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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Furacão passa pelo Caribe e EUA e mata 85; nenhum é cubano

O furacão Gustav deixou no Caribe um saldo de 85 mortos e um dado revelador: nenhum deles era cubano. Mais uma vez, os meios de comunicação ocidentais tiveram de engolir outro sapo que, provavelmente, teriam esfregado as mãos se a história tivesse sido diferente. Terão de seguir espreitando.

Por J.M. Álvarez, para o Kaos en la Red




O Gustav tocou a terra cubana no sábado, 30 de agosto, com ventos de 240 quilômetros por hora, isto é, Furacão de Categoria 4 na escala Saffir-Simpson.

A província mais afetada foi Pinar del Río. Em sua trajetória pela ilha, o furacão deixou 18 pessoas feridas, nenhuma gravemente, e destruiu, total ou parcialmente, 90 mil casas. Todas serão reconstruídas.


O Gustav tocou terra americana na segunda-feira, 1.º de setembro, na costa do Golfo do México, a oeste de Nova Orleans, com categoria 2, ou seja, a metade da força com a qual golpeou Cuba, mas provocou, no mínimo, 7 mortes e causou danos variados a 80 mil residências, como casas alagadas e com destroços (além de cortes de eletricidade).


Os proprietários das casas terão de resolver por suas próprias contas os danos. Pobre daquele que não tiver seguro.


Vejam o texto completo no Vermelho.

NÃO SE PERDEU UMA SÓ VIDA HUMANA

O impacto direto do potente furacão Gustav, com ventos máximos sustentados de 240km/h e rajadas superiores aos 300km/h, ocasionou inúmeros prejuízos na Ilha da Juventude, Pinar del Río e Havana, contudo, o mais importante é que não se perdeu uma só vida humana, segundo informou o espaço da rádio e televisão Mesa-Redonda Informativa de 31 de agosto, onde autoridades do Estado-Maior Nacional da Defesa Civil, dos Conselhos de Defesa das províncias atingidas, e dirigentes de organismos, avaliaram os principais estragos em cada território e os trabalhos da recuperação.

Segundo o coronel Miguel Ángel Puig, chefe do Departamento de Operações do Estado-Maior Nacional da Defesa Civil, o fato de não ter que lamentar a morte de uma só pessoa demonstra mais uma vez a firme decisão política da Revolução na hora de preservar a integridade física dos cidadãos frente às contingências da natureza.

Segundo cifras preliminares enunciadas por Puig, apenas se reportaram 19 feridos sem risco para a vida, enquanto o total de pessoas protegidas atingiu 467 mil, das quais, cerca de 61 mil foram transferidas para albergues. Os 77 % dos evacuados moram em Pinar del Río, na Ilha da Juventude e nas províncias de Havana e da Cidade de Havana.

Veja o texto completo no Granma(Digital Granma Internacional).