domingo, 24 de abril de 2011
Tensão entre a França e a Itália
A idéia de “missão humanitária” que os paises europeus estão levando a cabo na Líbia ficaram mais claras nas palavras do ministro de Assuntos Exteriores italiano Franco Fratttini: "Reconhecemos os rebeldes de Bengasi como interlocutores - explicou o político conservador - o conselheiro delegado da (a petroleira estatal) ENI, Paolo Scaroni está contatando o Conselho Nacional Trasitório para renovar a cooperação no campo petrolífero".
A Italia, que até recentemente tem tentado salvar sua relação privilegiada com Khadafi (um vínculo que consentiu à ENI o controle da maior parte do fluxo de petróleo que chega de Líbia a Europa) mudou de de lado com um só objetivo: garantir seu abastecimento energético. Não poderia ser de outra maneira: A Liga Norte, o partido xenófobo que exerce o papel de sócio principal do desgastado governo de Silvio Berlusconi, já deixou bem clara sua idéia sobre as relações com Tripolí: "Não é possível que outros paises levem o petróleo e nos deixem aos clandestinos" disse um porta-voz da formação autonomista em referência aos refugiados políticos. A algumas semanas das eleições municipais, a frustração dos liguistas é máxima: enquanto milhares de migrantes procedentes do Norte da África seguem desembarcando nas costas italianas, fracassa a intenção do ministro transalpino do Interior, Roberto Maroni (de la Liga Norte) de livrar-se do problema acima enviando-lhes a outros países. Sugestão de seu líder Umberto Bossi, que frente aos jornalistas propôs uma simples solução: Os imigrantes? "que não encham meu saco"(*).
(*)nota deste editor: traduzi “Fuera por mis cojones” como "não encham meu saco" para ficar mais próxima da expressão brasileira .
O texto completo, e com mais informações, está no DIAGONALweb
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
QUEM VEM LÁ, OBAMA OU O FINADO MR. KISSINGER?
SILENCIA SOBRE MASSACRES NO BAHREIN E IÊMEN.
"O cessar-fogo tem que ser implementado imediatamente e isto significa que todas os ataques contra civis têm que parar. (...) Esses termos não são negociáveis. (...) Se Kadafi não cooperar haverá consequências" (Barack Obama, horas antes de embarcar para o Brasil). Enquanto isso, no Bahrein, sob ocupação de tropas da Arábia Saudita e submetido à lei marcial, milhares de pessoas tomam as ruas da capital no enterro de líder oposicionista morto pelo regime, que destruiu inclusive a praça Pérola, ponto de encontro de manifestantes. Governado por uma autocracia sunita, o Bahrein, distante 25 quilômetros da Arábia Saudita, é uma espécie de guarita de segurança dos poços de petróleo do Golfo e serve como estacionamento para a V Frota norte-americana. No Iêmen pró-americano e aliado incondicional da Arábia Saudita, 41 civis foram mortos nas últimas horas. A ONU não autorizou uma zona de exclusão aérea contra o Iêmen e Bahrein; Kadafi não falou grosso com as autocracias amigas, tampouco considerou pertinente o uso de 'todas as medidas' para proteger os civis e os direitos humanos.
(Carta Maior; Sábado, 19/03/2011)
quinta-feira, 17 de março de 2011
TODOS OS POVOS SÃO IGUAIS PERANTE A ONU, MAS ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS
Conselho de Segurança da ONU aprova zona de exclusão aérea contra Kadafi e autoriza o uso 'de todas as medidas para proteger civis'. Brasil, Alemanha, China e Rússia se abstiveram. Enquanto isso, no Bahrein, sob ocupação de tropas da Arábia Saudita, forças de repressão mobilizam tanques e helicópteros contra milhares de pessoas que tomaram as ruas há vários dias pedindo o fim da monarquia e liberdades democráticas. Mais seis civis foram mortos nas últimas horas. Governado por uma autocracia sunita, o Bahrein, distante 25 quilômetros da Arábia Saudita, é uma espécie de guarita de segurança dos poços de petróleo do Golfo e serve como estacionamento para a V Frota norte-americana. Seus bancos compõem um braço do imenso paraíso fiscal regional, reunindo depósitos da ordem de US$ 200 bilhões. Essa coalizão de interesses decretou a lei marcial contra o movimento de oposição xiita, etnia que compõe a maioria esmagadora da população. A ONU não autorizou uma zona de exclusão aérea contra o Bahrein, tampouco considerou pertinente o uso de 'todas as medidas' para proteger seus civis.
(Carta Maior; 6º feira, 18/03/2011)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Cientista desmente números oficiais sobre vazamento no Golfo do México

Agência AFP
WASHINGTON, 27 Set 2010 (AFP) -Um pesquisador especialista em meio ambiente desmentiu nesta segunda-feira as estimativas do governo americano sobre o vazamento em um poço da BP no Golfo do México, ressaltando que mais da metade do petróleo derramado permanecia nas águas.
Grande parte do petróleo derramado evaporou, foi incendiado ou recuperado na superfície, mas o restante, "mais de 50% do material derramado é duradouro, resistente a qualquer dissolução", afirma o oceanógrafo Ian MacDonald em um painel presidencial sobre o vazamento.
