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terça-feira, 21 de maio de 2013

Uma Escola de Defesa para a América do Sul

Um encontro no Equador, dia 5 de maio, apresentou uma proposta histórica: a criação de uma Escola de Defesa Sul-americana. Ela se contrapõe à célebre Escola das Américas, que, com sede no Panamá, serviu à conspiração golpista contra governos democraticamente eleitos, e para o treinamento de repressores por oficiais do Exército dos EUA.

Discretamente, como convém, estreita-se a cooperação de defesa sul - americana. Anteontem, em Lima, no Peru, reuniram-se os vice-ministros de 12 países, entre eles o Brasil, no âmbito do Conselho de Defesa da América do Sul, para discutir a cooperação, com ênfase na transparência no processo de aquisição de armamentos, e em monitoramento conjunto da situação continental.

Em Quito, no Equador, no dia 5 de maio, já ocorrera outro encontro, para a discussão de uma proposta histórica: a criação de uma Escola de Defesa Sul-americana. Ela se contrapõe à célebre Escola das Américas, que, com sede no Panamá, serviu, durante muitos anos, à conspiração golpista contra governos democraticamente eleitos, e para o treinamento de repressores por oficiais do Exército norte-americano. 

Vejam mais em CARTA MAIOR

domingo, 8 de maio de 2011

Honduras: manifestantes reclamam em frente à embaixada dos USA o fechamento da escola ianque de assassinos

Mais de uma centena de hondurenhos e ianques exigiram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa o fechamento da Escola das Américas.

Os manifestantes solicitaram aos funcionários do governo hondurenho e organizações da sociedade civil que evitem que mais militares hondurenhos sejam treinados nessa base.

O sacerdote católico Roy Bourgeois, fundador do Observatório para o Fechamento da Escola das Américas, liderou o protesto.

Vejam mais detalhes em CONTRAINJERÊNCIA

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Começa hoje a semana de ação pelo fechamento da Escola das Américas

16 de novembro de 2010.- Defensores da paz e dos direitos humanos dos paises da América Latina e do Caribe se mobilizam a partir de hoje (16) e até domingo (21) para realizar manifestações e protestos contra a Escola das Américas, acusada de ser um lugar de formação de violadores de direitos humanos.

Surgida na década de 40, e inicialmente situada no Panamá, América Central, hoje a escola está localizada em Fort Benning, no Estado da Geórgia, Estados Unidos. Desde 1990, manifestantes ralizam protestos em frente a atual sede da escola.

Estima-se que milhares de ativistas, entre estudantes, religiosos, cidadãs e cidadãos comuns, ex-veteranos de guerra e outros, participem das manifestações contra a chamada "Escola de Assassinos". Para Roy Bourgeois, fundador do movimento Observatorio da Escola das Américas (SOAW, pela sua sigla em inglês) " a luta pode fechar a Escola das Américas é uma tarefa de todos os povos que amam a paz e a justiça.

Vejam mais detalhes em APORREA.ORG

domingo, 24 de outubro de 2010

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

20/10/2010 13:10, Por Redação, do Rio de Janeiro, Brasília e Washington

Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar “uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas” contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation – a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica – publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as “imaturas” democracias da América Latina e do Caribe.

No artigo intitulado “Elections in Brazil and the US Intelligence Community” (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que “o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina”.

Vejam mais detalhes em CORREIO DO BRASIL

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Coronel equatoriano que participou no Golpe foi aluno da Escola das Américas

Pelo menos um dos três coronéis presos no Equador, entre outras coisas por tentativa de assassinato do Presidente Correa, foi estagiário na sinistra academia militar ianque chamada Escola das Américas para treinamento ativo.

Manuel E. Rivadeneira Tello esteve nessa instituição ianque onde foram preparadas, há várias décadas os personagens mais repugnantes da história das ditaduras que sofreu a América Latina.

A School of the Americas está situada em Fort Benning, na região estadunidense de Colombus, Georgia. Sua missão principal sempre foi servir como instrumento para preparar militares latino-americanos a “cooperar” com os Estados Unidos.

Manuais de instrução militares dessa instituição desclassificados em 1996 reconheciam explicitamente a violação de direitos humanos pelo uso da tortura e inclusive o assassinato.


