Mostrando postagens com marcador violência policial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violência policial. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

É proibido protestar em SP?

A falta de clareza no diálogo estabelecido entre PM e MPL foi a maior prova da seletividade do Estado na hora de lidar com as diferentes manifestações de rua. Depois de 2013, soa inconcebível uma quinta-feira de protesto pacífico se tornar um dia sangrento, com pelo menos 17 pessoas feridas – número fornecido pelo GAPP (Grupo de Apoio ao Protesto Popular).
A VICE presenciou o cinegrafista Juliano Vieira, da TVDrone, com parte da pele da perna esquerda exposta e a calça jeans rasgada por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo (assista ao vídeo). No mesmo local, um homem passou mal e teve um princípio de parada cardiorrespiratória. Atingido por uma bala de borracha no rosto, um manifestante teve de ser encaminhado ao hospital.
Confira no Vice

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

PM usa bombas e balas de borracha contra protesto pelo aumento de tarifas em SP

Com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha, a Polícia Militar (PM) dispersou novamente a manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público coletivo em São Paulo. Pelo menos três pessoas feridas. A polícia começou a disparar contra os manifestantes na Praça da República, na região central da capital.

Confira na Agência Brasil, via Jornal GGN

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Bastou a PM não aparecer para o último ato do MPL transcorrer sem problemas

“Que coincidência, não tem polícia não tem violência” é um dos gritos da rua. Mas quando não tem violência, tem notícia? Tem, mas parcial e acanhada.
A grande mídia, sedenta por ridicularizar o MPL e criticar o ‘vandalismo’ paradoxalmente fica órfã quando a manifestação é pacífica e ainda demonstra ser caolha ao ignorar o cenário completo. Na data de ontem, além do ato bifurcado do MPL (prefeitura e palácio do governo como destinos), o MTST também saiu em dois extremos da cidade com mais de 15 mil pessoas em marcha contra o aumento da tarifa dos transportes (5 mil pessoas em Itaquera e mais 10 mil no Capão Redondo).
Com mais de 25 mil pessoas nas ruas, os quatro atos simultâneos foram ‘pacíficos’. E olha que mais uma vez o metrô provocou (depois de longa caminhada desde Pinheiros até o centro da cidade, manifestantes e usuários encontraram a estação República fechada) e ainda assim não ocorreram maiores incidentes.

Continue lendo no Diário do Centro do Mundo

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Promotor que incitou violência policial investigará PMs acusados de execução em SP

A Corregedoria da Polícia Militar vai solicitar ainda hoje (14) a prisão preventiva de seis policiais acusados de participar de uma execução de Fernando Henrique da Silva no último dia 7. Ontem (13), dez PMs já haviam sido detidos administrativamente para serem ouvidos sobre o crime.
As imagens, feitas pelo celular de uma testemunha, mostram um policial jogando o suspeito rendido de um telhado no Butantã, zona oeste da capital paulista. “É aquela pessoa que é algemada no teto de uma casa, jogada para o local onde estavam os policiais militares aguardando. E ali, ela é executada”, ressaltou o promotor Rogério Zagallo, que acompanha o caso.
(...)
Em 2011, Zagallo pediu o arquivamento de um inquérito sobre um caso em que um policial civil matou um suspeito que teria tentado roubar seu carro. Escreveu: “Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer. Lamento que tenha sido apenas um dos rapinantes enviado para o inferno. Fica o conselho ao [policial] Marcos Antônio: melhore sua mira”.
Dois anos depois, numa série de reclamação sobre os protestos, imortalizou seu perfil no Facebook: “Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”.

