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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O enigma dos microblogs

Os blogs são a representação máxima da democratização de expressão na internet. Qualquer pessoa, munida de um computador, pode ter o seu.

No início eles eram meros diários, registrando o dia-a-dia de seu autor. Mas de alguns anos para cá os blogs tornaram-se uma ferramenta de comunicação poderosa, capaz de atrair grandes audiências e influenciar o que é publicado na mídia tradicional. Também entraram para a rotina das empresas, que hoje têm nos blogs um canal de comunicação com voz humana para conversar com seus clientes, funcionários e fornecedores. Hoje existem mais de 70 milhões de blogs em atividade, e mais 120 000 são criados a cada dia. Agora, uma versão compacta desse fenômeno da comunicação está ganhando força na web: os microblogs. Em mensagens curtas, de até 140 caracteres, os microblogueiros tentam essencialmente responder à seguinte pergunta: O que você está fazendo? As postagens podem ser enviadas e lidas pela web, por programas de mensagens instantâneas (MSN Messenger) ou pelo telefone celular, e em geral são triviais. Versam sobre o cardápio do almoço ou sobre a demora na sala de embarque do aeroporto. Ninguém sabe muito bem para que servem os microblogs nem se eles um dia darão dinheiro (vários blogueiros vivem de atualizar seus sites). Mas o fenômeno já se espalha pela rede, e até mesmo as empresas estão aderindo a esse novo formato de comunicação.

A principal ferramenta do gênero é o Twitter, criado na Califórnia por um grupo de amigos interessados em compartilhar suas rotinas -- um deles, Evan Williams, foi o criador do Blogger, maior serviço de publicação de blogs do mundo, hoje parte do Google. Os microblogs têm uma característica em comum com as redes sociais, como Orkut e Facebook. No Twitter, cada usuário tem uma rede de amigos, que recebem automaticamente as postagens de seus contatos. Os primeiros a se entusiasmar com o novo sistema de publicação foram os luminares do Vale do Silício, sempre dispostos a tentar a última novidade digital. Depois o Twitter conquistou adolescentes em busca de diversão. Hoje, quase dois anos depois de lançado, o serviço já conta com quase meio milhão de adeptos -- e o número não pára de crescer. Um levantamento recente da empresa de pesquisas Forrester Research indicou que 6% dos internautas americanos adultos acessam o Twitter. "A chave dessa tecnologia é conectar a tela do computador a outra tela, a do celular", diz Peter Kim, analista da Forrester e ele próprio um microblogueiro. "O lado social da computação é uma das chaves do sucesso desse tipo de serviço."



Texto completo no saite da INFO Exame.


Eu tenho medo do Twitter

Nos últimos seis dias, 0 jovial Saskuna dedicou 18 preciosos momentos de sua caminhada neste planeta azul para contar, através de micro-relatos, o que andava aprontado no momento.

Já sei que ele trabalha, tem muito sono (provavelmente porque trabalha) e dores de cabeça. Não deu para inferir mais nada com essas informações, mas com boa vontade até que dá para traçar um perfil, mesmo que fajutíssimo.

Desde que decidi espiar o Twitter , com fins profissionais (é sério, estou fazendo uma matéria sobre isso) e levada, naturalmente, por uma curiosidade besta, confesso que ainda não me encantei com a ferramenta. Mas já que muita gente boa está apostando fichas altas na geringonça, quem sou eu para duvidar...

Há pouco li um artigo ressaltando as possibilidades de uso jornalístico desse misto de rede social, microblogging e (perdoem-me, eu ainda não viciei na coisa) falta do que fazer. O autor se chama Nico Luchsinger e o texto, muito bom, está em inglês.

Este texto continua no blog Jornalismo Cordial.