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terça-feira, 30 de abril de 2013

Mercadante ignora o compromisso da Folha com a repressão da ditadura

Os carros dos agentes policiais e os veículos da Folha ficavam estacionados nas garagens da empresa. Não havia grande preocupação em esconder a logomarca da empresa nos veículos disponibilizados para a repressão. Certamente, o ministro Aloizio Mercadante, não sabia disto. Economista competente, Aloizio Mercadante desconhece também que eu fui um dos jornalistas presos em janeiro de 1974, no portão de entrada da Folha. O artigo é de Dermi Azevedo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Artigos contra as viúvas da ditadura na Folha de São Paulo

Antecedentes da “ditabranda” da Folha de S. Paulo

Certa feita, quando o coronel Erasmo Dias — personagem que integrou a estrutura repressiva da ditadura militar — era vereador na cidade de São Paulo, ouvi ele dizer sobre o aborto, em resposta à uma citação de Jean-Paul Sartre por um aparteante, que não lia bobagens, só coisas sérias.
E citou a Folha de S. Paulo como exemplo de publicação que tratava bem o assunto — o jornal sempre lembrava que a então prefeita Marta Suplicy (PT) foi deputada federal de 1995 a 1998 quando levantou a bandeira dos direitos da mulher e dos homossexuais, defendeu a legalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

A ligação de Erasmo Dias com a Folha de S. Paulo é antiga.
Quando ele era secretário da Segurança Publica do Estado de São Paulo, almoçava regularmente com o empresário Carlos Caldeira Filho, sócio de Octávio Frias no grupo que editava a Folha de S. Paulo e a Folha da Tarde.
Eles eram tão ligados ao regime que deram origem a uma anedota segundo a qual a Folha da Tarde, uma espécie de porta-voz oficiosa dos torturadores, tinha alta “tiragem” — uma grande quantidade de “tiras” trabalhava em sua redação.



(Texto completo no Patria Latina conforme linque no titulo)


Fundamentos da "ditabranda" da FSP (Força Serra Presidente)

De onde a FSP tirou a categoria “ditabranda”? De que, ela, assim como para toda a imprensa brasileira, com a única exceção da Última Hora – que por isso foi fechada pela ditadura -, pregou a ditadura, apoiou o golpe militar e a derrubada de um governo eleito democraticamente pelo povo brasileiro. Esconderam a repressão posta em prática imediatamente pela ditadura – seqüestros,desaparições, torturas, fuzilamentos, fechamento dos sindicatos, cassação de parlamentares e juristas, censura à imprensa. A foto de Gregório Bezerra sendo arrastado por um jipe militar pelas ruas do Recife, não foi publicada por nenhum órgão da imprensa, por exemplo. Acolheram as versões mentirosas da ditadura sobre o assassinato de militantes da resistência à ditadura. Resistência democrática feita contra a ditadura e contra a imprensa a serviço dela.


Vejam o texto completo Patria Latina