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quinta-feira, 26 de maio de 2011

RODOLFO GAETA, FILÓSOFO DA CIÊNCIA

O que é o que existe?

Em meio à indubitável e demasiada lenta decadência das teorias pós-modernas que questionaram (infrutiferamente) a validade do conhecimento científico, a filosofia da ciência, uma área algo relegada no campo intelectual, pode dizer muito não somente sobre a ciência, mas sôbre visão-de-mundo. Rodolfo Gaeta ocupa-se em assinalar alguns dos pontos principais.

Por Leonardo Moledo

–Você se dedica à filosofia da ciência.

–E particularmente de um problema muito importante dentro da filosofia da ciência, que é o realismo e o anti-realismo científico. Vejamos o que é isto. As teorias geralmente postulam a existência de certas entidades (como por exemplo os átomos, as moléculas, as classes sociais). Há um debate entre realistas e anti-realistas, que a despeito de ter muitos matizes pode sintetizar-se em dois problemas principais: o problema da verdade e o problema da existência de entidades teóricas.

Vejam o texto completo (em tradução livre) no blog NEBULOSA DE ÓRION (alternativo)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Stuart Angel ganha memorial em sua homenagem no Flamengo (RJ

Nesta quinta-feira (9), às 11hs, acontecerá no Clube de Regatas do Flamengo a inauguração do memorial 'Pessoas Imprescindíveis' em homenagem a Stuart Angel Jones. Este trabalho faz parte do Projeto 'Direito à Memória e à Verdade', um resgate da história recente do País. O evento contará com a presença do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

Stuart era estudante de economia, militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Ele foi morto aos 26 anos, pela ditadura que dominou o país durante 21 anos. Campeão de remo pelo Flamengo, ele era filho da estilista Zuzu Angel que, em plena ditadura militar, utilizou sua arte para denunciar as desaparições que se faziam à época e tornar o assunto o mais público possível.

Vejam em Adital

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Justiça Transicional

Os mecanismos da Justiça Transicional quase sempre incluem a criação de Comissões de Verdade, Justiça e Reconciliação – a mais conhecida é a da África do Sul, que foi presidida pelo arcebispo Desmond Tutu. Essas iniciativas costumam funcionar com base na concessão de anistia (total ou parcial) em troca de depoimentos e informações. Pode ser frustrante para quem espera a punição dos culpados, mas não é pouca coisa. Já comentei no blog o caso da Comissão peruana, cujo levantamento foi tão rico que se constituiu numa fonte preciosa de história oral sobre a trajetória recente daquele país.

O tema está tornando bastante estudado internacionalmente. O Banco de Dados montado pela Universidade de Winsconsin lista mais de dois mil trabalhos acadêmicos sobre justiça transicional.

E o Brasil? Por aqui, a transição da ditadura para a democracia foi negociada com base em anistia ampla e sem qualquer tipo de comissão da verdade. A idéia era esquecer e jogar sujeira para baixo do tapete. Contudo, há sinais interessantes de mudança, oriundos principalmente da pressão externa. Em 1995, os parentes dos guerrilheiros mortos no Araguaia apresentaram petição contra o governo brasileiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, parte da Organização dos Estados Americanos. A Comissão pediu informações às autoridades brasileiras e o caso se arrasta há longos anos. Basicamente, o governo alega que as leis de anistia (1979) e dos desaparecidos (1995) encerraram a questão, e que as Forças Armadas não possuem documentos sobre a repressão à guerrilha.

Confira o texto completo em Todos os Fogos o Fogo.