sábado, 6 de agosto de 2011
Um calote de 16 trilhões de dólares
O debate sobre o possível default dos EEUU eclipsou completamente um escândalo financeiro de proporções inéditas: em um prazo de pouco mais de dois anos e meio, entre 1º de dezembro de 2007 e 21 de julho de 2010, a FED concedeu empréstimos secretos a grandes corporações e empresas do setor financeiro no valor de 16 trilhões de dólares.
A atenção da opinião pública internacional está concentrada no acordo insignificante assinado entre Barack Obama e o Congresso mediante o qual o presidente se compromete a aplicar um duro programa de ajuste fiscal, centrado no corte de gastos sociais (saúde, educação, alimentação) e infraestrutura de 2,5 trilhões de dólares (2.500.000 milhões de dólares) mas preservando, como o exige o Tea Party, o nível atual de gasto militar e sua eventual expansão. Em troca disto, a Casa Branca recebeu a autorização para elevar o endividamento do Estados Unidos até 16,4 trilhões de dólares (isto é, 16.400.000 milhões de dólares), cifra superior em uns dois trilhões de dólares ao PIB desse país. Com isto espera-se -confiando na "magia dos mercados"- superar a crise da dívida pública e reativar a preguiçosa economia ianque. Esta receita já foi implementada a sangue e fogo na América Latina e não funcionou; tampouco o fêz na convulsionada Europa atual. Com este acordo o certo será o agravamento da crise e, em consequência, a acentuação da belicosidade ianque no cenário mundial.
Vejam o texto original em OMAL-Observatorio de Multinacionales en América Latina ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
quarta-feira, 29 de junho de 2011
MOMENTO DECISIVO PARA TODOS E EM ESPECIAL PARA AQUELES QUE SUPÕE UM IMPEDIMENTO PARA A VONTADE DO POVO
Exigimos a todos os altos comandos da polícia e em especial a seus subordinados que por uma vez respeitem a vontade do povo e a soberania popular prevista na Constituição.Advertimo-lhes que não se atrevam a cumprir as ordens ilegais de um governo deposto que tem ultrajado a Constituição grega e que entregou as chaves do país ao FMI, ao Banco Central Europeu e ao sistema bancário e financeiro internacional.
Que em nenhum caso se lhes ocorra tentar impedir que o povo proteja sua Constituição, como prevê seu artigo final, e evite a venda do país.
Do contrário, todo funcionário da polícia deverá assumir pessoalmente a responsabilidde de seus atos, exatamente igual seus superiores políticos, que tem entregado o país a poderes fáticos estrangeiros recorrendo a contratos de empréstimos, memorandos e pacotes de cortes sociais. Supõe-se que esta seja uma última oportunidade importante para a polícia e seus membros, e esperamos que operem de acordo com sua consciência e se ponham ao lado do povo.
Assembléia Popular da Praça de Sintagma 23 de junho de 2011
Visto em REAL-DEMOCRACY e ALASBARRICADAS.ORG
terça-feira, 1 de março de 2011
APRENDIZES DE MADOFF, GANANCIA INFECCIOSA & LAISSEZ FAIRE
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Lista das empresas privatizadas por Serra e FHC
“A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior.”
OBS: Como sabemos, a Vale do Rio Doce foi vendida por $ 3,2 bilhões de Dólares. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Hoje, seu valor no mercado é de $ 196 bilhões de Dólares, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público. Quem fez isso não pode ser a favor do Brasil.
Relação de empresas estatais brasileiras, privatizadas (entregues) pelo do governo neoliberal de FHC e José Serra, junto com governos estaduais da época, principalmente o do ex-governador Geraldo Alckmin:
Vejam a longa lista em PRAVDA.RU
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Aracruz e a incorporação pela Votorantim – a compra da vergonha
Veja o texto completo no Estratégia e Análise.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Chomsky: neoliberalismo é a raiz comum das crises actuais
Quando se fala da "crise", quase todos se referem à financeira, visto que afecta directamente os ricos, mas a crise dos mil milhões de seres humanos que passam fome - entre eles cerca de 40 milhões nos Estados Unidos - não é a que tem mais urgência, porque todos os que a sofrem são pobres, afirmou Noam Chomsky. Com voz tranquila, Chomsky cuidadosamente destruiu os mitos do chamado mercado livre, e documentou de maneira sintética as muitas situações de crise - a económica e a financeira, a do militarismo, a do ambiente e a alimentar, entre outras - e as suas ligações comuns, construindo uma radiografia de um sistema que se mascara de "democracia", mas cujo objectivo final é socializar os prejuízos e privatizar os lucros e defender o privilégio de uma cada vez mais reduzida minoria rica, com consequências cada vez mais sinistras para as maiorias e para o próprio planeta.