Veja também:

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Anistia diz que MP é "omisso" e pede apuração de mortes em ações policiais


Fruto de pesquisa e investigação sobre homicídios cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro nos últimos dez anos, o relatório "Você Matou Meu Filho", lançado pela Anistia Internacional nesta segunda-feira (3), apresenta 20 recomendações para combater a violência policial, direcionadas aos governos estadual e federal, ao Congresso Nacional e ao MP-RJ (Ministério Público do Rio).
Com críticas ao que classificou como omissão por parte do MP, a Anistia pede que a instituição crie uma força-tarefa para dar "prioridade aos homicídios decorrentes de intervenção policial e concluir prontamente as investigações que ainda se encontram em andamento e levar os casos à Justiça". O relatório cobra ainda que o Ministério Público cumpra "com sua missão constitucional de exercer o controle externo da atividade policial".
As recomendações embasam petição internacional, também lançada pela ONG nesta segunda, reivindicando medidas urgentes da instituição e do governo do Estado.

Confira no UOL Notícias

Veja também:

sábado, 2 de maio de 2015

Ex-ministro faz críticas à PM do PR por violência contra professores

O diplomata e acadêmico Paulo Sérgio Pinheiro, que esteve à frente da secretaria de Direitos Humanos de 2001 a 2003 no governo FHC, fez duras críticas à ação da Polícia Militar em Curitiba nessa quarta-feira (29), que deixou ao menos 180 feridos ao reprimir protesto de professores. "É absolutamente revoltante que, em plena democracia do século 21, o governo do Paraná trate manifestantes pacíficos usando bala de borracha, cachorros Pitbull e bombas", disse.
Apesar de ter sido ministro em um governo do PSDB, mesmo partido do governador Beto Richa, Pinheiro não hesitou em condenar a ação. (...)

Leia mais no UOL Educação.

Paraná em chamas


Por mais de uma hora e meia, as bombas de gás e de efeito moral mostraram do lado de fora do parlamento estadual que eram a verdadeira garantia para a votação definitiva de hoje no interior do prédio, fazendo valer a vontade de Richa e de sua equipe de governo, comandada pelo baiano Mauro Ricardo Costa, importado pelo tucano para seu segundo mandato e já conhecido pelos serviços prestados na área fazendária da Prefeitura de de Salvador (BA), gestão de ACM Neto (DEM), e no governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). A sessão prosseguia, sem final previsto, até a conclusão desta reportagem.
No entanto, à medida em que as bombas, os cães, as balas de borracha e os cassetetes caíam sobre os manifestantes armados apenas com gritos e palavras de ordem, deputados preocupados com a onda de violência que se desenrolava na praça principal, em frente a Assembleia, batizada de Nossa Senhora da Salete (trágica ironia), chegaram a sair do prédio para pedir calma aos policiais. A exemplo de servidores públicos feridos, com quem ficou lado a lado durante a confusão e barbárie generalizada na praça, o deputado Rasca Rodrigues, do PV, saiu no prejuízo e foi mordido por um dos cães da tropa de choque da PM, além de ter aspirado gás de pimenta e lacrimogênio. Voltou ao prédio com sangue escorrendo pelo braço.
Confira o texto completo no Jornalistas Livres, via Diário do Centro do Mundo

terça-feira, 21 de abril de 2015

Fui preso suspeito de roubar o meu próprio carro

Era 19h de segunda-feira, dia 30/03, quando cheguei à Faculdade de Políticas Públicas da Universidade Estadual de Minas Gerais, onde sou aluno. Ao trancar o meu carro, fui abordado por uma viatura da PM. “O que você está fazendo aí?”. Respondi que era trabalhador.


Um sargento e um cabo, ambos da 124a. cia, do 22o BPM, saíram com armas em punho: “mão na cabeça, vagabundo, e cala a sua boca”“Conheço meus direitos, não podem me abordar dessa forma e já vou fazer uma representação contra vocês na corregedoria”, argumentei. Foi o suficiente para que a truculência aumentasse. Com violência, me algemaram. Em minha volta, colegas, professores e vizinhos começaram a protestar.


