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terça-feira, 30 de abril de 2019

Por que as mulheres sábias são desafortunadas?


Fernán Caballero foi na realidade uma mulher disfarçada sob um pseudônimo

BERNA GONZÁLEZ HARBOUR
Madrid 5 ABR 2019 - 10:21 CEST


Uma leitora sustenta a biografia de Fernán Caballero. JENIFER SANTARÉN

Alguns autores devem se lamentar atualmente de não serem autoras para poder receber algo mais da atenção em tempos em que as editoras buscam eminentemente vozes de mulher ante o tsunami feminista. Mas ao longo da história foi o contrário: muitas mulheres se viram obrigadas a adotar pseudônimos masculinos para conseguir publicar e abrir-se logo ao mundo editorial. Foi o caso de Cecília Böhl de Faber e Ruiz de Larrea (1796-1877), que escolheu o nome de Fernán Caballero e com ele conseguiu converter-se "no autor espanhol" mais traduzido e lido na Europa. O crítico José Fernandez Montesinos lhe atribui o início da novela espanhola contemporânea.

E não foi precisamente graças a seu pai o impulso que adquiriu esta espanhola filha de alemão e da região de Cádiz com uma relação complicada que deixou formalizada em cartas que voavam como balas entre a Alemanha e Espanha quando se separaram. Ele explicava assim as causas: "as humilhações que a sorte me impõe pelas extravagâncias de minha mulher. Se minha mulher tem tido a inconcebível loucura de imaginar-se que tal é a hora necessária para minha felicidade, está atrozmente enganada. Se não quer ser outra, tem agido muito bem em ir-se; quando ela mudar, tornar-se humilde, dócil, obediente, complacente e econômica, será recebida por mim com os braços abertos". Escreveu em 1805, segundo consta a biografia escrita por Milagros Fernández Poza para a coleção Mulheres na História.


Essa mãe que não quis ser outra, nem dócil, nem obediente, nem econômica, pelo contrário tentou inculcar em seus filhos e filhas sem distinção o amor à literatura. Sobre isso discordaram ex-marido e ex-mulher num diálogo de surdos que as cartas refletiam como testemunho do machismo estruturado que tentava subjugar então à mulher: "A esfera intelectual não foi feita para as mulheres", escrevia o pai a sua ex-mulher. "Deus quer que o amor e o sentimento sejam seu elemento. Por que são desafortunadas todas as mulheres sábias? Por que são detestadas? Por que são ridicularizadas, pelo menos? Não se encontra todavia uma mulher a quem a mais pequena superioridade intelectual não produza alguma deficiência moral. O dia que forem queimados teus 'Direitos da mulher' será para mim um grande dia".

Em carta com data de 14 de setembro de 1806, ela lhe responde: "Retirando das mulheres a capacidade de julgar por si, de formarem-se seus princípios e caráter, se as fazem escravas de suas paixões, e quando as quiserem subordinar à razão do homem -como se a razão e a alma tivesse sexo-, e se aquele homem destinado a guiá-las não tem razão... que farão as pobres então?

Sua mãe não quis ser outra, como lhe pedia seu pai. Cecília não foi outra senão outro, pelo menos de nome. Um disfarce eficaz em forma de pseudônimo que adotou para levar adiante sua carreira. Tudo mudou e as estantes estão hoje cheias de autoras mas, felizmente, nenhum homem necessita pseudônimo de mulher.


https://elpais.com/cultura/2019/04/05/actualidad/1554451707_966586.html

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Prostituição e machismo
El puto amo

https://www.eldiario.es

"A prostituição não é o resultado da decisão das mulheres, elas são obrigadas a exerce-la desde a origem da história. É a imposição do machismo para que os homens reforcem sua masculinidade.".

Em que momento da história as mulheres introduziram de maneira livre e voluntária a prostituição como mais uma opção profissional? A resposta é simples: em nenhum.

A prostituição é uma criação machista para benefício dos homens e de seu modelo de sociedade, um modelo que necessita da coisificação das mulheres como parte essencial do mesmo. Se olharmos com perspectiva, o que ocorre não é muito diferente da estratégia machista em muitos outros âmbitos e com outros temas. É sempre o mesmo: primeiro se impõe uma ideia ou referencia que obriga, submete, domina, limita as mulheres, depois se normaliza sobre o hábito e o costume, e finalmente, naquelas questões mais transcendentais, se legaliza para que não reste a subjetividade nem a intempérie das circunstancias.




