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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Memória da ditadura – Exclusivo: Dossiê aponta sevícias e assassinato de militante do PCBR

Detalhe do laudo cadavérico constante no
 processo que ainda não foi julgado

Ela nasceu no interior de Mossoró, no Rio Grande do Norte, na cidade de Martins (região serrana do Estado), em 9 de julho do ano de 1945. Recebeu o nome de Anatália, uma espécie de equívoco ortográfico, que evidencia a pouca escolaridade dos pais, ou do tabelião. Coisas do interior, de um Brasil tão diverso e gigante, que quando se diz Natália no Sul, ecoa no Norte como Anatália e assim fica sendo.
Logo, quando tinha apenas cinco anos, a família se transferiu para Mossoró, onde ela fez o curso primário, o ginásio e, por fim, cursou o científico, concluído em 1967. Trabalhava durante o dia, na Cooperativa de Consumo Popular, para estudar à noite. Em 1966, um ano antes da formatura, se apaixonou e iniciou namoro com um bancário, Luiz Alves Neto, emprego fixo no Banco do Brasil. Dava para se casar, e assim o fizeram, em 1968. Parou de trabalhar fora de casa, dedicando-se à atividade de costureira. A vida seguia sem sobressaltos, casa popular comprada pelo financiamento do Fundo de Habitação Popular do Estado de Pernambuco (FUNDHAP), louça e mobília. 

Vejam o texto completo em CORREIO DO BRASIL


quarta-feira, 14 de março de 2012

Os valentes de ontem, os poltrões de hoje e uma pergunta

Eric Nepomuceno

Se justiça houver algum dia, será para conceder aos militares, além de funcionários civis implicados em crimes contra a humanidade, aquilo que eles negaram aos torturados, levados ao exílio, seqüestrados, assassinados. Aquilo que negaram às mulheres humilhadas e violadas: o direito de defesa. Valentes diante de prisioneiros amarrados, valentes diante de mulheres indefesas e vexadas, agora se derretem, furiosamente, de medo que essa valentia toda seja conhecida e julgada. O artigo é de Eric Nepomuceno.  

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Regime militar planejava novo atentado aos moldes do Riocentro

O ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações) e ex-comandante militar do Planalto, o general Newton Cruz, disse em entrevista ao programa Globo News Dossiê, da GloboNews, que os militares planejavam na década de 80 um novo atentado nos moldes do cometido no Rio. O atentado do Riocentro ocorreu em 30 de abril de 1981.

"Agora tem o seguinte: tempos depois [do Riocentro], recebi a informação de que havia um grupo lá no DOI (Destacamento de Operações e Informações) tentado fazer coisa parecida [ao atentado do Riocentro]", disse ele. "Era da mesma natureza [atentado a bomba]."


Vejam mais no PORTAL VERMELHO

sábado, 8 de agosto de 2009

Anistia: exposição e debate sobre a Oban em São Paulo

No dia 8/8/, sábado, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo promovem o debate 40 Anos da criação da Operação Bandeirante - Repressão clandestina transformada em rotina e inauguram a exposição A luta pela Anistia - 1964 - ?, para debater sobre a organização que atuou durante o regime militar. Considerado um dos órgãos de repressão mais violentos da Ditadura Militar no Brasil, a Operação Bandeirante (OBAN), foi criada pelo II Exército em São Paulo, no mês de julho de 1969. Foi um centro integrador das forças que reprimiram os que resistiam ao regime ilegal e ilegítimo dos militares que deram o Golpe em 1964, instalado na Rua Tutóia, onde atualmente funciona o 36° Distrito Policial da cidade.


Vejam o informe completo no Portal da Fundação Perseu Abramo

sábado, 4 de julho de 2009

AGU pede à Justiça que intime Curió a apresentar documentos sobre Guerrilha do Araguaia

Brasília - A Procuradoria Regional da União da 1ª Região protocolou ontem (2) na 1ª Vara Federal de Brasília um pedido de intimação de Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió.