Leia a matéria completa em: Fui preso suspeito de roubar o meu próprio carro - Geledés 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Eu sou o cara dessa foto. E este é o meu relato





Um efetivo de dezenas de policias para prender/espancar uma única pessoa, essa pessoa deve ser muito perigosa não?
Não, não é, essa pessoa no chão sou eu, apenas um manifestante. Serão os manifestantes os maiores criminosos do estado e do Estado? É o que parece, então aqui vai um relato de ontem, um relato de uma tentativa de usufruir da minha liberdade de expressão e do direito à livre manifestação.
Peço que antes de comentarem leiam com atenção e descubram quem são os verdadeiros vândalos.

Pelo segundo ano consecutivo, policiais são os maiores responsáveis por agressões contra a imprensa

Desde 2013, o cenário de agressões contra a imprensa brasileira tem mudado. A violência que partia majoritariamente de políticos por meio de mandato ou por seus assessores é, atualmente, feita por policiais. Este é o resultado do que aconteceu nos últimos dois anos durante as manifestações no país. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Relatório de Violência e Liberdade de Imprensa 2014, da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).


Leia mais no Comunique-se

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Polícia brasileira mata seis vezes mais que a americana, mostra estudo

A polícia brasileira matou 11.197 pessoas nos últimos cinco anos, 107 a mais do que as assassinadas pelos agentes americanos nos últimos 30 anos (11.090), segundo os dados apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Este número, que será apresentado amanhã, terça-feira, em São Paulo no Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), se refere à estatística dos casos com policiais dentro e fora de serviço.

Leia mais na EFE

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ferguson, Missouri - Detenção de repórteres chama atenção para truculência policial


As prisões de profissionais de imprensa durante a cobertura dos protestos violentos na cidade de Ferguson, nos EUA, deram início a um debate, nas redes sociais, sobre abuso de poder e o despreparo das autoridades policiais diante de manifestações populares. Três jornalistas alemães foram presos na cidade na terça-feira [19/8].
(...)
Na internet, circulam diversos vídeos mostrando a truculência policial. Em alguns deles, os policiais são ríspidos com manifestantes – apontando armas, fazendo ameaças de morte e usando palavreado chulo –, e em outros chegam a ordenar aos jornalistas que desliguem suas câmeras.
Um policial de Ferguson foi afastado de seu posto por tempo indeterminado após apontar um fuzil semiautomático para um manifestante e ameaçar matá-lo, durante uma manifestação pacífica na noite de terça-feira [19/8]. Brian Schellman, porta-voz da polícia do Condado de St. Louis, disse que o incidente foi lamentável e que não representava os profissionais que “trabalham diariamente em Ferguson para manter a paz”.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Grupo organiza ato pelo fim da violência policial contra jornalistas

A Praça Rossevelt, em São Paulo, será palco do protesto contra agressões da polícia militar a jornalistas. A concentração, marcada para a próxima segunda-feira, 28, vai terminar na Secretaria de Segurança Pública, localizado na Rua Líbero Badaró.

O evento, divulgado pelo Facebook, tem Sergio Silva, repórter fotográfico atingido no olho por bala de borracha, como administrador e afirma que "a violência contra um jornalista é uma violência contra todos, aos que estão protestando e aos que assistem". Levantamento feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), mostra que mais de 80 profissionais da imprensa foram agredidos durante a cobertura das manifestações, que tiveram início no mês de junho.


Leia mais no Comunique-se.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Após agressões em protestos, jornalistas mudam visão sobre segurança

Desde junho, quando o país começou a presenciar a série de protestos em diversos estados, mais de 80 profissionais de imprensa foram agredidos física e moralmente, conforme levantamento realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraij). Quem passou por isso não guarda boas lembranças e afirma que há pouca segurança para repórteres que cobrem momentos de conflitos.