Um exemplo; primeiro se considera que as mulheres são inferiores aos homens e menos capazes, logo se levanta toda a estrutura social e de relações sob esse critério que as limita no pessoal e no laboral, depois se desenvolve uma série de normas que lhes impedem de votar, trabalhar, viajar... mais adiante, quando a situação se torna insustentável, são criadas normas que lhes permite trabalhar e viajar, mas com a permissão do marido... e assim até que a própria reação social e os movimentos e organizações de mulheres impedem os desvios e corrigem as injustiças que supõe essa construção. Contudo, o próprio sistema se encarrega de que incida o mínimo sobre esse machismo original, e que somente o faça sobre alguma de suas manifestações, o qual permite que suas ideias e valores se mantenham e se adaptem à situação sem renunciar a seus objetivos, ainda que lhe obrigue a mudar de estratégia.




Prostituição como imposição do machismo

A prostituição não é o resultado da decisão das mulheres, elas tem sido obrigadas a exerce-la desde a origem da história. É a imposição do machismo para que os homens reforcem sua masculinidade e sensação de poder através do sexo. Se as mulheres não tivessem sido consideradas como objetos e sexualizadas desde a infância a prostituição não seria possível. E se o machismo não houvesse criado as circunstancias para que muitas mulheres ao longo da história entenderem a prostituição como uma opção a mais dentro da normalidade, as mulheres não a escolheriam, do mesmo modo que nunca se aceitou a escravidão como uma opção laboral, posto que não se conseguiu normalizar essa forma de exploração.

Quando se tenta passar de uma prostituição forçada e obrigada para uma prostituição "livre e decidida", o êxito não é de quem era explorado e diz liberar-se fazendo o mesmo que fazia, mas do contexto que havia normalizado essa situação e que agora a mantém sob outras referencias.

Não devemos esquecer que a prostituição beneficia os homens e o machismo, e o faz a custa das mulheres e da igualdade. A prostituição não proporciona sexo aos homens, mas sim poder. A imensa maioria dos homens que consomem prostituição mantém relações sexuais com outras mulheres, e ainda assim acodem à prostituição para satisfazer seus desejos de poder das formas mais diversas, mas sendo eles os amos dessa mulher durante o tempo de contato, e reforçando para sempre sua ideia de homem e masculinidade para ser também os amos da sociedade.
Segundo um informa da APRAM, 39% dos homens de nosso país tem consumido prostituição, esses mesmos homens que também cometem violações, abusos sexuais, assédio sexual... nas circunstâncias mais diversas, e a tudo isso o fazem culpabilizando as mulheres por provocar, por agir com perversidade e engana-los, ou por arrepender-se e tirar maldade para denuncia-los falsamente, como temos visto recentemente após conhecer a sentença do caso "La Manada", cuja vítima, não por acaso, foi considerada em muitos comentários como uma "puta".

O que sucedeu estes dias com a solicitação para criar um "sindicato de trabalhadoras do sexo" reflete muito bem essa estratégia adaptativa do machismo, e como utilizam o teórico interesse e preocupação pelas condições de trabalho das mulheres que a exercem para benefício, mas sem questionar em nenhum momento o trabalho nem as circunstâncias que levaram a essas condições.

A estratégia é clara: primeiro as obrigam, as exploram, abusam, agridem... e depois, criadas algumas condições objetivamente inaceitáveis, ocultam a prostituição após as circunstâncias em que se exerce e pedem que se aja para melhorar as primeiras sem fazer nada sobre as segundas. E tudo isso sob a conversa fiada de fazer crer que se as condições de trabalho são mudadas vai se supor uma mudança na prostituição.


A chave, o plano social

Por essa razão, para ocultar o significado social e cultural da prostituição dentro do machismo, acode-se à voz individual de mulheres que livremente, e com todo o respeito e consideração de minha parte, pedem exercer a prostituição em condições adequadas.

A reivindicação dessas mulheres tem todo o sentido, tanto pelas condições em que desenvolvem sua atividade, que já temos comentado que são não assumíveis, como do ponto de vista de sua posição individual; mas a chave, como em tantos outros temas, não está no plano individual, mas no social, posto que são as referencias da sociedade as que criam o mito de crer escolher livremente num contexto machista que dá significado à realidade, até o ponto de criar um imaginário em que muitos homens dizem, "se a meus filhos lhes faltar comida, eu a roubaria", enquanto que as mulheres afirmam, "se a meus filhos faltar comida, eu me tornaria uma prostituta".

As decisões individuais não podem ir contra o marco da convivência nem a favor dos elementos que reforçam um sistema de ideias e valores como o machismo, baseado na injustiça da desigualdade. por isso se age contra um agressor ainda que a mulher diga que não se faça porque "é normal" que seu marido lhe bata, nem tampouco se aceitaria um grupo de pessoas que consumiram substancias tóxicas ilegais peçam que as deixem consumi-las em nome de sua liberdade, e de que elas com seu corpo fazem o que querem, ainda que dita decisão as prejudiquem.

