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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Professores lembram confronto e apresentam reivindicações no Paraná

31/08/2010

Três mil professores e funcionários da rede estadual do Paraná caminharam ontem, em Curitiba, na 22ª edição do “Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública”. O evento lembra a passeata de 30 de agosto de 1988, reprimida pela Polícia Militar sob comando do então governador Álvaro Dias, hoje senador do PSDB. Dezenas de professores ficaram feridos pelos cães, cavalos, cassetetes e bombas da PM.

Na caminhada de ontem, os manifestantes reivindicaram nomeação de professores e funcionários, equiparação salarial, melhoria no modelo de atendimento à saúde prestado pelo Estado aos servidores, diminuição do número de alunos por turma e aumento da hora-atividade.

Vejam em BRASILIA CONFIDENCIAL


terça-feira, 8 de abril de 2008

Roteiro do Golpe

ROTEIRO DO GOLPE: OS CARTÕES CORPORATIVOS

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1052

. O senador Álvaro Dias (PSDB-Paraná) entrega os dados do cartão corporativo de Dna. Ruth Cardoso à Veja, a última flor do Fascio.

. Clique aqui para ler sobre os gastos no cartão de Dna. Ruth e o dossiê sobre as ambulâncias do presidente eleito José Serra (*).

. O senador Álvaro Dias, todos devem se lembrar, era o Catão da CPI dos Correios, que ficava lá nas primeiras filas, com aquela oratória de comover estátuas de bronze ...

. A Veja não identificou o nobre senador, e disse que o Governo tentava chantagear a Oposição na CPI dos Cartões, com o vazamento dos dados de Dna. Ruth.

. O PiG cai em cima.

. A Oposição no Congresso bufa e berra.

. O PiG dá cobertura aos berros da Oposição.

. É a senha para o golpe: tal dia é o batizado.

. O amigo leitor pode ler abaixo uma antologia das manchetes do PiG sobre o golpe para derrubar o presidente Lula, com o vazamento da Veja.

. A Ministra Dilma Rousseff é colocada no pelourinho.

. Os “historiadores” e “especialistas” do PiG dizem que a candidatura de Dilma à Presidência está morta.

. Exige-se a cabeça de uma funcionária de Dilma.

. E o senador Álvaro Dias lá, quieto no seu canto – fingia que não era com ele.

. E o golpe em marcha.

Texto completo no Conversa Afiada.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Álvaro Dias admite que foi fonte da Veja

Depois das pressões feitas em plenário na quarta-feira, 2, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) admite que foi uma das fontes de informação da revista Veja para a matéria que denunciou um levantamento do governo federal com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, Ruth Cardoso. A atribuição do vazamento ao senador paranaense foi informada pelo Blog do Noblat.

Em conversa com Terra Magazine, Álvaro Dias sustenta que não há nenhum ilícito em "conversar com jornalistas". E que a revista tem outras fontes, não apenas ele:
- Uma das fontes é natural que eu tenha sido (...) (Mas isso) altera a responsabilidade do governo na confecção do dossiê? É evidente que não. Isso exime o governo de responsabilidade? É óbvio que não.
Leia a entrevista do senador do PSDB:

O senhor admitiu que viu as informações antes de elas serem tornadas públicas. Em que circunstâncias isso aconteceu?
Álvaro Dias - Olha, o jornalismo investigativo tem prestado um grande serviço ao País, seria muito pior a degradação das instituições, não fosse a competência e a ousadia do nosso jornalismo de investigação. E isso se dá em razão de fontes. O jornalista se utiliza de muitas fontes. Uma revista do porte da Veja, que só no escândalo do mensalão divulgou, se não me falha a memória, matérias de capa 17 vezes, não contou com apenas uma fonte. Certamente valeu-se de muitas fontes de informação. Eu tenho sido ouvido por muitos jornalistas, do Terra, de outros sites, de jornais, emissoras de TV e certamente outros parlamentares da mesma forma. Esse é o caminho para se produzir a informação.

O senhor então foi uma das fontes de informação desses jornalistas?
É evidente que é meu dever responder questões formuladas por jornalistas, e eu tenho feito. Obviamente, o que pretende o governo agora é tirar o foco, o governo não quer mostrar as suas contas. Mostra as do governo passado mas esconde as suas. E pretende exatamente desviar o foco do debate.

O senhor então foi fonte de informação do jornalista da Veja? Não a única, mas uma das?
(silêncio) Qual é a importância disso? Eu pergunto. Obviamente a Veja tem fontes no Palácio do Planalto... Qual é o ilícito em conversar com jornalistas, como eu estou conversando com você? Qual é o ilícito? Enfim, é surrealista essa história. Acho que o governo subestima a inteligência das pessoas, preparando uma estratégia como essa, tentando repassar responsabilidades. Se eventualmente contribuí com informações para que a matéria pudesse ser veiculada, altera a responsabilidade do governo na confecção do dossiê? É evidente que não. Isso exime o governo de responsabilidade? É óbvio que não. Então não há porque priorizar essa discussão, que a partir de ontem à tarde, priorizaram.

Texto do Terra Magazine, mas visto no República Vermelha.

Governo diz que Álvaro Dias vazou dossiê para imprensa e quer nome de "espião" da Casa Civil


Severino Motta - Último Segundo

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi o responsável pelo vazamento de dados do suposto dossiê contra o ex-presidente FHC para a imprensa. De acordo com ele, cabe ao senador apontar quem foi o responsável pela confecção do material na Casa Civil.

As suspeitas contra Álvaro Dias começaram após matéria publicada num blog da internet, dando conta que o tucano havia vazado os dados do dossiê para a revista Veja. Ao se defender, na tribuna do Senado, Dias evitou negar com veemência que tenha distribuído os documentos.

Ele afirmou que obteve os dados antes da publicação pelos meios de comunicação e destacou que o responsável pela confecção do dossiê deveria ser punido. Dias comentou que no governo Lula, em todos os escândalos, um bode-espiatório é usado para que os grandes responsáveis sejam preservados.

Ao ouvir isso Jucá rebateu: "Ele espera que não seja punido o bagrinho. Se ele sabe quem é [o responsável] diga, para que seja punido o tubarão".

Jucá alegou que "leu nas entrelinhas" até mesmo uma admissão de culpa de Álvaro quando discursava no plenário. O senador disse, durante sua defesa, que a constituição lhe dá o direito de preservar fontes que lhe repassem informação.

"Foi uma confissão de culpa", disse Jucá.

Papel não voa
A líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), foi ainda mais dura com Álvaro. Ela disse que não é necessária nem mesmo a sindicância interna aberta na Casa Civil para apurar quem vazou os dados que criaram o dossiê.

"Nenhum papel voa (...) A melhor maneira de saber de onde veio o dossiê é saber quem o carregava. Álvaro Dias sabe quem trouxe [para o Congresso]", disse. "Está nas mãos do Álvaro Dias dizer quem forneceu os dados", completou.

O senador tucano ainda tentou se defender alegando que não sabe quem confeccionou o dossiê na Casa Civil, e se colocou a disposição para participar da sindicância criada para identificar o responsável.

Oposição
Os líderes do DEM e do PSDB no Senado, José Agripino (RN) e Arthur Virgílio (AM), não defenderam diretamente seu amigo do suposto vazamento dos dados para a imprensa. Alegaram que isso "pouco importa" e que o essencial é saber quem foi o responsável, dentro da Casa Civil, pela confecção do material.