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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dez anos esta tarde

Esta fraude no DETRAN-RS teve início no primeiro ano do governo Germano Rigotto. O rapaz que substituiu José Paulo Bisol encabeça a lista dos denunciados na fraude, de aproximadamente 44 milhões de reais. Um dos substitutos de Flavio Koutzii na casa civil também ocupa a lista, envolvido e ou com enriquecimento ilícito, e ou com desvio de recursos públicos, e ou com a facilitação desses desvios. O rapaz que substituiu Miguel Rossetto na Secretaria Geral de Governo também está na lista, bem como está nas notícias esquisitas sobre o uso de dinheiro sem procedência justificada que comprou a casa em que a senhora que substituiu o cargo ocupado certa feita por Olívio Dutra atualmente habita. E talvez seja preciso lembrar quem indicou o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, também presente na lista desta tarde.

Na Assembléia, os cúmplices desses réus se recusam a assinar uma CPI. Recusam-se, é de se concluir, porque foi um documento produzido após a realização da CPI do DETRAN, no ano passado, que deu origem à investigação cujos resultados hoje vieram parcialmente à tona. Os cúmplices dessa gente não querem CPI, a começar pelo Senador Pedro Simon, neste momento encenando uma peça sobre probidade e ética, no caso, contra José Sarney, o mais recente neófito da política peemdebista.

Mais no RS Urgente, do Marco Weissheimer.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A namorada viúva do suicidado e Lair Ferst

Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal investigam um encontro entre o lobista Lair Ferst e a viúva do ex-representante do governo do Estado (RS) em Brasília, Magda Koenigkan.

Eles se encontraram na casa de Magda logo após o enterro de Cavalcante, cujo corpo foi encontrado no dia 17 de fevereiro no Lago Paranoá. A visita ocorreu no final da tarde de 18 de fevereiro. Lair retornou a Porto Alegre na manhã seguinte. O encontro entre Magda e Lair já havia sido relatado à polícia por pelo menos duas pessoas ouvidas no inquérito. Durante reunião ontem com o superintendente da PF no Estado, Ildo Gasparetto, o delegado-adjunto da 10ª DP, Aelio Caracelli, manifestou interesse em interrogar Lair. Ele poderá ouvir o empresário na Capital.

Procurada por Zero Hora, Magda:
– Isso é problema meu e dele.
Zero Hora, via Nogueira júnior.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

RS: Novas denúncias abalam governo Yeda

O que o PSOL diz que existe

Saiu no blog RS Urgente: Na entrevista coletiva de hoje, o PSOL afirma que existe o que segue abaixo:

- Áudio e vídeo mostrando representante da Mak Engenharia entregando 500 mil para a campanha de Yeda na presença de Chico Fraga, Aod Cunha, Rubens Bordini, Delson Martini, Lair Ferst e Marcelo Cavalcante;

- Áudio e vídeo de representantes de empresas fumageiras entregando 200 mil para Aod Cunha e Lair – na conversa, Lair diz que não poderia dar recibo a pedido de Yeda

- Lair Ferst relata conversa que seria sobre a repartição do dinheiro do Detran entre ele, Yeda, Vaz Netto e Maciel. Lair oferece 100 mil por mês para Yeda para manter o esquema e ela responde: por 100 mil eu não me levanto da cadeira.

- Áudio e vídeo de José Otávio Germano entregando 400 mil em espécie, [...]

*Leia mais no blog http://www.rsurgente.net/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Flávio Vaz Netto ajudou a desviar mais de R$ 938 mil do Detran, diz Ministério Público

As novas ações anunciadas hoje pelo Procurador Geral de Justiça, Mauro Renner, referentes ao desvio de dinheiro público no Detran, são as seguintes, conforme informações publicadas no site do Ministério Público:

Você pode ler mais no RS Urgente.


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Empresário se nega a falar sobre caso Detran-RS na PF

Após fazer ameaças sobre supostos envolvidos da fraude do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no governo Yeda Crusius (PSDB), o empresário Lair Ferst, homem de frente da vitoriosa campanha tucana ao governo do Rio Grande do Sul em 2006, optou por permanecer em silencio hoje durante interrogatório à Polícia Federal. "Nada a declarar, não há nenhum fato novo", disse ao chegar e ao sair do prédio da superintendência regional da PF, em Porto Alegre, sustentando ter ficado calado diante dos policiais "por estratégia de defesa".

A notícia está no G1.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Formação de quadrilha, corrupção, peculato, desvio, falsidade ideológica, extorsão...