Vejam mais detalhes em JORNAL DO BRASIL
domingo, 18 de julho de 2010
Ruptura apocalíptica da bôlha de metano?
Informes sinistros de que o desastre que acontece no Golfo do México poderia estar a ponto de alcançar proporções bíblicas se filtram apesar do bloqueio informativo sobre a operação de BP.
Há 251 milhões de anos uma gigantesca bôlha submarina de metano causou explosões intensas, contaminou a atmosfera e destruiu mais de 96% de toda a vida na Terra [1]. Os especialistas estão de acordo em que a extinção em massa do Pérmico-Triásico (PT) foi o maior evento de extinção em massa na história do mundo [2]
55 milhões de anos depois outra bôlha de metano rompeu-se causando mais extinções em massa durante o Máximo Térmico do Paleoceno Superior (LPTM, por suas siglas em inglês). O LPTM durou 100.000 anos [3]
55 millones de años después se rompió otra burbuja de metano causando más extinciones masivas durante el Máximo Térmico del Paleoceno Superior (LPTM, por sus siglas en inglés). El LPTM duró 100.000 años [3]
Vejam mais em REBELION.ORG
BP está a restringir acesso ao estudo do poço de petroléo
Numa entrevista a Amy Goodman para “Democracy Now”, o cientista Ira Leifer, que trabalha para o Governo dos EUA, afirma que a BP está a restringir o acesso ao estudo sobre o poço de petroléo.Quando o derramamento de petróleo pela BP entra no seu 77º dia, nós falámos com um cientista que lidera a equipa de investigadores que tentam aceder ao poço para estudar melhor o que se está a passar no local.
Ira Leifer é cientista do Flow Rate Technical Group (Grupo Técnico da Taxa de Fluxo) nomeado pelo governo dos Estados Unidos e investigador do Instituto de Ciência Marinha da Universidade da Califórnia, Santa Barbara.
Vejam a entrevista completa em ESQUERDA.NET
terça-feira, 13 de julho de 2010
Derrame no Golfo: hora de usar a bomba atômica para tapar o poço ou perder os oceanos
Um informe de especialistas russos adverte sobre o enorme risco que está correndo a vida marinha de todo o planeta por causa da inação da BP e o governo ianque com respeito ao derrame de petróleo no Golfo do México. Segundo Anatoli Sagaliévich, reconhecido explorador submarino russo, o fundo do Golfo do México já ficou "irremediavelmente" destruído e nosso planeta deve começar a preparar-se para um desastre ecológico "muito além de toda a compreensão" a menos que se empreenda "medidas extraordinárias" para deter o fluxo massivo de petróleo. O informe foi preparado por Sagaliévich para o Kremlim. A proposta russa é denotar o fundo do golfo com um dispositivo nuclear, algo que o ex-assessor de energía de George W.Bush, Matthew Simmons, vê como factível.Vejam mais em URGENTE24
terça-feira, 22 de junho de 2010
Em memória de tudo o que foi perdido
A raiva é palpável ao longo do Delta do Mississipi, diante das consequências da maior catástrofe ambiental na história dos EUA.
Nova Orleães – A raiva é palpável ao longo do Delta do Mississipi. À medida que o geyser de petróleo da Deepwater Horizon1 continua imparável, as consequências da maior catástrofe ambiental na história dos Estados Unidos estão a chegar à costa; a ecologia, a economia e modos de vida sofrem o impacto.
Viajei pelos pântanos e pelas cidades costeiras do Estado do Luisiana durante quatro dias, conhecendo as pessoas das linhas da frente da maré negra. Estão enraivecidas, sem trabalho e lêem nos jornais artigos sobre pessoas que ficaram doentes.
Vejam o texto completo em ESQUERDA.NET
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Acidente no Golfo do México: E se fosse com a Petrobrás?
O acidente com a plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, completa um mês e está longe do fim. O petróleo continua a vazar e chovem críticas contra a negligência das agências reguladoras americanas. Mas ele desapareceu do noticiário na imprensa brasileira. Se fosse com a Petrobrás, ela seria beneficiada com esse silêncio da mídia?Hoje completa um mês que a plataforma Deepwater Horizon explodiu no Golfo do México e o acidente ainda não está controlado. É possível imaginar o escândalo que a imprensa dos patrões estaria promovendo se, por infortúnio, um acidente semelhante tivesse ocorrido em uma plataforma da Petrobrás. Mas não foi, e o assunto sumiu do noticiário, ficando relegado a notas de menor importância nos grandes jornais.
(...)
Por isso ela tem razão ao esconder o assunto: o acidente no Golfo do México é pedagógico e expõe ao ridículo os fundamentos da ideologia neoliberal defendida pelos portavozes do grande capital neste lado do mundo.
