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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Banqueiros babam com disruptura de Marina

Saul Leblon  

Marina  Silva sentou-se à direita da santíssima trindade dos mercados. Em amigável  périplo pela mídia, a ex-senadora se declara uma convicta defensora do sacrossanto  ‘tripé’. Que vem a ser uma  espécie de enforcador  à distância. Sendo o pescoço, a sociedade. E os mercados, a mão que controla a correia.

A coleira dentada  permite que o dinheiro grosso submeta  governos, partidos  e demais instâncias sociais  a um comando de desempenho  monitorado por três variáveis.
  


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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Promotor não chamou a Globo a depor, mas acusou filho de Lula

Fui atrás da dica preciosa de uma amiga ainda mais preciosa e bingo!
Um dos designados pelo Ministério Público Federal para atuar no caso do sumiço dado ao processo de sonegação fiscal da Globo é o mesmo que acusou o filho do ex-presidente Lula, Fábio, no caso do contrato da empresa que este mantinha, a Gamecorp, e a Telemar.
Naquela ocasião, Rodrigo Poerson – este é o nome do cavalheiro – achou que o contrato, cujo valor era de R$ 4,9 milhões – 125 vezes menor que o valor da autuação da Globo – era um ”desproporcional aporte de recursos financeiros (que) estaria sendo direcionado à empresa Gamecorp, única e exclusivamente em razão de contar com a participação acionária de Fábio Luiz da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva”. 

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Transição de ciclo econômico se acelera. E a restauração em marcha sabota plebiscito.

Transição de ciclo econômico se acelera

Retomada norte-americana amplia o poder de coação dos capitais que migram da bolsa brasileira em 3ª feira marcada, ainda, por queda na produção industrial e dados ruins na balança comercial. A transição de ciclo econômico se acelera: o Brasil terá que discutir as linhas de passagem para renovar a sua agenda de desenvolvimento. Há escolhas a fazer e não são singelas. O país dará liberdade aos fundos e rentistas internacionais para saquearem as suas reservas em revoadas para o exterior? Oferecerá arrocho salarial e juro alto na tentativa de conte-los aqui? Sacrificará investimentos em infraestrutura para entregar o superávit fiscal cheio', como pede a banca local e forânea? Saberá pactuar prioridades sociais escalonadas em calendário crível e realista? Se as respostas a essas e outras perguntas forem ordenadas pela lógica blindada do interesse financeiro, o resultado é sabido: o Brasil pode virar um imenso Portugal. Portanto, não é apenas a reforma política que requer amplo debate democrático. A travessia para um novo ciclo de desenvolvimento só contemplará os anseios das ruas por mais democracia social, se vier ancorada em sincera e corajosa discussão progressista com a sociedade. É exatamente o oposto do que uivam os centuriões do conservadorismo. Para eles a rua já deu o que tinha que dar: o desgaste do governo do PT. Todo o seu empenho agora é para descongestionar o ambiente político de qualquer contaminação associada a mecanismos de democracia direta. A rejeição nervosa ao plebiscito reflete a ansiedade defensiva de quem sabe que o divisor entre economia e política é tênue; nas crises, desmancha-se no ar.  


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sábado, 8 de junho de 2013

Opinião: Quem manda aqui?


"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.

Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.

A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.

O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.

         Assim, e, por favor, Shut Up!. 

Visto no JORNAL DO BRASIL

quinta-feira, 30 de maio de 2013

CONSPIRAÇÃO CONTRA A PÁTRIA


O Jornal do Brasil mantém a confiança nachefia do estado Democrático


O mundo inteiro passa por uma crise econômica e social, decorrente da ganância dos banqueiros, que controlam o valor das moedas, o fluxo de crédito, o preço internacional das commodities. Diante deles, os governos se sentem amedrontados, ou cúmplices, conforme o caso e poucos resistem.

A União Europeia desmantela-se: o fim do estado de bem-estar, o corte nos orçamentos sociais, a desconfiança entre os países associados, a indignação dos cidadãos e a incapacidade dos governantes em controlar politicamente a crise, que tem a sua expressão maior no desemprego e na pauperização de povos. Se não forem adotadas medidas corajosas contra os grandes bancos, podemos esperar o caos planetário, que a irresponsabilidade arquiteta.

