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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Os novos empresários religiosos têm mesmo é de dar graças a Deus

A expansão das seitas religiosas que funcionam como autênticas empresas representa um importante fenômeno contemporâneo, especialmente no Brasil. O que são essas "religiões do lucro"? O que explica sua fantástica multiplicação? Por que algumas delas se tornaram organizações de grande porte, com atuação multinacional, como a "Universal do Reino de Deus" e a "Deus é Amor"?

Pode a teoria econômica responder a tais perguntas? Com certeza, sim. Por um lado, porque os elos de dependência entre religião e economia sempre existiram. Para funcionar, qualquer Igreja precisa cobrir seus custos: quem sustenta o padre ou pastor?, como é paga a manutenção dos templos? Por outro lado, porque as organizações religiosas têm sido mais e mais concebidas como
empreendimentos geradores de receitas, pela venda de ilusões embaladas em linguagem bíblica - uma boa definição para as religiões do lucro. Sua simples existência já justifica falar-se de uma "microeconomia da empresa religiosa".

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