Vejam o texto completo no PORTAL VERMELHO
segunda-feira, 10 de maio de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Zelaya: "O petróleo é a verdadeira raiz do golpe em Honduras"
07 Mar.- O petróleo é a verdadeira raiz do golpe de Estado perpetrado contra o presidente Manuel Zelaya, assim o confirmou o ex-presidente hondurenho durante uma entrevista concedida ao programa Dossier, que transmite Venezoelana de Televisión.O ex-mandatário do país centroamericano explicou que os ataques contra seu governo iniciaram a raiz do golpe quando decidira acabar com o monopólio que mantiveram os governos anteriores em Honduras com as empresas petroleiras, o qual se baseava num sobrepreço que beneficiava as transnacionais responsaveis de abastecer petróleo a seu país: Shell, Exxon e Texado.
Referiu que recentemente instalado no cargo presidencial, solicitou a essas companhias modificar os preços de venda do combustível, pois as mesmas desfrutavam do que qualificou como um "pacto de corrupção".
Vejam mais em APORREA.ORG
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O que não estamos a ouvir acerca do Haiti: petróleo
"Há prova de que os Estados Unidos descobriram petróleo no Haiti décadas atrás e que devido a circunstâncias geopolíticas e a interesses do big business foi tomada a decisão de manter o petróleo haitiano na reserva para quando o do Médio Oriente escasseasse. Isto é pormenorizado pelo dr. Georges Michel num artigo datado de 27/Março/2004 em que esboça a história das explorações e das reservas de petróleo no Haiti, bem como na investigação do dr. Ginette e Daniel Mathurin. Também há boa evidência de que estas mesmas grandes companhias de petróleo estado-unidenses e seus monopólios inter-relacionados de engenharia e empreiteiros da defesa fez planos, décadas atrás, para utilizar portos de águas profundas do Haiti tanto para refinarias de petróleo como para desenvolver parques de tancagem ou reservatórios onde o petróleo bruto pudesse ser armazenado e posteriormente transferido para pequenos petroleiros a fim de atender portos dos EUA e do Caribe. Isto é pormenorizado num documento acerca da Dunn Plantation em Fort Liberté , no Haiti.
Vejam o texto completo em RESISTIR.INFO
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Inicia-se a pilhagem do petróleo iraquiano
Exxon Mobil e Shell tomaram um dos maiores campos de petróleo do mundo
Bagdá - Quando os primeiros soldados norte-americanos e britânicos chegaram aos subúrbios de Bagdá em 2003, denominaram seus primeiros acampamentos provisórios de "Camp Exxon" e "Camp Shell".
Por Falah El Shakir, no Monitor Mercantil
Há alguns dias, a história os justificou, quando o governo-fantoche do Iraque cedeu oficialmente os direitos de exploração do gigantesco campo petrolífero de Kurna Ocidental - uma das maiores reservas de petróleo do mundo - exatamente àqueles dois gigantes petrolíferos.Assim, a Exxon Mobil abocanhou a "fatia do leão" (80%) do total das reservas, enquanto, o desdentado Império Britânico deverá ficar satisfeito com a parcela-saldo das reservas destinada à Shell (20%).
sábado, 26 de abril de 2008
O presidente Lula, quando soube da descoberta e do volume de reservas possível, retirou do nono leilão, corretamente, 41 blocos que circundavam o campo de Tupi e eram dessa nova província. Certamente ele está sofrendo pressões fortíssimas para recolocar esses blocos em leilão. Acho que o povo, junto com as entidades representativas da sociedade, deve apoiar e ao mesmo tempo pressionar o governo para suspender os leilões e propor mudanças na Lei 9478/97, até porque ela é cheia de incoerências.
Saiba de outras informações cruciais nesta entrevista com diretor da Aepet (Associação Engenheiros da Petrobrás), Fernando Siqueira, no Correio da Cidadania. (Dica do Nelson Grohs)
sexta-feira, 25 de abril de 2008
O tigre no canavial - a Cosan compra a Esso
Com a compra a Cosan passa a ser a quinta maior varejista de combustíveis do país, com 7,2% do mercado e torna-se a primeira produtora de etanol integrada verticalmente, controlando desde o plantio da cana-de-açúcar até a distribuição e comercialização dos combustíveis no varejo e no atacado. Derrotada pela Cosan na disputa pela Esso, a Petrobras começa a olhar para a Texaco.
A gigante americana Exxon Mobil, proprietária da marca Esso, permanecerá atuante no Brasil, no setor de exploração e produção. (N.E. - É claro que não irão embora dos vastos e comprovadamente ricos campos de petróleo que compraram por algumas bananas e uvas de Lula e FHD) Leia mais no JB.
sábado, 21 de julho de 2007
Brasil permite que venenos mortais sejam despejados à vontade pelas petrolíferas
Outro fato que provocou o protesto das entidades socioambientais foi que a resolução específica não criou padrões para o despejo de outras substâncias tóxicas no mar, como o mercúrio, chumbo, arsênio etc. A existência da resolução específica previa estudos e trabalhos que deliberassem sobre essas normas.Agência Carta Maior
“Não existe limites para a liberação dessas substâncias. Mesmo que haja uma quantidade absurda de qualquer uma delas no mar, não há padrões que regulem isso. A resolução apenas diz que deve ser feito o monitoramento”, lamenta Zuleica Nycz, conselheira do Conama pela sociedade civil.
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