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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Major Curió ainda atemoriza testemunhas da Guerrilha do Araguaia, diz Comissão da Verdade

A Comissão Nacional da Verdade realizou uma diligência de reconhecimento na "Casa Azul" em Marabá (PA), nesta segunda-feira (15), e coletou testemunhos que mostram que o coronel reformado Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió, foi um dos principais comandantes na violenta repressão à Guerrilha do Araguaia. Relatos da Comissão Estadual da Verdade mostram que a influência de Curió na região persiste até hoje.

As testemunhas confirmaram que o militar da reserva esteve inúmeras vezes na "Casa Azul", atual sede do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que era usada pelo Exército como prisão ilegal e centro clandestino de tortura a presos políticos durante o regime militar. Segundo as testemunhas, Curió usava o codinome "doutor Luchini".


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Na ditadura, Exército torturava recrutas em treinamento no Pará, diz ex-soldado

Além de perseguidos políticos, o Exército torturava seus próprios recrutas durante o período militar para "treiná-los". Durante diligência de reconhecimento da Comissão Nacional da Verdade sobre a Guerrilha do Araguaia nesta segunda-feira (15) na "Casa Azul" em Marabá (PA), o ex-soldado Manoel Messias Guido Ribeiro, o Guido, contou como foi torturado logo que foi convocado para trabalhar para os militares.

"Eles me colocaram em um tambor de metal e me trancaram ali pelado. E soltaram o tambor de um morro, machuca muito, bate em pedra e tudo o que é coisa. Eles falavam que era treinamento, mas queriam mesmo era brutalizar a gente, mas não conseguiram", conta.

Guido, 60, atuou como soldado entre 1974 e 1980 e é testemunha de violações aos direitos humanos cometidas pelo Exército para reprimir a guerrilha. Ele era um soldado conscrito, ou seja, um civil convocado pelos militares para prestar serviços às Forças Armadas por um tempo determinado. Seu depoimento ocorreu durante uma visita de pesquisa à "Casa Azul", atual sede do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que era usada pelo Exército como prisão ilegal e centro clandestino de tortura durante o regime militar.


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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Grupo Araguaia localiza outra ossada na região da guerrilha


O Ministério da Defesa divulgou nesta sexta-feira, 26, que o Grupo de Trabalho Araguaia “recolheu mais um resto mortal” na região da Guerrilha do Araguaia, ocorrida no início da década de 1970. Segundo a nota da assessoria de imprensa, o material foi enviado “para análises periciais em Brasília”.
Esta foi a quarta expedição do grupo neste ano à região dos municípios de Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA). O “resto mortal” foi encontrado num antigo cemitério de São Geraldo.
Em junho o grupo havia localizado restos mortais de outras duas pessoas. Tanto naquela época quanto agora a notícia não teve nenhuma reação positiva entre os familiares dos desaparecidos.
No total, desde a década de 1990 já foram localizadas 25 ossadas na região, mas nenhuma foi identificada. “Estão colecionados restos mortais em Brasília, sem concluir o trabalho de identificação”, diz a ex-guerrilheira Crimeia de Almeida, companheira de André Grabois, um dos integrantes da lista de desaparecidos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A execução dos guerrilheiros no Araguaia na voz de Curió


Chega na segunda-feira, 11, às livrarias a obra Mata! O Major Curió e as Guerrilhas do Araguaia, do jornalista Leonencio Nossa, repórter do Estado, na sucursal de Brasília. Escrito a partir dos arquivos do major Sebastião Curió, contém um detalhado relato sobre a execução dos integrantes da Guerrilha do Araguaia, levada a cabo pelo PC do B entre 1972 e 1975, na região do Rio Araguaia.
O major foi um dos articuladores da Operação Marajoara, a terceira expedição enviada pelo Exército à região para eliminar o incipiente foco de guerrilha. As duas anteriores haviam fracassado. Ao final de sua ação, 67 pessoas haviam morrido. Entre elas 42 guerrilheiros, executados sumariamente, depois de terem sido presos, quando já estavam fora de combate.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Brasil completa um ano de desrespeito à Corte da OEA sobre Guerrilha do Araguaia

Esta semana, vestindo uma camiseta com a foto dos irmãos mortos e desaparecidos, onde se lia a frase "A única luta que se perde é a que se abandona", Laura foi mais uma vez para as ruas cobrar do Estado brasileiro o direito de enterrar seus entes queridos. Ao lado de outros familiares de vítimas da ditadura militar e ex-presos políticos, Laura Petit participou de um ato pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA condenando o Brasil a reparar as famílias dos mortos da Guerrilha do Araguaia. Nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, venceu o prazo para que o país cumprisse os doze pontos da sentença, mas praticamente nada saiu do papel até hoje.

