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domingo, 8 de março de 2015

No jornalismo, mentira não tem vez

Não é só na Inglaterra que a mentira e a omissão, justificada pelo equilíbrio das contas, existem na mídia. A esmagadora maioria dos meios de comunicação do Brasil estão comprometidos com anunciantes. No interior a relação promíscua acontece quase sempre com as prefeituras. Nas grandes cidades com os anunciantes donos de contas gordas que ajudam a pagar os salários.
A lógica dos meios de comunicação se inverteu. O correto seria: Independência gera audiência. Audiência gera anúncios. Anúncios geram dinheiro. Dinheiro sustenta a independência.
O medo e a mediocridade inverteu a lógica que passou a ser: Anúncios pagam salários de jornalistas. Jornalistas devem entender que há temas proibidos. Temas proibidos fora da mídia alegram anunciantes. Anunciantes programam mais anúncios.

sábado, 25 de outubro de 2014

O cerco à imprensa livre na Grécia

Durante meses em 2012, todos na Grécia sabiam a respeito da “lista Lagarde”, mas poucos a tinham visto de fato.
A lista continha os nomes dos mais de 2 mil gregos possivelmente envolvidos em sonegação de impostos que mantinham contas em bancos suíços. Ela tinha sido entregue pela ex-ministra francesa das Finanças Christine Lagarde aos gregos em outubro de 2010, durante o auge da crise econômica grega.
Mas funcionários do governo disseram ter perdido a lista – primeiro, ao perder o CD que a continha e, depois, ao perder o pen drive para o qual o material foi copiado – e não fizeram esforços para recuperá-la durante meses.
Então, no segundo semestre de 2012, o jornalista investigativo grego Kostas Vaxevanis obteve uma cópia da lista e a publicou em sua revista, Hot Doc. Ele dava o nome de políticos, parentes relevantes deles e magnatas dos negócios. Subitamente, o governo resolveu agir. Em menos de 24 horas, um mandado foi emitido e 50 policiais foram mobilizados para deter Vaxevanis e não os sonegadores.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O jornalismo jihadista da Band no debate com os presidenciáveis

O trio de jornalistas que entrevistou os presidenciáveis no debate da Band virou notícia, não necessariamente pelos melhores motivos. Bonner e Patrícia Poeta deram o tom dos encontros com os candidatos no JN: agressivos, pretensamente equânimes, falando muito.
Na Band, a fórmula foi aplicada com um resultado piorado e ideologicamente mais contaminado.
Se Fábio Panunzio foi mais contido, Boris Casoy e José Paulo Andrade lançaram mão de todos os clichês reaças para inquirir Dilma e Marina e alertar a população brasileira para o risco que corremos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Grupo organiza ato pelo fim da violência policial contra jornalistas

A Praça Rossevelt, em São Paulo, será palco do protesto contra agressões da polícia militar a jornalistas. A concentração, marcada para a próxima segunda-feira, 28, vai terminar na Secretaria de Segurança Pública, localizado na Rua Líbero Badaró.

O evento, divulgado pelo Facebook, tem Sergio Silva, repórter fotográfico atingido no olho por bala de borracha, como administrador e afirma que "a violência contra um jornalista é uma violência contra todos, aos que estão protestando e aos que assistem". Levantamento feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), mostra que mais de 80 profissionais da imprensa foram agredidos durante a cobertura das manifestações, que tiveram início no mês de junho.


Leia mais no Comunique-se.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Após agressões em protestos, jornalistas mudam visão sobre segurança

Desde junho, quando o país começou a presenciar a série de protestos em diversos estados, mais de 80 profissionais de imprensa foram agredidos física e moralmente, conforme levantamento realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraij). Quem passou por isso não guarda boas lembranças e afirma que há pouca segurança para repórteres que cobrem momentos de conflitos.


