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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A revolta impotente da ombudsman contra seu próprio jornal

Quase senti pena da última coluna de Vera Guimarães, ombudsman da Folha.
Foi um grito de revolta impotente, uma lamúria atirada num jornal que perdeu o pudor, foi tudo isso muito mais que um mero artigo para analisar o jornal.
Foi, também, uma amostra dos apuros que jornalistas honestos enfrentam hoje em redações dedicadas a minar o pensamento progressista.
Ou você joga este jogo sujo ou está fora.
Vera, pelo menos por enquanto, está garantida pela imunidade temporária que o cargo dá a ela.
O tema da coluna era Eduardo Cunha.
A pergunta central de Vera era a seguinte: como o jornal pudera não dar Cunha na manchete depois que as autoridades suíças revelaram espetacularmente que ele tem várias contas na Suíça abastecidas de dinheirosujo.
Quer dizer: se aquilo não é manchete, o que é manchete?

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Pouco barulho para uma pauta-bomba



Não foi por falta de reconhecimento da gravidade do caso. Na mesma sexta, o principal editorial descrevia bem a escalada no grau de comprometimento de Cunha, embora ainda reservasse enorme dose de boa vontade ao aventar a possibilidade de que a informação da Suíça pudesse estar errada. Também pegou leve com a atitude imperial do deputado, que até então havia se recusado a falar do assunto, como se não devesse explicações.
O colunista Bernardo de Mello Franco (Brasília, na pág. A2) escreveu que Cunha "continua a confiar na covardia do governo e na cumplicidade da oposição, a quem se aliou na causa do impeachment". Até a sexta à noite (quando entrego a coluna), essa confiança era merecida: o presidente da Câmara estava sendo convenientemente poupado de críticas. Um deputado (anônimo, como sói acontecer) resumiu a chave oportunista: "Resta rezar para que a conta [de Cunha] só apareça após o impeachment".
É parte do jogo político essa complacência que atropela sem dó qualquer coerência e subordina valores republicanos a interesses de ocasião. E é a essa imagem de condescendência interessada que a Folha corre o risco de se ver associada com uma cobertura que parece não conferir o peso devido aos problemas de um dos principais personagens da crise política. Não é necessário pesquisar muito para comprovar que o jornal já fez muito mais barulho com histórias menos comprometedoras e figuras menos controversas.


Confira o comentário de Vera Guimarães, Ombudsman da Folha de São Paulo, a respeito da cobertura do jornal, disponível também em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

Destaque do blogueiro.

domingo, 4 de outubro de 2015

A morte das revistas semanais brasileiras

É a morte do jornalismo semanal. E uma morte infame, desonrosa, suja.
Tantas revelações em torno de Eduardo Cunha com suas contas na Suíça, e nenhuma revista semanal o deu na capa.
Que ele precisaria fazer para ir para a capa da Veja, da Época e da IstoÉ?
A mídia fala tanto em corrupção, e quando aparece um caso espetacular destes finge que não viu.
É uma amostra do que a imprensa sempre faz quando se trata de político amigo: joga a corrupção para baixo no tapete.

Continue lendo no Diário do Centro do Mundo

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Folha de São Paulo adere ao golpismo

O jornal Folha de S. Paulo, junto com Jornal do Brasil, O Globo e O Estado de S. Paulo, foi um dos pilares da ditadura militar de 1964. A Folha ficou famosa por emprestar suas camionetes para a OBAN transportar gente a ser torturada. Nos últimos tempos, a Folha vinha tentando não mostrar muito apetite por um golpe branco no Brasil. Mas cachorro comedor de ovelha não tem jeito. No último domingo, o jornal de Otávio Frias Filho, num editorial intitulado “Última chance”, voltou às suas origens golpistas: pediu a renúncia da presidente Dilma Rousseff ou o corte de programas sociais: ”O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa”.
Forçar um presidente eleito a renunciar em função da crise é uma forma de fazer o jogo de uma oposição incapaz de ter paciência para esperar a eleição seguinte. É a obsessão pelo atalho. A mídia brasileira não se contém mais. Empurra a própria oposição a ser mais radical. A Folha de S. Paulo elegeu o seu bode expiatório: “A contenção de despesas deve se concentrar em benefícios perdulários da Previdência, cujas regras estão em descompasso não só com a conjuntura mas também com a evolução demográfica nacional. Deve mirar ainda subsídios a setores específicos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais”. É uma confissão. A corrupção, que grassa e deve ser combatida, tem sido um pretexto para atacar o que realmente incomoda, os “desembolsos para programas sociais”. Eis.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Catastrofismo da mídia ignora resultados da luta contra a desigualdade

relatório da ONU divulgado ontem contrasta de forma impactante com o catastrofismo que é vendido diariamente pela grande imprensa.
O Brasil que evolui, ainda que a passos lentos, vem sendo constantemente traduzido pela mídia como um país descendo a ladeira.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Há interesses políticos em desvalorizar a Petrobrás", diz consultor