Vejam mais na Agência Brasil

sábado, 30 de maio de 2009

Chile: polícia prende um dos assassinos de Víctor Jara

A policia chilena prendeu, na terça-feira à noite (26), o militar José Adolfo Paredes Marquez, de 54 anos, que confessou ter participado, em 1973, do assassinato do cantor e compositor chilenoVictor Jara, fuzilado com 44 tiros em um estádio convertido em campo de prisioneiros políticos, em Santiago.  

A execução ocorreu cinco dias depois do golpe de Estado que levou Augusto Pinochet ao poder (1973-1990) e marcou um dos períodos mais violentos da história política recente do Chile.

Paredes confessou à Justiça ser um dos soldados que fuzilaram o músico - que tinha 40 anos e equivalia, na cultura popular chilena, a artistas como o brasileiro Chico Buarque ou a argentina Mercedes Sosa, pelo engajamento político e oposição a governos militares.  

 

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

“Tiraram meu tempo, e vão querer mais”


Por Chico Villela

Desarquivar para não esquecer que a elite retrógrada de hoje foi aliada, irmã e sócia do mais triste período da história do Brasil. Confira o depoimento honesto e tocante do escritor, ativista e colunista da Novae, Chico Villela, sobre a sua prisão pela ditadura em 1973, e sua vida nos cárceres do DOI-CODI. Um período que não criou heróis, mas lembranças e exemplos. Ou como diz Chico: "Santos não freqüentam guerras".

No dia 5 de setembro de 1973, fui preso por membros do conhecido órgão do sistema de repressão política governamental Doi-Codi, do II Exército, cidade de São Paulo, e levado à sede desse órgão, na rua Tutóia.

(...)

Os gritos de Oswaldo Rocha, que foi torturado diariamente, várias horas por dia, durante mais de um mês, e que mereceram registro num pequeno livro de poemas de memórias da prisão, editado por amigo jornalista preso no mesmo período, em que se dizia: “Os gritos de Oswaldo Rocha ainda estão em meus ouvidos”. Com o passar do tempo, os gritos de Oswaldo Rocha foram perdendo a força, parecendo cada vez mais lamentos de bois distantes e tristes, tão fraco ele foi ficando com as sistemáticas sessões de aberrações a que era submetido. Acho impossível tentar traduzir o significado de tudo isso. Receávamos que um dia ele não mais gritasse, e, ao lado da dor e da gigantesca raiva diária, mesmo assim nos aliviávamos por um átimo quando o ouvíamos pela primeira vez todo dia. “Ele está vivo!”


Vejam o texto completo em NOVAE


sábado, 11 de abril de 2009

PCdoB aponta ''fatos novos'' a 37 anos da Guerrilha do Araguaia

No 37º aniversário do início da Guerrilha do Araguaia, o PCdoB, que dirigiu o movimento, afirma que ''fatos novos impõem a retomada do debate sobre o tema''. Em nota, o presidente do partido, Renato Rabelo, avalia como ''uma mácula que torna inconcluso o processo de redemocratização do país'' o fato de que os arquivos da ditadura não foram abertos e os corpos dos mortos e desaparecidos no enfrentamento ao regime militar não foram localizados.


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quarta-feira, 8 de abril de 2009

DITABRANDA - O RETORNO: "Só faltou a folha dizer: ela é comunista e come criancinha!"

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0504200906.htm ), alertando os companheiros de que se tratava de uma nova investida reacionária do jornal, de contornos bem semelhantes ao do episódio "ditabranda".
Foi o que fiz, de bate-pronto, com meu artigo Por que tanto estardalhaço em torno de um sequestro que não ocorreu? ( http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/04/por-que-tanto-estardalhaco-em-torno-de.html ).
(...)
Há histórias muito mais significativas a serem contadas sobre a luta armada, mas à grande imprensa nunca interessou contá-las, porque delas o que sobressai é a bravura e o idealismo de quem travou uma luta tão desigual, contra um inimigo capaz das piores atrocidades.
Para quem quer fazer as novas gerações acreditarem que o regime militar nada mais era do que uma ditabranda, não convém trazer o fundamental do período à tona, mas, apenas, pinçar miudezas que sirvam a seus objetivos.

Vejam o texto completo na Patria Latina