terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Carnaval no Rio: um enredo sobre corrupção e Dilma na escola de um bicheiro
Mas coube à Mocidade denunciar tudo isso que está acontecendo aí. Homens e mulheres de bem saíram bailando no Sambódromo para transformar a luta contra os moinhos num embate contra ladrões da pátria.
Um cara fantasiado de Quixote batalhava contra plataformas de petróleo (!?!) iluminadas sutilmente com a cor vermelha. De dentro delas saíam engravatados com valises cheias de dólares.
Um carro homenageou a ditadura. Num outro, Dom Quixote encontra ratos. Num outro, ainda, aparecem Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e Ariano Suassuna (!?!).
Havia também um navio negreiro. Mas o melhor ficou para o final, com o carro “Lava Jato da Felicidade”, uma “esperança de um país melhor”, afirmam os autores. Num determinado momento, bailarinos sinistros com malas nas mãos fazem uma dança maluca com uma mulher num tailleur vermelho, todos misteriosamente sem cabeça.
Completando o quadro, um dançarino se apresentou com uma luva com um dedo a menos na mão esquerda. Gênio. O coreógrafo Jorge Teixeira diz que fez “uma representação do que mais incomoda hoje no país”.
Teixeira e seus colegas encontrariam matéria prima sobre banditismo em casa, mas isso exigiria coragem e menos indigência e malandragem.
O dono da Mocidade Independente — ou “presidente de honra” —, Rogério de Andrade, é um daqueles cidadãos que a imprensa carioca chama “contraventor”, um eufemismo maravilhoso que só o Rio explica.
Confira no Diário do Centro do Mundo.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Lalá maior
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Globo censura homenagem a Dilma da escola Nenê de Vila Matilde
Durante a transmissão do desfile da escola paulista Nenê de Vila Matilde, a Rede Globo ignorou a ala de homenagem à presidenta Dilma Rousseff. A decisão da emissora gerou protestos pelas redes sociais que, em contrapartida, exigem a imediata regulamentação dos meios de comunicação no Brasil. A Nenê de Vila Matilde foi a primeira a desfilar no segundo dia (9) do carnaval paulista. A escola homenageou as lutas populares.
Vejam mais no PORTAL VERMELHO
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
terça-feira, 15 de março de 2011
Carnaval do Rio tem maior faturamento da história
O cálculo foi feito pela Prefeitura do Rio. Em 2010, o Carnaval atraiu 730 mil visitantes, que deixaram US$ 528 milhões na cidade. Ou seja, o número de turistas cresceu 37% e a receita teve alta de 40% neste ano.
Boa parte do êxito deve-se ao Carnaval de rua, retomado no início dos anos 2000 e que ganha força a cada ano. Os mais de 400 blocos atraíram 4,9 milhões de foliões.
A notícia continua na Folha.com .
terça-feira, 8 de março de 2011
Escola que homenageou Cuba é campeã do Carnaval

A escola da comunidade da Lagoa da Conceição, União da Ilha da Magia, de Florianópolis (SC), trouxe para avenida um tema recheado de polêmica. O enredo "Cuba sim. Em nome da verdade", ousou retratar os EUA como "monstros" e os guerrilheiros de Che e Fidel como ícones da liberdade.
Política à parte, o desfile encantou os jurados e trouxe o primeiro título para a agremiação em apenas três anos de história. A União deixou para trás escolas tradicionais da cidade, como a Copa Lord, atual campeã, e a Protegidos da Princesa, fundada em 1948 e detentora de 24 campeonatos. Unidos da Coloninha e Consulado do Samba ficaram na quarta e quinta posição, respectivamente.Vejam mais detalhes no PORTAL VERMELHO
segunda-feira, 7 de março de 2011
ALEYDA
Em PÁGINA/12
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Folia terceirizada
Na imprensa de Brasília não se lê uma só linha a respeito, mas há pouco menos de dois meses, em 29 de setembro, o banqueiro do jogo do bicho Aniz Abraão David, 65 anos, presidente de honra da escola de samba Beija Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro, recebeu um cheque de 1,5 milhão de reais do governo do Distrito Federal. Até o carnaval do ano que vem, Anísio, como é conhecido o bicheiro, deverá receber outros 1,5 milhão para colocar na avenida o samba enredo “Brilhante como o sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”, em homenagem à criação de Juscelino Kubitschek – que aliás, deve estar se remexendo no túmulo diante de tal homenagem. E também, certamente, por achar que isso é bastante dinheiro público na mão de um contraventor cuja ficha policial daria para cobrir parte considerável da Marquês de Sapucaí.
