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domingo, 23 de setembro de 2012

O 'mensalão' é a 'Miriam Cordeiro' do Serra

A história não permite incluir no âmbito da mera coincidência a decisão do relator Joaquim Barbosa de calibrar o julgamento do chamado do mensalão, de modo a levar a discussão sobre o ex-ministro José Dirceu à boca da urna, nas eleições de 7 e 28 de outubro próximo.

Ao fazê-lo, o relator abastece a cartucheira conservadora com mais uma daquelas balas de prata de que se vale frequentemente a direita brasileira quando parte para o tudo ou nada, sem deixar tempo ao adversário ou ao eleitor para reagir.

O conservadorismo sempre teve um aliado canino nesses botes. Agora pelo jeito tem dois.

O parceiro tradicional é a cobertura esperta da mídia 'isenta', que nunca sonegou a essa tocaia o amparo 'factual' que a legitima, e mais que isso, inocenta o capanga e criminaliza o alvo.

O rito sumário na boca da urna é uma das especialidades eleitorais desse jornalismo. À s vezes só há tempo para um jogo de fotos. Nisso também eles são bons .

 Quem não se lembra de um clássico do gênero, a edição da Folha de 30 de setembro de 2006, véspera do 1º turno da eleição presidencial daquele ano?

Um jato da Gol havia se chocado com outro avião no ar. Morreriam 155 pessoas. A tragédia, de longe, era o destaque do dia. Mas a Folha, a mesma que agora coloca na boca de Haddad a frase que ele nunca disse ('é degradante me associar a Dirceu..'), montou também uma 'pegadinha' nesse dia sombrio.

Virou um 'case' do jornalismo meliante.


Vejam mais em CARTA MAIOR

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Isabella | Eles nao têm o que dizer, apenas precisam vender

BLUE BUS:

Os jornaloes continuam motivados na sua luta pela sobrevivência veja abaixo suas capas de hoje estampando todas a mesma cena, a festa da reconstituiçao que convocou mais de 100 policiais e teve como atraçao principal uma boneca mesma altura da menina.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Cartões corporativos e transparência

O que vai abaixo é o artigo do autor destas Entrelinhas para o Correio da Cidadania. Em primeira mão para os leitores do blog.

O governo federal decidiu mudar as regras para o uso dos cartões corporativos. Fez bem, pois de fato estavam ocorrendo abusos.

Há um aspecto desta questão, porém, que o público não está percebendo muito bem: saques de dinheiro vivo à parte, o uso do cartão corporativo ajuda o controle da sociedade sobre o gasto dos altos funcionários da burocracia federal. Sabemos que o ministro Orlando Silva passou o cartão em uma tapiocaria ou que a ministra Matilde gastou R$ 100 no bar Canto Madalena exatamente porque esses gastos estão sendo feitos por cartão de crédito. Ou seja, o cartão é um instrumento que favorece a transparência no trato da burocracia com o dinheiro público. Com o veto aos saques de dinheiro vivo, tal instrumento fica limitado exatamente ao que se imagina que ele deva servir, isto é, para que os funcionários públicos paguem suas despesas em situações de trabalho (almoços, viagens etc) de forma prática e ágil. Desta forma, cada centavo gasto pode ser verificado pela opinião pública.

É preciso deixar a hipocrisia de lado na questão dos gastos (e também dos salários) da burocracia estatal. Alguém já se interessou em saber como o governador José Serra (PSDB) e seus secretários gastam o dinheiro do contribuinte? Há alguma transparência na prestação de contas do governo paulista? Ou do governo de Minas, do também tucano Aécio Neves? Desde a sua gestão prefeitura, por exemplo, Serra tem arrumado maneiras nem sempre muito éticas de pagar melhor seus secretários e funcionários de alto escalão. Em geral, ele nomeia os secretários para vagas disponíveis em conselhos das poucas estatais que os tucanos ainda não venderam em São Paulo, fazendo com que cada um receba jetons e verbas extras pela representação nos tais conselhos.

Se Serra acha que os salários do funcionalismo estão baixos, especialmente os do primeiro escalão, deveria ter a coragem de comprar esta briga. Na Inglaterra, os salários dos funcionários públicos são comparados com os da iniciativa privada e ajustados periodicamente, para que não resultem discrepantes com o que se paga em média no mercado. O presidente do Brasil ganha hoje exatamente R$ 8.883,45, o que é um salário ridículo para as responsabilidades que o cargo apresenta. O mesmo raciocínio vale para os ministros e secretários de estado. Remunerar melhor a alta burocracia estatal não é apenas uma maneira de evitar a corrupção, mas uma questão de justiça, dada as qualificações exigidas para os altos cargos.


O texto continua no Blog Entrelinhas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Crise? Que crise? A da tapioca...