O machismo criou a ideia de que os homens são os "fodões" da sociedade, e para isso lhes dá oportunidades para que se sintam assim, treinem seu ego e possam demonstrá-lo, como ocorre, por exemplo, com a violência de gênero normalizada e com a prostituição.

O resultado é claro, e cada homem, se assim o decide, com independência de seu status e circunstâncias pessoais, ao menos conta com um espaço no qual é o "fodão".

Publicidade de prostituição no para brisas de um automóvel.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sabem os homens fazer amor

Sexualidade & Pós-machismo

Lidia Falcón
www.publico.es

Sobre o desencontro afetivo-sexual na época atual pós-moderna entre homens e mulheres por causa de uma socialização a partir do ponto-de-vista patriarcal da sexualidade masculina.

Minhas amigas e confidentes jovens me confessam outra preocupação que as torturam depois de saberem-se enganadas por seus pares. A torpeza que mostram, já enamorados, nas lides da sexualidade.
Torpes e egoístas, me dizem. Não todos, acrescentam, mas sim a maioria. Eles são tão machões, acham que sabem tudo, e o realizam tão rápida e bruscamente, sem ter com seu par a delicadeza e o jogo prévio que toda mulher deseja. E isso depois de se acharem conquistadores e especialistas.


Dizem a eles? pergunto a minhas interlocutoras, e, pondo-se acessos me replicam, oh não, não se pode dizer, ficaram ofendidos. O que é, vergonha, pudor? "Sim, também, mas é que ele não te escuta nem se concentra em ti. Como é muito homem se acha um sabe-tudo". E enquanto elas  não se atrevem a manifestar-lhes seu desencanto por não incomoda-los eles atuam com total prepotência e segurança, sem que lhes inquiete qualquer aceitação de seu para.

Penso nos anos heroicos do feminismo, quando saíamos das trevas franquistas, e organizamos cursinhos, encontros e discussões sobre sexualidade, ansiosas por aprender o que a educação nacional-católica nos havia roubado. Eram os tempos em que clandestinamente se conseguiam os livros de Freud, de Melanie Klein, de Alexandra Kollontai, de Simone de Beauvoir, de Marie Bonaparte, de Wilhelm Reich, que líamos e absorvíamos como esponjas.

As primeiras lições foram de anatomia, já que a maioria das mulheres sequer conheciam seu próprio corpo. E foi importante para aquelas gerações conseguir a aproximar-se às outras companheiras, compartilhar as noções fundamentais de sexualidade feminina e exigir de seus companheiros de cama a cota de prazer que lhes pertencia.

Nos prematuros anos 60, Eliseo Bayo e eu nos lançamos a fazer uma pesquisa sobre o comportamento sexual dos homens espanhóis. Eu havia comprado clandestinamente os Estudos de Kinsey. Aquele trabalho monumental que Kinsey, Pomeroy e Martin, os professores da Universidade de Indiana realizaram nos anos 50 nos EEUU investigando a verdadeira conduta dos estadunidenses na arte de fazer o amor. Não o que ditava a puritana e hipócrita moral oficial e nem o que presumiam os textos pornográficos. Depois os trabalhos de Johnson y Johnson de pesquisa prática com dezenas de casais que participaram. E publicamos umas reportagens que estremeceram a assustada e pacata sociedade espanhola.

Não sei quantos de meus compatriotas, que não sejam profissionais da pesquisa sexual, conhecem atualmente os trabalhos de Kinsey e Johnson ou a magna obra de Wilhelm Reich. Certamente nem todas as participantes do Movimento os leram, mas para as que divulgamos e trabalhamos e discutimos em seu estúdio chegamos a várias gerações de jovens que realizavam suas primeiras armas na difícil arte da sexualidade.

Atualmente observo que nos cursinhos, oficinas, encontros e debates feministas a sexualidade está excluída. Suponho que até o mundo feminista entenda que a liberalidade com que se expressam -tantas vezes vulgar- os escritores, os meios de comunicação, os participantes nos programas televisivos, professores e políticos, significa que não há mistério nem segredo que as mulheres e os homens ignorem sobre tal atividade humana.

E vejo, triste e espantada, que a principal fonte de informação sexual para os jovens, quase meninos, é a pornografia. Difundidas até a náusea por revistas e vídeos tem sobretudo seu suporte na internet.

Já naqueles primeiros anos, o Partido Feminista levou adiante uma oposição ativa à legalização da pornografia, que começava a inundar as salas de cinema. Não podíamos imaginar o veículo digital. Mas sim sabíamos que a pornografia está baseada no desprezo pela mulher. Em seus horríveis produtos, os homens desfrutam impunemente de corpos femininos para obter orgasmos rápidos com práticas agressivas e até cruéis.