A China, exposta como modelo de crescimento, é o caso mais desolador de crescente desigualdade social no mundo, com a ostentação de seus bilionários em uma região industrializada e centenas de milhões de pessoas na miséria no resto do país. Isso sem falar nas condições semiescravas de seus trabalhadores – já denunciadas como sendo inerentes ao “Sistema Asiático de Produção”. Os Estados Unidos, pátria do capitalismo liberal e neoliberal, foram obrigados a intervir pesadamente no mercado financeiro a fim de salvar e reestruturar bancos e agências de seguro, além de evitar a falência da General Motors.
Neste mundo sombrio, o Brasil se destaca com sua política social. Está eliminando, passo a passo , a pobreza absoluta, ampliando a formação universitária de jovens de origem modesta, abrindo novas fronteiras agrícolas e obtendo os menores níveis de desemprego de sua história.

Não obstante esses êxitos nacionais, o governo está sob ataque histérico dos grandes meios político-financeiros. Na falta de motivo, o pretexto agora é a inflação. Ora, todas as fontes demonstram que a inflação do governo anterior a Lula foi muito maior que nos últimos 10 anos. 

O Jornal do Brasil, fiel a sua tradição secular, mantém a confiança na chefia do Estado Democrático e denúncia, como de lesa-pátria, porque sabota a economia, a campanha orquestrada contra o Governo – que lembra outros momentos de nossa história, alguns deles com desfecho trágico e o sofrimento de toda a nação.

Visto no JORNAL DO BRASIL

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mercado reage diferente com empregos nos EUA e no Brasil

Em abril foram criados 196 mil empregos no Brasil contra 165 mil nos Estados Unidos  

Mauricio Athayde
A reação do “mercado” surpreende pela capacidade de conduzir as informações de acordo com seus interesses, interpretando indicadores econômicos a seu bel-prazer e conveniência. A prova disso são os números de criação de emprego nos Estados Unidos no mês de abril, que ficou em 165 mil novos postos de trabalho, baixando um pouco a taxa de desemprego para 7,5%. A informação foi motivo de comemoração, com bolsas subindo, declarações animadas de investidores, economistas e lobistas. No Brasil, no mesmo período, foram criados cerca de 196 mil novos postos de trabalho, aproximadamente 16% a mais do que nos Estados Unidos, e, surpreendentemente, o mercado reclama. Nossa taxa de desemprego está em absurdos 5,7%. 

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domingo, 5 de maio de 2013

É a imprensa, estúpido!


“Se não forem feitos mais investimentos para que se produza jornalismo de melhor qualidade –, os EUA continuarão a navegar para o fundo do poço num mundo de ficção, interesses escusos, paranóia direitista e factóides” 
                                                            Marcia Denser 
Repassado pelo coletivo Vila Vudu, um excelente artigo do jornalista americano Robert Parry do Consortium News faz um retrospecto cheio de humor cáustico da história do moderno jornalismo ianque, e de como este se tornou “imprensa-empresa”. Até por que nos EUA a imprensa-empresa jamais foi liberal.

No Brasil, idem, sequer de centro, sempre foi de direita mesmo e a mais impertérrita- udenista-fascistóide, virou tucana-uspeana num mix de Sorbonne & Escola de Chicago e ultimamente enquadra-se como sionista-opusdeiana-Danuza-Leãosista – contudo, sempre fascista. Na melhor das hipóteses, pode-se dizer que houveram períodos, no passado não muito distante, quando as grandes empresas-imprensa faziam melhor seu trabalho no sentido de apresentar os fatos. E havia a chamada imprensa “underground” que publicava algum material que a grande imprensa-empresa não tinha onde por ou simplesmente ignorava.

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terça-feira, 30 de abril de 2013

É A IMPRENSA-EMPRESA, ESTÚPIDO!


Robert Parry, Consortium News

A imprensa-empresa nos EUA jamais foi “liberal” [no Brasil, a imprensa-empresa jamais foi, sequer, “de centro”: sempre foi da direita udenista mais fascista; depois passou a ser tucana-uspeana à moda Sorbonne & Chicago; ultimamente, já é sionista, Opus-Deizista e Danuza-Leão-sista, sempre fascista]. Na melhor das hipóteses, pode-se dizer que houve períodos, em passado não muito distante, quando as grandes empresas-imprensa faziam melhor serviço, ao apresentar os fatos. E havia alguma imprensa “underground” que publicava algum material que a grande imprensa-empresa evitava.  