Confira no Comunique-se

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Em noite violenta, PM atirou até em quem pedia 'não machuquem os meninos' em SP


Uma unidade da Tropa de Choque atravessava a avenida Paulista, em São Paulo, por volta das 20h, quando uma moça negra usando camiseta branca com uma cruz preta fez um apelo da calçada, perto da esquina com a rua da Consolação, onde se encontravam pelo menos outras 20 pessoas: “Por favor, não machuquem os meninos, eles não fizeram nada contra vocês”. Um policial retardatário ouviu o apelo e respondeu. “Então toma, sua hipócrita filha da p...”, e atirou uma bomba de gás lacrimogêneo.


Leia mais no IG

PM inicia confronto, ataca imprensa e faz de SP palco de guerra


Milhares de pessoas foram às ruas na noite desta quinta-feira contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. Mas a passeata, que começou pacífica - com jovens cantando, carregando cartazes e distribuindo flores para a população -, terminou com cenas de guerra em diversas ruas do centro.
As primeiras bombas de gás lacrimogênio lançadas pela Polícia Militar, às 19h15, na rua da Consolação, deram início a uma sequência de atos violentos por parte dos militares, que se espalharam até por volta da meia-noite.  Antes do início da ação policial, o major Lidio Costa Junior, do Policiamento de Trânsito da PM,  afirmou ter sido rompido um "acordo" que havia sido feito com os manifestantes.

Leia o relato do Terra

Imprensa estrangeira destaca truculência da polícia em protestos


Na cobertura dos protestos no Brasil contra o aumento das passagens dos transportes públicos, a imprensa internacional destacou a truculência da polícia e chamou a atenção para o clima de insegurança que, com a proximidade dos grandes eventos a serem realizados no País, parece crescer.
Em matéria intitulada "Cenas de guerra numa nova noite de protestos", o jornal espanhol El País afirma que a polícia "perdeu o controle em São Paulo", onde as ruas se transformaram "num campo de batalha", na quarta manifestação seguida contra o aumento da tarifa de transporte público.
O artigo lembra que a polícia, que havia prometido reprimir duramente os manifestantes, "após vários episódios de vandalismo", "cumpriu sua palavra". O periódico diz ainda que a agressividade da polícia atingiu também jornalistas e ressalta que a imprensa brasileira, "em mãos de famílias da considerada elite", foi duramente criticada nas redes sociais por "chamar os manifestantes brasileiros de vândalos, enquanto qualifica os turcos de ativistas". Mas ressalva que os veículos mudaram sua postura inicial e "as manchetes desta sexta-feira são outras".

Leia mais no Terra

Tumblr: Feridos no protesto em São Paulo

Um "tumblr" com depoimentos, fotos e vídeos foi criado para documentar os feridos no protesto em São Paulo.

Confira o "Feridos no protesto em São Paulo".

Digestivo Cultural, sobre o protesto em São Paulo


Confira a página criada pelo Digestivo Cultural sobre "o protesto em São Paulo", com repercussões nas redes sociais.

Editorial do blog: Chegou a hora do basta


No quarto dia de protesto contra o aumento da tarifa dos transportes coletivos, o Estado policialesco que o reprime ultrapassou, ontem, todos os limites e, daqui para a frente, ou as autoridades determinam que a polícia não aja feito um animal que baba, ao contrário do que vem fazendo, ou a capital paulista ficará entregue à desordem, o que é inaceitável. Durante sete horas, numa movimentação que começou na Praça Ramos de Azevedo, passou pelo Centro – em especial pela Praça da República e a Rua da Consolação – chegando à avenida Paulista, os policiais provocaram conflitos com os manifestantes, agrediram  jornalistas e aterrorizaram a população.
A violência desmesurada, que tem sido a marca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma corporação que mantém ranços desenvolvidos durante o último período ditatorial brasileiro, só tem feito aumentar. Por onde passaram, os 900 policiais deixaram um rastro de desrespeito aos direitos humanos – estudantes feridos, pessoas detidas por carregar vinagre (usado no combate à intoxicação das bombas), idosas senhoras que não participavam do ato e até uma universidade atingidas por bombas de gás lacrimogênio.

Leia mais no Blog do Sakamoto