Confira no Comunique-se

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ameaçados: A mudança na vida de jornalistas que sofreram violentas represálias

O que pode acontecer na vida de um jornalista que sofre represálias? Como ele encara a profissão após ser ameaçado? Como fica o psicológico de quem passa por situações de extremo medo? Com histórico que reúne, pelo menos, 16 homicídios, sete tentativas de assassinato, 24 ameaças de morte, 2 sequestros, 41 agressões físicas e inúmeros processos judiciais, o ano de 2012, certamente, não foi um dos mais tranquilos para os profissionais de imprensa.
Diante de tantos casos graves, que foram noticiados e esquecidos, o Comunique-se foi em busca de três histórias que completaram ou vão completar um ano nos próximos meses. Mauri König, da Gazeta do Povo; Leniza Krauss, da Rede Record; e Monize Taniguti, de O Jornal, em Guaíra (SP), mostram os reflexos das ameaças na vida dos profissionais.

Confira no Comunique-se

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Polícia identifica suspeito de assassinar o jornalista Rodrigo Neto

A Polícia Civil de Belo Horizonte informou nesta terça-feira, 18, por meio de nota, que identificou e prendeu os assassinos do jornalista Rodrigo Neto, morto há três meses. Suspeitos de envolvimento na execução, o investigador de polícia Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, e Alessandro Augusto Neves, de 31 anos, conhecido como Pitote, já estão detidos.
A divulgação da motivação e dinâmica do crime deve acontecer nos próximos dias. A equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela apuração da morte do jornalista, afirmou que está concluindo os levantamentos sobre o assassinato.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Paulo Moreira: com Mensalão, orquestraram um golpe contra Lula

O julgamento do mensalão “transcende. Implica em dar um golpe em um movimento histórico do povo brasileiro, que produziu líderes, que produziu expressões”, defendeu o jornalista Paulo Moreira Leite ao falar sobre a Ação Penal 470, apelidada pela imprensa de “Mensalão”, na noite desta quarta-feira (19), em São Paulo.

Vanessa Silva
Lançamento livro
Paulo Moreira Leite, concede entrevista coletiva a blogueiros, sobre seu livro "A outra história do Mensalão"

Durante o lançamento do seu livro “A outra história do Mensalão – As contradições de um julgamento político”, o jornalista, que foi diretor da Época e redator-chefe da Veja versou sobre as incômodas verdades do processo, a necessidade de democratizar a mídia, e suas motivações pessoais para a prática do jornalismo.    

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sábado, 16 de fevereiro de 2013

“Censura judicial” coloca Brasil em lista de países onde a liberdade de imprensa corre risco

A censura judicial ainda é um problema no Brasil com centenas de ações promovidas por empresários, políticos e funcionários públicos alegando que jornalistas críticos ofenderam a honra ou privacidade. É esse o resultado da pesquisa realizada pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e divulgada nesta semana. O levantamento colocou o país entre os 10 do mundo onde a liberdade de imprensa corre perigo.

"Os querelantes tipicamente procuram ordens judiciais para impedir que jornalistas publiquem qualquer outra informação sobre eles e para retirar do ar materiais disponíveis online. No primeiro semestre de 2012, de acordo com o Google, os tribunais brasileiros e outras autoridades enviaram à empresa 191 ordens judiciais para a remoção de conteúdo", explica o documento.


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Blogueiros na mira


Em 23 de abril de 2012, Décio Sá, o jornalista e blogueiro mais influente do Maranhão, foi baleado três vezes na cabeça por um atirador que fugiu de motocicleta. Sá foi morto dois meses depois do assassinato de Mário Randolfo Marques Lopes, um combativo blogueiro que era editor de um site de notícias em Barra do Piraí, cidade localizada a 145 quilômetros a noroeste do Rio de Janeiro.
As mortes de Sá e Randolfo, os primeiros blogueiros brasileiros a serem mortos devido ao seu trabalho informativo, fazem parte de um aumento mais amplo no número de assassinatos de jornalistas no país desde 2011. O caso de Randolfo também é emblemático da difícil situação dos repórteres interioranos no Brasil: sem vínculos com os principais meios de comunicação de grandes centros urbanos, esses jornalistas não têm visibilidade e o apoio de colegas em nível nacional.
“Quando ocorre qualquer tipo de violência contra jornalistas, ela ameaça outros repórteres que poderiam querer fazer o mesmo tipo de trabalho”, afirmou Marcelo Moreira, editor-chefe da TV Globo no Rio de Janeiro e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo(Abraji). “Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, onde o número de ataques está aumentando. É por isso que estamos tão preocupados.”