Minhas discussões com o pornógrafo mais respeitado daqueles tempos nos meios de comunicação Román Guben, que pontificava diariamente sobre a bondade da pornografia, não evitaram que já não se faça distinção entre o erotismo e a pornografia, e que os cultos, sábios, modernos e pós-modernos especialistas do sexo, tacharam as feministas de retraídas, tolas, reprimidas, dominadas pela moral católica, e outras lindezas semelhantes. Alguém suponho que afirmou também que estávamos mal fodidas, como acusavam os estudantes franceses de 68 às feministas que começavam a planejar reivindicações. Até que estas retiraram um enorme cartaz que colaram na sacada da Universidade de Nanterre que dizia: "Todas estamos mal fodidas". Parece que induziu alguns ao silêncio.

E isto é o que deveríamos divulgar hoje, cinquenta anos mais tarde. As netas e bisnetas das "soixante-huitards" continuam mal fodidas. E podem planejar as mesmas queixas que seus antepassados. Desapego, impaciência, brusquidão e egoísmo que em tantas ocasiões vigoram nos homens a relação paquera, sedução e consumação do ato sexual. Com uma absoluta indiferença pela sensibilidade, ignorância ou retardo no gozo de sua companheira.

Os agressores da Manada, os jovenzinhos das últimas violações em Málaga, em Vitoria, em Cádiz, explicam que a pornografia é seu manual de referência que os guia desde a absoluta ignorância adolescente à realização das fantasias que abonam as imagens que se transmitem a velocidade astronômica pelas telas de computadores e de celulares. Imagens de violações, maltrato, exibição dos corpos e dos coitos. Humilhação das mulheres e triunfo machista dos homens.

O desprezo pela mulher nestes tempos está sendo movido pelas potentes empresas de pornografia, que tem o melhor mercado: a inquietação e a incultura dos jovens. Parece que a informação sexual que se dá nas diversas escolas é incompleta, vergonhosa, e destinada sobretudo a evitar gravidez e enfermidades de transmissão sexual. E nada sobre o complexo processo de realizar um amor prazeroso, sofisticado, respeitoso com sua companheira.

Se elas se atreverem a conceber seus desejos e exigências, estariam hoje qualificadas por seus companheiros de cama como reprimidas e tolas ou os jovens aprenderiam a aceitar ver-se na imagem que elas transmitem?

Aprenderiam a moderar suas impaciências, a controlar seu testosterona e a desfrutar do mais refinado prazer de ir descobrindo os segredos da capacidade mais misteriosa e prazerosa do ser humano, que é a sexualidade?

A que tem levado essa proliferação de imagens destinadas unicamente a exibir corpos formosos de mulheres, que são utilizados grosseiramente pelos homens? A aumentar o consumo de prostituição e de agressões sexuais. A acreditar que o prazer sexual se pode comprar ou alugar como o fazem os proxenetas. A entender a sexualidade como violência e não como sensibilidade, engenho e habilidade. Se a sexualidade masculina se satisfaz com quatro práticas elementares, para que perder tempo em cortejar, em fazer insinuações eróticas, em fazer carícias prévias e diálogos excitantes? Como algumas espécies animais, se vai ao coito rapidamente e tão contente.

Mas nem todas as espécies animais são tão bruscas, em algumas o cortejo leva muitas horas de exibição de suas qualidades, de suas características especiais, de seus adornos e beleza. De cantos especiais que embelezam no rouxinol, de esfregações repetitivos e extenuantes no gafanhoto, do arrulho das pombas, da exibição das penas do pavão real. E os jogos dos hominídios, variados e engenhosos: esfregando folhas para fazer ruído e chamar a atenção, saltando galhos, praticando o sexo oral.

E agora são os homens os que imitam aos mais rudes e elementares de seus antepassados.

Fuente: https://blogs.publico.es/lidia-falcon/2018/08/10/saben-los-hombres-hacer-el-amor/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

locarconio.com

Por que se chama FEMInismo e não Igualitarismo?

About Heidy Simons

Autora: June Leeloo
Autora: June Leeloo
Às vezes, quando se tenta desprestigiar o movimento de alguma maneira ou pelo menos por em dúvida sua validade, sempre surge a mesma questão...
“Se o que se busca é a igualdade por que não se chama algo assim como igualitarismo? A palavra FEMInismo discrimina os homens porque não os inclui, só nomeia as mulheres"
Em primeiro lugar, antes de opinar sobre um tema é bom pelo menos se saber algo sobre ele... assim se surge um debate construtivo e se estabelece um contexto comum.
A mim pessoalmente me incomoda esta pergunta, já que tenho a sensação de que qualquer termo que comece com Fem- parece que incomoda. Que incita a que se inicie uma guerra de sexos ou um debate pelo menos. É curioso que nos digam que a palavra "feminismo" exclui os homens porque não os nomeia quando sempre a história da humanidade tem sido a história "do homem" e quando nos queixamos nos dizem que somos umas exageradas... O socialismo também busca a igualdade entre todos os seres humanos, e não os vejo queixarem-se tanto do nome.
recuerda_igualitarismofeminismo

