domingo, 21 de outubro de 2007
Perguntar não ofende
NOVO ENDEREÇO - A jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, deixou Barcelona depois de 11 anos na cidade. Ela foi transferida para Londres, onde passa a integrar a equipe de Marcos Losekan, chefe do escritório da Globo na cidade.
A pergunta que não quer calar é simples: alguém sabe qual foi a última matéria realizada pela jornalista para algum dos telejornais da TV Globo?
Para quem não sabe, Miriam Dutra é mãe de um menino chamado Tomás. O pai dele atende pelo nome de Fernando Henrique Cardoso. A imprensa brasileira achou um horror que Renan Calheiros tenha usado um amigo lobista para pagar a pensão alimentícia de sua filha com Mônica Veloso. Mas nunca deu um pio sobre o caso de FHC. Não é no mínimo esquisito que a TV Globo, uma concessionária de serviço público, pague salários e mantenha uma jornalista no exterior sem que ela realize uma mísera pauta para seus telejornais?
Como diria o gaiato, cada um com seus problemas.
Do Blog Entrelinhas.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Do RS Urgente: Notas sobre a Absolvição de Calheiros
2. Renan intimidou senadores - Senadora Heloísa Helena. A senhora sonegou o pagamento de impostos em Alagoas. Deve mais de R$ 1 milhão. Tenho um documento aqui que prova isso. E nem por isso eu o usei contra a senhora - disparou Renan Calheiros ao se defender da tribuna do Senado pouco antes de ser absolvido pela maioria dos seus pares.
- É mentira, mentira - gritou a presidente do PSOL sentada no meio do plenário. Pouco antes, ela subira à tribuna para atuar como advogada de acusação.
Renan não deu bola para a reação de Heloísa. Em seguida, virou-se para Jefferson Perez (PDT-AM) e comentou: - Veja bem, senador Jefferson Perez. Eu poderia ter contratado a Mônica [Veloso, ex-amante dele] como funcionária do meu gabinete. Mas não o fiz.
Perez nada disse. Ouviu calado.
Então foi a vez do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Renan disse olhando diretamente para ele: - A Mônica Veloso tem uma produtora. Eu poderia ter contratado a produtora dela para fazer um filmete e pendurar a conta na Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso.
Do Blog Entrelinhas: O significado da absolvição de Renan
O significado da absolvição de Renan
Primeiro, é preciso dizer que, definitivamente, não foi um embate em que os contendores tiveram os mesmos espaços para explicar seus pontos de vista, especialmente na reta final que antecedeu a votação de ontem, quarta-feira, no Senado da República. Muito pelo contrário: o que se viu foi um massacre midiático raramente assistido na política nacional e que talvez só tenha paralelo no episódio do escândalo do mensalão.
Sim, Renan Calheiros, presidente do Senado, foi massacrado na imprensa desde abril deste ano. Pode até ser que Renan seja um picareta e que o lobista da Mendes Jr. tenha pago todas as despesas da ex-namorada do senador, a já célebre Mônica Veloso. O pequeno problema é que ninguém conseguiu provar que o lobista pagou as tais contas. Foi por este motivo que Renan se safou na votação de ontem, e não porque o PT e o governo "operaram" a favor do presidente do Senado (qualquer energúmeno que saiba fazer contas é capaz de perceber que, tendo o PT rachado na votação, o que faltou foi voto da oposição, e não da base aliada...).
Nesta quinta-feira, teremos na mídia as mais variadas análises sobre o que ocorreu. A maior parte dos colunistas vai falar em crise moral, avacalhação do Congresso, fim do mundo e outras coisa ainda mais graves. Calma, caro leitor, o Brasil não acabou porque Renan foi absolvido. Na verdade, ainda que o senador seja culpado e no futuro reste provado que ele de fato recebeu favores de seu amigo lobista, a absolvição tem um aspecto positivo que é o de mostrar que a imprensa não tem força (ainda) para assumir o papel de polícia e Justiça. A mídia quer investigar, julgar e condenar, mas este não é o seu papel. Renan merece ser julgado e, provada a sua culpa, condenado, mas na Justiça ou no Senado, se a alegação for de falta de decoro parlamentar. Ninguém pode nem merece ser julgado e condenado pela mídia e é sempre bom lembrar o Caso Dreyfus nessas horas.
Do Blog Entrelinhas: Playboy manterá capa com Mônica Veloso?
A pergunta que não quer calar no Senado:
Playboy manterá capa com Mônica Veloso?
Do Diário Gauche: A mídia oligárquica tem uma central única de editorialização
A mídia oligárquica tem uma central única de editorialização
Eis as principais manchetes de hoje de alguns dos panfletos partidários da oligarquia brasuca:
O Estado de S. Paulo: Renan escapa da cassação com ameaças e a ajuda do Planalto
Jornal do Brasil: Senado contra o povo
Folha de S. Paulo: Senadores absolvem Renan
O Globo: Renan se livra da cassação com voto de 40 senadores
Correio Braziliense:- Vergonha nacional
Jornal do Commercio: Renan escapa - O Senado se curva
Zero Hora: Absolvição de Calheiros desencadeia onda de indignação no País
Como se pode notar, estamos diante de uma ação orquestrada, todos falam sobre o mesmo tema e com igual conteúdo. É uma pregação, quase uma evangelização laica, mas de profundo significado político-ideológico.
Onde está a “onda de indignação no País”? Esse mesmo alerta, que visa promover o terrorismo no senso comum, foi usado incansáveis vezes durante a crise ética de 2005 e depois, durante o primeiro turno da eleição presidencial de 2006. Tudo inútil. Os supostos “indignados” estão se lixando para esses pastores da noite autoritária, para os pregadores da moralidade das ceroulas.
Texto completo no Diário Gauche.
Os Imparciais
"Renan saiu do prédio do Congresso debaixo de vaias dos jornalistas Chegou a ouvir o grito de "ladrão".
Do blog de Ricardo Noblat, que depois justifica:
"Agora me lembrei que os jornalistas costumavam vaiar Fernando Collor de Melo quando ele foi candidato a presidente da República em 1989. Na época, a maioria dos jornalistas encarregada da cobertura das eleições torcia pela vitória de Lula."
Ah tá...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Folha Online: Oposição decide votar LDO após desistência de Renan de presidir sessão
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Com a decisão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de não presidir a sessão do Congresso Nacional para a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), os partidos de oposição estão dispostos a aprovar a lei sem dificuldades nesta quarta-feira. A oposição desistiu de obstruir a votação com a decisão de Renan de passar o comando da sessão para o primeiro vice-presidente da Câmara, Narcio Rodrigues (PSDB-MG).
Na Folha Online