Vejam mais em ESQUERDA.NET
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
El lenguaje del saqueo
Lo que significa realmente “Nacionalizar los bancos” y “Libre mercado” en nuestro mundo de espejo
¿Cómo es posible que Alan Greenspan, el lobista de libre mercado para Wall Street, haya anunciado recientemente que favorece la nacionalización de los bancos de EE.UU. y por cierto sobre todo de los mayores y más poderosos? ¿Se ha vuelto rojo el antiguo discípulo de Ayn Rand? Seguro que no.
Vejam o texto completo na Rebelion
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Alemanha: a nacionalização parcial do Commerzbank
Vejam o texto completo no ESQUERDA.NET
terça-feira, 30 de setembro de 2008
EUA: Campanhas na Internet pressionaram deputados a votar contra plano de resgate

A raiva contra o plano de salvação das instituições financeiras espalhou-se como um rastilho de pólvora na Internet e teve o seu papel de pressão sobre os deputados que querem reeleger-se nas próximas eleições para o Congresso dos EUA (simultâneas às presidenciais) e que, na sua maioria, acabaram por votar contra. As petições vieram de todos os quadrantes, de sindicatos, de posições mais à esquerda ou conservadoras.
Uma das petições que mais adesões obteve foi a que se opôs à salvação de Wall Street , com mais de 26 mil assinaturas, que alinhou dez motivos para se ser contra: o plano apoia banqueiros negligentes e falidos em vez de se concentrar em reformas reais do sistema; suscita dúvidas Constitucionais ao ampliar dramaticamente o poder do actual e dos futuros secretários do Tesouro; o valor envolvido de 700 mil milhões é igual aos orçamentos somados dos departamentos (ministérios) de Defesa, Educação, Saúde e Serviços Humanos somados. Representa "2.300 dólares por cada homem, mulher e criança na América"; aumenta a dívida nacional; inclui a compra de maus activos de bancos estrangeiros; prejudica bancos responsáveis, que não foram negligentes nem estavam insolventes; pretendia a aprovação pelo congresso sem qualquer debate público, em 24 horas; o plano foi arquitectado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, que antes de exercer o cargo era do Goldman Sachs, um dos bancos responsáveis directamente por toda a crise e um dos beneficiários do plano; não foram esgotadas outras opções; o plano é ofensivo moralmente.
Vejam o texto completo no Esquerda.net
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Plano privatiza ganhos e socializa perdas

Num artigo bombástico publicado no seu blogue, Nouriel Roubini, professor de economia na Universidade de Nova York, afirma que o plano de resgate aprovado nesta segunda-feira nos EUA é uma desgraça e um roubo, que privatiza os ganhos e socializa as perdas, e significa a salvação e o socialismo para os ricos. O Esquerda.net vai publicar regularmente artigos sobre a crise financeira mundial, reunidos num dossier em actualização permanente.
Comprar 700 mil milhões de activos tóxicos é a melhor forma de recapitalizar o sistema financeiro? Não! É uma desgraça e um roubo que apenas beneficia os accionistas e os credores sem garantias dos bancos
Por Nouriel Roubini, publicado no Nouriel Roubini's Global EconoMonitor
Sempre que há uma crise do sistema bancário, há a necessidade de recapitalizar o sistema bancário/financeiro para evitar uma contracção de crédito excessiva e destrutiva. Mas comprar activos tóxicos/ilíquidos do sistema financeiro não é a forma mais eficiente e efectiva de recapitalizar o sistema bancário. Esta recapitalização - através do uso de recursos públicos - pode ocorrer de várias maneiras alternativas: compra de maus activos/empréstimos; injecção pelo governo de acções preferenciais; injecção pelo governo de acções comuns; compra pelo governo de dívida subordinada; emissão pelo governo de acções comuns; compra pelo governo de dívida subordinada; emissão pelo governo de títulos do governo para serem colocados nos balanços dos bancos; injecção pelo governo de dinheiro: linhas de crédito do governo aos bancos; assunção do governo das dívidas governamentais.
Vejam o texto completo na Esquerda.net