RS URGENTE:

O esquema desmontado pela Operação Rodin, informa a denúncia do MP federal, envolvia o desvio de verbas provenientes do Detran para empresas prestadoras de serviços à autarquia. A fraude ocorreu entre julho de 2003 e novembro de 2007, através de duas fundações vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria, a Fatec (Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia) e a Fundae (Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura) contratadas sem licitação e a preços superfaturados pelo Detran. A Fatec e a Fundae faziam o repasse de verbas mensal para empresas subcontratadas prestadoras de serviços. A fraude teria desviado aproximadamente 44 milhões de reais dos cofres públicos.

Conforme a avaliação da juíza Simone Barbisan Fortes, ocorreu um ajuste prévio, no qual pessoas com grande influência política (lobistas) conseguiram obter junto a órgãos públicos do Estado do Rio Grande do Sul, para as Fundações de Apoio, contratos para prestação de determinados serviços. “Contratadas, sem licitação, as fundações subcontrataram empresas e pessoas para a realização dos serviços, superfaturados, de forma a beneficiar, primeiramente, os próprios lobistas, e, ainda, também os dirigentes do órgão contratador e das fundações”.

LEIA MAIS CLICANDO NO TÍTULO DESTA POSTAGEM.

terça-feira, 18 de março de 2008

Só gente fina e de moral ilibada: estes são os indiciados

Máfia do DETRAN-RS “visava roubar dinheiro público” afirmou Superintendente da PF Ildo Gasparetto

CORREIO DO POVO, 15 de Março de 2008 - “O delegado federal Gustavo Schneider, responsável pela Operação Rodin, afirmou ontem que parte do que foi desviado no esquema de corrupção no Detran gaúcho já está bloqueado. De acordo com ele, a Polícia Federal (PF) bloqueou os imóveis, carros e contas bancárias dos indiciados no inquérito policial. A estimativa da PF é que o total chegue a R$ 44 milhões. As propinas para os indiciados seriam, em média, de R$ 175 mil. Segundo Schneider, ocorreram, no mínimo, seis encontros do “núcleo dirigente”, composto pelos acusados, com os representantes das empresas sistemistas, como a Pensant, Rio del Sur e Newmark, que foram contratadas pela autarquia. Ao mês seriam repassados do erário público cerca de R$ 320 mil. Conforme o delegado há alternativas para conseguir o ressarcimento dos valores.

A estimativa é que os bancos apresentaram 30% do total calculado em operações bancárias feitas pelos suspeitos. “Sabemos que entre 2004 e 2006 pessoas vinculadas à Pensant sacaram, em dinheiro vivo, R$ 500 mil”, disse Schneider. O esquema começou a fracassar quando o dinheiro escasseou para os sistemistas. Schneider afirmou que, além de uma disputa para se beneficiar das propinas, haveria uma disputa interna para que um dos lobistas fosse descartado. O núcleo de tudo isto seria a empresa Pensant, onde foram encontrados, segundo Schneider, provas estarrecedoras.

Uma delas, seria relativa às pessoas que fizeram lobbie no “Pacto pelo RS”, pagas pela Pensant. Mas os proprietários desta empresa, junto com os que se beneficiariam, pretendiam expandir os negócios para outros estados.”

A fraude começou a ser desvendada em maio de 2007, quando a PF infestigava duas fundações ligadas a UFSM. A Fundação de Apoio, Ciência e Tecnologia (Fatec) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Educacional e Cultural (Fundae).

O Superintendente da Polícia Federal Ildo Gasparetto “lembrou que que os contratos da Fatec, em 2003 e da Fundae, em 2007, foram firmados sem licitação”, pelo DETRAN-RS. Em 2003, o governador era Germano Rigotto, e o Secretário de Segurança era o hoje desaparecido Dep.José Otávio Germano (PP).

Em 2007, o “novíssimo jeito de governar” de Yeda Roratto Crusius (PSDB), como estamos percebendo, o Secretário de Segurança era o Dep.Bacci (PDT), que ao assumir com sua política do “lugar de bandido é na cadeia” passou a desencadear certo calafrio em algumas “pessoas de bem”.

O problema era se definir o que é e quais eram as pessoas de bem, uma questão de semântica. Alguns passaram a se achar mais pessoa de bem do que outros. Aí tudo desandou.

Sabemos agora que façam a putaria que fizerem, alguns, por pertencer a determinadas agremiações partidárias típicas de pessoas de bem, são dotadas de certo salvo conduto, na imprensa e na justiça dos homens destes pagos.