Entre as determinações da Corte da Organização dos Estados Americanos estão a investigação e punição dos responsáveis pelas torturas, homicídios e desaparecimentos forçados durante a Guerrilha do Araguaia; a identificação e entrega dos restos mortais dos desaparecidos aos familiares; o acesso, sistematização e publicação de documentos sobre a guerrilha em poder do Estado; e a implementação de programas de educação em direitos humanos permanentes dentro das Forças Armadas. A sentença diz ainda a Lei de Anistia de 1979 está em desacordo com a jurisdição internacional de direitos humanos, pois impede que perpetradores da ditadura sejam julgados, e que o Brasil deveria alterar sua legislação para permitir sua punição.




Confira o texto completo na Agência Carta Maior. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Araguaia: o que as Forças Armadas querem apagar

Em meio ao debate sobre a emenda que propõe o sigilo eterno de documentos do governo, a Pública revisita uma das histórias mais obscuras do período militar: a repressão à guerrilha do Araguaia (1972-1975).

Em três dias de pesquisa nos 149 volumes do processo judicial que investiga o desaparecimento dos guerrilheiros do Araguaia, a Pública coletou relatos de dezenas de moradores que foram obrigados a prender, enterrar, matar e decapitar guerrilheiros – e sofrem até hoje as consequências do que viveram nesse tempo.


Reportagem da Agência Pública, divulgada no sítio da revista CartaCapital.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Curió na gaiola

SÃO PAULO - O oficial de reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, foi preso na terça-feira em sua casa em Brasília durante uma operação de busca e apreensão a documentos da ditadura. Segundo a Superintendência da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal, O major Curió guardava em casa armas sem o devido registro. Depois de prestar depoimento à Justiça Federal e à PF, Curió foi levado para o Batalhão de Polícia do Exército, uma vez que é militar.

Os agentes federais e o procurador da República Paulo Roberto Galvão foram à casa de Curió para tentar resgatar documentos do período da ditadura (1964-1985), em especial de sua atuação durante a Guerrilha do Araguaia, no início dos anos 70. Foram apreendidos documentos, um computador e armas que não tinha registro de porte.

O Ministério Público Federal vai submeter o computador a análise em busca de documentos que possam estar digitalizados. Entre os papéis encontrados pelo MPF, estão páginas de documentos antigos com o selo "confidencial". No entanto, o MPF não confirmou se os papeis podem ajudar na localização dos corpos dos guerrilheiros enterrados no Araguaia (TO) durante a ditadura.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Corte Interamericana de Direitos Humanos julga Brasil por crimes contra guerrilheiros do Araguaia

A Corte Interamericana de Direitos Humanos começou nesta quinta-feira (20) a audiência pública na qual o Brasil terá que responder pelas acusações de detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado de dezenas de pessoas em operações de repressão à Guerrilha do Araguaia, na década de 1970.

Para emitir seu julgamento, o órgão sediado na Costa Rica vai ouvir, entre hoje e amanhã, os depoimentos de representantes das vítimas, as conclusões da comissão interamericana e a defesa do Estado brasileiro, que está a cargo de uma delegação interministerial. O anúncio da sentença está previsto para novembro.

O processo é consequência de uma petição de agosto de 1995 movida por ONGs junto à Comissão Interamericana de Direito Humanos (CIDH). Desde então, organismo analisou o caso e sugeriu ao Brasil uma série de medidas reparatórias. Como o país não concretizou as sugestões, a Comissão encaminhou a denúncia à Corte, que é a última instância para o caso.