"Existe um interesse político, de quem já quis privatizar a Petrobras, de diminuir os investimentos na empresa  e assim, enfraquecê-la, mas há também uma vontade de quem quer comprar ações mais baratas. Sempre vão ter aqueles que vão acreditar nesse discurso, de que a Petrobras tá indo mal, e vender seus papéis". 

A análise, na contramão de tudo o que vem sendo falado com relação à estatal brasileira do petróleo, é do engenheiro Ivo Pugnaloni, investidor na empresa e consultor da Enercons para o setor de energia.


Vejam mais no JORNAL DO BRASIL

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Prisão no mensalão: jogada eticamente duvidosa

 
Marcelo Auler
Quando, em julho de 2000, o ministro Marco Aurélio Mello, respondendo pela presidência do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar em um habeas corpus libertando da prisão o banqueiro Salvatore Cacciola, internamente, a grita entre os procuradores da República foi geral. Reclamavam do fato do ministro ter atendido monocraticamente um pedido que dificilmente passaria pelo plenário.
Marco Aurelio era vice-presidente do STF e estava na quinzena do recesso em que respondia por qualquer pedido urgente que ali impetrassem. 


Vejam mais no JORNAL DO BRASIL

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Por que é certo indiciar Policarpo

Tiremos o excesso das palavras que têm varrido as discussões políticas, jurídicas e ideológicas no Brasil. Somos, subitamente, a pátria dos “quadrilheiros”. Policarpo está longe de se enquadrar, tecnicamente, nesta categoria, e disso estou certo. Não vararia madrugada em redação se recebesse de Cachoeira mais que dossiês.
Mas, por ter se tornado tão próximo de Cachoeira, ele acabou se deixando usar por um grupo no qual o interesse público era provavelmente a última coisa que importava. Logo, havia um envenenamento, já na origem, nas informações que ele recebia e publicava. Que Policarpo não se tenha dado conta do pântano em que pescava denúncias não depõe a favor de sua capacidade de observar, mas miopia não é crime.
Minha convicção é que ele não terá dificuldades, perante a justiça tão louvada pela mídia por sua atuação no Mensalão, em provar que fez apenas jornalismo com Cachoeira – ainda que mau jornalismo.
Mas é necessário que Policarpo enfrente o mesmo percurso de outros envolvidos neste caso. Ele deve à sociedade, e ao jornalismo, explicações.
Teria sido infame não arrolá-lo. Isso teria reforçado a ideia de que jornalista é uma categoria à parte, acima do bem e do mal, acima da lei.


Confira o texto completo no Observatório da Imprensa

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Por que a Veja quer Barbosa na presidência do STF?

Historicamente, o pleito não apresenta surpresas. Pela tradição da casa, é eleito sempre o ministro mais antigo que ainda não ocupou o cargo. A bola da vez é Barbosa, que tomou posse em 2003, na sequência de Cezar Peluzo, que se aposentou por idade em 3/9, e de Ayres Britto, que se aposentará pelo mesmo critério em 18/11. Mas o nome de Barbosa está longe de ser consenso entre os colegas. Às vésperas da votação, o juiz recebeu um entusiasmado apoio da revista Veja. O artigo é de Najla Passos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O jornalismo hipócrita da Rede Globo e da mídia nacional

No primeiro dia útil de 2012 a Rede Globo e a mídia brasileira noticiaram – de forma hipócrita – que o Irã, mais uma vez, desafiava o mundo ao fazer testes com mísseis de médio e longo alcance no Estreito de Ormuz, por onde passa a maior parte do petróleo consumido no Ocidente, fornecido por monarquias árabes corruptas e subservientes ao imperialismo e ao sionismo.  

O “jornalismo” da Globo tenta induzir a opinião pública a apoiar qualquer tipo de ação criminosa por parte dos EUA ou da Otan contra o Irã, para favorecer a política belicista e imperialista dos EUA e racista de Israel.