O Superintendente Ildo Gasparetto revelou também que “ as duas fundações terceirizavam os serviços prestados subcontratando empresas sistemistas, dando forma ao esquema que funcionava a partir da influência política de lobistas que obtinham contratos com o Detran para as fundações. O esquema ficou evidente quando a autarquia trocou a Fatec pela Fundae, em 2007. A PF comprovou a existência de disputa política entre sistemistas, pois manteve-se o elo com a Pensant Consultores, de José Fernandes, e foi excluído Lair Ferst.” Leia-se como briga de cachorro grande.

Lista dos indiciados pela Operação Rodin:

Alfredo Pinto Telles - Cunhado de Lair Ferst, sócio da Newmark Tecnologia

Antônio Dorneu Cardoso Maciel - Quando foi preso pela PF, era diretor da CEEE e tesoureiro-geral do PP. Seu flat na Capital serviria para a distribuição de propina. (ele era tesoureiro geral do PP no Estado e eminência parda que dominou os bastidores do partido e da política gaúcha durante 25 anos, com atuação intensa na Assembléia Legislativa, onde era tido como um deputado sem mandato – do portal VideVersus)

Carlos Dahlem da Rosa - Dono do escritório Carlos Rosa Advogados Associados, que prestava serviço de consultoria ao projeto e recebeu entre 2002 e 2006 R$ 4.146.626,67 da Fatec. Funcionário da CEEE, quando a Rodin foi desencadeada, descobriu-se que ele estava há oito meses recebendo salário da estatal sem comparecer ao trabalho

Carlos Ubiratan dos Santos - (Bira Vermelho - diretor administrativo do Trensurb ) Diretor-presidente do Detran entre 2003 e 2006. Em sua gestão o órgão fez convênio com a Fatec. É ligado ao deputado federal José Otávio Germano (PP). Poucos dias antes de sua prisão, Carlos Ubiratan dos Santos realizou uma festa de primeiro naipe, à qual compareceram figuras do primeiríssimo grau da política e dos negócios no Rio Grande do Sul, para a inauguração de seu fabuloso apartamento de cobertura na Avenida Dom Pedro II, em Porto Alegre, que tem uma quadra de futebol de salão, com grama verdadeira e goleiras no terraço (do portal VideVersus).

Damiana Machado de Almeida - Sócia da Pakt, empresa sistemista

Dario Trevisan de Almeida – Professor da UFSM, coordenador da Fatec e responsável pelos serviços ao Detran

Denise Nachtigall Luz - Mulher de Ferdinando Fernandes, sócia do escritório Nachtigall Advogados Associados, subcontratado pela Fatec

Eduardo Redlich João - laranja de Lair Ferst

Elci Terezinha Ferst - Irmã de Lair e sócia da Newmark Tecnologia da Informação, Logística Marketing

Ferdinando Francisco Fernandes - Sócio da Pensant e filho de José Fernandes

Fernando Fernandes - Filho de José Fernandes

Fernando Osvaldo de Oliveira Junior - Sócio da Pakt, empresa sistemista

Flávio Roberto Luiz Vaz Netto - Era diretor-presidente do Detran quando a Operação Rodin foi deflagrada. Foi preso pela PF e exonerado do cargo. É procurador do Estado aposentado (aposentado em tempo recorde). Foi em sua gestão que o Detran trocou, sem licitação, o contrato com a Fatec por outro com a Fundae. Foi indicado ao cargo pelo PP.

Francene Fernandes Cardoso - Filha de José Fernandes, dono da Pensant

Francisco José de Oliveira Fraga

Gilson Araújo de Araújo - Servidor do Detran, dono de empresa que era remunerada pela Pensant

Hélvio Debus de Oliveira Souza - Contador, prestava serviço para a Fundae

Hermínio Gomes Junior - Diretor do técnico do Detran, foi afastado no dia em que foi deflagrada a Operação Rodin. É ligado ao PMDB, especialmente ao secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Fernando Záchia. Teria sido indicado pelo partido ao cargo na autarquia

Ipojucan Seffrin Custódio - Dono de sistemista ligada à Pensant

José Antônio Fernandes - Sócio da Pensant Consultores, apontado como um dos mentores da fraude milionária

Lair Antônio Ferst - Empresário, ex-coordenadora da bancada do PSDB na Assembléia. Atuou como um dos coordenadores da campanha da governadora Yeda Crusius ao governo do Estado