Iniciaremos sempre com definições de nossa quiçá tão querida e não tão feminista RAE: 

igualdade
Do lat. aequalĭtas, -ātis.
  1. f. Conformidade de algo com outra coisa na natureza, forma, qualidade ou quantidade.
  2. f. Princípio que reconhece a equiparação de todos os cidadãos em direitos e obrigações. 
Bem, como vemos, igualdade é equiparação, isto é que algo NO é igual, que não tem as mesmas características se se compara com outro ou outros. E quer possuir essas mesmas características. Uma vez que se fazem as ações oportunas são IGUAIS/SEMELHANTES/EQUIVALENTES.
Por tanto o igualitarismo pediria a semelhança e equivalência de direitos e obrigações em todas as situações da vida.
O problema e a genialidade de gênero, é que NÃO somos iguais. Não temos nem as mesmas características físicas, nem biológicas, nem as mesmas necessidades, nem as malditas vontades de ser iguais aos homens...

Uma coisa é igualdade, e outra coisa é EQUIDADE:
equidade
nome feminino
  1. Qualidade que consiste em dar a cada um o que se merece em função de seus méritos e condições.
“é um país de desigualdade aquele onde não há equidade na distribuição da riqueza e da cultura"
  1. Qualidade que consiste em não favorecer no trato a uma pessoa prejudicando a outra.
O termo "feminismo" não busca excluir, nem muito menos rechaçar o homem. Simplesmente, visibiliza os 50% da população sistematicamente ignorada até recentemente.  E dar visibilidade como mínimo com o termo é básico, porque pretender denominar "igualitarismo" ao feminismo anula o que realmente se pretende (e não, não é estar por cima dos homens) e invisibiliza novamente, negando a causa, negando a submissão e a opressão, negando a necessidade de reconhecer a mulher socialmente como tal, não "igualaria" ao homem.
O feminismo busca a equidade, isto é, segundo as características de cada pessoa, que tenha seus direitos sem que isto seja desconsideração de outra pessoa.
Um exemplo muito fácil de entender seria sobre o tema das regras. Ainda que para muitas pessoas seja um tema tabu, as mulheres a cada mês durante alguns dias sangramos pela vagina. Não é algo do que escandalizar-se, nem estamos doentes, é algo natural. Para algumas pessoas é extremamente doloroso e incômodo, para não mencionar que é bastante caro: o material higiênico (compressas e tampões) tem um imposto de luxo. É justo? Não é razoável que se pedir que se rebaixe o preço de algo que é de primeira necessidade ainda que seja para UM gênero?  (isto é, a metade da população mundial). Uma política feminista seria tirar o imposto de luxo dos tampões e compressas: não menosprezar os direitos de ninguém ainda que beneficie a um só gênero. Porém, se um Estado que se supõe que vela pelos direitos e liberdades de seus cidadãos não pensa nisto, está sendo discriminatório e injusto.

O feminismo não pode se chamar igualitarismo porque não busca que TUDO seja igual, que a mulher se adapte às normas e regras masculinas da sociedade, senão que cada um tenha seus próprios direitos e liberdades segundo suas características.
O feminismo não se chama humanismo e nem igualitarismo porque feminismo, humanismo, e igualitarismo são três teorias distintas. Houve algo antes do feminismo que promovesse e exigisse igualdade de direitos para todas as pessoas independentemente  de seu sexo? Pois não, não houve.
O humanismo é um ramo da filosofia (e da ética) que advoga pela igualdade, tolerância e laicidade (o que se conhece comumente como "a separação da igreja e Estado"). O humanismo reconhece que os seres humanos não "necessitam" da religião para desenvolver sistemas morais ou estabelecer um comportamento moral. Os humanistas advogam pela educação, a tolerância, a política representativa (em contraposição à monarquia) e a liberdade de pensamento (em contraposição ao dogma religioso). Muitos humanistas eram também grandes misóginos e sua concepção da igualdade se limitava à igualdade entre os varões.
O igualitarismo é uma forma de filosofia política que defende que todos os seres humanos são iguais em essência e por tanto tem o mesmo direito a iguais recursos como os alimentos, a moradia, o respeito, o status social). Pode-se facilitar a todo mundo os mesmos elementos e perpetuar a desigualdade e/ou a iniquidade. O igualitarismo, ainda sendo um conceito ético fundamental, não tem geralmente em conta as desigualdades através de uma perspectiva interseccional.
Como registro histórico da necessidade de que se chame feminismo: o termo procede de uma palavra inventada para designar de forma depreciativa aqueles homens que apoiavam a causa das cidadãs. O adjetivo "feminista" foi utilizado pela primeira vez com fins políticos e jornalísticos por Alexandre Dumas filho em seu panfleto 'O homem-mulher' de 1872, texto antifeminista que debate entre outros temas, a questão do adultério e se posiciona contra o divórcio.
Para assumir que é necessário o feminismo, há que ser consciente primeiramente que não vivemos num mundo nem "igualitário" e nem equitativo. Que historicamente a mulher tem vivido numa situação de submissão, subjugação e ocultamento. Assim como temos assumido que existe o racismo, pode-se ser consciente de que existe a misoginia sem que isto seja uma ataque a ninguém.
Da mesma maneira gostaria de esclarecer ainda que seja muito óbvio que o Feminismo não é contrário ao machismo.  O Feminismo NÃO busca a superioridade em todos os aspectos da vida da mulher sobre o homem, nem existe hoje sistema hembrista (*) algum que faculte poder às mulheres para discriminar sistematicamente os homens. A definição é: machismo.
  1. nome masculino
Atitude ou maneira de pensar de quem sustenta que o homem é por natureza superior à mulher.
E o feminismo é:
feminismo
nome masculino
Doutrina e movimento social que pede para a mulher o reconhecimento de algumas capacidades e alguns direitos que tradicionalmente estiveram reservados para os homens.



