirização do cadeião maranhense às facções criminosas será retratada em relatório a ser entregue nas próximas horas ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Chama-se Douglas de Melo Martins um dos redatores do documento. É juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após visitar a penitenciária de Pedrinhas, ele adicionou ao rol de mazelas já colecionadas em inspeções anteriores uma novidade macabra: mulheres e irmãs de presos são forçadas a manter relações sexuais com chefes das facções criminosas que controlam a cadeia: o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40.

OAB vai denunciar governo por violação de direitos humanos no Presídio Central

A exemplo da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai ingressar com mais uma denúncia contra o governo federal em função das condições do Presídio Central. A segunda vistoria realizada em 2013 mostrou, nesta segunda-feira, que a precariedade de algumas alas se mantém, assim como o esgoto que corre a céu aberto no pátio da penitenciária. A OAB pretende fazer a denúncia à Corte Interamericana da Organização dos Estados Americanos já no início de 2014.


Confira no Correio do Povo

sábado, 10 de agosto de 2013

Não há direitos humanos em favelas e tribos indígenas do Brasil, diz Anistia

Após uma semana de encontros no Brasil, o secretário-geral da ONG Anistia Internacional, Salil Shetty, cobrou o fim da impunidade policial e um maior consistência na proteção aos direitos humanos, afirmando que tanto favelas do Rio quanto comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul parecem ser "zonas francas de direitos humanos".

"É como se essas pessoas não estivessem no Brasil. Lá valem regras diferentes. Elas vivem em zonas de guerra, e todos os direitos humanos estão suspensos", disse o indiano.
Em entrevista à BBC Brasil, Shetty condenou a violência policial, comentou o desaparecimento do pedreiro Amarildo, na Rocinha, e afirmou que a ação da polícia durante as manifestações foi "um alerta para o cidadão brasileiro médio sobre como a polícia atua".

Confira no Terra

E onde está Welbert? Entidades denunciam assassinato de trabalhador rural no Pará

Um trabalhador teria sido assassinado no interior da fazenda Vale do Triunfo, pertencente ao Grupo Santa Bárbara, no município de São Félix do Xingu, no Pará.
De acordo com denúncia da Comissão Pastoral da Terra, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Pará e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma testemunha prestou depoimento por ter presenciado um empregado da fazenda disparar um tiro na nuca do tratorista Welbert Cabral Costa, de 26 anos. O motivo seria um suposto desentendimento relacionado a direitos trabalhistas.
A família deu queixa no sábado (3). O corpo ainda não foi encontrado e um delegado da Polícia Civil assumiu as investigações. Welbert possui esposa e quatro filhos pequenos.

Confira no Blog do Sakamoto

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Preso fica cego e tetraplégico após tortura por agentes penitenciários

Um preso que estava "íntegro e capaz fisicamente" ficou cego e tetraplégico após ser torturado em Rio Branco (AC), dentro do presídio federal Antonio Amaro Alves, de segurança máxima. Seis agentes penitenciários são acusados de golpeá-lo com uma marreta de borracha, usada normalmente por lanterneiros e borracheiros. 


Confira no Blog da Amazônia, no Terra Magazine.

sábado, 27 de julho de 2013

Egito: nº de mortos em ataque aumenta para 72, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde do Egito informou neste sábado que o número mortos nos conflitos desta madrugada entre partidários do presidente deposto Mohammed Mursi e a polícia no Cairo aumentou para 72. Já o número de feridos subiu para 292.
O porta-voz do ministério, Khaled al-Khatib afirmou ainda que no restante do país, já foram contabilizados oito mortos e cerca de 500 feridos. As vítimas fatais são todas da cidade de Alexandria.


Confira no Terra

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Homicídios de jovens crescem 326,1% no Brasil, revela pesquisa

A violência contra os jovens brasileiros aumentou nas últimas três décadas de acordo com o Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, publicado nesta quinta-feira pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens – como acidentes, homicídio ou suicídio – cresceram 207,9%. Se forem considerados só os homicídios, o aumento chega a 326,1%. Dos cerca de 34,5 milhões de pessoas entre 14 e 25 anos, em 2011, 73,2% morreram de forma violenta. Na década de 1980, o percentual era 52,9%.

“Hoje, com grande pesar, vemos que os motivos ainda existem e subsistem, apesar de reconhecer os avanços realizados em diversas áreas. Contudo, são avanços ainda insuficientes diante da magnitude do problema”, conclui o estudo.

O homicídio é a principal causa de mortes não naturais e violentas entre os jovens. A cada 100 mil jovens, 53,4 assassinados, em 2011. Os crimes foram praticados contra pessoas entre 14 e 25 anos. Os acidentes com algum tipo de meio de transporte, como carros ou motos, foram responsáveis por 27,7 mortes no mesmo ano.


Leia mais no Correio do Povo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Casos de violência contra homossexuais crescem 46% em 2012; denúncias sobem 166%

Segundo Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil com dados referentes a 2012, divulgado nesta quinta-feira (27) pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), os casos de violações (que inclui violência física, psicológica e discriminação) contra homossexuais no Brasil cresceram 46,6% no ano passado.

No ano de 2012, houve 9.982 casos de violações contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Em 2011, esse número foi de 6089 casos. Por dias foram registrados 27,3 casos de violações. 


Leia mais no UOL Notícias

Dilma e a revolução dos coxinhas

Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.

Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.

É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.


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Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.
Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.
É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.
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Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.
Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.
É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.
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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O joio, o trigo e a razão

Mauro Santayana
A situação criada com as numerosas manifestações, no Brasil, nas últimas semanas, não se resolverá com a reunião realizada ontem em Brasília, da presidente Dilma Rousseff, com governadores e prefeitos de todo o país — embora o encontro seja um importante passo para atender às reivindicações dos que foram às ruas. 

Seria fácil enfrentar a questão se as pessoas que vêm bloqueando avenidas e rodovias — levantando cartazes com todo o tipo de queixas — fossem apenas multidão bem intencionada de brasileiros, lutando por um país melhor. 

A Polícia Civil de Minas Gerais já descobriu que bandidos mascarados, provavelmente pagos, recrutados em outros estados, têm percorrido o país no rastro dos jogos da Copa das Confederações, provocando as forças de segurança a fim de estabelecer o caos.  

Visto no JORNAL DO BRASIL