Vejam mais em PORTAL VERMELHO



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Projeto da grande imprensa é varrer a ‘era Lula’

É preciso, pois, demolir um sistema político que permite a eleição de um Lula.
O ponto de partida é a destruição da política, depois da desmoralização dos políticos e dos partidos. Como sabemos que é impossível sustentar uma democracia sem políticos e sem partidos políticos…
Esta operação está em curso.
Nem mesmo os néscios de carteirinha supõem que a atual campanha da grande imprensa tem por objeto a defesa dos interesses de nosso povo ou de nosso país. Senão a desmoralização da política
No Brasil, a liberdade de imprensa, que precisa ser a mais ampla possível, limita-se à liberdade, sem responsabilidade, das grandes empresas de comunicação, que expressam o pensamento único, não apenas em seus editoriais (que ninguém lê), mas agora quase principalmente no noticiário, seja nacional seja internacional (repertório das grandes agências), nas reportagens e no pensamento de seus colunistas e colaboradores. Estes são escolhidos ou por partilharem do pensamento patrão, ou por a ele se haverem adaptado para serem colunistas. E nesta hipótese, serviçais, procuram ser mais realistas do que o próprio rei.


Confira o texto de Roberto Amaral, no sítio da CartaCapital

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Merval Pereira e a “negociata” da ABL

Em mais um triste momento da sua história, a Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu o “calunista” da TV Globo, Merval Pereira, como o novo titular da cadeira 31, desocupada com a morte do escritor Moacyr Scliar.

A deprimente escolha confirma o servilismo da chamada “elite da literatura” brasileira à ditadura midiática.

Entre o escritor Antônio Torres, autor reconhecido no mundo inteiro por sua vasta obra literária – em 1999, o governo francês concedeu a ele o título de “Cavaleiro das Artes e das Letras” – e o jornalista global, os “imortais” da ABL preferiram premiar o segundo. Merval publicou dois livros: um em 1979, feito a quatro mãos, e outro do ano passado, que reúne artigos publicados no jornal O Globo – a maioria de oposição raivosa e golpista ao governo Lula.

Leia MAIS.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dilma não é Cardoso

Mas se ponderamos a atualidade com mais rigor que ideologia veremos que o referido Pensamento Jornalístico Único é pouco objetivo ao conceder tanta transcendência à foto de Dilma com Cardoso que, aos 80 anos, deixou de ser um personagem determinante do cenário brasileiro. Houve temas de igual ou maior importância, merecedores de um lugar mais destacado nas capas, mas que não tiveram esse destaque.

Por exemplo, no mesmo dia em que se encontrou com Cardoso, Dilma entregou 1.900 casas a famílias pobres de São Paulo, sob a promessa de construir mais dois milhões de casas como forma de enfrentar a crise, mediante uma fórmula distinta da “insensatez” dos Estados Unidos que, conforme disse, insiste em subsidiar os bancos. E declarou que a prioridade de seu governo é o social, muito mais do que “limpeza ética” que causou a renúncia de quatro ministros, a remoção de um quinto que agora comanda uma secretaria sem peso, e tem outros dois sob observação, os de Turismo e Cidades, segundo se informou neste final de semana.

O certo é que esses assuntos significativos, como o Programa Brasil Sem Miséria ou a recente cúpula da Unasul em Lima, passam quase em branco nas manchetes, pois o Pensamento Jornalístico Único (o chamaremos de PJU), antes de responder a critérios noticiosos, responde a um programa de ação política, dado que a imprensa desempenha o papel de principal força opositora, enquanto se reconstrói o Partido da Socialdemocracia, reduzido a escombros após ser derrotados nas eleições do ano passado pelo PT de Rousseff e Lula.





Confira o texto completo na Agência Carta Maior

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A vitória de Dilma que o PIG não mostrou



O Estadão atribuiu a vitória ao Lula.

O Globo diz que Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014.

A Rede Globo ficou o dia inteiro mostrando o Faustão e escondendo a vitória de Dilma e para piorar não mostrou a festa da população nas ruas comemorando a vitória da primeira mulher Presidente do Brasil.

Assim é o PIG – Partido da Imprensa Golpista… sempre escondendo dos brasileiros suas vitórias e conquistas.

Lula não precisou do PIG (não almoçou com eles).

Dilma também não precisará.


Continue lendo no blog Dilma Presidente. Na foto, a comemoração da vitória na Av. Paulista, São Paulo, Capital. Mais fotos de comemoração pelo Brasil, .

