sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
RENTISTAS UIVAM LÁ, A MATILHA LATE AQUI
As aplicações do' Sloane Robinson', um dos dez maiores fundos hedge do mundo e dos mais antigos de Londres, vão fechar o ano com saldo de US$ 2,5 bilhões. Em 2008, o fundo especulativo acumulava ativos de US$ 15,1 bilhões. O 'Sloane' esfarela. Sua rentabilidade despencou 17% no ano passado; afundará mais 2% em 2012. Não é um caso isolado.
Rentistas de todo o mundo sofrem os reveses da implosão neoliberal agravada pelo fim da farra nos países emergentes-- Brasil entre eles. Sua passagem pelo país incluía ganhos triplos: na arbitragem dos juros (maiores aqui, remunerando captações a um custo menor lá fora); na diferença cambial entre a data de ingresso e a da saída, uma vez que o próprio tsunami especulativo forçava a valorização do Real, garantindo conversões vantajosas para o dólar na despedida; e, finamente, na jogatina 'rapidinha' nas bolsas, sem nem dispor de ações próprias, alugando carteiras junto a bancos.
A obstrução da pista principal do circuito, a dos juros, derrubados a fórceps pelo governo Dilma, melou o resto do passeio, prejudicado ainda pela queda nos mercados acionários.
Vejam mais em CARTA MAIOR
domingo, 30 de setembro de 2012
A desnacionalização fundiária
Os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras.
Vejam mais em CARTA MAIOR
sábado, 15 de setembro de 2012
O golpe da taxa Libor: a falcatrua no mercado financeiro mundial
quinta-feira, 19 de julho de 2012
HSBC e outros três bancos europeus estão envolvidos em fraude de taxa, diz 'FT'
Segundo o jornal, reguladores bancários investigam o envolvimento de funcionários dos bancos franceses Société Générale e Crédit Agricole e do alemão Deutsche Bank na fraude que veio à tona em 27 de junho.
Na época, reguladores do Reino Unido e dos Estados Unidos multaram o banco britânico Barclays por manipular a taxa Libor entre 2005 e 2009.
Confira no UOL Economia.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O que são os mercados e a especulação financeira?
Entre todos os conceitos que agora pululam em todos os debates políticos, que antes estavam praticamente reservados aos debates técnicos entre economistas, há um de especial interesse que convém ajudar a clarificar: o de mercados financeiros. Efectivamente, hoje os mercados financeiros estão em todos os lados (televisão, imprensa e inclusivamente nos bares), mas em geral ainda há um amplo desconhecimento acerca do que são realmente e de como funcionam. Por isso decidi fazer umas breves notas que possam ajudar a resolver algumas dúvidas importantes.
Vejam o texto completo (imperdível) em ESQUERDA.NET
domingo, 31 de julho de 2011
A Italia perde no cassino dos mercados
CHRISTINE LAGARDE. A presidenta do FMI pediu uma rápida implementação das medidas de ajuste na Europa para acalmar "a pressão dos mercados"
O jôgo que se tem feito nos últimos dias nos mercados financeiros da média Europa não tem sido um acontecimento só para os adeptos das altas finanças. Enquanto as ações subiam e baixavam como nas montanhas russas, milhões de europeus (principalmente os que vivem nos paises "periféricos") se perguntavam sobre seu futuro tendo bem presente o que se passa na Grécia.
Na ponta da mira está a Itália, o que se tem demonstrado uma vez mais a proximidade entre especuladores financeiros e ajustes do tipo "sangue, suor e lágrimas": com o país no ôlho do furacão, o governo de Silvio Berlusconi conseguiu aprovar um plano de ajuste que beira os 70 bilhões em cortes no orçamento do setor público para os próximos três anos.
Vejam o texto original em PERIÓDICO DIAGONAL ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Juros das dívidas de Itália e Espanha batem recordes
Vejam o texto completo em ESQUERDA.NET
domingo, 10 de julho de 2011
Nem a ortodoxia confia mais nas suas criaturas
Na terça-feira (5) governantes e autoridades financeiras da União Européia rangeram e rugiram diante da decisão da agencia de risco Moody's, que reduziu a classificação dos títulos da dívida portuguesa para a categoria ‘junk’ (lixo).
Lisboa acaba de obter um socorro de 78 bilhões de euros, em três anos, em troca de um pacote de ajuste que o próprio primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, direitista assumido, admite ser um gigantesco contrato de recessão com o futuro. A exemplo do que faz a Grécia, a auto-imolação lusa inclui demissões, cortes de gastos em áreas essenciais, aumento de impostos e privatização, inclusive da tevê pública portuguesa.
Inútil. O veredito da Moody’s baseia-se na constatação de que o sacrifício não será suficiente porque não é viável.
Continue lendo na Agência Carta Maior.
sábado, 2 de julho de 2011
Vende-se o Partenon
À deriva de uma Europa assolada pela crise econômica e financeira, à custa de um buraco negro, abismo vertiginoso de mais de 600 bilhões de euros, para cobri-lo a Grécia anuncia o propósito de pôr em leilão o seu inestimável patrimônio artístico e natural. Daí a lógica da pergunta acima. Poderia, porém, dirigir muitas outras ao Oráculo de Delfos. Que diria Homero? Ou, ao se falar no Egeu, o seu herói mais humano, o Odisseu? Ou a poetisa Safo, ou outro que versejava, Teócrito, a pressagiar Caymmi, escrevia “deixa que o mar azul quebre sobre a praia, mais doce a seu lado transcorrerei a noite”?