Aniz Abraão foi preso, pela primeira vez, em 1993, durante um histórico arrastão judicial comandado pela juíza Denise Frossard, no Rio de Janeiro, contra os principais chefes do jogo do bicho no estado. Condenado a seis anos de prisão, ficou apenas três anos na cadeia, de onde foi libertado por bom comportamento. Em abril de 2007, no entanto, Anísio voltou a ser preso, desta vez pela Polícia Federal, durante a Operação Hurricane, acusado de ligação com a máfia de contrabando de máquinas ilegais de caça-níqueis. Libertado por uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, também passou pouco tempo na cadeia. Em outubro de 2008, passou outra rápida temporada no xadrez, acusado de lavar dinheiro da mesma máfia carioca, mas em Natal, no Rio Grande do Norte.
Confira o texto completo no Brasília, Eu Vi.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
No Carnaval de 1969, um hino à liberdade ecoou na avenida...
Há quarenta anos, no carnaval de 1969 (dois meses após a decretação do tristemente célebre AI-5), o Império Serrano entrava na avenida com o enredo “Heróis da Liberdade”, embalado pelo belíssimo samba de Silas de Oliveira, Mano Décio e Manuel Ferreira. Em uma letra que exaltava as lutas pela liberdade ao longo da História brasileira - Inconfidência Mineira, Independência, Abolição - aparecem referências explícitas às manifestações contra o regime militar ocorridas no ano anterior: (Leia mais e ouça o samba no blog Abobrinhas psicodélicas).terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Demarcação de território
”Há quem jure que estou implicando com os pobres dos brancos. Na verdade, eu só estou numa fase infantil. Tenho mil perguntas para fazer. Exemplos: por que os desfiles de 7 de setembro e de 20 de setembro acontecem no Centro de Porto Alegre e o Carnaval foi escondido no Porto Seco? Por que o acampamento dos gauchinhos, com seus cavalos, gaitas e outros ruídos, mesmo durando umas três semanas, é no Harmonia, enquanto as escolas de samba se apresentam lá longe? Por que não unificar todos os nossos desfiles no Porto Seco? Por que Porto Alegre é uma das poucas capitais brasileiras que afastou completamente o Carnaval do Centro da cidade? Respostas, por favor.
A ditadura militar brasileira escondeu as universidades públicas na periferia. Os estudantes faziam muito barulho no centro das metrópoles. A maioria das grandes cidades brasileiras orgulha-se do Carnaval, um dos nossos melhores produtos de exportação. Será que Porto Alegre se envergonha do seu Carnaval? Unificar os nossos desfiles no Porto Seco seria muito vantajoso: gaúchos do Interior e estudantes de bairros chiques aproveitariam para conhecer a vida na periferia da capital gaúcha. Funcionaria como uma expedição antropológica. No Centro de Porto Alegre pode-se marchar a pé ou a cavalo. Mas não se pode sambar. Será que é por causa da nossa histórica falta de jogo de cintura?
A turma do 20 de Setembro comemora uma guerra que perdemos em cujas batalhas os negros iam na frente como bucha de canhão. Um bom enredo para uma escola de samba, em parceria com algum piquete gauchesco, seria a Batalha de Porongos. Lembram-se da Batalha de Porongos? É uma história edificante e dramática do final da Revolução Farroupilha. Cerca de cem homens do corpo de lanceiros negros, integrantes das tropas de David Canabarro, foram massacrados, de mãos livres, pelas forças de Francisco Pedro de Abreu. Uma carta do Barão de Caxias avisava Francisco Pedro de que tudo havia sido combinado com Canabarro para que os negros estivessem devidamente desarmados no momento do ataque. Não é carnavalesco?