Lenir Beatriz da Luz Fernandes - Mulher de José Fernandes

Luciana Balconi Carneiro - Funcionária da Fatec, é sócia da Pakt, subcontratada pela Fundae para prestar serviços ao Detran

Luiz Carlos de Pellegrini - Dirigia a Fatec quando a Rodin foi deflagrada

Luiz Gonzaga Isaía - Presidia a Fundae

Luiz Paulo Rosek Germano - (apelido “Buti”) Prestador de serviços do escritório Carlos Rosa Associados e irmão do deputado federal José Otávio Germano

Marco Aurélio da Rosa Trevizani - Contador de Lair Ferst

Marilei de Fátima Brandão Leal - Sócia da Pakt, empresa sistemista

Mario Jaime Gomes de Lima - Funcionário da Pensant

Nilza Terezinha Pereira - Dá nome à empresa NT Pereira, umas das sistemistas e que seria de fato de propriedade de Carlos Ubiratan dos Santos e de sua mulher, Patricia

Patricia Jonara Bado dos Santos - Mulher de Carlos Ubiratan dos Santos. Era administradora da NT Pereira, empresa parceira da Newmark Tecnologia, subcontratada para prestação de serviços ao Detran

Paulo Jorge Sarkis - Ex-reitor da UFSM

Pedro Luiz Saraiva Azevedo - Cunhado de Hermínio Gomes Junior. Dono da empresa PLS Azevedo, uma das que prestavam serviços a uma das terceirizadas contratadas pelas fundações

Ricardo Höher - Filho de Rubem Höher

Ronaldo Etchechury Morales - Ex-presidente da Fatec

Rosana Ferst - Irmã de Lair, sócia da Rio del Sur e subcontratada pela Fatec

Rosmari Greff Ávila Silveira - Servidora da Universidade Federal de Santa Maria

Rubem Höher - Coordenador do projeto Detran junto à Fundae e Sócio da Doctus, subcontratada pela Fundae para prestara serviços à autarquia

Silvestre Selhorst - Secretário-executivo da Fatec

Ressalte-se que o processo judicial depende de avaliação do inquérito pelo Ministério Público, que decidirá se denuncia ou não os indiciados. Somente em caso de denúncia pelo MP os indiciados passarão a réus.

Do portal Vide Versus :

Toda esta situação terá desdobramentos poderosos, inclusive, na Maçonaria do Rio Grande do Sul. A Corregedoria da instituição terá grande trabalho, porque boa parte dos presos na Operação Rodin é formada de maçons. A Polícia Federal também recebeu a informação de que a empresa Pensant, de José Fernandes e seus filhos, uma das beneficiárias com subcontratações superfaturadas causando fraude no Detran, foi contratado, por um escritório de jornalismo especializado em lobismo, para realizar serviços de marketing e planejamento para o projeto “Pacto Pelo Rio Grande”, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, no ano passado.”
“Na Assembléia Legislativa, deputados estaduais comentam abertamente que a governadora Yeda Crusius não manda no seu governo, e não tem área de segurança, ou de informações, já que foi comunicada da Operação Rodin, pegando gente da estrutura de seu governo, somente quando a operação já estava em curso, e com altos figurões do primeiro escalão administrativo já algemado e colocado dentro das gaiolas dos camburões da Polícia Federal. Os comentários são de que o delegado federal Ademar Stocker aceitou o convite para ser sub-secretário de Segurança somente para poder encaminhar as investigações da Operação Rodin por dentro do aparelho do Estado do Rio Grande do Sul sem despertar suspeitas.”

Seria muito bom, educativo, democrático e desejável que os partidos envolvidos e o Governo do Estado começassem a se manifestar e esclarecer a opinião pública. Chega ser constrangedor o silêncio, quase um atestado de cumplicidade.

Direto do Blog A CARAPUÇA



Texto copiado do blog do Gilmar da Rosa.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Pedro Simon, o eloqüente

No RS Urgente:

Sempre atento aos escândalos de corrupção em Brasília, o senador Pedro Simon (PMDB) não disse uma só palavra, até agora, sobre o caso Detran que envolve integrantes de seu partido e aliados históricos. O silêncio não chega a ser uma novidade. Em outras ocasiões, como no recente caso Macalão, Simon também não produziu nenhum de seus discursos eloqüentes contra a corrupção.
tem mais. A imagem é da página do senador, tirada durante sua palestra "Ética na Política", em 2007-09-26.