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Folha, em campanha, quer autos do processo q levou Dilma a prisao na ditadura

O plenário do Superior Tribunal Militar (STM) julga hoje um mandado de segurança protocolado pelo jornal Folha de S Paulo, que pede acesso aos autos do processo que levou a candidata petista Dilma Rousseff à prisao durante a ditadura militar (1964-1985). Segundo a Folha, o protocolo havia sido negado na última semana pelo ministro Marcos Torres, que alegou que nao poderia permitir que o veículo tivesse acesso aos autos antes de uma decisao do STM. Torres disse, ainda, que a publicaçao poderia ter feito o pedido antes do início da corrida eleitoral.

Leia mais no BLUE BUS.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Folha enxerta Lula na crítica de Marina a Serra

A alegação da Folha de S.Paulo em seu hipócrita editorial de ontem de que “procura manter uma orientação de independência, pluralismo e apartidarismo editoriais” é escandalosamente desmentida hoje pelo próprio jornal com o título que criou para as críticas que Marina fez ao relacionamento- se é que se pode chamar assim - de Serra com a imprensa.

Enquanto O Globo escreveu “Em Guarulhos, Marina diz que Serra intimida jornalistas”, e o IG usou “Marina critica Serra por ‘intimidar a imprensa’”, a Folha encontrou um jeito de incluir Lula na história e titulou assim a sua matéria: “Marina acusa Lula e Serra de tentarem intimidar imprensa”.

Para justificar seu título forçado, a Folha disse que a crítica a Lula foi velada e que a crítica a Serra foi direta. Mas o “imparcial” jornal paulista ignorou um dado fundamental que constava de sua própria matéria e deveria ter sido determinante na orientação do título. Depois de criticar intimidações à imprensa de uma forma geral, Marina foi perguntada a quem se referia, e respondeu que era a Serra.


Confira no blog do Luís Nassif.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mídia e militares: saudades de 1964?

Momento máximo da loucura da campanha eleitoral. A mídia insiste na tese de que o governo Lula e o PT tem um projeto autoritário e pretendem calar a imprensa “livre’ (embora seja incapaz de apontar um caso concreto nos últimos oito anos de tentativa de restrição à liberdade de expressão). Ao mesmo tempo, parte da mídia se associa aos militares para defender sua suposta autonomia ameaçada. Ou não é isso que se pode concluir sobre o seminário marcado para a quinta-feira 23 na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro? Intitulado “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão”, o debate reunirá Reinaldo Azevedo e Merval Pereira, entre outros.


Confira na CartaCapital.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Para entender o caso Erenice

Erenice não foi apontada como cúmplice de nenhum crime. Não há um dado objetivo sequer de que tenha compactuado com a quadrilha. O próprio fato de ter demitido Marco Antonio dos Correios é prova mais que robusta.

Mas cometeu desvios éticos, ao não analisar devidamente as sugestões do filho.

Não há nenhum dado que comprove o atendimento de qualquer demanda por parte da Casa Civil. A tentativa de ligar o caso a Dilma Rousseff é bisonha e não convence sequer o cidadão comum, mesmo bombardeado pela mídia de maneira exaustiva.


Confira o texto completo no blog do Luís Nassif.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cadê o escândalo que estava aqui?

Como funciona o esquema de subjornalismo de criação de escândalos?

Solta-se a primeira matéria, com um suposto escândalo graúdo. No caso atual, a tal reportagem da Veja informando que Erenice Guerra recebeu propinas no valor de R$ 5,8 milhões; que tinha reuniões em sua casa com o lobista, nas quais eram proibidos equipamentos que pudessem conter gravadores; que disse que o dinheiro era para financiar atividades políticas do Planalto. Só isso. Fosse verdade, não apenas Erenice mas a República teria caído.

Uma marotagem visando eximir o lobista de apresentar provas - a história de que não podia ir a reuniões com Erenice nem com canetas - é apresentada por insigines jornalistas como prova de que os fatos ocorreram. A denúncia se resume a provas declaratórias - se é que houve - de um lobista que mentia até sobre seu cargo na empresa que assessorava.

Em cima desse fato, começam repercussões de qualquer tipo, mesmo que nada tenham a ver com a denúncia principal. Cada denúncia, por mais besta que seja, é acompanhada de um pró-memória de que fulano foi acusado de cobrar propinas. Não se tem um dado objetivo sequer corroborando a acusação-mãe, mas ela é repetida como se fosse verdade sacramentada.


Continue lendo no blog do Luís Nassif.