(*) hembrista  - Hembrismo é um neologismo em espanhol usado para referir-se à misandria ou desprezo aos homens.


http://www.locarconio.com/2017/01/por-que-se-llama-feminismo-y-no-igualitarismo/

quarta-feira, 13 de março de 2013

Os anúncios publicitários mais machistas da história


No entanto, apesar de que a publicidade ainda considere que as mulheres são as únicas que utilizam artigos de asseio ou sanitários, empresas como Kellogg's e Kenwood levaram o termo 'machismo' níveis insuspeitados entre os anos '50' e '80'. 
Você imagina como era a percepção do homem e da mulher nos cartazes publicitários do passado? Conheça-os na seguinte coletânea de Owni.eu.  
 

Vejam mais no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Triunfo eleitoral das mulheres em Cuba

As mulheres conseguiram um resultado formidável nas recentes eleições gerais cubanas, o que confirma um avanço notável nos esforços pelo reconhecimento do papel da mulher na sociedade, objetivo social essencial da revolução cubana desde sua chegada ao poder há mais de meio século.

As eleições gerais começaram em outubro de 2012 com a eleição dos delegados às assembléias em 168 municípios da ilha terminarão em 24 de fevereiro quando iniciará uma nova legislatura, por 5 anos, a Assembléia Nacional do Poder Popular, renovada em 67 por cento de seus membros com respeito à anterior.

Dos 1269 legisladores eleitos para um mandato de cinco anos nas quinze assembléias provinciais cubanas de todo o país neste três de fevereiro, a metade são mulheres. Dez dessas Assembléias elegeram mulheres como presidentas e sete selecionaram mulheres como vice-presidentas.

Vejam mais em REBELION.ORG ou a tradução livre e integral no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Caso de estupro expõe drama de meninas sequestradas na Índia


A comoção causada pela morte de uma estudante estuprada em um ônibus em Nova Déli está levando a Índia a fazer um exame de consciência sobre a forma como a mulher é tratada no país. E, nesse processo, um dos problemas mais chocantes a vir à tona diz respeito aos casos de sequestro, tráfico e escravidão de meninas no país.

Todos os anos, dezenas de milhares de meninas indianas desaparecem de suas casas.
Elas são sequestradas e vendidas para trabalhar como prostitutas, escravas domésticas e, cada vez mais, para se casar no Norte do país, onde a diferença entre a população masculina e feminina é grande em função de outro grave problema: o aborto de fetos do sexo feminino, que levou de 25 a 50 milhões de mulheres a "sumirem" das estatísticas demográficas indianas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Adolescente se suicida após ter sido pressionada pela polícia a abandonar queixa de estupro

Uma adolescente indiana de 17 anos vítima de um estupro coletivo se suicidou depois que policiais a pressionaram a abandonar o caso e a se casar com um de seus agressores, informaram a polícia e parentes nesta quinta-feira (27/12).

Em meio a mobilizações sobre o estupro coletivo de uma outra estudante em um ônibus em Nova Délhi no começo desse mês, que gerou protestos e confrontos por todo o país, este caso colocou novamente em evidência o modo como a polícia lida com crimes sexuais.


Confira mais no Opera Mundi

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dados de violência contra mulher refletem cultura machista, diz senadora

Nos últimos 30 anos, 92 mil mulheres foram mortas no Brasil vítimas de violência doméstica. Na última década, foram quase 44 mil. Os dados foram apontados pela senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a violência contra a mulher. Em entrevista ao Repórter Brasil, ela disse que os casos de homicídio por violência doméstica estão aumentando. Ana Rita relata que dados recentes apontam para 4,8 homicídios para cada grupo de 100 mil mulheres.