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domingo, 21 de abril de 2013

Paraguai: a narco-democracia e as eleições presidenciais

Coluna semanal
O poder de infecção pela corrupção é mais letal que o das pestes(Augusto Roa  Bastos, 1917-2005)
Passaram-se 10 meses desde que no Paraguai a quádrupla aliança MOICN (Monsanto, Oligarcas, Igreja Católica e os Narcos) estrearam um novo tipo de golpe de Estado, chamado "Golpe Express" ou "Golpe Preventivo" para tirar Fernando Lugo, legítimamente eleito por seu povo em 2008, da presidência do país. 
Sua cuidadosa aproximação a Hugo Chávez, suas tímidas intenções de fazer algo para aliviar a vida dos 3,7 milhões de pobres (53 por cento de toda a população), seu desejo nunca realizado de aumentar os impostos aos exportadores de soja e carne em três a quatro por cento (na Argentina paga-se 30 por cento) irritaram tanto os ricos e poderosos do país e estrangeiros que decidiram tirá-lo do poder em "nome da democracia". Com certeza a transnacional de transgênicos, Monsanto, participou desta confabulação  por desagradou-lhe a idéia de Fernando Lugo abolir as regalias de quatro dólares que devem pagar os produtores de soja por cada tonelada colhida com sua biotecnologia "Soja Roundup Ready RR1" e "Intenta RR2 Pro". Não há como esquecer que no quinto dia de sua presidência, o novo presidente Federico Franco outorgou novas facilidades à Monsanto para o uso das sementes transgênicas de algodão, milho e soja.   

Vejam em RIA NOVOSTI  e a tradução completa em NEBULOSA.DE.ÓRION

terça-feira, 2 de abril de 2013

Os comedores de quindins de ouro

O pleito está marmorizado em cada centímetro da menos imparcial de todas as seções do jornalismo: o noticiário de economia. Daí se irradia para afinar o jogral de vulgarizadores e agregados de orelhada e holerite.

A centralidade que une as tropas é compreensível. Trata-se de uma queda de braço decisiva.

Os sabichões que advogam a panaceia do ‘novo ciclo de alta’ da Selic sabem do que estão falando. E não estão falando apenas em adicionar mais 0,25% às taxas atuais, na reunião do Copom, do próximo dia 17.

Isso até pode acontecer. Mas não é esse o alvo, nem a dose cogitada.

O braço de ferro é para reverter um reordenamento estratégico.

É a história do país, estúpido!

São graúdos, e contabilizáveis, os interesses que arrendam espaços e gargantas para vocalizar a luta diuturna pela alta dos juros no país.

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sábado, 30 de março de 2013

O Millenium e as lembranças

| 29/03/2013 | Copyleft
Não é mera coincidência a preferência dos integrantes do Instituto Millenium pela subordinação do Brasil aos grandes centros financeiros internacionais e sua ojeriza diante das relações harmônicas entre governos latino-americanos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Atuação da Globo rebaixa e desqualifica a política

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) é deputado há 42 anos. A TV Globo tem 47. Alves é um dos donos da TV Cabugi, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Norte. Tem também a Rádio Globo Natal, a Rádio Difusora de Mossoró e o jornal Tribuna do Norte.
A TV de Alves surgiu em 1987, período em que ACM (o avô) era Ministro das Comunicações e distribuiu canais de TV para deputados e senadores votarem com o governo da época (Sarney) e com o "centrão" na Constituinte de 1988. O "centrão" era um bloco de parlamentares conservadores e/ou fisiológicos que barraram vários tópicos progressistas do interesse dos trabalhadores.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

QUEM ERA O COMANDANTE? QUEM DEU A ORDEM? O QUE O EMPRESARIADO QUERIA COM O GOLPE?


"Só quem bateu é responsável? Quem mandou? Quem era o comandante? Por que havia tortura? Por que existia o DOI-Codi? Por que meu pai foi preso? Por que o golpe de 1964? O que o empresariado americano queria com o golpe? E o empresariado brasileiro?  (a lei da Anistia) é uma lei antidemocrática, promulgada com o Congresso engessado pelo Pacote de Abril, com senadores biônicos (...)  não existia debate democrático, a imprensa estava sob censura, as passeatas e manifestações pela anistia eram reprimidas brutalmente pela polícia. A oposição brasileira estava metade morta e metade no exílio, os partidos de esquerda não podiam existir, os sindicatos não tinham liberdade. Como é que alguém pode dizer que a lei, promulgada nesse clima, é democrática? A decisão do Supremo (de sancionar a Lei da Anistia) é vergonhosa (...)  a cada ano tenho que dar pelo menos dez entrevistas sobre esse caso, que é um entre muitos, talvez o mais notório. E o resto? Para mim ainda falta o documento essencial: aonde foi o corpo do meu pai? (escritor Marcelo Rubens Paiva, filho do empresário Rubens Paiva, assassinado pela ditadura; perguntas que uma Comissão da Verdade não pode abafar; entrevista ao Estadão)