Leia mais no Observatório da Imprensa

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O declínio do jornalismo

Em mais de 30 anos entrevistei dúzias de candidatos a emprego em jornalismo. Entre as perguntas que sempre faço, uma delas é esta: por que jornais são publicados? Até hoje, ninguém com formação numa faculdade de Jornalismo soube dar a resposta – que, naturalmente, é dar lucro ao publisher.



Confira no Observatório da Imprensa

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O processo de Kamel contra Rodrigo Vianna


Só a Globo e seus comentaristas podem recorrer a metáforas? Parece que sim. Especialmente no Rio de Janeiro. No Rio, a Globo joga em casa.
Vamos recorrer aos tribunais de Brasília. Não que eu tenha grandes esperanças de ver magistrados na capital federal a enfrentar o diretor de Jornalismo da Globo. Mas vou utilizar as armas que tenho.
Mais que isso: se Kamel pensava em calar ou intimidar seus críticos, vai se dar mal. Esse processo vai ajudar a mobilizar aqueles que lutam contra os monopólios de mídia no Brasil. Vai ajudar a escancarar a hipocrisia daqueles que na ANJ e na SIP pedem “ampla liberdade de crítica”, daqueles que usam Institutos Milleniuns para exigir “que não se criem travas ao humor como ferramenta de crítica”, mas que fazem tudo ao contrario quando são  eles os objetos da crítica e do humor.
Kamel pode até ganhar no Rio. Pode ganhar no STJ, STF, CNJ, SIP, ANJ, sei lá onde mais.  Mas perderá na história. Aliás, já perdeu. Na testa dele está o carimbo (justo ou injusto? o público pode julgar…) de “manipulador de eleições”. Manipulador frustrado, diga-se. Porque segue a perder. No Brasil, na Venezuela, na Argentina…

Texto visto no blog do Luís Nassif

domingo, 9 de dezembro de 2012

Quando o jornalismo é covarde





Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
“Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável”. Janet Malcolm
Uma das imagens mais revoltantes da história do jornalismo foi publicada hoje na capa do tabloide New York Post. Um homem tenta voltar à plataforma da estação na rua 49, enquanto o trem do metrô vem em sua direção. Seu nome era Ki Suk Han, imigrante coreano de 58 anos, casado, uma filha. Han morreria em decorrência dos ferimentos.
A reação foi instantânea. Por que o fotógrafo freelancer R. Umar Abbasi preferiu clicar ao invés de tentar salvar seu personagem? Por que o Post publicou? Por que ninguém presente à cena fez nada?  


Vejam mais em PATRIA LATINA

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Folha, Band, IG e Diário do Grande ABC demitem jornalistas

Nos dois últimos dias, quatro veículos de comunicação diminuiriam seus quadros de funcionários. Com a decisão das diretorias de Folha de S. Paulo, TV Bandeirantes, Portal IG e Diário do Grande ABC, jornalistas foram dispensados. Editores, repórteres, colunistas e produtores fazem parte da lista de corte das empresas de comunicação – além de profissionais que não têm ligação com o jornalismo.




Leia no Comunique-se.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Presidente da Fenaj é o entrevistado no Frente a Frente desta quinta

Na TVE, o programa 'Frente a Frente' desta semana entrevista o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder. Ele expõe a proposta do marco regulatório para o setor de comunicação no Brasil, que prevê, entre outras coisas, a criação do Conselho Nacional de Cumunicação. O jornalista fala da necessidade de mecanismos de controle de conteúdo nos meios e faz uma análise da atuação da Imprensa e da conjuntura que envolve o mercado dos meios de comunicação no país. Participam da bancada o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, o editor do protal Carta Maior, Marco Weisheimer, e Francis Maia, assessora de Imprensa do PDT na Assembleia Legislativa.