. Muito impressionado com a freqüência com que o PIG usa a palavra "crise", o Conversa Afiada pediu essa explicação a Giuliana Ragusa, professora de Língua e Literatura Grega da USP.

. O PIG usa a "crise" todo dia, toda hora (nos portais na internet) para designar qualquer evento que se possa transformar num instrumento para derrubar o Presidente Lula – já que não é outro o objetivo do PIG, senão, o golpe de Estado.

Nesta sua coluna, instrutiva e divertida, Paulo Henrique Amorim demonstra a eterna (re)construção da crise, pelo PIG, o Partido da Imprensa Golpista, com uma extensa cronologia. Confira no Conversa Afiada.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Adib Jatene discorre sobre a febre amarela e cita equívocos

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta terça-feira, o médico e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, fala sobre os equívocos na abordagem da febre amarela. “A corrida pela vacina por pessoas que não precisam dela reduz a disponibilidade para os que efetivamente têm necessidade”, diz num trecho.

Leia a íntegra:

FEBRE AMARELA

ADIB D. JATENE

NO PERÍODO em que estive à frente do Ministério da Saúde, tomei conhecimento da importância da relação entre dengue e febre amarela silvestre e o eventual risco da reurbanização desta última. Desde 1942, não ocorreu nenhum caso de febre amarela urbana. Entretanto, persiste, e é impossível eliminar, sua forma silvestre. É por essa razão que o Ministério da Saúde vem vacinando sistematicamente toda a população das áreas de risco, onde há ocorrência de casos humanos, adquiridos sempre nas áreas de mata. Já vacinamos, nos últimos 12 anos, mais de 60 milhões de pessoas.
Nas matas, existe alta concentração de mosquito transmissor e animais, principalmente macacos, portadores do vírus. Daí o risco de pessoas não vacinadas incursionarem em regiões com alta concentração de mosquito, onde alguns estão contaminados e, por isso, são capazes de transmitir a doença. Assinale-se que, nos últimos 12 anos, tivemos 349 casos confirmados, com 161 óbitos, todos adquiridos por pessoas não vacinadas que freqüentaram áreas de mata.
A incidência desses casos variou de ano a ano. Tivemos anos com apenas três casos, enquanto em outros, como 1999, 2000 e 2003, ocorreram, respectivamente, 76, 85 e 64 casos, com mortes de 29, 40 e 23 pacientes.
Por que com essas três centenas e meia de casos, em doze anos, não tivemos transmissão urbana, já que, nas cidades, existe o Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela?
As razões são três: em primeiro lugar, o número de doentes com febre amarela silvestre no mesmo espaço urbano e ao mesmo tempo é muito pequeno, o que reduz significativamente a chance de infectar o mosquito Aedes aegypti; em segundo lugar, é preciso alta concentração de mosquito, ao redor de 40% de infestação, o que corresponde a 40 habitações em cada 100 com a presença do mosquito, segundo a OMS, para que seja possível a transmissão da febre amarela; e em terceiro lugar, porque temos altos índices de cobertura vacinal na área endêmica, portanto, sem susceptíveis em número suficiente para sustentar uma transmissão.
A concentração do Aedes aegypti nas cidades brasileiras onde ocorre a dengue não ultrapassa, em média, 5 domicílios infestados em cada 100, suficiente para transmitir a dengue devido ao número alto de doentes, mas absolutamente insuficiente para transmitir a febre amarela urbana. Os que retornam às cidades afetados pela febre amarela silvestre são hospitalizados e têm desenlace, seja para cura, seja para óbito, em prazo relativamente curto.
Não há, portanto, nenhuma razão para vacinar as pessoas que não residem em área endêmica nem pretendem adentrar a mata dessas áreas. Vi na televisão pessoas que sempre residiram na cidade de São Paulo e que não pretendem viajar desesperadas, em filas para se vacinarem, alegando que tinham direito*. Certamente não tinham necessidade e se expõem aos efeitos adversos de uma vacina com vírus vivo.
Nos últimos quatro anos, foram registrados pelo sistema de informação de efeitos adversos pós-vacinação 478 casos (muito mais que os 349 casos de febre amarela registrados em 12 anos), desde reações simples até exantemas generalizados, febre alta e, em dois casos, meningite.
Em relação à vacina contra a febre amarela, a Fiocruz é, praticamente, a única produtora em todo o mundo. Há só um outro laboratório privado no exterior, produzindo cerca de 5 milhões de doses por ano, enquanto a produção da Fiocruz é o dobro.
A corrida pela vacina por pessoas que não precisam dela **reduz sua disponibilidade para os que efetivamente têm necessidade. Diante da imunização da quase totalidade da população de áreas de risco, o que vem sendo feita há décadas, as recomendações do Ministério da Saúde são suficientes, ratificadas por especialistas e pela própria OMS, para garantir que o país não corre risco de reintrodução de febre amarela urbana, o que seria catastrófico.
Em um país em que freqüentemente se busca desmoralizar iniciativas governamentais, disseminando desconfiança na palavra oficial, que se preserve a seriedade com que são tratados assuntos como a febre amarela. Nunca é demais ressaltar a luta por recursos para o setor, seriamente afetada pela decisão -inegavelmente democrática, mas, sem dúvida, perversa- que permitiu retirar R$ 40 bilhões destinados a atender a população de baixa renda e entregá-los a empresas e parcelas da população mais bem aquinhoadas, causando sério risco ao esquema financeiro para o setor.