A notícia continua no UOL.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Medo impede moradores da região do Araguaia de procurar corpos de guerrilheiros, diz procurador

Membros do Ministério Público Federal em Marabá, no Pará, buscam paralelamente ao Ministério da Defesa descobrir o paradeiro de corpos de guerrilheiros que atuaram na região do rio Araguaia na década de 1970. Mas informantes locais evitam apontar pontos de enterros improvisados por medo de represálias, disse nesta quinta-feira (18) o procurador da República Tiago Modesto Rabelo.

Depois de conversar com moradores de Tabocão e de Brejo Grande, a cerca de 90 quilômetros de Marabá, Rabelo afirmou que alguns dos informantes aceitam dizer onde estariam mais corpos de guerrilheiros, mas se recusam a ir ao local. “Tudo que envolve aqueles combatentes e o Exército tem aura de muito mistério, muita repressão na cabeça daquelas pessoas simples”, disse o procurador ao UOL Notícias.

Continue lendo do UOL Notícias.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ossadas que podem ser da guerrilha do Araguaia são encontradas no Pará

Restos humanos que podem ser de um guerrilheiro do Araguaia foram encontrados nesta semana na região conhecida como Tabocão, no de Brejo Grande do Araguaia, a 90 quilômetros de Marabá, no Pará.

A descoberta da ossada foi feita por parentes do guerrilheiro Antônio Teodoro de Castro (que usava o codinome Raul na guerrilha) após um informante, que prefere não se identificar, indicar vários locais onde poderiam estar sepultados guerrilheiros.

Mais na BBC Brasil. 

sábado, 4 de julho de 2009

AGU pede à Justiça que intime Curió a apresentar documentos sobre Guerrilha do Araguaia

Brasília - A Procuradoria Regional da União da 1ª Região protocolou ontem (2) na 1ª Vara Federal de Brasília um pedido de intimação de Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió.

Vejam mais na Agência Brasil

domingo, 31 de maio de 2009

Araguaia leva Brasil à Corte Interamericana

O Brasil é réu na Corte Interamericana de Direitos Humanos devido ao episódio da Guerrilha do Araguaia, em que tropas militares desbarataram, no interior do Pará, um movimento de esquerda contrário ao regime militar durante o período da ditadura. Por indicação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o governo brasileiro responderá a processo por detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado de 70 pessoas, entre membros do Partido Comunista do Brasil e camponeses da região do Araguaia. As operações do Exército ocorreram entre 1972 e 1975.
A denúncia também acusa o Estado brasileiro de não investigar os desaparecimentos devido à promulgação da Lei de Anistia, a Lei 6.683, de 1979, bem como de não dar informações sobre o epsódio a familiares das vítimas.

LEIA MAIS NO VERMELHO
LEIA O TEXTO DA DEMANDA CONTRA O BRASIL

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jair Bolsonaro: “Desaparecidos do Araguaia – quem procura osso é cachorro”

Em discurso no plenário da Câmara, na tarde de hoje (27), a deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) manifestou toda a sua indignação contra cartazes afixados em frente ao gabinete do também deputado Jair Balsonaro (PP/RJ).

Um deles com os dizeres “Desaparecidos do Araguaia – quem procura osso é cachorro”, com a figura do animal com um osso na boca. Segundo Jô Moraes, trata-se de uma ofensa “ao mais elementar princípio de respeito humanitário, aos mortos e desaparecidos. Uma afronta à Convenção de Genebra e a todos os pressupostos e instituições que regulamentam o conflito armado”.

LEIA COMPLETO NO VERMELHO

LEIA TAMBÉM: Ofensa de Bolsonaro aos mortos do Araguaia vai receber resposta

sábado, 11 de abril de 2009

PCdoB aponta ''fatos novos'' a 37 anos da Guerrilha do Araguaia

No 37º aniversário do início da Guerrilha do Araguaia, o PCdoB, que dirigiu o movimento, afirma que ''fatos novos impõem a retomada do debate sobre o tema''. Em nota, o presidente do partido, Renato Rabelo, avalia como ''uma mácula que torna inconcluso o processo de redemocratização do país'' o fato de que os arquivos da ditadura não foram abertos e os corpos dos mortos e desaparecidos no enfrentamento ao regime militar não foram localizados.


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