O Frente a Frente tem apresentação de Vitor Dalla Rosa, e vai ao ar na TVE e FM Cultura nesta quinta-feira, 15 de setembro, às 22h. Haverá reprise no domingo, 18, às 21h.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Leitor de blog é mais bem informado que jornalista do papel

A Folha veio com a história de que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) renovou a licença da MTA, contra parecer contrário da diretoria.

A blogosfera desmontou essa tese mostrando que a diretoria negou, por falta de documentação necessária; e renovou assim que a documentação foi apresentada.


Veja o texto completo no blog do Luís Nassif.

sábado, 31 de julho de 2010

''O WikiLeaks existe porque os jornalistas perderam o controle sobre as informações''

As notícias de primeira página do The New York Times sobre a guerra do Afeganistão – baseadas em um vazamento maciço de documentos militares norte-americanos – provavelmente não vão mudar o curso da guerra. Mas representam uma mudança radical na forma como os jornalistas noticiam a segurança nacional.

Os registros para os artigos do New York Times, o que inevitavelmente convida à comparação com os "Pentagon Papers" de uma geração anterior e de uma guerra anterior, foram fornecidos ao Times não por uma fonte do governo, mas pelo Wikileaks.org, um site vago e sem nacionalidade especializado na publicação de documentos sensíveis que vazaram anonimamente dos arquivos de governos e corporações.

Por que Wikileaks?

Continue AQUI.

sábado, 19 de junho de 2010

Um jornalismo cidadão para o Guajuviras. Entrevista especial com Christa Berger

Um dos bairros mais violentos do país, o Guajuviras, em Canoas/RS, vai receber o primeiro projeto do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, que visa integrar comunicação e cidadania para que a identidade violenta do bairro seja transformada com boas notícias. “Teremos, portanto, um observatório de comunicação cidadã, a Agência da Boa Notícia, que vai oferecer oficinas e, por fim, os participantes vão produzir notícias para rádio, televisão, fazer fotos”, explica a coordenadora do PPG em Comunicação da Unisinos, que vai realizar a organização pedagógica da ação, Christa Berger.

Continue a leitura do Instituto Humanitas Unisinos AQUI.

domingo, 9 de maio de 2010

Depois do Quarto, surge agora o Quinto Poder

O batismo oficial no novo jargão aconteceu esta semana em São Petersburgo, na Florida, Estados Unidos durante uma conferência de dois dias entre blogueiros autônomos, especialistas universitários, gurus da internet, empreendedores virtuais e jornalistas profissionais.

A imprensa tradicional, tida como um quarto poder por sua enorme influência na área nacional dominada pelos três outros poderes (executivo, legislativo, judiciário), tem agora ao seu lado um eclético e emergente quinto poder, formado pelos novos protagonistas da comunicação digital.


Vejam o texto completo em OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

terça-feira, 9 de março de 2010

Sindicato diz que Gilmar Mendes trata com ironia protesto contra queda do diploma

A presidente da entidade, Déborah Lima, entregou a Mendes o informativo do Sindjorce que dizia que para ser jornalista no Brasil basta estar vivo. "Ministro, este é um protesto dos jornalistas contra a derrubada do diploma", disse Déborah ao abordar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a diretoria, o ministro riu e foi irônico com o protesto.

“A presidente entregou o panfleto e ele ficou lendo e rindo, dizendo ‘ah é, né?’, 'ah é, né?’. O tom de ironia foi muito grande”, conta Claylson Martins, diretor do sindicato, que lembrou que o informativo também foi entregue à prefeita de Fortaleza e ao governador do Ceará.

Notícia completa no Comunique-se.