ADIB D. JATENE , 78, cardiologista, é professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e diretor-geral do Hospital do Coração. Foi ministro da Saúde (governos Collor e FHC), secretário da Saúde do Estado de São Paulo (governo Maluf) e diretor do InCor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ex-editor do jornal O Estado de São Paulo condenado por falsificador de reportagens

A Justiça de São Paulo declarou culpado o jornalista Lourival Sant'Anna, ex-editor chefe do jornal O Estado de S. Paulo, em processo referente a reportagens fabricadas - de sua autoria - e publicadas no Estadão em dezembro de 2005. A condenação baseou-se em falsificações plantadas por Lourival Sant'Anna à época das negociações em torno da venda da Varig em fins de 2005.

As falsificações constam de dossiê apócrifo, também voltado aos bastidores de outras disputas empresarias. Lourival Sant'Anna, Antonio Pimenta Neves (ex-diretor de redação do Estadão e assassino confesso da também jornalista Sandra Gomide) e Alberto Komatsu são investigados em inquérito da 10ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro pela autoria e divulgação do dossiê. Na reportagem que lhe rendeu a condenação, Lourival Sant'Anna chega a reproduzir textos completos do dossiê, alguns com erros grosseiros de grafia e fato.

Em 2000, Lourival era braço direito do então diretor de redação do Estadão Pimenta Neves. Foi guindado a tal posição pelo homicida, de quem era protegido e favorito. Exerceu suas funções de editor chefe durante toda a perseguição que Pimenta empreendeu contra Sandra Gomide. Após o assassinato, com a saída de Pimenta da cúpula do jornal paulista, Lourival Sant'Anna deixou o emprego. Voltou ao Estadão tempos depois, prestando-se a "reportagens especiais", supostamente a mando da direção do jornal.

Em manifestação pública contra a má-qualidade do jornalismo de Lourival Sant'Anna, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2004 já classificara de "irresponsável, imprecisa e falaciosa" reportagem de Sant'Anna sobre a atuação de Organizações Não-Governamentais no Brasil.

A relação de Lourival Sant'Anna com reportagens e dossiês apócrifos já foi comparada à atuação do repórter Jayson Blair, que em maio de 2003 tornou-se notícia mundial ao ser demitido pelo New York Times. O jornal concluiu e divulgou ter ele cometido diversas fraudes ao cobrir eventos jornalísticos. Blair inventava notícias e entrevistados.

Lourival Sant'Anna também é conhecido pela autoria do livro Viagem ao mundo dos taleban, no qual descreve o panorama do conflito étnico e geopolítico no Afeganistão - sem ter passado um dia sequer naquele país. Tempos depois, enviado ao Oriente Médio para cobrir os últimos dias do regime de Saddam Hussein, Sant'Anna passou todo o período de queda do ditador iraquiano instalado confortavelmente num hotel cinco estrelas em Amã, Jordânia, a mais de 500 quilômetros do epicentro do conflito.

A condenação implica detenção de três meses e meio, além de multa em dinheiro para o culpado - O Estado de S. Paulo terá de publicar em suas páginas íntegra da sentença condenatória. O jornal pode recorrer da sentença. A decisão da Justiça paulista chega no momento em que grupos empresarias prejudicados pelas reportagens de Lourival Sant'Anna nas negociações da Varig se preparam para mover pesadas ações reparatórias nos Estados Unidos e Europa contra veículos de comunicação que publicaram matérias fabricadas pelo ex-editor-chefe do Estadão.


Via Leituras e Opiniões.


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Madeleine & Kate McCann, os Lindbergh e a mídia

Não aconteceu no primeiro mês, tampouco no início do segundo: o noticiário tabloidesco não costuma me interessar muito, afora os casos aqui e ali em que uma mocinha atraente aparece mais alegrinha. Mas, nas últimas talvez duas semanas, me flagro lendo tudo o que sai sobre a menina inglesa desaparecida Madeleine McCann e seus pais, Kate e Gerry McCann.

É com um bocado de horror que li sobre a suspeita da polícia portuguesa de que Kate poderia ser a assassina. A reação inicial é de desconfiança: não pode estar certo. Mas a reação de outros tantos é: dado que a jovem Kate não demonstra desespero, que mãe é esta? A mim isto faz dela uma mulher forte, determinada. A outros, para que fosse convincente, teria de ser lacrimejante qual personagem de melodrama.

