Por Luiz Cláudio Cunha em 24/11/2009 | |
| A maior fraude com dinheiro público da história do Rio Grande do Sul carrega nos ombros o sobrenome ilustre de Germano Rigotto. O irmão do ex-governador gaúcho, Lindomar, brilha como o principal implicado entre as 22 pessoas e 11 empresas denunciadas pelo Ministério Público e arroladas na CPI da Assembléia gaúcha que investigou há 14 anos uma milionária falcatrua na construção de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Foi uma tungada, em valores corrigidos, de aproximadamente 800 milhões de reais – quase 15 vezes o valor do mensalão do governo Lula, três vezes o valor dos desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, cerca de 20 vezes o valor apurado no escândalo do Detran que expôs a governadora gaúcha Yeda Crusius a um pedido de impeachment. Esta história foi contada em detalhes, em 2001, por um pequeno jornal de Porto Alegre, com tiragem de apenas cinco mil exemplares numa capital com quase 1,5 milhão de habitantes – e está recontada, a partir desta semana, numa edição extra do JÁ que chega às bancas e no seu site. Vejam mais no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA | |
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
JÁ, RESISTÊNCIA E AGONIA - O jornal que ousou contar a verdade
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Privatização da CEEE?
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), está tentando negociar um acordo com o governo federal para privatizar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), afirma o site Relatório Reservado, em seu boletim para assinantes de 9 de janeiro de 2008. A operação, caso tivesse o aval da União, envolveria diretamente a Eletrobrás e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Yeda quer que o banco financie o comprador da empresa gaúcha, através de uma linha de crédito de até 40% do valor a ser pago pela mesma. Além disso, segundo a mesma fonte, Yeda tenta arrancar da Eletrobrás, dona de 32% da CEEE, a garantia de permanência no capital da companhia mesmo após o leilão. A presença da Eletrobrás no negócio é considerada fundamental por Yeda para atrair os investidores privados, pela possibilidade de ter ao lado um parceiro forte.
Yeda, diz ainda a publicação, quer enterrar o antigo modelo de venda da CEEE (formatado durante o governo Britto), que prevê apenas a venda dos ativos em geração e transmissão. A meta seria a venda do controle de toda a empresa. A governadora tucana estima que a operação poderia render entre R$ 4 e R$ 5 bilhões. A venda da CEEE abriria as portas, afirma o Relatório Reservado, para outras privatizações, como a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e da Sulgás. Para Yeda, a participação do BNDES e da Eletrobrás na privatização seria um importante trunfo político. Assim, ela constrangeria a oposição na Assembléia Legislativa, especialmente o PT. Durante a campanha eleitoral, não custa lembrar, Yeda garantiu que não privatizaria nenhuma empresa em seu governo.
Está escrito aqui.
Yeda, diz ainda a publicação, quer enterrar o antigo modelo de venda da CEEE (formatado durante o governo Britto), que prevê apenas a venda dos ativos em geração e transmissão. A meta seria a venda do controle de toda a empresa. A governadora tucana estima que a operação poderia render entre R$ 4 e R$ 5 bilhões. A venda da CEEE abriria as portas, afirma o Relatório Reservado, para outras privatizações, como a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e da Sulgás. Para Yeda, a participação do BNDES e da Eletrobrás na privatização seria um importante trunfo político. Assim, ela constrangeria a oposição na Assembléia Legislativa, especialmente o PT. Durante a campanha eleitoral, não custa lembrar, Yeda garantiu que não privatizaria nenhuma empresa em seu governo.
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