Documento levanta suspeita de relação da Fiesp e consulado dos EUA com repressão

Ivan Seixas: “Quando torturavam no terceiro andar, o prédio inteiro ouvia e a redondeza também” (Foto: Fora do Eixo/Lino Bocchini)
Documento levanta suspeita de relação da Fiesp e consulado dos EUA com repressão São Paulo – Como qualquer repartição pública, o prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro de São Paulo, conservava seu registro de entrada e saída de funcionários e pessoas de fora. Mas o entra-e-sai nos anos 1970, período agudo da ditadura, tinha peculiaridades. Algumas pessoas chegavam no final do dia e só saíam na manhã seguinte. O fato é particularmente preocupante quando se lembra das atividades noturnas do local: interrogatórios e torturas. No próximo dia 18, a Comissão da Verdade de São Paulo realizará uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, para tratar de “indícios de relações” entre membros da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do consulado dos Estados Unidos com órgãos de repressão. A Rede Brasil Atual teve acesso a alguns dos documentos obtidos pela comissão, encontrados no Arquivo Público do Estado.  

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Artigo: Relações perigosas e democracia - Por Maria Luiza Q. Tonelli

Qualquer cidadão minimamente informado sabe que o Estado Democrático de Direito é aquele pelo qual os poderes públicos estão regulados por leis, ou seja, a sociedade é governada de forma tal que ninguém está acima das leis do país.


No Estado Democrático de Direito, a fim de impedir o exercício ilegal do poder e o abuso de poder, a Constituição (a carta política de uma nação) estabelece a divisão de poderes, divisão esta que estabelece competências e prerrogativas próprias dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Tal divisão se dá em razão de suas funções,  poderes independentes e harmônicos entre si. Trata-se aqui da adoção do sistema de freios e contrapesos. Há um poder soberano, mas este é dividido nas funções Executiva, Legislativa e Judiciária. O sistema de divisões de poderes, deste modo, cria mecanismos de controle recíproco sem o qual não haveria garantia de conservação do Estado Democrático de Direito.


Vejam o artigo completo no site do PARTIDO DOS TRABALHADORES

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O forte apache das tesourarias


A tesouraria é o forte apache do capitalismo desregulado. E o centro logístico da oposição conservadora no Brasil.

Tesouraria é o espaço físico. O departamento que cuida de maximizar os ganhos do capital a juro. Mas também é a palavra símbolo de uma lógica que disputa a hegemonia da política econômica.

Na ciranda da tesouraria embalam-se os interesses das grandes corporações –bancos ou grupos empresariais, locais e globais. Ademais da insaciável legião dos acionistas, cuja pátria são os dividendos.


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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O BRASIL, A ARGENTINA, OS ABUTRES E A "LIBERTAD".

(HD) - O Tribunal Internacional Sobre o Direito do Mar, de Hamburgo, decidiu, por unanimidade, que a fragata-escola Libertad, da Marinha de Guerra da Argentina, seja devolvida imediatamente ao governo daquele país. A retenção da nave, em 2 de outubro, foi um ato hostil que, fossem outras as circunstâncias, corresponderia a uma declaração de guerra. O governo de Gana se submeteu a uma ordem de um juiz de Nova Iorque, logo de um terceiro país sem jurisdição sobre Gana, nem sobre a Argentina.   

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O mensalão não dá ibope

Recife (PE) - O ex-presidente Lula, que é sábio em política,  já havia advertido: “O povo não está preocupado com mensalão, com julgamento lá em Brasília. O povo está preocupado é se o Palmeiras vai cair para a segunda divisão”. Mas não quiseram ouvi-lo. Melhor, os fazedores de opinião – aqueles submergidos na realidade dos jornais e tevês – acharam que tudo não passava de desconversa de Lula, pois desta vez, ó, os petistas e esquerda iam para o buraco, conforme publicavam. Lido engano. É preciso, por um lado, ter paciência com a miopia dos brilhantes da mídia, e por outro, sorrir feliz que tanto errem e insistam no erro, para melhor benefício da gente brasileira.  

No que se refere ao julgamento de petistas no STF e seu reflexo nas eleições, de novo, o velho jornal confunde opinião pública com opinião publicada. Se os editores olhassem mais críticos para suas “cartas à redação”, veriam a partir delas que as letras saídas nos jornais não são bem a voz da sociedade, porque mais de uma vez as cartas se inventam. As opiniões ali são falsas ou por claro exercício da mentira, ou por seleção rigorosa do que interessa publicar, que é outra forma de invento. Disso os editores até sabem. Digamos, numa concessão à sua inocência, que eles parecem não ver é outra coisa. A saber: a força antiga da imprensa em moldar consciências não se faz mais como antigamente. Como naquele tempo em que a Globo e Folha de São Paulo mudaram o voto popular, ao divulgarem na véspera das urnas montagem do debate Lula e Collor, e dinheiro roubado em fotos de Ali Babá. 

Vejam o texto completo em Direto da Redação