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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O legado de 1989 nos dois hemisférios

O contraste entre a queda do Muro de Berlim, a libertação dos países satélites da antiga União Soviética e o esmagamento da esperança nos estados clientes dos EUA é impressionante e instrutivo – ainda mais quando ampliamos a perspectiva. Os eventos são memoráveis, mas perspectivas alternativas podem ser reveladoras. Principalmente quando há outros muros a serem derrubados, como o muro de anexação na Palestina e o silêncio sobre o que aconteceu uma semana depois da queda do Muro de Berlim: o assassinato de seis importantes intelectuais jesuítas em El Salvador, por homens treinados na Escola das Américas. O artigo é de Noam Chomsky. Este ano marcou o aniversário de grandes eventos ocorridos em 1989: "o maior ano da história do mundo desde 1945", como o historiador britânico Timothy Garton Ash o descreve. Naquele ano, "tudo mudou", escreve Garton Ash. As reformas de Mikhail Gorbachev na Rússia e a sua "impressionante renúncia do uso da força" levaram à queda do Muro de Berlim, em 9 de Novembro – e à libertação da Europa Oriental da tirania russa. Os elogios são merecidos, os eventos, memoráveis. Mas perspectivas alternativas podem ser reveladoras.


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Golpe Militar em Honduras: Foi também contra Obama?

Dois fatos, três cenários, a resposta, duas premissas, duas perguntas, duas consequências e cinco conclusões.
OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL DA CRISE*

Fatos: Honduras, 7.5 milhões de habitantes, um dos menores e mais pobres países da América Latina (com 60% de pobreza), chamada “Banana Republic” pelo controle absoluto que exerceu a United Fruit Company dos EUA. Base de lançamento de operações militares abertas e encobertas dos Estados Unidos contra outros países, sede da base militar estadunidense “Soto Cano” (em Palmerola) (nota 1), com uma história de golpes militares apoiados pelos EUA.

Manuel Zelaya, o presidente democraticamente eleito, teve sua casa assaltada por militares na madrugada de 28 de junho de 2009. O presidente foi sequestrado pelos militares, retirado violentamente, vestindo em pijamas, colocado em um avião, levado à Costa Rica e deixado na pista. Instala-se um governo de fato, cortam a energia, as comunicações, o rádio e a televisão da população, impõem restrições à livre mobilização e demais liberdades. A população desarmada se movimenta em oposição ao golpe, o exército reprime, dispara, assassina e fere a muitos cidadãos em protestos pacíficos e desarmados. Múltiplas violações de direitos humanos.Meus “delitos”, diz o presidente derrubado:

a.- Propor uma consulta à população sobre se ela deseja incluir uma urna nas próximas eleições presidenciais e perguntar ao povo se deseja ou não revisar a constituição da República e

b.- Promover tímidas reformas sociais. A posteriori lhe acusaram os golpistas de outros delitos, nunca apresentados como deveria ser nos marcos do estado de direito desse país. Os cúmplices imediatos, um grupo de políticos e ricos empresários. O país paralisado pela mobilização popular, os golpistas isolados pela comunidade internacional.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

La “Escuela de las Américas” y el golpe en Honduras

(...)

La crisis en Honduras comenzó cuando los militares se negaron a distribuir urnas de voto para el sondeo de opinión sobre una nueva Constitución. El presidente Zelaya despidió al jefe del Estado Mayor Conjunto, Romeo Orlando Vásquez Velásquez, quien se negó a dimitir. Los jefes de todas las ramas de las fuerzas armadas hondureñas renunciaron en solidaridad con Vásquez. Vásquez, sin embargo, se negó a renunciar, fortalecido por el apoyo del Congreso y un dictamen de la Corte Suprema que lo reincorporó. Vásquez sigue controlando las fuerzas armadas.

Vásquez, junto con otros dirigentes militares, se graduó en la infame Escuela de las Américas (SOA, por sus siglas en inglés), de EE.UU. Según una base de datos de School of the Americas Watch compilada de información obtenida del gobierno de EE.UU., Vásquez estudió en la SOA por lo menos dos veces: una vez en 1976 y otra en 1984.


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