Os distúrbios, que nesta quarta-feira se estenderam a numerosas províncias afegãs, causaram também dezenas de feridos.
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A notícia, difundida nesta segunda-feira pela BBC, de que vários militares britânicos e canadenses tem sido acusados de transportar heroína para a Europa aproveitando a falta de controle nos vôos militares
O tráfico "militar" de heroína descoberto entre as bases da OTAN ao sul do Afeganistão (Helmand e Kandahar) e o aeroporto militar de Brize Norton (Oxfordshire, Inglaterra), será considerado com a consabida explicação das "maçãs podres", de um caso isolado que implica a uns poucos indivíduos.
Mas o mais provável é que seja a ponta do iceberg ou, melhor dizendo, as migalhas de um tráfico muito mais importante e organizado que seus principais gestores - militares e serviços secretos ianques - deixam a seus aliados, evidentemente mais torpes que eles na hora de encobri-los.
Há apenas alguns meses que a imprensa alemã havia revelado que uma das principais agencias privadas de "contratatistas" encarregada da logística das bases da OTAN no Afeganistão, Ecolog, suspeita de vínculos com a máfia albanesa, estava
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A reunião de ministros de Relações Exteriores e de Defesa da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) terminou sem consenso depois que a Colômbia rejeitou a proposta de que o bloco monitore as sete bases militares que serão utilizadas pelos Estados Unidos em seu território.
O governo colombiano também se negou a revelar detalhes do acordo de cooperação firmado com Washington, principal ponto de discussão do encontro, realizado nesta terça-feira em Quito, no Equador.
"Lamentavelmente não alcançamos soluções. Lamentamos a atitude da Colômbia, a intransigência de não querer tornar transparente o convênio sobre as bases militares", afirmou o chanceler da Bolívia, David Coquehuanca, ao deixar a reunião.
A apresentação do documento do acordo entre Bogotá e Washington e o acesso de membros do Conselho de Defesa às bases colombianas que serão usadas pelos Estados Unidos foi um pedido dos presidentes da Unasul durante a Cúpula realizada no mês passado em Bariloche, na Argentina.
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Na véspera da reunião regional que vai discutir o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia, o presidente equatoriano, Rafael Correa, questionou nesta quinta-feira, em Lima, a capacidade do governo colombiano de controlar o uso das bases militares em seu território por parte de tropas americanas e ratificou que o acordo entre Bogotá e Washington é um assunto de toda a região.
"Quando os norte-americanos se deixaram controlar?", disse Correa a jornalistas durante uma escala técnica em Lima a caminho da cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que será realizada nesta sexta-feira na cidade argentina de Bariloche para discutir o acordo entre Bogotá e Washington, que permite o uso de pelo menos sete bases colombianas por militares americanos.
A notícia continua na Folha Online.
Claudio Leal O governo brasileiro não aceitou a versão dos Estados Unidos sobre as bases militares que o país quer usar na Colômbia. O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Jim Jones, ouviu ontem no Palácio do Planalto que o acordo sobre as bases "parece resquício da Guerra Fria".
A declaração engrossa a lista de divergências entre Brasília e Washington e pode pôr em risco a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de construir uma relação bilateral mais profunda com o governo de Barack Obama.
"Afirmei que o presidente Lula manteve muito boas relações com o ex-presidente (George W.) Bush e alimenta uma expectativa ainda maior com Obama. Portanto, esperávamos que essa expectativa não viesse a ser frustrada", afirmou o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
O general leva para os EUA um recado: "Não desperdicem essa opinião favorável que existe no continente sobre Obama", contou Garcia.
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Fabrícia Peixoto
Da BBC Brasil em Brasília
Em visita ao Brasil, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Jim Jones, ouviu do governo brasileiro que a existência de bases militares americanas na Colômbia “não contribui para a distensão” das relações na região e que parecem “resquícios da Guerra Fria”.
“Expressei nossa percepção de que bases estrangeiras na região parece um pouco como resquício da Guerra Fria”, disse o assessor de assuntos internacionais da presidência, Marco Aurélio Garcia, logo após encontro com o general americano.
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