Continue lendo no Sul21.

sábado, 22 de setembro de 2012

Jornalismo cafajeste na Globo para apoiar campanha cafajeste de Arthur Virgílio


O ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), descambou para a cafajestagem na campanha eleitoral. Sem qualquer noção de civilidade, está simplesmente tripudiando sobre uma cusparada no rosto de sua adversária, Vanessa Grazziotin (PCdoB), ato praticado por seus cabos eleitorais.

Na porta de uma emissora de TV onde houve um debate, pelas fotos e vídeos disponíveis, comprova-se que os militantes de Vanessa, faziam a festa da democracia pacificamente, com bandeiras e camisas da sua candidata. Já os cabos eleitorais de Virgílio, em vez de festejar seu candidato, faziam manifestação agressiva e provocativa, levando bonecas de Vanessa vestida de "bruxa" e cartazes ofensivos. Coisa de molecagem buscando provocar confusão. Mas até aí tudo bem, a militância de Vanessa ignorava.


Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Passageiro é expulso de avião após dizer que não voaria com pilota


Um passageiro foi expulso de um voo da companhia Trip Linhas Aéreas após dizer que não voaria com uma mulher pilotando o avião.
O caso ocorreu na noite de sexta-feira (18) no aeroporto Tancredo Neves, em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a empresa, a comandante do voo "convidou educadamente esse senhor a sair da aeronave".


Leia mais na Folha.com

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os taradões do Zorra Total, na vida real são defendidos pela TV Globo

Desde 2006, existe uma lei estadual no Estado do Rio de Janeiro, que obriga o Metrô e os trens urbanos a terem um vagão exclusivo para mulheres nas horas de superlotação.  Outros estados eu não sei.

A lei até envergonha, pois expõe um comportamento medieval que nem deveria existir, mas revelou-se necessária porque existem tarados à solta que não tem cerimônia em atentar passageiras com bolinação e abuso sexual, exatamente como acontece em um quadro no programa humorístico Zorra Total, da TV Globo.

Vejam mais detalhes no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A loira burra da Revista Época

A colunista Ruth Aquino, em artigo da Revista Época (PIG/RJ), tornou-se a piada pronta da "loira burra" (*) em pessoa, ao entender errado a "piada".

A piada (de mau gosto), no caso, é o anúncio de lingerie retratando Giselle Bundchen como uma espécie de... Loira burra!

E a loira burra da Revista Época, achou o anúncio "divertido", leve, maroto! (nas palavras dela).

 A loira burra da Revista Época não entendeu que a propaganda é machista quando chama indiretamente as mulheres de "barbeiras" no trânsito, ao colocar Giselle como culpada de pegar o carro do "seu homem" e batê-lo.

Vejam o texto completo no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

‘Mulheres desonestas’ no banco dos réus

Uma camareira de 32 anos foi estuprada em um quarto do hotel onde trabalhava em Nova York. Mal podendo caminhar, chegou com dores até o hospital, onde foi diagnosticada (e comprovada) a agressão por estupro, sexo oral forçado e sequestro. A mesma Justiça que autorizou a prisão e exposição no cárcere do acusado – o todo poderoso chefe do Fundo Monetário Internacional, o francês Dominique Strauss-Kahn – decidiu, cerca de três meses depois, que a acusação era inválida. O motivo: a vítima, Nafissatou Diallo, imigrante da Guiné, não tinha “credibilidade”. A própria Promotoria arquivou a acusação argumentando que a funcionária mentiu durante os interrogatórios e tinha elos com criminosos.




Leia mais na CartaCapital

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A expansão de #SlutWalk

De Toronto até Nova Délhi, milhares de mulheres estão popularizando o uso do termo "slut" (puta) para uma boa causa: a reivindicação dos direitos da mulher.

Por Juan Antonio Zertuche

"As mulheres deve evitar vestir-se como putas para não serem vítimas da violência sexual". Este é o argumento mais comum para justificar -equivocadamente- que as mulheres sejam vítimas desse tipo de agressão física, psicológica e emocial. A desculpa é que elas "provocam" os maltratos com sua aparência ou forma de vestir.

Com a ubicuidade e instantaneidade das redes sociais e internet, tais posições absurdas podem provocar uma reação em cadeia e terminar em um movimento global de reivindicação dos direitos da mulher.

Tudo começou em 24 de janeiro de 2011 com a mancada de Michael Sanguinetti, um oficial da polícia de Toronto, Canadá, que agora é conhecido muito além de sua área de jusrisdição. O que começou como uma palestra de rotina sobre segurança pessoal, terminou por incitar o movimento denominado SlutWalk Toronto, que se tem difundido e reproduzido na Inglaterra, Estados Unidos, Holanda, Brasil, Honduras, Nicarágua, recentemente no México e inclusive na India.