Ensina muito sobre o Brasil. A guerra estava no fim. O acordo já estava costurado. A questão essencial era: o que fazer com os negros? Eles queriam liberdade. Isso provocaria um movimento abolicionista no Império inteiro. Não seria um bom negócio. Os brancos temiam que os negros formassem bandos de malfeitores. Por que será que os brancos sempre temem que os negros se tornem bandidos? Resultado genuinamente nacional: a autenticidade da carta foi contestada. O Império, feita a paz, arquivou o processo contra David Canabarro. Todas as nossas práticas de hoje já estavam perfeitamente desenvolvidas nesse episódio. Não dá samba? Por que não existem dezenas de filmes e centenas de livros sobre Porongos? São temas conhecidos, mas explorados com estranho comedimento.
A Batalha de Porongos e as degolas recíprocas da Revolução Federalista (1893-1895) são os acontecimentos mais extraordinários da história do Rio Grande do Sul. Hollywood já teria feito uns 15 épicos com esse material nebuloso e instigante. As degolas poderiam ser tratadas como um método ecológico, limpo, revolucionário e barato de eliminar adversários. Será que continuamos querendo esconder Porongos e as degolas como estamos fazendo com o Carnaval do Porto Seco? Ou estou ficando louco?”
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Botando o bloco na rua
O que notei pela quantidade de pessoas que acessaram os meus posts sobre o reveillon é que eu não sou o único procrastinador por aqui. Faltando apenas uma semana para a virada, umas 250 pessoas por dia estavam acessando o blog, desesperadas, com medo de ficar em casa, sozinhas, assistindo ao Reveillon do Faustão.
Sempre viajei no carnaval, geralmente para o litoral norte do Rio de Janeiro, mas esse ano não sairei da Cidade Maravilhosa, estarei ocupado organizando a minha mudança de apartamento. Mas não estou reclamando, afinal opções por aqui é que não faltam.
Peço desculpas, mas não vou falar sobre desfiles na Sapucaí. Se você quiser saber sobre isso, entre no site da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). O tema do meu artigo de hoje são os blocos de carnaval, que lotam as ruas da cidade e fazem a alegria dos turistas e dos cariocas.
Carnaval do Rio de Janeiro no Pensador Selvagem.
Carnaval na Alemanha: Aí Despe, Aqui Veste
Começa na quinta, “o dia em que as mulheres teem o poder”. Elas saem de tesoura - é isso mesmo, de tesoura na mão - e cortam um pedaço da gravata dos homens nas ruas e escritórios, como que tirando a “força masculina”. O ato simboliza a emancipação da mulher e, a meu ver, este é um corte “no símbolo fálico”. Homens de negócio na quinta feira já colocam mesmo uma gravata surrada para ser depenada no dia e engravatados turistas têm poucas chances de escaparem ilesos: serão vítimas das tesouras.
Também nesse dia os homens são alvos das mais diversas brincadeiras, como por exemplo nas comemorações internas lá do meu trabalho, quando os homens presentes foram submetidos a “tarefas” determinadas pelo mulheril.
Mais observações sobre este Carnaval alemão, no Pensador Selvagem.
Lactobacilos bêbados
Eu gostei do drink e achei o nome bem criativo. Então saí a caça da receita mas não achei. Então aí vai a receita q eu lembro + ou - de cabeça:
Lactobacilos Bêbados
1 dose de vodka para dois potinhos de Yakult
canela a gosto
leite condensado (esse ingrediente eu não lembro se fazia parte do drink)
Bata tudo no liquidificador (a mulher da barraquinha fazia um monte de uma vez) e adicione cubos de gelo ao servir
Contribuição do blog Filósofo de Boteco, nesses dias de Carnaval.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Alegria, alegria
Vai trabalhar no Carnaval? Acredite: não é feriado nacional
No entanto, um argumento colocaria todo esse impasse por terra, embora não seja muito fácil de aceitar: acredite, não é feriado nacional. Nem na terça-feira, muito menos na segunda ou na quarta-feira de Cinzas.