Cada qual com suas convenções dramáticas internas.

Porque tudo é uma ilusão, naturalmente. Só a polícia portuguesa conhece os indícios que tem. Especular com base na aparência dos pais ou nas migalhas de suspeitas que a imprensa obtém é especular a respeito do nada ou, pior, é especular com base em psicologia barata e sensacionalismo.

Tanto que, para o leitor atento, o que se viu inicialmente foi na verdade não uma corrida por mais informação – obrigação jornalística – e, sim, a ação preconceituosa e bairrista dos tablóides britânicos que motivou uma reação provinciana e defensiva dos jornais portugueses. No momento atual, o jogo já é outro. Também o jornalismo marrom inglês quer o sangue dos McCann.

Os fatos passam ao largo do circo que se armou, um equivalente real e nojento dum reality show.


Continue lendo no blog do Pedro Dória.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Lixo na TV: Luciano Hulk e King-Congo

O programa Caldeirão do Huck, sob a liderança do apresentador Luciano Huck, tem se convertido em uma dessas pérolas da nossa santa idiotice que diariamente preenche a programação da TV aberta brasileira sob a bandeira da "liberdade de expressão". Essa fronteira confusa teve um dos seus mais significativos momentos na edição do programa supracitado que foi ao ar sábado, dia 21 de julho de 2007.
[...]
Na tela, Luciano lembrava um episódio de um norte-americano que, por ocasião do início dos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, havia comparado o Brasil com o Congo e, diante de tamanha ofensa (imagine!), o tal norte-americano foi mandado de volta ao seu país.
Então, anuncia o Luciano Huck, para mostrar que o Brasil (especialmente em época de Pan-Americano) é democrático e hospitaleiro e sabe conviver com todos (exceto com quem faz tal tipo de comparação), resolve fazer uma homenagem ao Congo – ele ainda se pergunta sobre o gentílico de Congo e sugere que é King-Kong. Essa homenagem consiste em uma pessoa vestida de gorila andando pelas ruas do Rio e, segundo o próprio apresentador, esse gorila é um legitimo habitante do Congo. O vídeo do programa, para quem não o viu e quiser conferi-lo, ainda está disponível na internet.

LEIA MAIS NO OI

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Mídia Aumenta Fogo Contra Lula

O tom das críticas ao governo Lula vem subindo crescentemente na mídia. O editorial do jornal O Estado de São Paulo, nesta terça-feira, fala em “governo desacreditado” e “colapso do lulismo em matéria de permitir, em última análise, que o país funcione”. O Estadão refere-se ao presidente da República como “o inexperiente Lula, o qual na irrefutável constatação de Orestes Quércia, em 1994, nunca dirigiu nem um carrinho de pipoca, antes de ambicionar o Planalto”. Na mesma direção, o colunista Clóvis Rossi, pergunta hoje, na Folha de São Paulo: “se o país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?”. O jornal O Globo, também em editorial, diz que “a crise é mais profunda do que se quer fazer crer”. Também no Globo, Dora Kramer diz que “à corriola governamental tudo é permitido: agredir o público com grosseria, com leviandade, com futilidades, com fugas patéticas ao cumprimento dos deveres, com indiferença, vale qualquer coisa se a anarquia tem origem nas hostes governistas”. “Corriola”, em seu uso informal, significa “grupo de pessoas que agem desonestamente ou de forma inescrupulosa; quadrilha”.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Das obscenidades midiáticas

Carta aberta a Marco Aurélio Garcia, por Maurício Thuswohl, na Carta Maior.

Trechos:

"Seu gesto foi obsceno, professor. Trata-se de um gesto clássico. Mas, foi um gesto roubado por uma câmera indiscreta. Gesto que, tenho certeza, jamais seria cometido em público. Um amigo meu que trabalha na líder de audiência em Brasília me contou que os cinegrafistas são orientados a "prestar atenção para ver se tem alguma cortina aberta" nas principais salas do Palácio do Planalto. Devem, por orientação da chefia, estar atentos para flagrar eventuais movimentos comprometedores de figurões do governo. Isso também é obsceno."

"A pressa de alguns setores em culpar o governo pelo desastre também foi obscena, professor. O jornal de maior circulação no Rio estampou "as autoridades debocham... e a gente chora", com uma foto de arquivo da ministra Marta Suplicy dando uma gargalhada. Outro jornal publicou uma charge na qual, em alusão aos Jogos Panamericanos, o presidente Lula pendura uma medalha de ouro no pescoço da morte. Um colunista de um jornal de grande circulação em São Paulo escreveu "relaxa e morre". Foi feia a coisa."

Leia o texto completo na Agência Carta Maior.