Vejam o texto original (em castelhano + vídeos da co-fundadora do SlutWalk Toronto) em ReporteIndigo ou tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ESTAMOS ATIÇAD@S: MARCHAS CONTRA O CONSERVADORISMO

Quarta-feira passada houve uma Marcha pela Família em Brasília. Só o nome já me dá calafrios, porque foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade que, em 1964, serviu de apoio civil pro golpe militar que mergulhou o Brasil nas trevas durante 21 anos.
Desta vez foi o pastor Silas Malafaia que organizou a marcha, que reuniu cerca de 20 mil pessoas em Brasília. Parlamentares evangélicos estiveram presentes, falando as mesmas barbaridades de sempre: “Se Deus criou macho e fêmea, não vai ser o Senado que vai criar um terceiro sexo com uma lei. É preciso que eles [homossexuais] entendam que o anseio grotesco de uma minoria não vai se fazer engolir”, disse o senador Magno Malta (PR-ES).

Vejam o texto completo no blog ESCREVA LOLA ESCREVA

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Feminicídio: do privado ao público; do ‘passional’ à associação criminosa

Maria Dolores de Brito Mota *
O assassinato de mulheres por questões de gênero, o feminicídio, é um crime cada vez mais reconhecido e há muito denunciado. Mas, a sua reprodução histórica apresenta mudanças que não podemos deixar despercebidas. Essas mudanças indicam mecanismos de atualização cotidiana da violência praticada contra as mulheres no contexto de relações desiguais de gênero que persistem, ainda que já exista uma consciência mundial e nacional contrária a tal desigualdade. No Brasil, apesar da Lei Maria da Penha, instrumento de criminalização dessa violência contra a mulher os crimes contra mulheres se sucedem de forma mais evidente.
Temos assistido nos últimos anos a mídia nacional, particularmente a mídia televisiva, apresentar casos de assassinatos de mulheres por seus ex-companheiros ou companheiros de relacionamento amoroso, que chamam a atenção por sua visibilidade, brutalidade e, em certo sentido, por uma inevitabilidade. Assim o foram os fatos que circunstanciaram as mortes de Maria Islaine de Morais, 31 anos (20/01/2010); Eloá Cristina Pimentel, 15 anos (16/10/2008), Mercia Nakashima, 28 anos (23/05/2010) e Elisa Samudio, 25 anos (desaparecida desde 4/06/2010): todos contendo elementos que indicam a emergência de novos procedimentos no processo do feminicídio do qual foram vítimas.

Segue AQUI.

sábado, 10 de julho de 2010

Mulheres repudiam charge preconceituosa contra Dilma Rousseff

Várias lideranças ligadas aos movimentos femininos divulgaram na noite de quinta (8) uma nota de repúdio à charge do cartunista Nani que foi reproduzida no blog do jornalista Josias de Souza, do jornal Folha de S.Paulo. A ilustração preconceituosa, que apresenta Dilma Rousseff como uma prostituta, despertou uma chuva de críticas na internet e já foi retirada do ar pelo blogueiro da Folha.

A charge também surpreendeu porque Nani é um profissional de talento que até o momento era muito apreciado e respeitado nos círculos de esquerda. A secretária de Cultura do Rio de Janeiro e integrante do Comitê Central do PCdoB, Jandira Feghali, foi uma das que deploraram o episódio.


Vejam o texto completo no PORTAL VERMELHO

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Festa privê anima visita de premiê italiano ao país

O premiê italiano, Silvio Berlusconi, passou dois dias no Brasil em reuniões com empresários e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, encontrou tempo na apertada agenda para conhecer seis garotas brasileiras em festa privê, na suíte presidencial do Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej.

Leia AQUI.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

De animal se faz o homem

Por Sulamita Esteliam [Terça-Feira, 18 de Maio de 2010 às 22:20hs]

A animalidade é uma característica própria do ser humano. Só que o macho bípede não-emplumado, ao contrário do que ocorre no reino dito selvagem, consegue ser mais violento do que a fêmea, particularmente no ambiente doméstico. Na rua, entre seus pares, o valente espancador e/ou matador de mulheres e crianças pode até arrotar vantagem, mas costuma baixar a cabeça e enfiar o rabo entre as pernas diante de um predador, ou de quem grite mais alto do que ele.

Traduzida em violência, de qualquer natureza, a macheza nada mais é do que a outra face da covardia. Só os covardes, destituídos de amor próprio, usam a força física ou a incontinência verbal ou a instabilidade emocional e a morte como armas de destruição. Quem ama a si próprio, ama ao outro. E quem ama cuida, preserva, respeita, não machuca, não mata.


Vejam o texto completo na REVISTA FÓRUM