Continue lendo o editorial de Mino Carta na CartaCapital.
terça-feira, 21 de junho de 2011
UE adia liberação de ajuda à Grécia até aprovação de plano de austeridade
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, convocou nesta segunda-feira uma nova reunião de ministros de Finanças da zona do euro para o dia 3 de julho, na qual espera atingir a meta não conseguida no domingo: destravar o quinto lote do programa de resgate, avaliado em 12 bilhões de euros.
Para isso, o governo grego deverá primeiro mostrar sua legitimidade como interlocutor, ao ganhar o voto de confiança do Parlamento previsto para ser votado nesta terça-feira, mas também conseguir o envolvimento de todos os partidos gregos com a estratégia de consolidação fiscal a médio prazo e o programa de privatizações, em um voto parlamentar programado para o fim do mês.
Continue lendo no Opera Mundi.
Leia também no Opera Mundi: Ajuda à Grécia é condicionada à aprovação de cortes de gastos.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Artigo: 50 bilhões de razões pelas quais o Facebook não vale US$ 50 bilhões
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
FED MANTEM JURO ENTRE ZERO E 0,25% REVOADA ESPECULATIVA
(Carta Maior, 15-12)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Crises de Grécia e Portugal derrubam mercados financeiros
Já em Nova York, o índice Dow Jones Industrial, principal de Wall Street, fechou em queda de 1,9% e o Standard & Poor's 500 caiu 2,34%. A bolsa eletrônica Nasdaq obteve queda de 2,04%.
terça-feira, 9 de março de 2010
Falar em aumento do pãozinho é “terrorismo”, diz Stephanes
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje (9) que “estão fazendo terrorismo” os que falam que o preço do pão vai aumentar por causa da sobretaxa que o país pode aplicar à importação do trigo americano.
Ontem (8), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou a medida, como parte da retaliação autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) à prática do governo dos Estados Unidos de pagar subsídios aos produtores de algodão.
“Já tem gente querendo ganhar dinheiro à custa de uma determinada situação”, comentou Stephanes em entrevista coletiva para apresentar o sexto levantamento da safra de grãos 2009/2010.
Vejam mais na AGÊNCIA BRASIL
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
"PORTUGAL ENFRENTA RISCO DE MORTE LENTA"
Em RESISTIR.INFO
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Novo colonialismo: Investidores estrangeiros tomam conta das terras agrícolas africanas
Todos esses esforços têm duas esperanças em comum. Uma é a esperança de os países pobres atingirem o desenvolvimento e a modernização em seus precários setores agrícolas. A outra é a esperança do mundo de que os investidores estrangeiros na África e na Ásia sejam capazes de produzir alimentos suficientes para um planeja que logo será povoado por 9,1 bilhões de pessoas; que eles tragam consigo todas as coisas que faltam aos países pobres, incluindo tecnologia, capital e conhecimento, sementes modernas e fertilizantes; e que esses investidores sejam capazes não só de dobrar as safras mas, em muitas partes da África, multiplicá-las por dez. Estimativas anteriores na verdade preveem um declínio na capacidade de produção de 3 a 4% em 2080, em comparação ao ano 2000.
Mais no texto da Der Spiegel, no UOL.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
A crise na era senil do capitalismo. Esperando, inutilmente, o quinto Kondratieff
Levando em conta o contexto de crise sistêmica, há quatro esperas inúteis que florescem nos círculos de poder. A primeira, que sobredetermina as demais, é a da chegada de um quinto ciclo de Kondratieff, de uma nova prosperidade produtiva do capitalismo. A segunda se refere à chegada milagrosa de um novo keynesianismo que, portando a espada do intervencionismo estatal, cortaria a cabeça dos malvados especuladores. A terceira e a quarta estão ligadas à idéia do renascimento do Império e de um novo centro do mundo burguês. A análise é de Jorge Beinstein.(...)
A ilusão da auto-regulação do mercado financeiro virou fumaça; os gurus da especulação se esconderam ou mudaram de discurso, pedindo ajuda a outros deuses: os da intervenção estatal, que eles, há umas poucas décadas, jogaram no baú dos velhos objetos inúteis. Até fins de 2008, numerosas revistas especializadas de todos os continentes, algumas destinadas ao grande público, mostravam a fotografia de Lord Keynes, desenterrado para nos salvar do desastre. Mas até agora a nova-velha magia intervencionista tem demonstrado a mais completa impotência.
Vejam o texto completo na Agência Carta Maior
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm
O britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC nesta terça-feira que o maior perigo da atual crise financeira mundial é o fortalecimento da direita.
“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita”, disse Hobsbawn, em entrevista à Rádio 4.
O historiador marxista comparou o atual momento “ao dramático colapso da União Soviética” e ao fim de “uma era específica”.
“Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente.”
Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente, “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.
O texto continua, com entrevista de Eric Hobsbawn, na BBC Brasil.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Mantega convoca reunião de emergência do G-20
De acordo com o assessor, a reunião foi acordada entre Mantega e o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson - que deve abrir o evento, falando sobre a crise do ponto de vista dos Estados Unidos. Também está previsto discurso de Mantega, além de uma apresentação de um representante do Ministério da Fazenda chinês. O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, também deve participar do evento. (Fabio Graner)
